11
- O HORIZONTE DE NÓS
Não procuro mais o norte das cartas, nem as rotas
desenhadas pelos antigos. Encontrei a geografia que me cabe no contorno do teu
abraço, onde o mapa se dissolve em carne e respiração.
Amar-te é este exercício de não-resistência, deixar
que a maré leve o que não importa e nos deixe apenas com o essencial: o peso da
tua mão na minha, o silêncio que sabe o nome de todas as coisas sem precisar
pronunciar nenhuma.
Se o amor é um idioma, nós o inventamos a cada
amanhecer, entre o café e o riso solto, entre o medo de sermos finitos e a
certeza, absoluta e sem esforço, de que em cada detalhe de ti eu me descubro,
finalmente, inteiro.
Nº
11 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS:
UMA JORNADA LITERÁRIA
©
Alberto Araújo
Focus
Portal Cultural
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