sábado, 28 de fevereiro de 2026

LITERATURA SEM FRONTEIRAS - A POSSE DA DIRETORIA DO NÚCLEO CEARENSE DA REDE SEM FRONTEIRAS

Esta é uma nova postagem dedicada a registrar outros momentos e presenças da posse da Diretoria do Núcleo da Rede Sem Fronteiras no Ceará. 

No dia 26 de fevereiro de 2026, Fortaleza testemunhou um marco cultural e literário: a posse da Diretoria do Núcleo da Rede Sem Fronteiras do Ceará, realizada na sede da Academia Cearense de Letras. O evento, que reuniu autoridades literárias, escritores, acadêmicos e convidados, foi celebrado com música, poesia e discursos que ressaltaram a força da literatura como elo entre povos e culturas. 

A cerimônia teve início com a execução do Hino Nacional Brasileiro pelo saxofonista Cláudio Roberto Pereira, que emocionou os presentes e deu o tom solene à ocasião. A condução ficou a cargo das cerimonialistas Antonieta Madeiro e Valeska Capistrano, que guiaram o roteiro com precisão e elegância. Representando a Rede Sem Fronteiras em âmbito internacional, esteve presente Ana Maria Tourinho, Vice-Presidente Mundial Cultural, reforçando o caráter global da iniciativa. 

Um dos momentos mais marcantes da programação foi a apresentação da Academia Maria Ester de Leitura e Escrita, composta por alunos do Colégio Marista. O recital percorreu a literatura dos países lusófonos, iniciando com a célebre Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, e passando por obras de autores de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O ápice veio com o soneto de Paula Ney, dedicado a Fortaleza, reafirmando que, na poesia, as fronteiras não existem. Essa celebração literária destacou a universalidade da língua portuguesa e sua capacidade de unir culturas diversas. 

Após o recital, foi exibido um vídeo institucional da RSF e lida a Ata de Fundação do Núcleo Cearense. A pedagoga Evan Bessa foi oficialmente empossada como presidente, assinando o livro de posse, realizando o juramento e recebendo o diploma. Em seu discurso, ela deu posse à diretoria, reforçando o compromisso de promover a literatura e a cultura no estado. Ana Maria Tourinho entregou o Certificado de Membro Oficial à escritora Célia Oliveira, enquanto o discurso da Presidente Mundial da RSF, Dyandreia Portugal, jornalista e escritora, foi transmitido em vídeo e recebido com atenção e entusiasmo. 

A cerimônia também reservou espaço para homenagens. Uma placa foi entregue em reconhecimento a contribuições relevantes, gesto que emocionou a homenageada e reforçou o espírito de gratidão e valorização presente no encontro. Entre os convidados, destacaram-se nomes importantes da literatura cearense e representantes de diversas academias e instituições culturais, como: Dr. Fernando Alves representando a ACEMES - Academia Cearense de Médicos Escritores; Suzete Nunes – Superintendente da Biblioteca Pública Estadual do Ceará; Ana Maria Nascimento – Presidente da IAL (Integração de Academia de Letras); Regina Fiúza – Presidente do Clube de Amassadoras; Jacqueline Teles – Presidente da Academia Antônio Bezerra de Letras e Artes; Maria Linda Lemos – Presidente Emérita da Aljug (Academia Letras Juvenal Galeno); Luciano Dídimo – Representante da Academia Fortalezense de Letras (Presidente: Fernanda Quinderé); Maura Isidório – Representante da Secretaria de Cultura do Ceará e Coordenadora da Célula do Livro, Leitura e Literatura (CELIV); Ana Maria Nascimento – AIAL (Associação de Integração das Academias de Letras); Fátima Lemos – Presidente da ALA Feminina e da Academia Maria Ester de Leitura e Escrita; Adriana Torquato Pedrosa – Secretária Executiva da Mulher de Fortaleza; Diretoria e acadêmicas da AFELCE (Academia Feminina de Letras do Ceará): Inácia Girão; Eugênia Carra’h; Ana Nascimento; Ivonete Damasceno; Rosa Firmo; Rosa Virgínia; Célia Oliveira; Silvio Cayan; Vilma Matos; Cláudia Melo; Rita Guedes; Fátima Lemos; Lilian Gondim; Maria José Rolim; Elinalva Oliveira; Evan Bessa; Conceição Seabra – Sócia honorária da AJEB-Ceará 

Grupo de amigos de Evan Bessa; Rita Andrade – Presidente da Academia Feminina de Letras e Artes de Acaraú (AFLAAC); Patrícia Cacau – Mulherio das Letras Ceará; Marta Pinheiro – Produtora Cultural da Biblioteca Pública Estadual do Ceará (BECE); Representantes da Secretaria da Cultura do Ceará – Maura Isidório e outros. 

