quarta-feira, 5 de março de 2014

DESFILE DA ESCOLA DE SAMBA UNIDOS DA TIJUCA A CAMPEÃ DO CARNAVAL CARIOCA 2014. CONFIRA.


Unidos da Tijuca é a escola de Samba
Campeã do Carnaval 2014 no Rio de Janeiro.
Homenagem a Ayrton Senna dá título do Carnaval
carioca à Unidos da Tijuca.
Escola de Paulo Barros conquista
o terceiro título em cinco anos.
 
CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR O DESFILE
 
UNIDOS DA TIJUCA 2014
 

 
A Escola de Samba Unidos da Tijuca é outra vez a campeã do Grupo Especial das escolas de samba do Rio de Janeiro. A vitória veio com a apuração das notas na tarde desta quarta-feira dia 5 de março, na Praça da Apoteose e foi uma disputa décimo a décimo. A Unidos da Tijuca terminou com 299,4 pontos, apenas 0,1 a mais que o vice-campeão Salgueiro.
 
O terceiro título em cinco anos – os outros haviam sido em 2010 e 2012 – consolida a escola do carnavalesco Paulo Barros entre as grandes do carnaval carioca. Ao todo, é a quarta conquista na história, já que a escola venceu também em 1936.
 
A conquista confirma o ditado de que os últimos serão os primeiros, pois a escola azul e amarela foi a última entre as doze a entrar na avenida – o desfile terminou às 5h36 de terça-feira 4 de março.
Ultrapassar todas as concorrentes tem tudo a ver com o tema do desfile deste ano. Com o enredo "Acelera, Tijuca!", a Unidos da Tijuca lembrou os 20 anos da morte de Ayrton Senna e lançou um desafio: quem seria capaz de vencer o tricampeão da Fórmula 1?
A agremiação do Borel convocou personagens velozes para disputar uma corrida.
Speed Racer, Ligeirinho, Papa Léguas, Sonic, The Flash, Penépole Charmosa, Dick Vigarista (do desenho "Corrida Maluca") e outros "correram" com atletas, pilotos e invenções do homem, como o trem bala e a internet.
Os 3,6 mil componentes vieram divididos em 34 alas. Na pista da Sapucaí, passaram figuras como animais velozes, máquinas potentes, super-heróis e aviões supersônicos. Os integrantes da bateria vieram fantasiados de mecânicos, acompanhados da rainha Juliana Alves.
 
 
Juliana Alves, Rainha de Bateria da agremiação,
chegou toda sorridente à Apuração



Fernando Horta, presidente da agremiação,
fez questão de mostrar o símbolo do êxito no Carnaval de 2014


 
 



HISTÓRICO


O Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca é a terceira Escola de Samba mais antiga do Brasil. Seus fundadores tinham o objetivo de defender as raízes tradicionais do folclore brasileiro e também de lutar pelas causas populares. Lutas que sempre se fizeram presentes no sangue e na alma de seus antepassados, sofridos e expurgados da expressão cultural que mais amavam e cultivavam: o samba.

A partir do século XX, a cadeia montanhosa da Tijuca passou a ser habitada por escravos, descendentes e alforriados que deixavam para trás a falida zona cafeeira do Vale do Paraíba. A classe mais abastada que habitava a Usina e a Tijuca estava também em plena decadência. Foi nessa época que as famílias de nossos fundadores – os Moraes, os Chagas, os Santos e os Vasconcelos – se instalaram no complexo de morros do Borel.

A Unidos da Tijuca foi criada a partir da fusão de quatro blocos existentes nos morros da Casa Branca, da Formiga e da Ilha dos Velhacos. Em 1931, no dia 31 de dezembro, na subida da rua São Miguel, 130, na casa 20, da família Vasconcelos, homens e mulheres se uniram para fundar a Unidos da Tijuca.

