Às vezes, o
tempo parece um rio apressado, levando consigo a calma necessária para o
essencial. É nesse compasso acelerado que a nossa companheira Valmira
Cristofori, com a serenidade de quem conhece o valor de uma pausa bem escolhida,
nos traz hoje um lembrete valioso, um "TBT" que suplanta o registro
digital: "Dica para o dia: Leia um livro!".
Este convite
não é apenas uma sugestão de hábito; é um chamado para a expansão. Como bem
definiu Monteiro Lobato: "Um país se faz com homens e livros". E, ao
abrir um livro, não apenas lemos palavras; construímos mundos, habitamos outras
épocas e, fundamentalmente, nos descobrimos. Ler é um ato de resistência contra
a superficialidade. Em meio à rapidez das telas, Valmira nos convida a desacelerar
e a mergulhar na profundidade das páginas.
Essa
sugestão ganha um peso ainda mais especial vindo de quem conhece o ofício das
letras por dentro. Afinal, Valmira Cristofori não apenas recomenda a leitura;
ela a cultiva como autora. Quem acompanha sua trajetória lembra com carinho
daquela noite memorável de 25 de março de 2025, quando, no auditório do curso
de Direito da Universo, ela apresentou sua obra "A Busca e o
Encontro". Com eloquência e paixão, ela nos deu um "spoiler" daquele
universo, momento que contou com as palavras inspiradoras de nossa querida
Matilde Slaibi Conti, prefaciadora da obra. E, não poderíamos esquecer, aquela
celebração culminou de forma brilhante em 16 de junho de 2025, durante a Bienal
Internacional do Livro do Rio de Janeiro, no stand da Editora Autografia, onde
a obra foi celebrada como um verdadeiro marco da jornada humana.
Jorge Luis
Borges, um dos maiores arquitetos de bibliotecas imaginárias, dizia que "a
leitura deve ser uma das formas de felicidade". Quando a Valmira compartilha
essa dica, ela compartilha, na verdade, um estado de espírito. É a
possibilidade de encontrar, em um volume esquecido na estante ou em uma nova
aquisição, a resposta para um dilema ou o conforto para uma angústia. O livro é
o espelho que nos devolve, muitas vezes, facetas de nós mesmos que ainda não
tínhamos a coragem de encarar.
Como
jornalista e escritor, vivendo aqui em Niterói, essa mensagem ressoa como um
eco de tudo o que acredito. A leitura é a ponte que liga o "nordestino que
carrego na alma" ao mundo universal que busco informar em meu portal
cultural. É através da literatura que exercitamos a empatia, que nos tornamos,
como diria Clarice Lispector, capazes de sentir o que o outro sente, mesmo sem
jamais ter tocado em sua mão.
Ao olhar a foto da Valmira, com seu
olhar atento e o convite impresso, lembro-me das minhas próprias tardes de
leitura, tomando um cafezinho, ou das reflexões que faço aqui do meu escritório
em Icaraí, olhando para a Baía da Guanabara. Há uma conexão invisível entre
quem recomenda uma leitura e quem a acolhe. É um pacto de afeto.
Portanto, aceite o conselho da nossa companheira. Escolha um livro, não pelo dever, mas pelo prazer da descoberta. Que esta dica de hoje não seja apenas mais uma postagem em sua rede social, mas o início de uma viagem. Pois, como nos lembrou de tantas vezes minha mestra Dalma Nascimento, o saber é um universo em constante expansão, e o livro é a chave mestra para abrir todas as portas. O convite está feito. O horizonte é imenso. Boa leitura!
©
Alberto Araújo
Focus Portal Cultural


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