O Título Intelectual do Ano nasceu em Niterói em 1987 como uma iniciativa visionária do Grupo Mônaco de Cultura e da Livraria Ideal, sob a liderança de Carlos Silvestre Mônaco. Mais do que uma simples homenagem, a honraria foi concebida como um gesto de reconhecimento àqueles que, por meio da palavra, da arte, da pesquisa ou da ação cultural, contribuíram para o fortalecimento da identidade fluminense e brasileira. Desde o primeiro agraciado, o jornalista Alberto Francisco Torres, até os nomes que se seguiram ao longo das décadas, o prêmio consolidou-se como um marco de valorização da cultura e da intelectualidade. A cada dezembro, a solenidade reafirmava a importância do pensamento crítico e da produção cultural como pilares de uma sociedade mais consciente e plural. Com o passar dos anos, a honraria atravessou instituições, passando do Grupo Mônaco ao IFEC – Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência, e mais recentemente à Academia Fluminense de Letras, sem jamais perder sua essência: celebrar o saber e eternizar em memória coletiva aqueles que se destacaram na vida cultural da “Cidade Sorriso” e do estado do Rio de Janeiro.
Em dezembro de 1987, Niterói viu nascer uma tradição que se tornaria uma das mais significativas expressões de reconhecimento cultural do estado do Rio de Janeiro: o Título de Intelectual do Ano. Criado pelo Grupo Mônaco de Cultura e pela Livraria Ideal, sob a liderança de Carlos Silvestre Mônaco, o prêmio surgiu com o propósito de homenagear personalidades que se destacaram pela contribuição intelectual, artística e social, não apenas na cidade, mas também no cenário nacional. Desde então, a honraria consolidou-se como um marco de valorização da cultura fluminense, atravessando décadas e instituições, sempre mantendo viva a chama do reconhecimento público àqueles que dedicaram suas vidas ao saber e à arte.
O primeiro agraciado foi o jornalista Alberto Francisco Torres, figura de grande relevância na imprensa e na vida cultural brasileira. A escolha não poderia ser mais simbólica: Torres representava o compromisso com a palavra, com a reflexão crítica e com o papel transformador da comunicação. A partir dali, a cada dezembro, uma nova personalidade seria celebrada, reforçando a ideia de que o conhecimento e a cultura são pilares fundamentais da sociedade.
No ano seguinte, em 1988, a escritora Maria Jacintha Trovão da Costa Campos recebeu o título, confirmando a vocação plural da honraria, que não se restringia a uma única área, mas abrangia diferentes manifestações culturais e intelectuais. A cada edição, o prêmio ampliava seu alcance e se tornava mais respeitado, ganhando status de verdadeira instituição cultural.
Durante 27 anos, de 1987 a 2014, o Grupo Mônaco de Cultura, em parceria com a Livraria Ideal, foi o responsável por organizar e conceder o título. Sob o comando de Carlos Mônaco, o grupo tornou-se referência em iniciativas voltadas para a valorização da produção intelectual e artística de Niterói e do estado do Rio de Janeiro. A honraria não era apenas uma cerimônia: era um ato de afirmação da identidade cultural fluminense, um gesto que colocava em evidência nomes que, muitas vezes, permaneciam à margem do reconhecimento oficial.
O Grupo Mônaco de Cultura compreendia que a cultura é um patrimônio coletivo e que o intelectual, seja ele escritor, jornalista, professor, artista ou pesquisador, desempenha um papel essencial na formação da consciência crítica da sociedade. Por isso, o título de Intelectual do Ano tornou-se um símbolo de resistência e de valorização da cultura em tempos de transformações sociais e políticas.
Em 2015, após quase três décadas sob a coordenação do Grupo Mônaco, a honraria passou a ser organizada pelo IFEC – Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência, sob a liderança do chanceler Raymundo Nery Stelling Junior. O IFEC deu continuidade ao legado, ampliando o alcance da premiação e reforçando sua dimensão internacional, sem perder de vista o compromisso com a cultura fluminense. Entregando o renomado Título e além a Comenda IFEC de Cultura.
Mais recentemente, a partir de 2025, a responsabilidade pela outorga foi assumida pela Academia Fluminense de Letras sob o comando da presidente Márcia Maria de Jesus Pessanha, instituição que representa a tradição literária e intelectual do estado. Essa transição reafirma o caráter perene da honraria, que se adapta às circunstâncias, mas mantém intacta sua essência: reconhecer e valorizar aqueles que contribuem para a vida cultural da sociedade.
Receber o título de Intelectual do Ano é mais do que uma distinção honorífica. Para os agraciados, representa o reconhecimento público de uma trajetória dedicada ao saber, à arte e à cultura. É a consagração de um trabalho que, muitas vezes, se desenvolve de forma silenciosa, mas que impacta profundamente a vida coletiva. A honraria confere visibilidade, legitima o esforço intelectual e reforça a importância da cultura como elemento transformador.