Registra-se que nossos fundadores foram: Bento Vasconcelos (o líder), Leandro Chagas (organizador e disciplinador), Alcides de Moraes (diretor de harmonia) e seus irmãos e primos com suas famílias, que formavam a base da Escola: Jorge Vasconcelos, Pacífico Vasconcelos, João de Almeida, Ismael de Moraes, Alfredo Gomes, Tertuliano Chagas, Armando dos Santos, Turíbio dos Santos, Jacinto Ribeiro, Tarquínio Ramos, Orlando Godinho, Waldemar Gargalhada, João Cascorão, José Mamede D'Ávila, Álvaro e Dedé, Regina Vasconcelos, Marina Silva, Zeneide Oliveira, Margarida Santos, Hilda Chagas, Ely Chagas, Elza Gomes, Doralice Caldeira, Hermínia Vasconcelos, Dora de Almeida e Helena de Souza.

O DIFÍCIL COMEÇO

Na época de sua fundação, as escolas se apresentavam circundadas por uma corda, com carregadores de lampiões que iluminavam o cortejo carnavalesco, captavam recursos com as famílias do bairro, que colaboravam financeiramente assinando o "livro de ouro". A Unidos da Tijuca saía com caramanchão de seis a oito paus, contendo flores, guirlandas e enfeites de papel crepom. Na frente, vinha um componente vestido de bicho: sapo, burrinha e, em 1936, ano em que se sagrou campeã pela primeira vez, trouxe um dragão. Este componente fazia a reverência, abrindo caminho entre o povo. Logo atrás vinha um abre-alas com um menino carregando um cartaz. Depois, vinham palhaços tico-tico, com bengalão e gaiola, fazendo graça para o público. Só então vinha uma comissão de frente trajando terno de cetim. As baianas, vestidas de cetim e algodão, desfilavam pela lateral da agremiação em ala no formato de procissão, ocupando os espaços. A seguir, vinha o casal com o pavilhão bordado à mão em ouro e azul-pavão. Atrás do casal, saíam pessoas formando o coro da escola, que sustentava o canto, toda a diretoria e os ritmistas da bateria.

Na década de 40 e 50 ocorreram dissidências e foram fundadas outras agremiações, como as extintas Estrela da Tijuca e Recreio da Mocidade, e a ainda existente Império da Tijuca, todas formadas por ex-integrantes da Unidos da Tijuca. A escola passou então por crises internas e por muitas dificuldades e, em 1959, desceu para o segundo grupo, sofrendo um grande esvaziamento.

A REESTRUTURAÇÃO DA ESCOLA

Na década de 1970, os dirigentes começaram a mudar essa situação buscando gente nova para recuperar o prestígio da escola. Com o assessoramento dos antigos e a comunicação com a comunidade, a agremiação melhorou significativamente seus resultados nos concursos. Nessa época, outros artistas contribuíram com a ascensão da escola. Dentre eles, Laíla (o da Beija-Flor) filiou-se à Unidos da Tijuca; Paulo César Cardoso apresentou enredos mais modernos e nacionalistas; e Renato Lage criou cenografias fantásticas, aliando o tradicional e o moderno, fazendo com que, em 1980, escola retornasse ao primeiro grupo, depois de 22 anos no grupo de acesso. Porém, nessa década, a Unidos da Tijuca passou outra vez por dificuldades e freqüentou alternadamente por mais dois anos o segundo grupo, em 1985 e 1987. A última vez em que foi rebaixada foi em 1998, quando apresentou enredo em homenagem ao navegador e ao time Vasco da Gama. Mas em 1999 deu a volta por cima e retornou ao grupo especial fazendo um brilhante desfile embalado por um samba-enredo considerado um dos mais bonitos de todos os tempos: "O dono da terra", exaltando o índio brasileiro e suas lendas. Em seu retorno ao grupo de elite em 2000 apresentou um grande desfile que a classificou entre as cinco melhores, garantindo sua participação no Sábado das Campeãs.

A partir de 2004, com a contratação do carnavalesco Paulo Barros, que despontava no grupo de acesso, a Unidos da Tijuca surpreendeu e conquistou o público e a imprensa, garantindo o seu lugar entre as primeiras colocadas, apresentando a cada ano magníficos e admiráveis carnavais. Ocorre, então, o resgate da auto-estima do tijucano que participa mais, ao mesmo tempo em que ganha outros e novos adeptos, passando a ser vista por todos com o merecido reconhecimento e respeito do mundo do samba.

