terça-feira, 28 de julho de 2026

SOLENIDADE DE POSSE DE TRANSMISSÃO DE CARGO NA ACADEMIA BRASILEIRA ROTÁRIA DE LETRAS - ABROL NACIONAL

Na terça-feira, 28 de julho de 2026, a Academia Brasileira Rotária de Letras (ABROL Nacional) viveu um momento de expressiva relevância para a cultura, as letras e os valores rotários com a solene cerimônia de posse e transmissão de cargo de sua presidência. Realizado em formato virtual por meio da plataforma Zoom, o evento festivo reuniu acadêmicos, lideranças, escritores, rotarianos e convidados especiais para prestigiar este marco na história da instituição.

 

Sob a condução inspiradora do professor Geraldo Leite, a solenidade oficializou a passagem do comando da ABROL Nacional para a distinta professora Anaci Bispo Paim. A nova presidente assume a gestão com o firme propósito de fortalecer os laços literários, fomentar o humanismo e expandir as ações acadêmicas em todo o território nacional. Na mesma e memorável ocasião, também foram empossados os demais membros da nova Diretoria da ABROL Nacional, formando um grupo dedicado à perpetuação dos ideais acadêmicos. A nossa presidente do Elos Internacional Matilde Carone Slaibi Conti marcou presença.

 

Acadêmicos presentes na live: Paulo Eduardo de Carvalho - Cuiabá/MT; Anaci Paim; GD 4391 José Boa Sorte Farias; Matilde Carone Slaibi Conti; Bemvindo Augusto Dias ABROL-Rio; Joper Padrão; Henrique Trindade; Ricardo Teixeira e muitos outros rotarianos brasileiros e internacionais. 

 

Desejamos pleno êxito à Profa. Anaci Bispo Paim e a toda a equipe empossada nesta nova jornada.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 


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A presidente Matilde Carone Slaibi Conti disse: Beleza pura essa transmissão de posse, Geraldo Leite, nosso presidente centenário, passa o seu bastão triunfantemente para Anaci Paim, professora, que foi reitora da Universidade Estadual, lá na Bahia. Reitora Anaci, a sua estrela brilha cada vez, mais alto e luminescente. Sucessos mil na nova jornada Abroliana. Matilde.









O CANTO DA TERRA: UM QUARTO DE SÉCULO DE ABRAÇOS ENTRE O ELOS, O COLÉGIO FRANÇA E A ALDEIA ARA PYAU


No pulsar verde da Mata Atlântica e sob o embalo ancestral das águas guiadas pelas mãos Guarani, a alma encontra seu prumo. Há vinte e cinco anos, desde o amanhecer de 2001, um fio invisível e indestrutível tece a cumplicidade entre o Elos Clube de Praia Grande, filiado à Federação Internacional Elos da Comunidade Lusíada e o tradicional Colégio França. Mais do que uma aliança institucional, é um casamento de propósitos regido pela sensibilidade de Sidney Cardoso da França e sua esposa, Selma Cristina da França, mantenedores do colégio e artífices incansáveis dessa travessia humana.

Sidney, hoje honrado também como vice-presidente do Elos Internacional, personifica a chama que incendeia nos corações elistas e na sociedade a urgência de abraçar causas com profundidade e verdade. 

O caminho até a Aldeia Ara Pyau, berço que guardou o nome de Aldeia Aguapeú, fincado nas terras de Mongaguá, cujo eco indígena traduz-se na poesia da "lama pegajosa" é um convite a desacelerar o passo e abrir os sentidos. A imersão começa no balanço manso do barco conduzido pelos barqueiros nativos, desaguando em uma trilha onde o verde da mata parece respirar junto a quem passa. 

Neste mês de julho, enfrentando a aspereza do inverno, a caravana solidária desceu à aldeia revestida de calor humano. A comitiva uniu a força e o afeto do governador do DE-1 Marcos Henrique (Elos São Vicente), da secretária da governadoria Cintia Mafei (Elos Santos), dos diretores internacionais Sidney França e Selma França, ao lado de Matheus Miranda (Elos Praia Grande) e Antonio Mathias (Colégio França). Nos braços e nas mãos, mantas, roupas, agasalhos, calçados e cestas básicas; no peito, a certeza de que a solidariedade genuína é o agasalho mais potente que existe. 

O tempo na aldeia e nos corações parceiros não caminha em linha reta, ele dança em ciclos de partilha que pontuam todo o ano: Páscoa Solidária e Campanha Inverno Solidário; Festa das Crianças e Natal Solidário. 

Alimentos, brinquedos e sorrisos circulam em uma via de mão dupla onde quem doa recebe a maior de todas as dádivas: a sabedoria do encontro. Sob a liderança firme e acolhedora do Cacique Sérgio (Sérgio Martins da Silva), a Aldeia Ara Pyau ergue-se como um holofote inabalável de resistência cultural, guardando zelosamente a língua ancestral guarani e erguendo-se como guardiã intransigente da biodiversidade da Mata Atlântica. É um verdadeiro santuário vivo de ética, respeito humano e resiliência. 

O reconhecimento dessa comunidade transborda através de pilares sólidos que promovem o verdadeiro turismo de base comunitária e a integração social: 

Parcerias Escolares: Através de projetos contínuos, como o intercâmbio histórico promovido pelo Colégio França e o Elos Praia Grande, a aldeia transforma-se em sala de aula a céu aberto. Ali, as barreiras do tempo caem: os jovens estudantes encantam com suas músicas, poesias e jograis, enquanto os moradores da aldeia respondem com a pureza e a força de suas danças, cantos e saberes ancestrais. 

Turismo Comunitário e Economia Solidária: Por meio de iniciativas como o Projeto Vivenciar e o valioso suporte do Fórum de Economia Solidária, a aldeia abre suas portas generosamente. É um convite para que a sociedade civil caminhe por suas trilhas ecológicas, conheça sua história de luta e valorize o primoroso artesanato local. 

Preservação Integral: Cuidar da terra e da palavra é ato contínuo. A comunidade protege o bioma local com o mesmo esmero com que perpetua a oralidade de seus antepassados para as novas gerações. 

Aproximar-se da Aldeia Ara Pyau exige mais do que presença física; requer disposição espiritual para a escuta e para o respeito profundo às leis que regem aquela terra. 

Quando agendadas previamente, as visitas revelam-se em toda a sua riqueza: palestras esclarecedoras, apresentações culturais marcantes, exibições de arte nativa e uma culinária típica que nutre o corpo e a memória. Para aqueles que desejam somar forças, o gesto de levar alimentos não perecíveis ou frutas frescas transforma-se em um ato genuíno de partilha solidária, desde que alinhado com antecedência. 

Visitar a Ara Pyau é um pacto de reverência: é preciso zelar pela natureza, curvar-se diante dos usos, costumes e regras da comunidade, vestir-se com roupas adequadas para a trilha, portar repelente biodegradável e, acima de tudo, carregar na alma a gratidão por pisar em um solo sagrado onde a resistência tem nome, cor e ancestralidade.


Texto © Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional

Editor do Focus Portal Cultural





























Crédito da foto: Reportagem da primeira vez da visita à aldeia com alunos do colégio França e membros do Elos Jovem em agosto de 2001.



 

A ARQUITETURA SILENCIOSA DO AFETO - PROSA POÉTICA © ALBERTO ARAÚJO

Costumamos enxergar o amor através do prisma do caos, como uma força indomável que irrompe sem avisar, incendeia certezas e consome tudo em seu rastro. Contudo, existe uma outra dimensão desse sentimento, uma vertente que opera nos bastidores da rotina, longe dos holofotes do drama, erguendo-se na quietude e na lucidez. É o afeto que encontra na serenidade o seu verdadeiro habitat, despido de urgências cegas ou tempestades desnecessárias. 

Nessa perspectiva, a razão deixa de ser inimiga da emoção para se converter em sua guardiã. Proteger a delicadeza do que sentimos exige estratégia, cuidado e maturidade. Não se trata de frear o entusiasmo, mas de construir um refúgio sólido onde a vulnerabilidade possa habitar sem medo de ruir ao primeiro sopro adverso. É o equilíbrio sutil entre a intensidade de se entregar e a sabedoria de saber sustentar o peso dos dias ordinários. 

Quando essa harmonia se estabelece, o fogo não se extingue; pelo contrário, transforma-se em brasa perene. Ele deixa de depender do estardalhaço para provar que existe e passa a ecoar de maneira suave, desafiando a própria transitoriedade dos ponteiros do relógio. É um movimento que transcende o presente imediato, infiltrando-se nas dobras do futuro de forma inevitável. 

No fim das contas, amar dessa forma é criar um marco tão profundo que a própria eternidade se curva para decifrá-lo, aprendendo a chamá-lo pelo nome. É a vitória silenciosa do sentimento sobre o esquecimento, provando que as coisas mais duradouras deste mundo não são aquelas que fazem mais barulho, mas sim as que conseguem fincar raízes na alma com a leveza de uma brisa e a força de uma rocha. 

© Alberto Araújo

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O FENÔMENO SOCORRO ACIOLI: AUTORA NORDESTINA FAZ HISTÓRIA E DOMINA A FLIP PELA SEGUNDA VEZ

​A literatura brasileira contemporânea tem um nome que ecoa com força do Ceará para o mundo: Socorro Acioli. Em uma conquista histórica para a cultura nordestina, a escritora sagrou-se novamente como a autora mais vendida na livraria oficial da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), consolidando seu nome no topo do principal evento literário do país em 2026 com o livro "Amar é Inadiável". 

​Não se trata de um feito isolado. A consagração coroa uma trajetória de impacto estrondoso que já havia alcançado o primeiro lugar na FLIP em 2023, impulsionada pelo sucesso de "Oração para Desaparecer". 

​"A força da escrita de Socorro Acioli reside na capacidade ímpar de traduzir a alma, o imaginário e a potência do Nordeste em narrativas universais que arrebatam leitores de todas as gerações." 

​O fenômeno Socorro Acioli transborda as páginas dos livros impressos. No ambiente digital, seu impacto pedagógico e cultural é monumental: dados atualizados pelo Ministério da Educação revelam que "A Cabeça do Santo", obra concebida sob a tutela do Nobel de Literatura Gabriel García Márquez ocupa a impressionante quarta posição entre as obras mais buscadas no programa MEC Livros nos últimos trinta anos, somando mais de 1.800 empréstimos, enquanto "Oração para Desaparecer" brilha na sétima posição. 

​O reconhecimento cruza fronteiras artísticas e ganha as telas e a avenida. "A Cabeça do Santo" prepara-se para iniciar suas gravações no Ceará ainda no segundo semestre para uma aguardada adaptação cinematográfica, além de eternizar-se no imaginário popular ao inspirar o enredo da tradicional escola de samba Unidos da Tijuca para o Carnaval de 2027. 

​Com talento lapidado e uma voz literária inconfundível, Socorro Acioli prova que a literatura produzida no Ceará ocupa o centro nevrálgico da cultura nacional, transformando leituras em um movimento inadiável. 

UM POUCO SOBRE SOCORRO ACIOLI 

Escritora com mais de 20 livros publicados, vencedora do Prêmio Jabuti 2013 na categoria infantil

Nasceu em Fortaleza, Ceará. É jornalista e professora, com Mestrado em Literatura Brasileira e Doutorado em Estudos de Literatura. Escreve para crianças, jovens e adultos. Foi a única brasileira aluna de Gabriel García Márquez na oficina “Como contar um conto” em 2006. O livro iniciado nesse curso, A cabeça do santo, foi publicado no Brasil, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na França e em 2023, no México e na Itália. 

© Alberto Araújo

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domingo, 26 de julho de 2026

UMA HARMONIA CELESTIAL - CANTOS GREGORIANOS PARA SERENIDADE E CONTEMPLAÇÃO

 

Descubra o Vox Domini, um espaço onde a música sacra se torna ponte entre o coração humano e o divino. Os cantos gregorianos, com sua simplicidade e profundidade, convidam você a mergulhar em um silêncio que cura e fortalece. 

Cada melodia é como um sopro de eternidade, ecoando tradições monásticas que atravessaram séculos. Ao ouvir estas vozes, você é conduzido a um estado de calma interior, capaz de renovar a fé, aliviar a mente e abrir caminhos para a oração sincera. 

Estes cânticos são ideais para: 

Momentos de oração e devoção pessoal

Meditação cristã e contemplação silenciosa

Relaxamento profundo após um dia intenso

Leitura espiritual ou estudo em paz

Preparação para o descanso e oração da noite

Que cada nota seja um lembrete da presença amorosa de Deus, trazendo esperança e serenidade ao seu espírito. 

Se esta experiência tocar sua alma, compartilhe-a com alguém que precise de um instante de paz e deixe que a música sagrada seja um presente de luz. 

© Alberto Araújo

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REDE SEM FRONTEIRAS E NÚCLEO RIO REALIZAM EMOCIONANTE TRIBUTO À MEMÓRIA DE MARIA AMÉLIA PALLADINO E CELEBRAM A CULTURA

No dia 24 de julho de 2026, sexta-feira, a Rede Sem Fronteiras sob a liderança da presidente mundial Dyandreia Portugal e o Núcleo Regional Rio de Janeiro da Rede Sem Fronteiras - presidido por Angela Guerra realizaram um encontro inesquecível e profundamente emocionado na Igreja Presbiteriana de Botafogo, reunindo membros, amigos e amantes da arte e da literatura.

O evento foi marcado por um tocante Tributo à memória de Maria Amélia Palladino, presidente da Academia Luso-Brasileira de Letras, falecida recentemente, que deixa um legado inestimável de amor, dedicação às letras e arte para todos nós.

O Tributo foi profundamente emocionante, contando com a presença do Dr. Eduardo Artur Neves Moreira (Presidente da Academia Luso-Brasileira de Letras), da Diretora Cultural da instituição, Dra. Eliana Calixto, e de Márcia Agrau, que compuseram a Mesa ao lado de Angela Guerra e de Ana Maria Tourinho, Vice-presidente Cultural Mundial da RSF, representando nossa Presidente Mundial, Dyandreia Portugal.

Todos da Mesa se pronunciaram, trazendo memórias de momentos inesquecíveis compartilhados com a querida Maria Amélia. Ana Maria destacou: “Minhas recordações são do Colégio Pedro II, onde lecionei durante a gestão dela; da FALARJ, quando fui sua Diretora Cultural; do Clube Ginástico Português, aceitando seu convite para fazer um Recital…”. O Presidente da Luso relembrou sua atuação brilhante na Academia; Eliana Calixto leu um texto que será publicado na Revista da Academia Luso-Brasileira de Letras; e Márcia Agrau adicionou suas lembranças e saudades.

Após um Minuto de Silêncio, a palavra foi concedida à audiência: Vera Carvalho leu duas trovas de sua autoria; Edna Itaipava apresentou um poema do 1º livro de Maria Amélia, Turbilhão de Sonhos, intitulado “Final de Curso”. Em seguida, foram lidos poemas de autoria dos poetas Leni Calisto (“Maria Amélia: Uma Eterna Flor”), Lydia Simonato (“Amigos”, in: Arco Íris do Desejo) e Sérgio Annibal (homenagem a Portugal).

O encontro seguiu com a rica programação cultural do dia, incluindo a palestra do Prof. Dr. Ricardo Cavaliere, a sessão do filme "Flor do Lácio" com as atrizes Eloisa Cavalcanti, Helena Barroso e Vânia Telles, e a Hora de Arte. O Tributo se encerrou com o Pai Nosso, veículo do nosso pedido de que Maria Amélia seja recebida com todo o carinho que merece.

O legado deixado por Maria Amélia Palladino continuará a ecoar intensamente na Academia Luso-Brasileira de Letras e nos corações de todos que tiveram o privilégio de conviver com sua generosidade intelectual e seu amor devotado à arte. Sua partida recente deixa uma lacuna imensa, mas a beleza de sua trajetória permanece viva e pulsante através das palavras, dos livros e da poesia que ela tanto amou e defendeu ao longo da vida.

Encontros como este, promovidos com tanta sensibilidade pela Rede Sem Fronteiras e seu Núcleo Rio, reafirmam que a memória dos grandes baluartes da nossa cultura jamais se apaga. Ela se renova na partilha coletiva, no abraço fraterno entre acadêmicos e amigos, e na continuidade dos ideais literários. Que a saudade eterna se transforme em força criativa e inspiração diária para todos nós que seguimos cultivando as letras, a união e a perenidade da cultura.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


 







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