No dia 28 de janeiro de 1813, o mundo literário foi presenteado com uma obra que atravessaria séculos e se tornaria um dos pilares da literatura universal: Pride and Prejudice, traduzido para o português como Orgulho e Preconceito. Escrita por Jane Austen, uma jovem inglesa nascida em 1775, a obra foi publicada pela editora T. Egerton, em Londres, e rapidamente conquistou leitores pela sua sagacidade, ironia refinada e pela crítica social embutida em cada página. Hoje, celebramos 213 anos de sua publicação, um marco que merece ser lembrado como uma efeméride cultural de relevância mundial.
Jane Austen não foi apenas uma escritora; foi uma observadora atenta da sociedade inglesa do final do século XVIII e início do XIX. Em Orgulho e Preconceito, ela nos apresenta a família Bennet, com suas cinco filhas em busca de casamento, mas sobretudo nos dá Elizabeth Bennet, uma protagonista que se recusa a ser moldada pelas convenções sociais. Elizabeth é inteligente, irônica e independente, e sua relação com Mr. Darcy se tornou um dos romances mais célebres da literatura. Mais do que uma história de amor, o livro é uma reflexão sobre orgulho, preconceito, status social e liberdade de escolha.
O romance foi lançado em três volumes, como era costume na época, e rapidamente se tornou um sucesso editorial. Austen, que havia escrito o manuscrito originalmente sob o título First Impressions, revisou a obra e a transformou em um clássico atemporal. Desde então, Orgulho e Preconceito nunca deixou de ser publicado, sendo traduzido para dezenas de idiomas e lido em todos os continentes. No Brasil, ganhou edições cuidadosas de editoras como Penguin Companhia, Zahar e Martin Claret, que trouxeram versões comentadas, ilustradas e bilíngues.
ADAPTAÇÕES - O ROMANCE QUE NUNCA ENVELHECE
A força de Orgulho e Preconceito não se limita às páginas impressas. O romance já foi adaptado em pelo menos seis grandes produções cinematográficas e em mais de dez adaptações televisivas, além de incontáveis releituras em teatro, rádio, literatura derivada e até mesmo na internet.
Entre as versões mais marcantes estão:
O filme de 1940, estrelado por Greer Garson e Laurence Olivier, que trouxe o romance para o grande público.
A minissérie da BBC de 1980, considerada uma das mais fiéis ao texto original.
A série da BBC de 1995, com Colin Firth como Mr. Darcy, que se tornou um ícone cultural.
O filme de 2005, dirigido por Joe Wright, com Keira Knightley e Matthew Macfadyen, indicado ao Oscar e responsável por apresentar Austen a uma nova geração.
A releitura satírica Orgulho e Preconceito e Zumbis (2016), que mistura o clássico com elementos de terror.
A websérie The Lizzie Bennet Diaries (2012), que transporta a trama para o universo digital e conquistou prêmios internacionais.
Somando cinema, televisão, teatro e novas mídias, podemos afirmar que Orgulho e Preconceito já ultrapassou a marca de 20 adaptações oficiais, sem contar as releituras livres e inspirações em novelas e produções culturais ao redor do mundo.
O que explica a permanência de Orgulho e Preconceito por mais de dois séculos? A resposta está na universalidade de seus temas. O romance fala de amor, mas também de preconceito social, de julgamentos apressados, de independência feminina e da busca por autenticidade. Elizabeth Bennet continua sendo um símbolo de resistência e liberdade, enquanto Mr. Darcy permanece como arquétipo do herói romântico que aprende a se transformar. Cada geração encontra na obra algo que dialoga com seus dilemas contemporâneos, e por isso ela nunca envelhece.
Ao celebrarmos os 213 anos de publicação de Orgulho e Preconceito, o Focus Portal Cultural, sob a curadoria do jornalista Alberto Araújo, presta homenagem a Jane Austen e à sua obra imortal. Esta efeméride não é apenas uma lembrança de uma data histórica, mas um convite para que novos leitores descubram, e antigos leitores revisitem, as páginas de um romance que continua a nos ensinar sobre humanidade, escolhas e transformação.
Jane Austen, com sua pena afiada e sua visão crítica, nos legou um tesouro literário que se reinventa em cada leitura e em cada adaptação. Que esta celebração inspire a todos a mergulhar novamente em suas páginas e a reconhecer que, mesmo após 213 anos, Orgulho e Preconceito permanece vivo, pulsante e necessário.
© Alberto Araújo
Focus Portal Cultural













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