domingo, 30 de agosto de 2026

LIDERANÇAS MÉDICAS NACIONAIS REÚNEM-SE EM PORTO ALEGRE PARA DEFINIR SOLUÇÕES CONCRETAS FRENTE À CRISE DO ENSINO MÉDICO NO BRASIL

Dr. Antônio Braga, Pres. do CREMERJ, Dr. J. Camargo, Dr. Maurício Magalhães, Drª Ana Magalhães e a escritora Ana Maria Tourinho e Dr. Euderson Kang Tourinho.

Em um momento crucial para a saúde pública e a formação profissional no país, Porto Alegre transformou-se no epicentro dos debates sobre o futuro da prática médica brasileira. Nos dias 28 e 29 de agosto de 2026, o auditório do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (CREMERS) recebeu o Encontro das Academias de Medicina do Brasil. O evento reuniu expoentes da medicina nacional com uma meta clara e urgente: ultrapassar o mero debate teórico e converter as crescentes preocupações com a formação acadêmica em diretrizes práticas e mandatórias. 

Organizado pela Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina (ASRM) em cooperação com a Academia Nacional de Medicina (ANM), o simpósio demarcou uma postura propositiva. Diante do cenário de proliferação desordenada de faculdades de medicina pelo território nacional, movimento que hoje enfrenta complexas disputas judiciais e questionamentos técnicos quanto à qualidade do ensino, as instituições presentes focaram em estruturar mecanismos de proteção à sociedade e ao exercício da medicina. 

A conferência inaugural do encontro trouxe à tona um dos temas mais críticos da rotina médica. Ministrada pelo Presidente da Academia Nacional de Medicina, o acadêmico e psiquiatra Antonio Egídio Nardi, a palestra abordou o tema "Suicídio de médicos: Por que tantos médicos se matam?". 

Nardi apresentou estatísticas preocupantes sobre a incidência de distúrbios psíquicos entre acadêmicos e profissionais formados. O impacto da alta competitividade, somado à carga de exaustão extrema, privação de sono e isolamento social, foi apontado como um fator que compromete a integridade dos médicos desde o ingresso na faculdade. O alerta enfatizou a necessidade imediata de reestruturar o ambiente acadêmico, promovendo suporte psicológico e garantindo condições dignas de vida e trabalho durante e após a graduação. 

O tom de urgência do evento foi sintetizado nas palavras do Presidente da ASRM, Sérgio de Paula Ramos, médico psiquiatra e psicanalista, reeleito por unanimidade para a presidência da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina (ASRM) para a gestão de 2026 a 2027. 

"Nossa responsabilidade é transformar reflexão em proposta, conhecimento em compromisso e debate em ações concretas".

No segundo dia, as atividades se concentraram em torno do painel interativo “Face ao atual momento do ensino médico, o que a Academia propõe?”. Representantes acadêmicos de diversos estados, entre eles São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Bahia, Paraná e Santa Catarina, compartilharam panoramas regionais e discutiram os principais desafios enfrentados na formação médica.

O encontro possibilitou alinhar propostas e estabelecer diretrizes voltadas para a criação de critérios de avaliação mais rigorosos, além de mecanismos de fiscalização que garantam qualidade e responsabilidade no ensino. A troca de experiências entre diferentes regiões reforçou a importância de uma atuação conjunta e integrada, capaz de responder às demandas atuais da educação médica e de projetar caminhos para o futuro da profissão.

Esse momento destacou o papel da Academia como espaço de reflexão e construção coletiva, reafirmando seu compromisso com a excelência e a ética na formação de novos profissionais.

Como resultado dos debates, está sendo redigida a Carta de Porto Alegre, documento público que reúne as principais diretrizes das academias médicas. O texto será encaminhado diretamente aos órgãos governamentais e autoridades federais em Brasília, consolidando o posicionamento institucional diante dos desafios atuais do ensino médico.

A Carta se fundamenta em três eixos centrais de ação: Primeiramente, no âmbito do Exame Nacional Obrigatório, propõe-se a criação de uma avaliação nacional gerida diretamente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como pré-requisito para a concessão do registro profissional (CRM), garantindo um nível mínimo de competência técnica e prática antes que o graduado receba autorização para o atendimento de pacientes.

Em segundo lugar, no eixo de Regulação do Ensino, o documento exige critérios rigorosos para a abertura ou expansão de vagas de graduação, incluindo a presença de hospitais de ensino estruturados, leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) suficientes e um corpo docente altamente qualificado, visando conter a expansão irresponsável de cursos sem infraestrutura adequada. 

