A literatura brasileira ganha uma nota de rara sensibilidade com a trajetória de Sabrina Campos Cunha. Sua vida é marcada pela profunda intersecção entre o rigor do pensamento jurídico e a sensibilidade da criação literária, uma jornada iniciada ainda na década de 1980 e que ressoa, com vigor, até os dias atuais.
Sabrina vivenciou um momento de celebração especial com a publicação de seu poema "Guerra e Paz" na página 16 da edição 503, referente aos meses de janeiro, fevereiro e março de 2026 da revista do Clube Militar, em uma honrosa homenagem aos Ex-Combatentes da Segunda Guerra Mundial e veteranos da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Embora a publicação na revista represente um gesto contemporâneo de celebração e amizade, o poema "Guerra e Paz" carrega uma história vitoriosa anterior: a obra foi premiada com o Primeiro Lugar na categoria Poesia em um concurso promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no ano de 2003.
Esta distinção de valor inestimável consolidou a caminhada que já fazia anos antes como pesquisadora, sentimento que ela cultiva com admiração perante as Forças Armadas brasileiras e instituições como o Instituto Geográfico e Histórico Militar do Brasil (IGHMB) e a ANVFEB.
A literatura, para Sabrina, é um exercício de herança e missão. Neta do renomado poeta Álvaro da Cunha, expoente do modernismo da região Norte e autor de obras como "Amapacanto", ela traz em seu sangue a estirpe de uma linhagem dedicada à cultura. Esta vocação literária culminou recentemente em marcos significativos: seu livro intitulado "3", publicado pela editora Mágico de Oz em 2025, foi indicado ao Prêmio Jabuti no mesmo ano, na categoria Poesia. A obra traz, logo em suas páginas iniciais, uma homenagem aos pracinhas da FEB, refletindo o compromisso constante que ela mantém com a história e com os heróis nacionais, como o Tenente Osório, com quem Sabrina compartilha a honra de uma amizade longeva.
A polifonia de talentos de Sabrina é vasta. Advogada (OAB/RJ - 128348), especialista em mediação e propriedade intelectual, ela equilibra o rigor do Direito com a liberdade da arte. Sua formação como aluna de escultura e pintura do mestre Sérgio Cezar, o célebre “arquiteto do papelão”, reflete sua visão estética apurada.
Sua atuação institucional é igualmente relevante: é Diretora Institucional do Núcleo Cultural da Rede Sem Fronteiras em Niterói, sob a presidência de Matilde Carone Slaibi Conti, e integrante ativa da Rede Sem Fronteiras liderada por Dyandreia Portugal.
O prestígio de Sabrina é corroborado por um currículo de distinções que atestam sua relevância pública, da Comenda do Mérito Jurídico à Cruz da Referência Nacional em Advocacia e Justiça, passando pela medalha “Mérito Presidente Juscelino Kubitschek”. Contudo, sua verdadeira essência reside no compromisso social como idealizadora do “Instituto Lutando Pela Vida” e voluntária em projetos de defesa dos direitos humanos, como o “Justiceiras” e o “Grupo MeToo Brasil”. Sabrina entende que a palavra, tal qual o Direito, é uma ferramenta de transformação.
Ao ver seu poema "Guerra e Paz" eternizado nas páginas do Clube Militar, Sabrina Campos Cunha não apenas brinda a uma amizade de longa data com os defensores da pátria, mas reafirma que a poesia, quando escrita com alma e propósito, é capaz de atravessar o tempo, curar feridas e eternizar o espírito humano. Em "Guerra e Paz", Sabrina entrega ao leitor o reflexo de quem vive a cultura como um chamado inadiável.
Leia a revista completa no link:
https://www.calameo.com/read/00181959866570a728134
© Alberto Araújo
Focus Portal Cultural




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