domingo, 12 de julho de 2026

O RENASCIMENTO ESPIRITUAL EM ICARAÍ: A IGREJA BETEL COMO EPICENTRO DE UNIÃO E ESPERANÇA

A manhã de domingo, 12 de julho de 2026, foi marcada por uma atmosfera de júbilo e renovação na Igreja Presbiteriana Betel, localizada no coração de Icaraí, em Niterói. O culto matutino não foi apenas uma celebração litúrgica habitual, mas um verdadeiro marco na história recente da congregação, que viu seu quadro de membros crescer, consolidando-se como um verdadeiro epicentro de vida espiritual e cultural para a comunidade icaraiense. 

O ponto alto da cerimônia foi a recepção oficial de três novos membros à comunhão da igreja. Em um gesto carregado de simbolismo e fé, Viviane Moura dos Reis Coelho e Leidimar Pereira Risso Siqueira foram integradas ao corpo de membros da Betel. O momento tornou-se ainda mais tocante com o batismo da pequena Júlia Moura Coelho, filha de Viviane, selando o compromisso de fé da família perante a comunidade. 

A integração de Viviane, psicóloga renomada na cidade, reflete uma busca crescente por espaços que ofereçam não apenas o suporte doutrinário, mas um ambiente de acolhimento genuíno. Segundo relatos colhidos no evento, a escolha da Igreja Presbiteriana Betel por Viviane foi motivada pela percepção de encontrar um "lar espiritual", semelhante às suas vivências de infância, um ambiente pautado pelo afeto, pela segurança emocional e por uma atmosfera propícia ao aprofundamento bíblico. 

Por trás desse florescimento da comunidade, destaca-se a atuação do Reverendo Carlos Henrique Ferreira Gomes. Sob sua égide, a Betel tem vivenciado um período de fortalecimento notável. Com um estilo pastoral que combina profundo conhecimento teológico com um carisma singular, o Reverendo tem sido o grande aglutinador desta comunidade. Sua simpatia e capacidade de diálogo têm atraído diversos perfis sociais para o templo, transformando o "rebanho" em um mosaico de experiências de vida. 

O ministério do Reverendo Carlos Henrique não se limita ao púlpito; ele tem fomentado uma cultura de hospitalidade que transpõe as paredes da igreja. A capacidade do líder em transitar entre os diferentes estratos da sociedade niteroiense, mantendo a fidelidade aos princípios evangélicos, é, segundo os fiéis, o motor que impulsiona o crescimento e a vitalidade da congregação. 

Um dos aspectos mais singulares da Betel é a harmonia intergeracional. Embora a congregação possua uma base consolidada de membros da terceira e quarta idades, pilares que sustentam a tradição e a sabedoria da igreja, o influxo recente de jovens tem gerado uma sinergia vibrante. 

A igreja tem demonstrado que a convivência entre gerações é um ativo valioso. O idoso, longe de se isolar, encontra no jovem um novo vigor e uma perspectiva renovada; o jovem, por sua vez, encontra no idoso o mentor, a história e a base ética necessária para a vida contemporânea. Essa "comunidade de ferro", como descrevem seus membros, é um exemplo prático de como a fé pode ser o elo de união entre as diferentes fases da existência humana. 

A diversidade da Igreja Betel também se reflete no perfil intelectual de seus membros. A comunidade orgulha-se de contar com presenças de destaque no cenário acadêmico e profissional, tanto em Niterói quanto no estado do Rio de Janeiro. Nomes como o professor Assis de Paula Lobo e a professora Uyára Schiefer são presenças constantes, cuja dedicação à igreja é vista como um testemunho da compatibilidade entre a fé cristã e a vida intelectual rigorosa. 

O culto também conta, mensalmente, com a presença de personalidades como a adorável Mimi Lück e o Dr. Honório, este último docente da Universidade Estadual de Londrina, cujo entusiasmo e sabedoria costumam inspirar profundamente os presentes. 

Entre a nova geração de intelectuais, destaca-se Jorge Nadir Assis de Souza. Aos 30 anos, vindo de Belém do Pará para realizar seu doutorado na Universidade Federal Fluminense (UFF), Jorge escolheu a Betel como seu refúgio e lar espiritual, demonstrando que a igreja é um espaço onde a vocação acadêmica e o propósito espiritual caminham de mãos dadas. 

A Betel se define, fundamentalmente, como uma comunidade sem acepção de pessoas. Não há distinções sociais, intelectuais ou etárias que barrem o acesso à acolhida. Esse espírito de hospitalidade estende-se a todos os que visitam o templo, independentemente de sua denominação de origem. 

Um exemplo notável desse espírito de abertura é a relação com a professora doutora Matilde Carone Slaibi Conti. Embora não seja membro oficial, Matilde é recebida com honras e um afeto que suplanta a formalidade do registro. Sua presença é sempre celebrada, culminando em momentos significativos como a palestra proferida por ela no mês de março, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, reforçando os laços da igreja com o pensamento crítico e a valorização social. A participação, no mesmo evento, da professora Idalina Andrade Gonçalves, com a recitação de uma poesia, simbolizou a diversidade de dons que a Betel cultiva com carinho.

A Igreja Presbiteriana Betel, portanto, reafirma seu papel na sociedade icaraiense como um epicentro de esperança. Em um mundo cada vez mais fragmentado, o trabalho conduzido pelo Reverendo Carlos Henrique Ferreira Gomes e a dedicação de seus membros oferecem um contraponto necessário: um lugar onde o amor é praticado, a intelectualidade é respeitada e todas as idades se encontram em torno de um propósito maior. 

A celebração da Santa Ceia, que ocorre todo segundo domingo do mês, continua sendo o ponto de encontro de uma comunidade que, entre abraços e orações, segue reafirmando sua missão de ser um porto seguro em meio à agitação da vida urbana. 

© Alberto Araújo 


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