O evento foi também palco para o lançamento do volume 4 da coletânea Mulheres Extraordinárias, reunindo coautoras que celebraram a literatura feminina em um momento de troca e reconhecimento. O coquetel que se seguiu proporcionou um ambiente de confraternização, fortalecendo laços entre escritores, acadêmicos e convidados.

O repertório apresentado pela Academia Maria Ester foi cuidadosamente selecionado para homenagear a literatura lusófona. Entre os textos declamados, estiveram Amor é fogo que arde sem se ver, de Luís de Camões; Poema de Despedida, de Mia Couto; Adeus na Hora da Largada, de Agostinho Neto; O dilema da língua, de Maria Odete Semedo; Soneto à Liberdade, de Manuel Lopes; Ilha Nua, de Alda do Espírito Santo; Infância, de Fernando Sylvan; e o já mencionado soneto de Paula Ney. Cada obra foi interpretada por jovens estudantes, que deram vida às palavras com entusiasmo e sensibilidade, reafirmando o papel da juventude na preservação e difusão da cultura. 

Fotógrafos como Ivonete Damasceno, Ana Cecília e Alcindo Oliveira registraram os momentos mais significativos da celebração, eternizando em imagens a atmosfera de emoção e beleza que permeou a noite. A presença de representantes de diversas academias femininas, como a AFELCE e a AFLAAC, reforçou a importância da participação das mulheres na cena literária cearense e nacional.

A implantação do Núcleo Cultural Regional da Rede Sem Fronteiras no Ceará foi recebida como um acontecimento histórico, destinado a figurar nos anais da literatura local. Mais do que uma cerimônia de posse, o evento simbolizou a união de esforços em prol da cultura, da literatura e da integração entre povos e línguas. A frase que ecoou ao final da celebração sintetizou o espírito da noite: “O dia feito é melhor do que o perfeito.” Uma lição de sabedoria que reforça a importância da ação concreta e da construção coletiva. 

Assim, Fortaleza ganhou mais um espaço de valorização da literatura e da cultura, reafirmando seu papel como Terra da Luz e berço de grandes nomes das letras. A Rede Sem Fronteiras, ao estabelecer seu núcleo cearense, ampliou ainda mais sua missão de conectar escritores, leitores e instituições, mostrando que, na arte e na literatura, não há barreiras que resistam à força da palavra.


Créditos das fotos: Ivonete Damasceno, Ana Cecília e Alcindo Oliveira

Compartilhadas por Ana Maria Tourinho

 

© Alberto Araújo

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TRÊS VOZES, QUATRO ESTAÇÕES EM HAICAI - ENSAIO LITERÁRIO-CRÍTICO © ALBERTO ARAÚJO

Não é apenas um livro que chega às mãos do leitor, mas uma experiência que se abre como flor ao sol. Quatro Estações – Haicais, de Leda Mendes Jorge, Liane Arêas e Uyára Schiefer, nasce como celebração da poesia breve e da beleza efêmera que se revela no ciclo das estações. 

Com 80 páginas publicadas sob o selo da OPUS Editora, dirigida por Ricardo Ribeiro, a obra reúne três perspectivas poéticas que se cruzam e se complementam na celebração o haicai. Este lançamento é mais do que um anúncio: é um convite à contemplação, à pausa necessária no ritmo apressado da vida, à escuta do tempo e à percepção do invisível. 

O livro é resultado de um trabalho coletivo que se manifesta em cada detalhe:  Capa concebida pelo designer Will Martins, que traduz visualmente a essência do livro: um círculo vermelho evocando o sol nascente, sobreposto por ideogramas japoneses que representam primavera, verão, outono e inverno.

Cada elemento editorial reforça a ideia de que o livro é um mosaico de vozes e olhares, unidos pela paixão pelo haicai. 