Comandada pelo empresário português Fernando Horta, a Unidos da Tijuca se reestruturou com uma sólida gestão empresarial. Hoje a Tijuca tornou-se uma das escolas mais aguardadas da Sapucaí e serve como modelo de empreendedorismo e modernidade para escolas de samba do mundo inteiro e também para pequenas e grandes empresas. Aplaudida pelo público e crítica especializada, passou a integrar, consecutivamente, o elenco das escolas do Desfile das Campeãs, disputando ano a ano o título do Carnaval carioca. Fazer carnaval e arte com cunho cultural tem sido nosso objetivo e a razão do grande sucesso.

 
FONTE:
 
 

segunda-feira, 3 de março de 2014

CONVITE PARA ENTREGA DO "PRÊMIO EXCELÊNCIA CULTURAL 2013 - ABD - RIO DE JANEIRO". CONHEÇA A LISTA DOS HOMENAGEADOS. AQUI NO FOCUS.



“Prêmio Excelência Cultural 2013”
 - ABD – Associação Brasileira de Desenhos e Artes Visuais -
Em Comemoração a 70 anos, a ABD irá outorgar o Troféu:

“Prêmio Excelência Cultural 2013 - ABD”

A todos os artistas plásticos, escritores, poetas, curadores, ativistas culturais e afins, que puderem comprovar seu brilhante desempenho em 2013.
A homenagem será prestada em caráter exclusivo alusivo as comemorações dos 70 anos da entidade.
A outorga será entregue, exclusivamente a 30 homenageados, durante a Cerimônia de Premiação do Salão em março 2014.
Dia 10 de Março no Museu Histórico do Exército no Forte de Copacabana (RJ)

 
 

















































A ABD - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DESENHOS E ARTES VISUAIS
 

VEJAM ALGUMAS IMAGENS DE EVENTOS ANTERIORES









COORDENAÇÃO 
MARLY BÁRBARA - Presidente da ABD
 

INFORMAÇÕES - ACESSE O SITE / BLOG





sábado, 1 de março de 2014

DOCUMENTÁRIO SOBRE O CARNAVAL DO RIO DE JANEIRO 2014. CONFIRA.

 
CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR
 
DOCUMENTÁRIO SOBRE O CARNAVAL DO RIO DE JANEIRO 2014
 
 

AO VIVO DO CARNAVAL DE SALVADOR - BAHIA - 01 DE MARÇO. CONFIRA

CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VIVO
 
O CARNAVAL DE SALVADOR 2014
 
 

 
 
 
Iniciado em 01/03/2014
          


De 27 de Fevereiro a 4 de Março, você vai poder entrar no clima de festa, vivendo a verdadeira experiência de pular um carnaval. Acompanhe em tempo real a galera que estará no circuito Barra/Ondina curtindo os trios na avenida. Carnaval é no YouTube.


Programação:
- 27.02 - Quinta-Feira - das 20h às 00h
- 28.02 - Sexta-Feira - das 18h às 22h
- 01.03 - Sábado - das 18h às 22h
- 02.03 - Domingo - das 18h às 22h
- 03.03 - Segunda-Feira - das 18h às 22h
- 04.03 - Terça-Feira - das 18h às 22h


 
 
 

UNS MINUTOS COM BELVEDERE BRUNO... VOCÊ ESTAR SERVIDO UMA TAÇA DE VINHO BRANCO?... BRINDEMOS! POIS O BANQUETE COMEÇA AGORA!.




Caro leitor foculista, você encontrará nesta primeira publicação do projeto mensal “LITERATURA & POESIA”.  Um mapeamento da literatura e da poesia, produzida em Niterói, a partir da apresentação de seus escritores e de seus títulos, ou seja, os seus livros ora editados.

