PARA MÁRCIA PESSANHA,
Ao contemplar este voo azul, uma dança de pétalas aladas sobre o vale, não pude deixar de pensar na sua Literatura. Há algo profundamente poético na maneira como as borboletas recortam o horizonte, um movimento que é, simultaneamente, leveza e transformação. Impossível não associar esse espetáculo a você, nossa eterna "Borboletranda" da cultura fluminense.
Em suas mãos e em sua escrita, a literatura ganha a mesma volúpia, a mesma capacidade de alçar voo. Quando lemos o seu "Borboletrando", não apenas folheamos poemas; presenciamos o desabrochar de uma sensibilidade que, como estas borboletas, sabe encontrar cor mesmo nos dias mais cinzentos. Você transpõe para o papel a essência da metamorfose constante, o ímpeto de se refazer a cada verso, a cada capítulo. Que este vídeo seja um abraço, um pequeno tributo à sua trajetória luminosa. Que a sua poesia continue a transbordar, como este vale que agora se faz morada para o infinito azul.
Abraços © Alberto Araújo.

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