No dia 22 de abril, o mundo celebra o Dia Internacional da Mãe Terra, uma data que transcende fronteiras e culturas, convidando a humanidade a refletir sobre sua relação com o planeta. Instituído oficialmente pela Resolução 63/278 da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2009, o dia tem raízes mais antigas: foi criado em 1970 pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, como resposta às crescentes preocupações ambientais da época.
O Dia da Terra nasceu em meio a protestos contra a poluição industrial, o uso indiscriminado de pesticidas e a degradação dos ecossistemas. Desde então, tornou-se um marco anual de mobilização social e política em defesa da natureza. Mais do que uma efeméride, é um espaço de conscientização coletiva sobre temas urgentes: contaminação ambiental, conservação da biodiversidade, mudanças climáticas e a necessidade de práticas sustentáveis.
A escolha da expressão “Mãe Terra” pela ONU reforça uma dimensão cultural e espiritual. Diversas tradições ancestrais reconhecem a Terra como entidade viva, fonte de alimento, abrigo e equilíbrio. Ao adotar essa visão, o dia convida não apenas à ação política, mas também à reconexão simbólica com o planeta como lar comum da humanidade.
Em 2026, o Dia da Terra ganha ainda mais relevância diante dos desafios contemporâneos: incêndios florestais devastadores, crises hídricas, perda acelerada de espécies e a urgência de transições energéticas. A data é um lembrete de que cada gesto individual, da redução do consumo de plástico ao apoio a políticas ambientais, compõe uma resposta coletiva.
Celebrar o Dia Internacional da Mãe Terra é, portanto, um ato cultural e político. É reconhecer que a arte, a educação e a memória histórica têm papel fundamental na construção de uma consciência ecológica. É também reafirmar que proteger o planeta não é apenas uma questão científica, mas um compromisso ético e civilizatório.
© Alberto Araújo
Focus Portal Cultural

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