Ela nasceu sozinha em seu planeta.
Ele a viu como ninguém jamais viu.
A rosa era vaidosa, frágil, exigente.
Ele era curioso, silencioso, atento.
Ela pediu cuidado.
Ele tentou entender.
Ela se escondeu.
Ele ficou.
No espaço, ele conheceu mundos.
Homens sérios, reis sem súditos, bêbados sem consolo.
Nenhum deles sabia amar uma rosa.
Ele voltou.
Ela ainda estava lá.
Ele compreendeu.
Ela sorriu.
O essencial não mudou.
Era invisível.
Mas ele agora via.
Poema inspirado em O Pequeno Príncipe de Antoine Saint-Exupéry.
@ Alberto Araújo

Nenhum comentário:
Postar um comentário