A Rede Sem Fronteiras (RSF) organização que nasceu com o propósito de difundir a literatura e a cultura em língua portuguesa, conectando artistas, escritores e intelectuais em diversos países. Com núcleos espalhados por diferentes regiões, a RSF se consolidou como uma ponte entre culturas, promovendo eventos que celebram a arte em suas múltiplas formas.
No dia 17 de abril de 2026, o Núcleo Cultural da Rede Sem Fronteiras no Rio de Janeiro realizou sua primeira grande reunião, um marco histórico para a instituição. O encontro aconteceu na Igreja Presbiteriana de Botafogo, reunindo palestras, dramatizações, homenagens, música, poesia e celebrações. Sob a liderança da presidente do núcleo carioca, Angela Guerra, o evento simbolizou não apenas a força da cultura local, mas também a integração com a RSF Mundial, presidida por Dyandreia Valverde Portugal.
A programação teve início com a palestra de Mário Moreira, que abordou o tema “O divino e o feminino na tragédia grega”. A reflexão trouxe à tona a importância das figuras femininas na dramaturgia clássica, revelando como a presença do sagrado e do feminino moldou narrativas que atravessaram séculos.
O evento contou com a presença de inúmeras personalidades da cultura e acadêmica, em especial da Vice-presidente Cultural Mundial da Rede Sem Fronteiras, Ana Maria Tourinho, que representou a presidente mundial Dyandreia Portugal. Em sua fala, Ana Maria destacou a importância da criação do núcleo carioca e exaltou o trabalho de Angela Guerra e sua diretoria.
Trecho de seu discurso: “Hoje, não estamos apenas inaugurando um evento; estamos materializando um sonho: o nascimento de um núcleo forte, atuante e pulsante da nossa RSF aqui no Rio de Janeiro, nossa cidade maravilhosa.” Ana Maria reforçou que o encontro seria divulgado pela RSF Mundial, alcançando todos os países lusófonos e os 25 núcleos espalhados pelo mundo. Sua fala trouxe entusiasmo e esperança, consolidando o evento como um marco de união cultural.
Em seguida, a Cia dos Lobos, dirigida por Antonio Sciamarelli e com a participação da atriz Priscilla Lanter, apresentou uma leitura dramatizada de obras que dialogam com a tradição trágica e com a força da literatura universal. Entre os títulos encenados, destacaram-se:
Antígona, de Sófocles – um clássico da tragédia grega que expõe os dilemas entre lei divina e lei humana.
Antônio José ou o Poeta e a Inquisição, de Gonçalves de Magalhães – obra que resgata a memória do primeiro dramaturgo brasileiro, vítima da intolerância inquisitorial.
No entanto, o ponto alto da dramatização foi a interpretação de dois textos de William Shakespeare, que trouxeram à cena a complexidade do amor e da condição humana: Soneto 116. Um dos mais célebres sonetos da literatura ocidental, o Soneto 116 define o amor verdadeiro como imutável e eterno. A leitura destacou a ideia de que o amor não se altera diante dos obstáculos nem se desgasta com o tempo. Foi um momento de lirismo e contemplação, em que o público pôde refletir sobre a essência do afeto idealizado.
Otelo – A Tragédia do Mouro de Veneza. Na sequência, a dramatização de Otelo trouxe à tona o lado sombrio do amor. A peça expõe como o ciúme e a manipulação podem destruir a confiança e a vida de um casal. O vilão Iago, ao instilar dúvidas em Otelo, leva o protagonista a acreditar na infidelidade de Desdêmona. A encenação ressaltou os temas universais da inveja, da traição e da fragilidade das relações humanas diante da dúvida.
Além das dramatizações e palestras, o evento contou com homenagens a personalidades que contribuem para a cultura e a literatura. Houve também espaço para música e poesia, em formato de microfone aberto, permitindo que os presentes compartilhassem suas vozes e sentimentos.