A capa de Quatro Estações – Haicais logo de cara merece atenção especial. O círculo vermelho, reminiscente do sol do Japão, é símbolo de energia, renovação e ciclo. Sobre ele repousam os ideogramas das quatro estações: (primavera), (verão), (outono), (inverno), que não apenas nomeiam o tema central, mas também funcionam como portais visuais para o universo poético do livro. O design minimalista dialoga com a própria natureza do haicai: brevidade, clareza e intensidade. Assim como o haicai sugere mais do que diz, a capa não se entrega de imediato; ela convida à contemplação, à leitura dos sinais, à percepção do invisível. Will Martins conseguiu sintetizar em imagem o que os versos fazem em palavras: transformar o instante em eternidade. 

A Orelha assinada por Ricardo Ribeiro, que convida o leitor a uma leitura lenta, como quem observa o desabrochar de uma flor. Destaca a simplicidade e profundidade dos versos, lembrando que o haicai é pausa em meio ao excesso do cotidiano. 

Uyára Schiefer, na apresentação, explica que a escolha do título se deve à obrigatoriedade, na tradição japonesa, de referir-se a fenômenos naturais, explícitos ou subjetivos. Liane Arêas, na contracapa, narra com delicadeza o encontro das amigas em torno de um café, momento em que nasce a ideia do livro, uma cena que já se transforma em haicai espontâneo.  Originado no Japão do século XVII, com Bashô Matsuo, o haicai é considerado o poema mais breve do mundo. Sua força reside na capacidade de capturar um instante da natureza e transformá-lo em experiência estética. No Brasil, essa tradição foi transmitida por mestres como Luís Antônio Pimentel, que viveu no Japão e trouxe para Niterói a delicadeza dessa arte.

Na contracapa de Quatro Estações – Haicais, Liane Arêas nos conduz a uma cena íntima e luminosa: três amigas reunidas em uma cafeteria, conversando sobre livros, autores e a paixão comum pela poesia breve. Entre xícaras de café e palavras espontâneas, surge a percepção de que cada frase dita poderia se transformar em um haicai. Dessa descoberta nasce a ideia de escrever um livro dedicado às quatro estações, celebrando em versos a primavera, o verão, o outono e o inverno. O texto de Liane é singular porque não apenas apresenta o livro, mas revela sua origem, mostrando como a amizade e a partilha se transformaram em poesia. A lembrança de Luís Antônio Pimentel, mestre que trouxe o haicai do Japão para o Brasil, reforça o elo entre tradição e contemporaneidade. A narrativa é acompanhada pela fotografia de Will Martins, que registra o encontro e dá rosto às autoras, tornando visível a cumplicidade que deu origem ao projeto. Assim, a contracapa não é apenas uma apresentação: é um retrato vivo da gênese do livro, um convite caloroso para que o leitor se junte a essa celebração poética. 

O texto de Liane nos transporta para uma cena cotidiana: três amigas reunidas em uma cafeteria, conversando sobre literatura, autores preferidos e a paixão comum pelo haicai. É nesse ambiente de intimidade e espontaneidade que surge a percepção de Uyára, cada frase dita poderia se transformar em um haicai. A partir daí, nasce a ideia de escrever um livro dedicado às quatro estações. 

Humaniza o projeto, em vez de apresentar o livro de forma abstrata, Liane mostra o momento concreto em que ele foi concebido. Cria uma atmosfera de proximidade, o leitor se sente convidado a participar da conversa, como se estivesse à mesa com as autoras. Transforma a gênese em poesia, o haicai improvisado durante o café (“Tarde luminosa! / Afinal, é Primavera! / Perfume no ar!”) já antecipa o tom da obra. Homenageia a tradição, ao lembrar Luís Antônio Pimentel, mestre que trouxe o haicai do Japão para o Brasil, o texto conecta passado e presente. 

Além disso, a contra capa é acompanhada pela fotografia de Will Martins, responsável pela edição visual. A imagem das três amigas em torno da mesa de café reforça a ideia de cumplicidade e celebração, funcionando como testemunho visual da cena narrada. É um recurso que dá corpo e rosto à narrativa, tornando o livro ainda mais próximo do leitor. 