Por fim, no pilar de Interiorização Humana, sugere-se a formulação de políticas públicas estruturadas para a fixação de médicos em regiões periféricas e do interior do país, contemplando carreiras de Estado e incentivos técnicos para distribuir os profissionais de forma equilibrada por todo o território nacional, sem comprometer a qualidade da assistência prestada à população. 

A relevância das deliberações em Porto Alegre foi reforçada pela presença de importantes entidades de classe e representações regionais. O evento contou com o suporte do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) e da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS). A Academia de Medicina do Rio de Janeiro esteve representada pelos acadêmicos Euderson Tourinho e Hilton Koch.

 

A articulação entre a academia e as entidades sindicais e associativas reflete um posicionamento coeso da comunidade médica. O consenso firmado ao término do evento estabelece que a preservação da qualidade no ensino médico é a principal garantia para a segurança e a saúde da população brasileira nos próximos anos.

A noite foi marcada por elegância e cultura. A vice-presidente cultural mundial da Rede Sem Fronteiras, Ana Maria Tourinho, esteve presente acompanhada de seu esposo, o médico Dr. Euderson Kang Tourinho, representando a Academia de Medicina do Rio de Janeiro. A presença da elite da medicina brasileira deu ao encontro um caráter distinto e sofisticado, reforçando a relevância do evento. 

O ambiente foi enriquecido por música ao vivo: O talentoso baixista interpretava peças de música clássica e até trechos de óperas, criando uma atmosfera refinada que dialogava com o espírito da ocasião. Entre os convidados, destacou-se o Dr. Gilberto Schwartsmann, médico, escritor e colecionador de livros raros, cuja trajetória une ciência e literatura. Que autografou o seu livro: Gilberto Schwartsmann – Monólogo de um certo Fiódor Dostoiévski. 

Para selar o sucesso das deliberações com chave de ouro e em clima de grande confraternização, o Dr. Gilberto Schwartsmann abriu com enorme generosidade as portas de sua residência. Como um anfitrião impecável, ele recebeu os participantes do conclave para um elegante coquetel em seus salões, proporcionando um momento vibrante de celebração, troca de afetos e estreitamento de laços entre os grandes nomes da medicina brasileira.

Foi, sem dúvida, uma noite memorável, em que medicina, arte e cultura se entrelaçaram, reafirmando o papel das academias e instituições em promover encontros que unem conhecimento, sensibilidade e tradição. 

Créditos das fotos: Compartilhadas gentilmente pela Ana Maria Tourinho 

© Alberto Araújo

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ABERTURA DA EXPOSIÇÃO CAMINHOS DO AFETO NA SOCIEDADE FLUMINENSE DE FOTOGRAFIA CONTA COM A PRESENÇA DA PRESIDENTE MÁRCIA PESSANHA

No sábado, 29 de agosto, às 15h, a Sociedade Fluminense de Fotografia viveu um momento de grande celebração cultural com a abertura da exposição “Caminhos do Afeto”, que marca o encerramento do projeto Fotografia para Todos. O evento reuniu artistas, convidados e autoridades em torno de uma mostra que traduz, em imagens, a pluralidade dos olhares e das experiências humanas. 

O presidente da Sociedade Fluminense de Fotografia, Antônio Machado, conduziu a cerimônia de abertura com sua tradicional oratória vibrante e envolvente. Em seu discurso, agradeceu calorosamente a todos os presentes, ressaltando a importância da arte fotográfica como instrumento de inclusão e expressão.  A presidente da AFL, Márcia Pessanha, também esteve presente, abrilhantando ainda mais a ocasião. Sua participação simbolizou o diálogo entre diferentes linguagens artísticas e reforçou o caráter culturalmente abrangente da exposição. 

Em meio às palavras, o presidente Antônio Machado fez questão de destacar a relevância da Academia Fluminense de Letras (AFL) – presidente Márcia Pessanha e citou nominalmente a presença de convidados especiais, reforçando o elo entre literatura e fotografia como formas complementares de sensibilizar e transformar.  A presidente do Elos Internacional estava presente e posa em uma foto ao lado da presidente Márcia Pessanha. 

A mostra reúne trabalhos de três turmas que participaram ao longo do ano: Pessoas com mais de 60 anos, que trouxeram memórias e vivências traduzidas em imagens cheias de afeto; Jovens da rede pública, que revelaram olhares frescos e criativos sobre o cotidiano; Pessoas com T21 ou TEA, que apresentaram perspectivas singulares e profundamente sensíveis. 

Na exposição, um dos pontos que chamaram atenção foi o painel em azul, fruto de um trabalho coletivo de reciclagem e bricolagem realizado pelos alunos. As fotos estavam cuidadosamente fixadas na parede, compondo uma narrativa visual que se expandia através das colagens. Nesse painel, cada participante recortou e sobrepôs elementos, criando composições únicas que, juntas, formaram uma unidade marcada pela cor azul.