A intenção é viabilizar  por meio deste projeto. A produção literária  dos escritores, poetas, compositores, ilustradores e seus livros. 

Um vídeo com imagens do homenageado o acompanhará.  Todas as postagens que serão feitas, serão coordenadas e editadas pelo o editor desta revista eletrônica o escritor e jornalista Alberto Araújo.

O que inicialmente se constitui como APRESENTAÇÃO, e serviu para dar o “pontapé inicial” deste projeto.   Seguem os estruturados textos, todos pesquisados por mim,  da grande escritora e jornalista conceituada em nossa cidade a roteirista de cinema Belvedere Bruno.

Desse modo as informações recolhidas ao longo do mapeamento, apresentar-se-ão  com vídeo, e-mail e o link do site do escritor pesquisado mensalmente.

O projeto, em sua dimensão mais ampla, leva em conta para a seleção dos escritores aqueles que têm a cidade de Niterói como berço, bem como aqueles que escolheram Niterói como berço de constância.

As biografias serão construídas a partir de pesquisa em várias fontes, entre elas, livros de referências, blogs, sites, e, muitas vezes, contarão com a colaboração do próprio escritor.


Fiquem atentos e bom entretenimento.

 
CLICAR NA IMAGEM DE BELVEDERE
PARA ASSISTIR AO VÍDEO PARTE INTEGRANTE 
DESTA POSTAGEM




OU ASSISTA NO CANAL YOU TUBE DO FOCUS PORTAL CULTURAL

CLICAR AQUI NO LINK


http://www.youtube.com/watch?v=5-lQO3OZ1NY&feature=c4-overview&list=UUdkyrA41n8jTYILRGoMWOfQ  

 


TRÊS NARRATIVAS ARGENTÁRIAS DE BELVEDERE BRUNO



Você estar servido uma taça de vinho branco?...  Brindemos!
Pois o banquete começa agora!
 

 
O ESCRITOR



Havia um quê na história, que nunca consegui decifrar. Um tanto de lenda, um tanto de mito, aquela mania de misturar o real e o imaginário...
 
Diante de suas narrativas, sentia-me vazia de vida.  Enriqueceria  o seu dia-a-dia com a força da   imaginação de escritor?  Assim pensando,  conseguia me  conformar  com   aquela  eterna sensação de viver em câmera lenta. Como tudo podia ser tão efervescente na vida daquele homem?
 
Por  vezes, os fatos  soavam  até inverossímeis, mas sentia que, para ele, era vital aquela dose extra de adrenalina que o processo de criação lhe proporcionava. Narrando,  ele acreditava, e aí estava a força dos fatos.  Sentia que não havia mentira, ao menos da forma convencional. Criando,   roteirizava  a vida, o   que o  tornava um   ser incomum.   
 
Fazia-me  sentir novos  sabores, ver   matizes inimaginados,  aspirar aromas  inebriantes.     Mas onde estaria a realidade naquele mundo que  parecia delirante e,  nem por isso, menos encantador? 
 
Subitamente, me vi fora de prumo.  Na   mente, um emaranhado de ideias desconexas.  Tateando, busquei   bússolas...
 
O  ponto final foi inserido no contexto por conta da  minha total  falta de habilidade em separar o mundo real daquele mundo  colorido de faz de conta. Não tinha, como o escritor, o dom de viver em universos paralelos. Disse-lhe  adeus.  Um adeus sem cores e  fantasias.
 
 Voltei, então,  a viver em câmera lenta.

 



O HOMEM E O VAZIO


Quando nasceu, Lindolfo não chorou. Emitiu um grito como se fosse um não interminável. Os familiares ficaram com os olhos arregalados. Cresceu revoltado, demonstrando profunda irritação sempre que contrariado, a ponto de os pais terem que amordaçá-lo e prender- lhe os pés para que não escoiceasse. Mordia as próprias mãos. Durante a infância, demonstrava profunda frieza em relação a pessoas e fatos. Nada o comovia e, se pudesse, rodaria, por dia, cem gatos pelo rabo, atirando-os ao rio. Um manco, um cego, ou mesmo um doente mental era motivo de chacota para Lindolfo; e a própria avó, por ter um defeito na perna, era chamada de vó “coxinha”, entre risos e deboches. 
 