Esses textos funcionam como camadas de leitura: a orelha abre o convite, a apresentação contextualiza, a contracapa narra a gênese. Juntos, eles criam um percurso que prepara o leitor para mergulhar nos haicais. 

Encerrando o livro, o posfácio de Alberto Araújo oferece uma leitura crítica e jornalística, situando a obra no panorama da literatura brasileira contemporânea. Ao destacar a importância cultural do haicai e sua permanência como forma de contemplação, o posfácio reforça o caráter atemporal da obra. É como se o livro fosse um ciclo completo: começa com o convite, passa pela apresentação e pela narrativa da gênese, percorre os haicais e se encerra com a reflexão crítica. 

CADA ESTAÇÃO É CELEBRADA EM VERSOS BREVES QUE CAPTURAM SUA ESSÊNCIA 

Primavera: renovação, flores, perfumes.

Verão: intensidade, calor, luminosidade.

Outono: transição, vento, melancolia.

Inverno: silêncio, recolhimento, contemplação. 

Os haicais não descrevem apenas; eles sugerem, evocam, despertam imagens claras e inesquecíveis. São palavras simples e precisas que acessam os sentidos e convidam à pausa.

As autoras: Leda, Liane e Uyára, se inserem nessa linhagem, mas acrescentam a ela uma sensibilidade contemporânea. Seus haicais não apenas descrevem fenômenos naturais; eles evocam sensações, sugerem atmosferas, convidam à contemplação. O vento do outono, a luz da primavera, o silêncio do inverno e o calor do verão são mais do que imagens: são experiências que habitam o leitor. 

Quatro Estações – Haicais não é apenas um livro de poesia. É um convite à contemplação, à escuta do tempo, à percepção do invisível, ao reconhecimento da beleza no efêmero. É uma obra para ser lida devagar, como quem observa o desabrochar de uma flor.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


LANÇAMENTO DO LIVRO: QUATRO ESTAÇÕES – HAICAIS 

A Opus Editora e as autoras Leda Mendes Jorge, Liane Arêas e Uyára Schiefer convidam você para uma celebração da poesia breve e intensa dos haicais.

Cada autora traz sua sensibilidade única: Explorando a delicadeza dos instantes das estações, revelando beleza no simples. Mergulham na natureza e nos ciclos da vida, traduzindo emoções em versos mínimos. Imprimindo lirismo e frescor, transformando o efêmero em eternidade poética. 

Vale conferir: O livro Quatro Estações é um passeio pelas transformações da natureza e da alma humana, em haicais que capturam o silêncio, o movimento e a essência de cada estação do ano. 

Lançamento: Quatro Estações – Haicais 

Data: 19 de março de 2026 (quinta-feira), das 17 às 19h30min

Local: Da Vinci's Cafeteria Gourmet 

Endereço: Rua Pereira da Silva, 76 – Loja 2 – Icaraí, Niterói, RJ

Um encontro para celebrar a poesia breve, mas infinita, que cabe em três versos e abre mundos inteiros. 


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

SOLENIDADE DE HOMOLOGAÇÃO DA FUNDAÇÃO E POSSE DIRETORA DA RSF – NÚCLEO CEARÁ

A tarde de 26 de fevereiro de 2026 ficou registrada como um marco na história literária e cultural do Ceará. Sob o teto imponente e centenário do Palácio da Luz, sede da Academia Cearense de Letras (ACL), a mais antiga do Brasil, realizou-se a Solenidade de Homologação da Fundação e Posse Diretora da Rede Sem Fronteiras (RSF) – Núcleo Ceará. 

O ambiente, carregado de simbolismo, reunia intelectuais, escritores e representantes da cultura lusófona. Entre bustos de imortais e telas que narram a identidade do povo alencarino, a efervescência era palpável: tratava-se da consolidação de um núcleo que promete conectar o talento cearense ao mundo, ampliando horizontes e fortalecendo laços culturais. 

Um dos grandes destaques foi a presença da Vice-presidente Mundial Cultural da RSF, Ana Maria Tourinho, que veio a Fortaleza representando oficialmente a instituição. Mais do que cumprir protocolo, Ana Maria trouxe consigo o espírito de união que caracteriza a Rede Sem Fronteiras. Sua trajetória respeitada e seu olhar sensível reforçaram o elo entre os ideais de internacionalização da cultura e a realidade vibrante dos escritores e artistas locais.