Ser Intelectual do Ano é inscrever-se em uma galeria de nomes que compõem a memória cultural de Niterói e do estado do Rio de Janeiro. É tornar-se parte de uma tradição que valoriza o pensamento crítico, a criatividade e o compromisso com a sociedade. É, em suma, receber um título que transcende o indivíduo e se projeta como símbolo de uma coletividade que reconhece e celebra seus protagonistas culturais.
A
GALERIA DOS HOMENAGEADOS
Ao longo de quase quatro décadas, a lista de agraciados com o título de Intelectual do Ano revela a diversidade e a riqueza da vida cultural fluminense. Entre jornalistas, escritores, professores, artistas e pesquisadores, cada nome representa uma contribuição singular para o patrimônio cultural da região.
De 1987 a 2014 – Grupo Mônaco de Cultura
1987
– Alberto Francisco Torres
1988
– Maria Jacintha L. Trovão de Campos
1989
– Raul de Oliveira Rodrigues
1990
– Ângelo Longo
1991
– Luís Antônio Pimentel
1992
– Lou Pacheco
1993
– Horácio Pacheco
1994
– Lyad Sebastião Guimarães Almeida
1995
– Alaôr Eduardo Scisínio
1996
– Almanir Grego
1997
– Geraldo Mantedônio B. de Meneses
1998
– Carlos Tortely Rodrigues da Costa
1999
– Miguel Coelho da Silva
2000
– Nilo Neves
2001
– Edmo Rodrigues de Lutterbach
2002
– Maria da Conceição Pires de Mello
2003
– Milton Nunes Loureiro
2004 – Wanderlino Teixeira Leite Netto
2005
– Aloysio Tavares Picanço
2006
– Carlos Silvestre Mônaco
2007
– Aníbal Bragança
2008
– Jorge Fernando Loretti
2009
– José Inaldo Alves Alonso
2010
– Neide Barros Rêgo
2011
– Waldenir de Bragança
2012
– Roberto Santos Almeida
2013
– Sávio Soares de Sousa
2014
– Sandro Pereira Rebel
De
2015 a 2024 – IFEC
2015
– Márcia Maria de Jesus Pessanha
2016
– Matilde Carone Slaibi Conti
2017
– Maximiano de Carvalho e Silva
2018
– Marco Lucchesi
2019
– Dalma Nascimento
2020
– Não houve solenidade
2021
– Não houve solenidade
2022
– Leda Mendes Jorge
2023
– Alba Helena Corrêa
2024
– Nagib Slaibi Filho
A
partir de 2025 – Academia Fluminense de Letras
2025
– Célio Erthal Rocha
Uma
tradição que se renova
O Título de Intelectual do Ano é mais do que uma lista de nomes: é um testemunho da vitalidade cultural de Niterói e do estado do Rio de Janeiro. É a prova de que, mesmo diante das adversidades, a cultura resiste e se reinventa. A cada novo homenageado, reafirma-se o compromisso com a valorização do saber e da arte, com a preservação da memória e com a construção de um futuro mais consciente e mais humano.
Ao longo de sua trajetória, a honraria tornou-se um espelho da sociedade fluminense, refletindo suas inquietações, suas conquistas e seus sonhos. E, ao projetar o reconhecimento sobre os intelectuais, projeta também a esperança de que a cultura continue a ser o alicerce de uma sociedade mais justa e mais solidária.
O
percurso do Título Intelectual do Ano é, em si, um retrato da resistência e da
vitalidade da cultura fluminense. Ao longo de quase quatro décadas, a honraria
construiu uma galeria de nomes que representam não apenas trajetórias
individuais, mas também o esforço coletivo de manter viva a chama da arte, da
literatura, da ciência e da reflexão crítica. Ser agraciado com o título
significa inscrever-se em uma tradição que transcende o tempo e reafirma a
cultura como patrimônio essencial da sociedade. Mais do que uma distinção, é um
chamado à responsabilidade de continuar produzindo, inspirando e transformando.
Ao passar pelas mãos do Grupo Mônaco de Cultura, do IFEC e da Academia
Fluminense de Letras, o prêmio mostra sua capacidade de se renovar sem perder o
vínculo com sua origem. Assim, o Intelectual do Ano permanece como símbolo de
reconhecimento e esperança, lembrando-nos que, em cada geração, haverá sempre
aqueles que, com sua obra e sua dedicação, iluminam os caminhos da coletividade
e reforçam o papel da cultura como fundamento da vida social.
©
Alberto Araújo
Focus Portal Cultural

.png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário