quinta-feira, 16 de julho de 2026

CONVITE ESPECIAL: LANÇAMENTO DA OBRA: "MARIA IZABEL DE BRAGANÇA: A INFANTA PORTUGUESA QUE MOROU NO BRASIL E FOI RAINHA DA ESPANHA", ESCRITA POR JULIANA BEZERRA DE MENEZES PINTO.

A OAB NITERÓI tem a honra de promover um encontro cultural de notável relevância histórica com o lançamento da obra "Maria Izabel de Bragança: A Infanta portuguesa que morou no Brasil e foi Rainha da Espanha", de autoria da historiadora Juliana Bezerra de Menezes Pinto. O evento ocorrerá no dia 05 de agosto de 2026, às 16h30min, no Auditório e Salão Nobre da OAB Niterói (Av. Ernani do Amaral Peixoto, 507, Centro), celebrando a memória e a complexa identidade luso-brasileira. 

Maria Isabel de Bragança foi uma personalidade central no cenário ibero-atlântico. Nascida no Palácio Real de Queluz, filha de D. João VI e da rainha Carlota Joaquina, viveu uma infância atípica, marcada pela transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808. No Brasil, cresceu em um ambiente mais descontraído no Palácio de São Cristóvão, recebendo uma educação esmerada. 

Sua trajetória deu uma guinada ao casar-se com seu tio, o rei Fernando VII da Espanha, em 1816. Embora a recepção popular em Madrid tenha sido hostil, Maria Isabel conquistou seu espaço pela cultura e afeição pelas artes. Foi dela a iniciativa visionária de reunir as coleções reais para criar um museu, projeto que culminaria na fundação do prestigiado Museu do Prado. Inspirada pelo artista Francisco Goya, a rainha empenhou-se em resgatar e exibir obras negligenciadas durante os conflitos napoleônicos, deixando um legado inestimável para a humanidade. 

Sua vida foi tragicamente interrompida em 1818, aos 21 anos. Após uma gestação difícil, Maria Isabel entrou para a história como "a rainha que morreu duas vezes". Durante o parto de um bebê natimorto, a rainha sofreu uma complicação severa; os médicos, equivocadamente, a declararam morta e iniciaram uma cesariana post-mortem sem anestesia. Ao despertar de dor durante o procedimento, a rainha protagonizou um dos episódios mais dramáticos da realeza, falecendo logo após.

Obras como a de Juliana Bezerra são pilares fundamentais para a cultura. Ao resgatar essa trajetória, a autora não apenas descreve uma biografia, mas tece a rede complexa de relações diplomáticas e afetivas que definiram o mundo da época. Narrativas que focam em figuras femininas, frequentemente silenciadas pela historiografia oficial dominada por homens, são essenciais para uma compreensão holística do passado, conferindo humanidade aos grandes movimentos políticos e revelando as angústias de quem moldou nações. 

A importância de preservar essas histórias reside na capacidade de conectar gerações ao seu legado. Para a comunidade jurídica e acadêmica, o debate em torno desta obra é uma oportunidade de refletir sobre as raízes de nosso ordenamento e nossa formação social sob uma lente crítica e humanista.

A abertura contará com a presença de Pedro Gomes, Presidente da OAB Niterói, e Matilde Carone Slaibi Conti, Vice-presidente, reforçando o compromisso da OAB com o fomento ao saber. Contaremos também com a participação de Geraldo Bezerra de Menezes, advogado e jornalista, cuja contribuição será inestimável. 

Convidamos a advocacia, estudantes, pesquisadores e amantes da história a participarem. Este evento valoriza a pesquisa histórica rigorosa e o papel fundamental da literatura no fortalecimento da nossa cidadania. Contamos com sua presença para tornar este encontro um marco na agenda cultural de Niterói.





 

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