Ana Maria atuou como enviada especial da presidente mundial da RSF, Dyandreia Portugal, cuja liderança visionária tem consolidado a Rede como uma ponte entre culturas, promovendo eventos, intercâmbios e iniciativas que ultrapassam fronteiras geográficas e linguísticas. Dyandreia inspira pela energia incansável e pela dedicação à causa cultural, e sua representação nesta solenidade reafirmou o compromisso da instituição com cada núcleo regional que nasce e floresce. 

No Ceará, a RSF inicia sua trajetória sob a condução da nova presidente do núcleo, Evan Bessa, que assume a missão de liderar projetos locais com o mesmo espírito de integração e valorização cultural que caracteriza a Rede. Evan traz consigo uma trajetória marcada pela paixão pela literatura e pela crença na cultura como instrumento de transformação social. Sua posse simboliza confiança e esperança em um futuro de grandes realizações. 

Ao lado dela, a vice-presidente Elinalva Oliveira soma sua experiência e sensibilidade, fortalecendo a gestão e ampliando o alcance das ações da RSF no estado. Reconhecida por sua dedicação às causas culturais, Elinalva representa o compromisso com a diversidade e a condução plural que o núcleo cearense pretende exercer. 

A solenidade foi marcada por discursos emocionados, cumprimentos calorosos e uma atmosfera de celebração. As palavras de congratulação às novas dirigentes ecoaram como reconhecimento da importância de mulheres que se dedicam à cultura e que assumem papéis de liderança em instituições de alcance internacional. “Congratulações, senhoras!” tornou-se a expressão que sintetizou o sentimento coletivo de orgulho e esperança. 

O Núcleo Ceará da RSF nasce com a missão de ser um espaço de encontro, diálogo e construção de pontes culturais. Mais do que um ato protocolar, a posse representou um marco histórico que inscreve o Ceará no mapa da Rede Sem Fronteiras, ampliando as possibilidades de intercâmbio e valorização da produção artística local. 

Com Evan Bessa na presidência, Elinalva Oliveira na vice-presidência e o respaldo da liderança mundial de Dyandreia Portugal e Ana Maria Tourinho, o núcleo cearense inicia sua trajetória com bases sólidas e perspectivas promissoras. A união dessas mulheres, cada uma com sua história e sua força, é um exemplo de que a cultura se constrói com coragem, dedicação e espírito coletivo.

Que esta solenidade seja lembrada como o início de uma caminhada luminosa, em que literatura, arte e cultura se tornem instrumentos de transformação e união. A Rede Sem Fronteiras segue firme em sua missão de integrar, valorizar e celebrar talentos, e o Ceará agora faz parte dessa grande rede que não conhece limites geográficos, apenas horizontes de possibilidades. 













Dyandreia Portugal é o coração pulsante da Rede Sem Fronteiras (RSF). Escritora, gestora cultural e empreendedora de ideias, ela construiu ao longo dos anos uma trajetória marcada pela ousadia de sonhar grande e pela capacidade de transformar projetos em realidades que atravessam países e culturas.

Sua visão é clara: a cultura não deve conhecer limites. Para Dyandreia, a literatura, a arte e a educação são pontes que unem povos, fortalecem identidades e promovem diálogos capazes de transformar sociedades. É nesse espírito que a RSF nasceu e se consolidou como uma instituição internacional, presente em diversos países e reconhecida por seu papel de integração cultural.

Dyandreia acredita que cada escritor, cada artista e cada educador carrega em si uma centelha de universalidade. Ao criar espaços de intercâmbio e promover eventos que conectam talentos de diferentes nações, ela reafirma que a palavra e a arte são instrumentos de paz, solidariedade e progresso. Sua liderança é marcada pela energia incansável, pela sensibilidade em ouvir e pela firmeza em conduzir projetos que ampliam horizontes.

Mais do que presidente, Dyandreia é uma visionária. Sua atuação inspira mulheres e homens a acreditarem no poder transformador da cultura e a se engajarem em iniciativas que ultrapassam fronteiras geográficas e linguísticas. Sob sua direção, a RSF não é apenas uma rede de pessoas: é um movimento vivo, que celebra a diversidade e promove o encontro de vozes em escala global. 