Cresceu com o obsessivo desejo de ganhar. Tirando sempre vantagem em tudo, não poupava amigos nem parentes. Aliás, não se podia dizer que Lindolfo tivesse amigos. As pessoas faziam de conta que o aceitavam. O tempo passava e ele a ninguém se ligava e não cogitava em constituir família. Mas o avô sempre insistiu, lhe apresentando as mais interessantes moças da cidade. Em vão. Nenhuma despertava o interesse de Lindolfo, até que, apresentado à única filha do dono da rede de farmácia do lugar analisou que, tendo se formado em contabilidade, poderia ser uma excelente aquisição para o comércio do futuro sogro. E então, de olho no futuro, disse sim. 
 
Casado e com dois filhos, vivia da mesma forma, sem demonstrar carinho pela família, sempre distante, nutrindo apenas o insaciável desejo de enriquecer. Da esposa e filhos, cansados de tanta indiferença, passou a receber a mesma frieza. Era um estranho. Entrava e saía de casa sempre alheio a tudo que não lhe trouxesse vantagens. Acabou sendo um homem bem-sucedido, trabalhando com afinco junto às lojas do sogro. Sovina, tinha por norma nunca ajudar. Se alguém estivesse passando fome, atribuía ao carma e, para se safar, argumentava que, se ajudasse, prejudicaria a vida da pessoa. Um tipo de desculpa que o livrava de muitas situações. Expressão sempre impassível, tal qual uma estátua, observava a morte de amigos e membros da família sem nenhum pesar. Nunca o viram derramar uma lágrima. 
 
Quando faleceu a esposa, disse a todos que Deus havia sido generoso deixando que (a falecida) vivesse 30 anos com ele. Ao perder os filhos, murmurou em ambas as ocasiões: “Que Deus o tenha!”. Aos 75 anos, já afastado do trabalho, isolou-se numa casa de cidade do interior do estado para cultivar orquídeas, no intuito de mais tarde vender o orquidário a bom preço. Vivia o seu dia a dia entregue a elas, embora nunca tivesse demonstrado interesse por flores. Ali, não fez amizades. 
 
Seu passatempo era um rádio e uma pinga de vez em quando. Concretizou a venda do orquidário aos 78 anos, quando também vendeu todas as farmácias, em comum acordo com os outros herdeiros. Aos 83, decidiu se internar num asilo, escolhendo entre os mais baratos. Não pensava em ninguém, sequer nos netos, que iam visitá-lo de vez em quando. Ao recebê-los, só sabia dizer que não tinha dinheiro para lhes dar. Com o tempo, os netos cansaram do gênio de Lindolfo e cessaram as visitas. Aí ele começou, de fato, a ser feliz, pois já não tinha elos. 
 
No asilo, iniciou os carteados em troca de centavos. Com grande excitação, ia guardando o que ganhava dentro de um pequeno cofre, mesmo que fossem centavos. Certa noite, enquanto contava dinheiro num bingo próximo ao asilo do qual fugia todas as noites para jogar, caiu ao chão. Infarto agudo do miocárdio. Os netos foram avisados e providenciaram seu sepultamento no mais simples cemitério da cidade. Escolheram, também, o caixão mais barato, para que Lindolfo partisse sem resmungos nem xingações. 
 
Em sua conta bancária, havia uma fortuna, que agora seria dividida entre os únicos herdeiros. No funeral, uma coroa de flores com os dizeres: “Enfim, em boa companhia. Carinho – Seus netos”.


