quarta-feira, 3 de junho de 2026

A POESIA QUE ECOA A HISTÓRIA: SABRINA CAMPOS CUNHA E O LEGADO DE "GUERRA E PAZ"

 

A literatura brasileira ganha uma nota de rara sensibilidade e profundidade com a recente conquista de Sabrina Campos Cunha. Seu poema, intitulado "Guerra e Paz", foi agraciado com o Primeiro Lugar no Concurso Literário "Guerra e Paz" do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Mais do que um reconhecimento técnico, esta honraria carrega um peso simbólico e histórico imenso: a obra foi destacada na página 16 da edição 503 da revista do Clube Militar, em um gesto solene de homenagem aos Ex-Combatentes da Segunda Guerra Mundial e veteranos da Força Expedicionária Brasileira (FEB). 

Vencer um concurso com esta temática exige mais do que domínio literário; exige a capacidade de traduzir a dor e a esperança em versos que honrem aqueles que lutaram pela liberdade. Para Sabrina, a escrita é um exercício de herança e missão. Neta do renomado poeta Álvaro da Cunha, expoente do modernismo da região Norte e autor de obras consagradas como "Amapacanto", ela traz em seu sangue a estirpe de uma linhagem de fundadores de revistas literárias e intelectuais devotados à cultura. Atualmente, ela realiza um trabalho de fôlego: a reedição revisada das obras de seu avô, unindo o passado ao presente em um diálogo de gerações. 

A trajetória de Sabrina é marcada por uma polifonia de talentos. Advogada da OAB/RJ, especialista em mediação e propriedade intelectual, ela equilibra o rigor do Direito com a liberdade da arte. Sua formação como aluna de escultura e pintura do mestre Sérgio Cezar, o célebre “arquiteto do papelão”, reflete sua visão estética apurada. Essa versatilidade transborda em sua atuação institucional: Diretora Institucional do Núcleo Cultural da Rede Sem Fronteiras em Niterói, sob a presidência de Matilde Carone Slaibi Conti, e integrante ativa da Rede Sem Fronteiras liderada por Dyandreia Portugal. 

O prestígio de Sabrina é corroborado por um currículo de distinções que atestam sua relevância pública: da Comenda do Mérito Jurídico à Cruz da Referência Nacional em Advocacia e Justiça, passando pela medalha “Mérito Presidente Juscelino Kubitschek”. Contudo, sua verdadeira essência reside no compromisso social. Idealizadora do “Instituto Lutando Pela Vida” e voluntária em projetos de defesa dos direitos humanos como o “Justiceiras” e o “Grupo MeToo Brasil”, Sabrina entende que a palavra, tal qual o Direito, é uma ferramenta de transformação.

Ao conquistar o primeiro lugar em um certame tão significativo para a memória nacional, Sabrina Campos Cunha não apenas celebra o seu avô ou a história da FEB; ela reafirma que a poesia, quando escrita com alma e propósito, é capaz de atravessar o tempo, curar feridas e eternizar o espírito humano. Em "Guerra e Paz", Sabrina entrega ao leitor o reflexo de quem vive a cultura como um chamado inadiável.

 

Leia a revista completa no link:

https://www.calameo.com/read/00181959866570a728134

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




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