Ao olhar para o futuro, Dyandreia Portugal reafirma sua missão: fazer da Rede Sem Fronteiras um espaço de união, valorização e celebração de talentos, onde cada núcleo regional é parte essencial de um organismo maior que pulsa em favor da arte e da literatura. Sua visão transcende o presente e projeta um amanhã em que a cultura será sempre o elo mais forte entre os povos.

Créditos das fotos:

Compartilhadas pela presidente Dyandreia Portugal

© Alberto Araújo

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

UMA CELEBRAÇÃO À ANCESTRALIDADE E AO ELO BRASIL-LÍBANO: O LANÇAMENTO DA COLETÂNEA DA AMIZADE 2026

 

No crepúsculo de 26 de fevereiro de 2026, o Clube Monte Líbano, situado no coração da Lagoa, no Rio de Janeiro, transformou-se no epicentro de uma das mais significativas celebrações culturais do ano. Sob a égide da fraternidade e do reconhecimento histórico, o evento marcou o lançamento da Coletânea da Amizade 2026 e da aguardada obra "Ode à Ancestralidade – A Escola de Direito de Beirute", de autoria da eminente escritora e pesquisadora Matilde Carone Slaibi Conti. 

O encontro não foi apenas uma formalidade literária, mas um verdadeiro rito de união entre as culturas brasileira e libanesa, reafirmando os laços indissolúveis que conectam estas duas nações através da história, da ética e do afeto. 

Organizado com maestria por Mara Joaquim e Antonio Moreira, o evento de lançamento da Coletânea da Amizade 2026 serviu como um cenário vibrante para a exaltação da cultura árabe e libanesa. O Presidente do Conselho Diretor do Clube Monte Líbano, Dr. Paulo Cezar Assed, abriu as portas da instituição para acolher intelectuais, juristas e acadêmicos em uma noite de "Traje Esporte Fino", onde a elegância dos convidados refletia a importância das obras apresentadas. 

A atmosfera era de celebração mútua. O Departamento de Cultura Árabe e Libanesa do clube reafirmou seu papel essencial na preservação da memória, proporcionando um espaço onde o passado e o presente se encontraram para planejar um futuro de paz e colaboração cultural. 

O grande destaque da noite foi a presença magnética de Matilde Slaibi Conti, que além de presidente de importantes núcleos culturais, revelou ao público sua mais nova joia literária: "Ode à Ancestralidade – A Escola de Direito de Beirute". 

Publicado pela conceituada Editora Comunità, de Niterói, o livro é muito mais do que um registro acadêmico; é um mergulho profundo nas águas da identidade e do pertencimento. Nele, Matilde não se limita a narrar fatos; ela revive o prestígio da antiga Escola de Beirute, conhecida mundialmente como o "Relicário das Constituições". 

A obra estabelece uma ponte fascinante entre os juristas milenares cujas leis ainda fundamentam o pensamento jurídico moderno e personalidades ilustres, como São Gregório, conectando-os diretamente às raízes da linhagem familiar da autora. Para Matilde, a ancestralidade não é uma herança passiva, mas uma responsabilidade viva. O livro defende que: 

"O futuro só se constrói com alicerces sólidos no passado. Conhecer nossos antepassados é compreender a grandeza que carregamos em nosso próprio sangue." 

Com a essência libanesa pulsando em cada página, Matilde Slaibi Conti demonstrou como o Direito pode, sim, encontrar o afeto em sua totalidade, transformando uma pesquisa histórica em um manifesto de amor às origens.

A noite reservou momentos de grande emoção para a autora. Em reconhecimento à sua incansável dedicação às letras e à promoção da cultura, Matilde Slaibi Conti foi condecorada com o Diploma e a Medalha de Destaque Cultural. 

A imagem da presidente sentada à mesa de autógrafos, ladeada por um imponente banner decorativo, simbolizou a solidez de sua trajetória. Cada assinatura nos exemplares entregues representava um compromisso renovado com a preservação dos valores que atravessam séculos. 

A relevância do evento pôde ser medida pela qualidade dos presentes, registrados com olhar atento pela correspondente Maria Otilia Camillo. O prestígio acadêmico e jurídico foi representado por figuras de proa da sociedade fluminense: 

O Desembargador Nagib Slaibi Filho: Que ao lado de sua esposa e musa, Karin Dias, compõe a vice-presidência do Núcleo da Rede Sem Fronteiras (RSF) de Niterói, sob a liderança da própria Matilde. 

Maria Otilia Camillo: Membro da diretoria do Núcleo da RSF, cujo trabalho foi essencial para o registro da memória do evento. 

Lideranças Femininas e Acadêmicas: Marcaram presença Luisa Lobo (Presidente da UBE-RJ), Marcia Schweizer (Presidente da AJEB-RJ) e Idalina Andrade (Membro do Real Gabinete Português de Leitura). O evento contou ainda com a participação dos acadêmicos Karla Julia, Tchello d’Barros, Marli Lopes, Geraldo Bezerra de Menezes e Regina Guimmaraes, além de diversas outras personalidades do meio literário que foram prestigiar este lançamento duplo e muitos outros. 

O lançamento da Coletânea da Amizade 2026 e de Ode à Ancestralidade não foi apenas um evento de calendário; foi uma afirmação de que a cultura é o fio que tece a história da humanidade. Entre abraços, autógrafos e discursos emocionados, o Clube Monte Líbano testemunhou o poder da palavra escrita em unir povos e honrar antepassados.

Matilde Slaibi Conti, com sua elegância e sabedoria, entregou ao público uma obra que promete ser referência para pesquisadores e para todos aqueles que buscam entender que somos, acima de tudo, a soma das histórias que vieram antes de nós.

(Clicar na imagem para assistir ao vídeo)

PALAVRAS DE ANCESTRALIDADE: O DISCURSO DE MATILDE SLAIBI CONTI NO CLUBE MONTE LÍBANO 

A escritora e jurista Matilde Slaibi Conti tomou a palavra para celebrar suas raízes e a grandiosidade da história libanesa. Com a autoridade de quem carrega o Direito no sangue e a literatura no coração, Matilde compartilhou passagens que emocionaram o público presente. 

"Que orgulho eu tenho de ser descendente de libaneses", declarou a autora, ao relembrar o significado profundo de seu sobrenome. Ela destacou que os Slaibi remontam aos primeiros cristãos, aqueles que tiveram a sagrada missão de auxiliar no descida de Jesus da Cruz, uma herança de fé que molda sua identidade e sua visão de mundo. 

Ao comentar sobre o mestre Khalil Gibran, Matilde trouxe um olhar lúdico sobre a infância do poeta nas montanhas do Líbano. Recordou as crianças de Bsharri, mencionada como Ramehalla no contexto das brincadeiras que pulavam entre os telhados planos das casas, espaços que, no verão, tornavam-se dormitórios sob o céu estrelado.

A autora também reverenciou a força histórica de sua terra ancestral ao citar Alexandre, o Grande. O general macedônio, que conquistou quase todo o mundo conhecido, encontrou em Tiro sua resistência mais formidável, sendo esta uma das poucas cidades a desafiar sua hegemonia por tanto tempo. 

Como advogada militante e vice-presidente da OAB de Niterói, Matilde dedicou um momento especial à Escola de Direito de Beirute. Ela ressaltou que a instituição era equiparada em prestígio à Escola de Roma. Foi lá que grandes mentes foram forjadas, incluindo o Papa Gregório, que nela atuou como aluno e professor.

A autora transportou os ouvintes ao império de Justiniano, o responsável pela codificação do Direito Romano. Em passagens fascinantes, narrou como os conflitos de normas da época eram resolvidos através da sabedoria de Papiniano, o maior jurista daquele tempo, cujas correntes de pensamento guiavam as decisões imperiais. Emílio Papiniano foi um dos maiores juristas da Roma Antiga, frequentemente chamado de "Príncipe da Jurisprudência". 

Encerrando sua fala com o brilho nos olhos de quem vive em constante estado de encantamento pela história, Matilde Slaibi Conti agradeceu o carinho e a atenção de todos os presentes. 

"Deixo um beijo no coração de cada um. Que a minha felicidade acompanhe a todos vocês, sob a proteção e a luz divina do nosso Senhor Jesus Cristo."

Créditos das fotose vídeo:

Maria Otilia Camillo

© Alberto Araújo

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