 


Em torno da saudade


a Artur da Távola – in memoriam



Naquele estado entre a vigília e o sono, entrevi seu sorriso, e senti-me envolvida por um suave estremecer. Pensei que seria bom enviar-lhe meu último conto, O homem e as flores. Não havia, não sei por que motivo, partilhado com ele a emoção daquele texto curto e um tanto inusitado. Sabia, no entanto, que ele teria gostado. Saindo daquele estranho torpor, despertei. Vi-me, então, frente à realidade, e uma tristeza indescritível tomou conta de mim. Nunca mais ele voltaria a ler, a comentar meus textos, a fazer sugestões e a trocar ideias sobre eles; e esse era um hábito ao qual me acostumara nos últimos anos. Era uma amizade sincera, que sempre prescindira de comentários e alaridos em torno dela.

Não fui pega de surpresa com sua partida. Nos últimos tempos, havia silêncio. Mensagens monossilábicas me soavam como ritos de despedida.

É difícil preparar-se para um desfecho triste. Dói. Mas nada se compara à dor da certeza de que tudo realmente acabou.

Deixei que o tempo passasse, e agora, aquietada, posso falar sobre a falta que ele me faz.

Dizem que ninguém é insubstituível. Discordo, já que todos são diferentes, têm as suas particularidades: uns, quase perfeitos, e outros, adoráveis por seus defeitos.

Tive a grata oportunidade de entrevistar Artur da Távola no ano de 2005, e marcou-me, de forma indelével, a resposta que dera em relação à grande lição obtida através de seu exílio. Transcrevo suas palavras:
“Aprofundar o meu conceito de democracia, que me fez sair de um socialismo um tanto ingênuo e penetrar na socialdemocracia. O outro sentido foi o de verificar o quanto amo este país. E o terceiro, foi aprender o significado real da palavra saudade…”.

Nunca haverá quem preencha o vazio que ele deixou em minha vida. Guardarei na memória seu constante incentivo às minhas letras, sua generosidade e suas ponderações, que sempre me serviram como verdadeiras diretrizes de segurança.

Que sons sublimes acompanhem seu voo, juntando-se às amorosas vibrações de todos os que mereceram a amizade, a atenção e a confiança desse ser humano ímpar.

Quisera poder, como o personagem Marcos, do conto O homem e as flores, derramar lágrimas perfumadas para o meu querido amigo que se foi.

 
 


Complemento do coquetel


Um poema simples


 Amanhece. Debruçada
 à janela, vejo o movimento
 dos pescadores.
 
 Há contagiante energia.
 A monotonia se passa,
 não encontra onde estacionar.
 
 Por alguns minutos,
 sonho pertencer
 a tão vibrante universo.
 
 Integro-me, desatando os nós
 que me prendiam
 à opacidade dos meus dias.
 

 Belvedere Bruno - Niterói-RJ

Belvedere Bruno - escritora, jornalista e roteirista.


PEQUENO PERFIL LITERÁRIO



Belvedere Bruno - nasceu  em Niterói/RJ, onde reside. Escritora, contista, jornalista e roteirista de cinema.  Cedo despertou  para as letras, graças  ao incentivo do pai, que sempre presenteou os filhos com livros. Atualmente, dedica-se às prosas, gênero onde mais se identifica. Tem várias antologias publicadas, como diVersos - Scortecci, @teneu.poesi@ - Scortecci, Com licença da palavra - Scortecci, O Conto Brasileiro hoje - Volumes VIII, Volume X e Volume XII - RG Editores. Tem publicações em diversos jornais da cidade, assim como em  outros estados, e mesmo no exterior. Vinho Branco, safra especial de contos e crônicas, seu voo solo, lançado em maio de 2010.



Visite o site da escritora




 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

JORNAL SANTA ROSA - O JORNAL DE NITERÓI - EDIÇÃO Nº 1.436 - 2ª QUINZENA DE FEVEREIRO 2014. CONFIRA.


CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO
COM IMAGENS DO
JORNAL SANTA ROSA Nº 1.436 - 2ª QUINZENA DE FEVEREIRO 2014





(CAPA DO JORNAL Nº 1.436)


LEIA AQUI A PÁGINA CULTURA NO JORNAL SANTA ROSA
DESTE SEU EDITOR AMIGO
 

 
 
RUDE SGARBI – SUA ARTE CHEGA AO EXTERIOR
 
• O carioca Rudi Sgarbi é um artista múltiplo que procura associar arte ao bem-estar. Sua produção criativa é um libelo a favor da democratização das Artes Plásticas e nos leva a crer que toda obra de arte pode sim estar em perfeita harmonia com o ambiente em que está colocada. Sua origem no design e na decoração faz com que busque incansavelmente a descoberta de uma linguagem ampla e multifacetada. Com as mais diversificadas referências, dos artistas clássicos herda o labor meticuloso e complexo de quem estuda todos os vieses de possibilidades artísticas; dos contemporâneos, a coragem de se expor,
se recriar. Observando as influências do passado e do cotidiano, Rudi está sempre à procura de novos materiais e novas técnicas de execução. Essa busca recria e dá novos significados à sua própria versatilidade, fazendo com que não se restrinja a apenas um estilo ou a um determinado material, possibilitando que seu próprio processo seja uma interação simbólico/artística, onde a intuição está sempre em primeiro lugar.
 
 
BAILE DE MARCHINHAS ANTIGAS
 
 
Neste sábado, 01 de março, às 21h, a cantora Denise Pinaud e sua banda, fazem show repleto de marchinhas antigas. Pinaud acompanhada por Ricardo Gilly, Juliano Candido e Mac William, resgata os velhos tempos das ruas do Rio de Janeiro. No repertório, sucessos de antigos Carnavais farão a diferença da noite, além de um Buffet de inspiração brasileiríssima, com ingredientes típicos das mais variadas regiões do país e muito conhecidos pelo público como banana, coco, tapioca, queijo coalho, carne seca, vatapá, entre outros, serão apresentados de forma surpreendente: Caldinho de Feijão com Paçoca de Farinha D’água; Biscoito de Polvinho com Camarão Seco; Pão de Queijo, entre outras delícias. Na entrada, os participantes ganham um shot de caipirinha ou de água aromatizada. Preço: R$ 65,00 (Buffet completo, bebidas à parte) O MAC fica no Mirante da Boa Viagem/Niterói - RJ. Reservas: 2629-1416.

 
MILZETE SALDANHA EXPÕE NO INGÁ
 
• A sala José Cândido Carvalho recebe a exposição Experimentações, da artista plástica Milzete Saldanha Bastos até o dia 17 de março, com curadoria de Desirée Monjardim. A exposição é resultado de um trabalho produzido por Milzete durante o curso de Palavra de Pintura, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, ministrado pela também artista plástica e professora, Malu Fatorelli. As pinturas presentes na exposição são baseadas e inspiradas na própria artista e em um livro sobre climatização de ambientes. Como define Fatorelli: “Uma questão biográfica permeia as intervenções realizadas em um livro técnico sobre climatização de ambientes. Milhares de palavras e gráficos geram dobras e desenhos sutis. O livro é transformado em um objeto de curiosidade”. Visitação até 17 de março, de 2ª a 6ª, das 9h às 17h.
 
 
 
BANDA SANTA CECÍLIA RECEBE PRÊMIO NA FUNARTE
 
 
Após uma bela apresentação no pátio do Palácio Capanema, no Centro do Rio, a Banda Municipal Santa Cecília participou da cerimônia de entrega do Prêmio Funarte de Apoio a Bandas de Música/2013, sendo a vencedora, ao lado da Sociedade Musical São João Batista (Macuco), do Edital realizado ano passado pela Fundação Nacional de Artes - Funarte. Durante a solenidade, o maestro da Santa Cecília, Ewerton Machado, ao lado do Secretário de Cultura de Niterói, Arthur Maia, recebeu a premiação, em instrumentos, das mãos de Guti Fraga, presidente da Funarte; Renata Monteiro, diretora do Centro da Música da instituição e de Rosana Lemos, Coordenadora Geral de Bandas da entidade. O
flautista Celso Voltzenlogel, criador do Projeto Bandas da Funarte, em 1976, também participou do evento.
 