O encontro terminou em clima festivo, com bolo e brindes em celebração às aniversariantes do mês, entre elas Telma Moreira, Chaja Finkelsztain, Glaudia Mamede, Maeva Santiago e Márcia Schweizer, que comemorou seu aniversário justamente no dia do evento.
A presidente mundial da RSF, Dyandreia Valverde Portugal, foi lembrada com carinho e respeito, sendo representada por Ana Maria Tourinho. Dyandreia é reconhecida por sua dedicação à literatura e por sua capacidade de articular uma rede global de cultura.
No Rio de Janeiro, a liderança de Angela Guerra foi exaltada como fundamental para o sucesso do núcleo. Sua sensibilidade artística e sua determinação foram descritas como a alma da iniciativa, inspirando todos os presentes.
O evento de 17 de abril de 2026 não foi apenas uma reunião, mas um verdadeiro ato de celebração da cultura, da literatura e da arte. A palestra, as dramatizações, as homenagens e as celebrações criaram um mosaico de intelecto e afeto, mostrando que a Rede Sem Fronteiras é mais do que uma instituição: é um movimento vivo, pulsante e global.
O Núcleo do Rio de Janeiro nasce com força e brilho, reafirmando que a arte é capaz de unir pessoas, transcender fronteiras e ecoar por toda a comunidade lusófona.
© Alberto Araújo
Focus Portal Cultural
Discurso de Ana maria Tourinho
durante a 1ª Reunião da Rede Sem Fronteiras
Rio de Janeiro
Boa tarde a todos!
Senhoras e senhores, ilustres membros desta mesa de trabalho, amigos e amigas da Rede Sem Fronteiras.
Que dia memorável e auspicioso! Ao olhar para esta mesa constituída e para este auditório vibrante, sinto uma felicidade imensa. Hoje, não estamos apenas inaugurando um evento; estamos materializando um sonho: o nascimento de um núcleo forte, atuante e pulsante da nossa RSF aqui no Rio de Janeiro, nossa cidade maravilhosa.
É com profundo orgulho que testemunho este trabalho, fruto da dedicação e da sinergia de uma diretoria unida, coesa, em prol de um único ideal: o fortalecimento da nossa literatura e cultura. À frente desta orquestra, temos a honra de contar com a liderança inspiradora da nossa querida presidente, Angela Guerra, uma mulher que personifica a arte em suas múltiplas facetas, cuja determinação, sensibilidade e força são a alma deste núcleo. Parabéns Angela, a você e a toda a sua diretoria pelo trabalho que realizam e que ainda virão a realizar.
A programação de hoje é um reflexo fiel da riqueza que almejamos. Iniciaremos com um mergulho na sabedoria clássica, com a palestra de Mário Moreira sobre ‘O divino e o feminino na tragédia grega'. Em seguida, a palavra ganhará corpo e alma na Leitura Dramatizada de trechos de tragédias, não necessariamente gregas, com os talentosos Antonio Sciamarelli e Priscila Lanter. Teremos também o momento de celebrar quem nos inspira, com as Homenagens, e de abrir o coração e a voz no espaço de Música e Poesia. E, claro, celebraremos a vida, com os brindes aos nossos queridos aniversariantes do mês, dentre os quais: Telma Moreira (5), Chaja Finkelsztain e Glaudia Mamede (10), Maeva Santiago (16) e hoje 17/04 Márcia Schweizer.
É uma tarde de intelecto, arte e afeto. E é fundamental que todos aqui presentes compreendam a importância deste momento. Esta celebração não se encerra nestas paredes. Este evento, esta nossa união, será divulgada com destaque pela RSF Mundial, alcançando todos os países lusófonos. Nossas vozes, ideias e arte ecoarão por toda a comunidade de língua portuguesa, chegando a cada um dos 25 núcleos da RSF espalhados pelo mundo.
Portanto, o que fazemos aqui hoje serve de inspiração e fortalece uma rede global de cultura. Que tenhamos momentos magníficos, à altura do que a literatura e a arte merecem.
Trago a todos, de além-mar, um forte abraço de nossa presidente mundial, Dyandreia Valverde Portugal.
Muito obrigada!



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