O azul, escolhido como tom predominante, trouxe harmonia e identidade ao conjunto, simbolizando serenidade e profundidade. O processo criativo envolveu cortar, colar e reinventar materiais, transformando simples fragmentos em obras expressivas. Assim, o painel não apenas exibiu imagens, mas também revelou o gesto artesanal e colaborativo dos alunos, que deram vida a um espaço de experimentação e afeto. 

Esse detalhe reforça o caráter inclusivo e criativo da mostra, onde cada trabalho é resultado de olhares singulares e da força da coletividade. A colagem azul tornou-se, portanto, um símbolo da união entre técnica, imaginação e emoção.

O resultado é um verdadeiro mosaico de diversidade, onde cada fotografia carrega histórias, emoções e formas únicas de ver o mundo. 

Um detalhe que torna o evento ainda mais especial é o espaço escolhido: a Galeria Octávio do Prado, a primeira galeria projetada especialmente para fotografia no Brasil. O local, por si só, já é um marco histórico e cultural, e sua ocupação por uma mostra tão significativa reforça o papel da Sociedade Fluminense de Fotografia como guardiã e promotora da arte fotográfica. 

A visitação é gratuita e acontece na sede da Sociedade Fluminense de Fotografia, na Rua Dr. Celestino, 115, Centro, Niterói. Os horários são:

Segunda a sexta: das 9h às 17h30min

Sábados: das 9h às 12h30min

A exposição integra as comemorações do mês da fotografia e se apresenta como um convite para se emocionar e se inspirar através dos olhares que constroem novas formas de ver e sentir o mundo. 

Venha conhecer Caminhos do Afeto e celebrar conosco a força da arte como ponte de inclusão, memória e sensibilidade.

 Créditos das fotos: Aldo Pessanha

© Alberto Araújo

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SIG BERGAMIN E MURILO LOMAS ASSINAM ARQUITETURA DA FAZENDA SANTA HELENA, NOVO EMPREENDIMENTO DA JHSF

Localizado a apenas uma hora de São Paulo, projeto de 6 milhões de m² reúne arquitetura, natureza, esporte e bem-estar em um novo destino de campo 

A arquitetura brasileira ganha um novo endereço voltado à integração entre natureza, bem-estar e experiências de alto padrão. No sábado 29 de agosto de 2026, foi inaugurada a Fazenda Santa Helena, novo empreendimento da JHSF, localizado a apenas uma hora de São Paulo, que ocupa uma área de 6 milhões de m² e tem arquitetura assinada pela dupla Sig Bergamin e Murilo Lomas, com paisagismo de Maria João d’Orey. 

Reconhecidos por projetos que transitam entre diferentes escalas, linguagens e referências, Sig Bergamin e Murilo Lomas levam à Fazenda Santa Helena uma arquitetura pensada para estabelecer uma relação próxima com a paisagem e com a experiência de viver no campo. O projeto integra diferentes núcleos residenciais e de convivência à extensa área verde da propriedade, criando uma proposta que combina sofisticação, natureza e uma nova maneira de experienciar a vida fora dos grandes centros urbanos. 

A Fazenda Santa Helena foi concebida como um destino completo, reunindo residências, esporte, gastronomia, bem-estar e atividades ao ar livre. Entre os principais espaços estão trilhas em meio à mata nativa, um campo de golfe assinado por Jack Nicklaus, Golf Clubhouse, Centro Equestre e o Santa Helena Country Club, que contará com restaurante, spa e quadras esportivas. O empreendimento também terá o Santa Helena Market, com lojas, gastronomia e serviços. 

Dentro desse conjunto, a arquitetura de Sig Bergamin e Murilo Lomas participa da construção de uma identidade que busca equilibrar a grandiosidade da propriedade com a relação direta com a natureza. A proposta contempla lotes a partir de 2.000 m², estâncias de 20.000 m² e Villas de 608 m², com cinco suítes e lotes a partir de 1.000 m².

A participação da dupla reforça também a trajetória de Sig Bergamin e Murilo Lomas na criação de projetos que unem arquitetura, interiores e uma forte narrativa estética. Com repertórios complementares, os arquitetos vêm desenvolvendo trabalhos que exploram diferentes referências culturais e formas de habitar, sempre com atenção à relação entre os espaços e seus contextos. 

A inauguração da Fazenda Santa Helena marca, assim, a chegada de um novo destino de campo nos arredores de São Paulo, em que arquitetura e paisagismo são protagonistas de uma experiência que propõe valorização do tempo, do bem-estar e da relação com a natureza. 

© Alberto Araújo

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