 
HOLLYWOOD INSPIRA ESCRITORA NITEROIENSE
 
 
A niteroiense Bruna Fontes lançou La La Land: O Sonho Americano, na Cultura Inglesa, em Icaraí. É o primeiro livro da estudante de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, uma das vencedoras do concurso cultural Publiki Meu Livro 2013, da editora Publiki, conseguindo com o prêmio viabilizar o projeto de edição. Inspirado na música homônima de Demi Lovato, o livro conta a história de Roxy, típica adolescente americana que tem a vida virada de ponta-cabeça quando ganha um concurso de talentos. Dividida entre amores, a menina de 16 anos precisa aprender a viver em Hollywood e a driblar persistentes paparazzi. Embora precise escolher que caminho  irá seguir, a jovem possui uma certeza e paixão: a música. Bruna começou a escrever aos 12 anos e conta que há um pedaço da sua adolescência em cada personagem. “Costumo dizer que a personagem Roxy é meu alter ego, a diva que eu sempre quis ser: sensível, apaixonada, confusa como eu, mas, ao mesmo tempo, impulsiva e esquentada”.
 
 
NÚCLEO DE PRODUÇÃO DIGITAL EXIBE ‘TROPICÁLIA
 
 
O Núcleo de Produção Digital de Niterói exibe na sessão CineMúsica o filme Tropicália, dirigido por Marcelo Machado, nesta quinta-feira 27, às 17h30, com entrada gratuita. O documentário resgata a história do importante movimento musical homônimo liderado por Caetano Veloso e Gilberto Gil no final dos anos 60. Além de Gil e Caetano, o movimento reuniu Gal Costa, Tom Zé, Os Mutantes Nara Leão, Torquato Neto e Rogério Duprat, além de se estender ao cinema novo de Glauber Rocha e ao teatro de José Celso Martinez Corrêa. De uma forma envolvente e criativa, o documentarista Marcelo Machado relembra
passo a passo o surgimento do tropicalismo, por meio de arquivo de imagens inédito e depoimentos esclarecedores. Rua Visconde de Uruguai 300, Centro/Niterói - RJ.
 
 
CALENDÁRIO DE FEIRAS INTERNACIONAIS
06 a 09 de Março: Affordable Art Fair Milano: 07 a 10 de Fevereiro: Affordable Art Fair Brussels; 02 a 06 de Abril: Affordable Art Fair NYC
 
 
 
 
 
LEIA O JORNAL SANTA ROSA Nº 1.436

NA ÍNTEGRA

CLICAR NO LINK
 
 
 
 
 
 
 
 
 Alberto Araújo - escritor, poeta, editor cultural e jornalista.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

NÚCLEO DE PRODUÇÃO DIGITAL EXIBE O DOCUMENTÁRIO L.A.P.A. NA SESSÃO CINEMÚSICA. CONFIRA

 
 
 
 
 
NÚCLEO DE PRODUÇÃO DIGITAL EXIBE  O DOCUMENTÁRIO
“L.A.P.A.” NA SESSÃO CINEMÚSICA.

O Núcleo de Produção Digital de Niterói (NPD) exibe nesta na próxima semana na sessão “CineMúsica”  o longa-metragem  “L.A.P.A.”,  dirigido por Cavi Borges e Emílio Domingos.  Ele será apresentado no cineclube do Núcleo no dia 06 de março,  quinta-feira,  às 17h30, com entrada gratuita. A classificação etária é de 14 anos.
 
O documentário aborda a Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro, tradicional reduto de sambistas e que hoje é ponto de referência para a cultura do rap carioca. Os diretores entrevistaram MCs, músicos e compositores, como Marcelo D2, BNegão e Black Alien, que refletem ao longo do filme sobre o rap e a importância da Lapa na sua formação. O filme recebeu a Menção Honrosa na Mostra do Filme Etnográfico de 2007.





O Núcleo de Produção Digital de Niterói (NPD)
fica na  rua Visconde de Uruguai 300, centro de Niterói.
Mais informações: 2622-1324.
 
 

Para saber a programação - que é toda gratuita - do NPD (cineclube, oficinas e palestras).
 
curta o Face book: