No coração da cena cultural brasileira, há espaços onde a história se ergue como guardiã da memória. Em 30 de julho de 2026, o Forte de Copacabana transformou-se em palco de celebração, reunindo o movimento Artilheiros da Cultura em mais uma jornada de poesia, música e reverência à arte. Entre muralhas centenárias e o sopro do Atlântico, ergueu-se um pacto coletivo: defender a sensibilidade humana contra o esquecimento.
Logo na entrada, a atmosfera era de fraternidade. Abraços demorados, sorrisos cúmplices e conversas que tinham a literatura como pátria comum criaram um ambiente de rara comunhão. O tempo parecia suspenso, embalado pelo som das ondas e pela vibração das palavras.
A solenidade ganhou corpo com o Hino
Nacional e o Hino dos Artilheiros da Cultura, entoados sob a abóbada do
Auditório Santa Bárbara. Era o Brasil profundo, que se afirma não apenas pela
geografia, mas pelo espírito criador.
Em seguida, o palco iluminou-se com a presença magnética do ator português Tony Correia, que conduziu a plateia por uma travessia atlântica de versos e memórias. Sua voz, herdeira de fados e epopeias, fez Portugal e Brasil se reencontrarem no abraço da língua.
O momento mais vibrante veio com a entrega dos certificados do Concurso Literário e, sobretudo, com a outorga da Medalha de Honra e Mérito à Mulher Brasileira. Entre as homenageadas, destacou-se a Profa. Dra. Márcia Pessanha, presidente da tradicional Academia Fluminense de Letras, cuja trajetória acadêmica e literária foi celebrada com aplausos emocionados. Sua presença simbolizou a união entre erudição e militância poética.
Na solenidade dos Artilheiros da Cultura, oito mulheres de destaque receberam a Medalha de Honra e Mérito à Mulher Brasileira, indicadas pela jornalista e acadêmica Nina Fernandes, do projeto Mosaico Cultural.
Foram agraciadas: Profª Dra Márcia Pessanha, Talita Batista, Miriam de Oliveira Pitta, Dra Eunice Ortego, Aristo de Carvalho, Dra Elizabeth Fernandes Pinho, Catarina Santos e Hela Castro, personalidades que representam diferentes áreas da cultura, educação e arte, compondo um verdadeiro mosaico dos múltiplos valores da mulher brasileira.
O evento reuniu inúmeros amigos e acadêmicos da presidente Márcia Pessanha, entre eles Antonio Machado, presidente da Sociedade Fluminense de Fotografia; Matilde Carone Slaibi Conti, presidente do Elos Internacional; Aldo da Silva Pessanha, esposo da homenageada; Ana Maria Tourinho, vice-presidente cultural mundial da Rede Sem Fronteiras e seu esposo Dr. Euderson Kang Tourinho, membro da AMRJ - Academia de Medicina do Rio de Janeiro; Idalina Andrade Gonçalves, do Real Gabinete Português de Leitura; e o ator Tony Corrêa, além de muitos outros admiradores.
Destacamos Márcia Pessanha, presidente da Academia Fluminense de Letras, por sua atuação constante nas páginas culturais e por transformar a erudição em um baluarte cultural e a poesia em trincheira de liberdade.
Nada disso seria possível sem a dedicação dos fundadores do movimento, Mara Joaquim e Antonio Pereira. Com sensibilidade e firmeza, conduziram cada detalhe como maestros de uma orquestra de corações. Sob sua batuta, o evento encerrou-se não com um fim, mas com a promessa de continuidade, eternizada em sorrisos, fotografias e na memória viva da cultura brasileira.
As imagens que eternizam o momento têm créditos de Nina Fernandes e Aldo da Silva Pessanha, que registraram com sensibilidade o brilho das homenageadas.
Apoio cultural: Mosaico Cultural –
Nina Fernandes
Texto © Alberto Araújo
Focus Portal Cultural
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