segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

09 DE FEVEREIRO DE 2026 – UM ANO DA LÍNGUA GREGA COMO LÍNGUA OFICIAL DA HUMANIDADE - EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL

Nesta data memorável, o mundo celebra não apenas o Dia Internacional da Língua Grega, mas também o primeiro aniversário desde que a UNESCO reconheceu oficialmente o grego como patrimônio e língua oficial da humanidade. É uma efeméride que transcende fronteiras e nos lembra que a língua grega não pertence apenas a um povo, mas a todos nós. 

Há mais de três mil anos, Homero recitava versos que ainda hoje nos emocionam. Platão e Aristóteles moldaram conceitos que sustentam o pensamento moderno. Hipócrates lançou as bases da medicina. Tudo isso em grego. Essa continuidade extraordinária é o que torna o grego único: uma língua que atravessou eras, mares e civilizações, permanecendo viva e vibrante até os nossos dias. 

O reconhecimento oficial da Língua Grega pela UNESCO em 2025 foi mais do que um gesto simbólico. Foi a confirmação de que o grego é um patrimônio coletivo da humanidade. Em 2026, ao celebrarmos o primeiro aniversário dessa conquista, reafirmamos que o grego é uma ponte entre passado e futuro, um elo que conecta gerações e culturas. 

O grego está presente em nossas palavras cotidianas. Quando falamos em democracia, evocamos Atenas e o poder do povo. Quando estudamos filosofia, lembramos de Sócrates e da busca pela verdade. Quando falamos em ética, história, teatro ou lógica, estamos usando diretamente termos que nasceram no grego e que moldaram a civilização ocidental. Essa presença constante mostra que o grego não é apenas uma língua antiga: é uma língua oficial da humanidade, porque está entranhada em nossa cultura global. 

Na ciência, o grego é a base de grande parte da terminologia moderna. Palavras como “astronomia”, “biologia”, “matemática” e “física” nasceram do grego. Prefixos e sufixos como “micro”, “macro”, “geo”, “neuro”, “cosmo” e “chrono” estruturam conceitos universais que permitem a comunicação científica entre povos. Essa herança linguística é o que torna possível que cientistas de diferentes países se entendam, mesmo quando falam idiomas distintos. 

Na política, o grego nos legou o conceito de democracia. A ideia de que o poder pertence ao povo, de que as decisões devem ser tomadas coletivamente, nasceu em Atenas. Essa contribuição é uma das maiores heranças da língua e da cultura grega para o mundo. Celebrar o grego é também celebrar os valores democráticos que sustentam sociedades modernas.

Na arte, o grego inaugurou formas de expressão que ainda hoje nos inspiram. O teatro grego, com suas tragédias e comédias, estabeleceu modelos narrativos que continuam presentes no cinema, na literatura e na dramaturgia contemporânea. Palavras como “drama”, “cena” e “coro” são testemunhos dessa herança. Cada vez que assistimos a uma peça ou a um filme, estamos, de alguma forma, dialogando com a tradição grega. 

O grego é, portanto, uma língua oficial da humanidade. Não porque tenha sido decretado apenas por uma instituição, mas porque sua presença está entranhada em nossas palavras, em nossas ideias, em nossas instituições. Ele é oficial porque, sem ele, não compreenderíamos plenamente quem somos e de onde viemos. 

Celebrar o Dia Internacional da Língua Grega em 2026 é celebrar a memória e a continuidade. É reconhecer que o grego é uma língua que nos une, que nos conecta com filósofos, cientistas, artistas e cidadãos que moldaram o mundo em que vivemos. É compreender que preservar e valorizar o grego é preservar a própria história da civilização. 

Ao longo dos séculos, o grego atravessou mares e fronteiras, foi falado em impérios e repúblicas, resistiu a guerras e transformações. Hoje, continua vivo, não apenas na Grécia, mas em cada palavra que usamos, em cada conceito que pensamos, em cada valor que defendemos. O grego é uma língua que nos lembra que somos parte de uma história maior, que começou há milênios e que continua a ser escrita. 

Por isso, neste 9 de fevereiro de 2026, ao celebrarmos o Dia Internacional da Língua Grega e o primeiro aniversário de seu reconhecimento oficial pela UNESCO, celebramos também a nossa própria humanidade. Celebramos a capacidade que temos de transmitir ideias, de construir conhecimento, de criar beleza e de defender valores. Celebramos uma língua que é, ao mesmo tempo, antiga e atual, nacional e universal, histórica e viva.

O grego é mais do que uma língua. É um patrimônio. É uma herança. É uma ponte. É uma voz que atravessa os séculos e que continua a nos falar. E nós, ao celebrarmos esta efeméride, respondemos a essa voz, reafirmando que o grego é, e sempre será, uma língua oficial da humanidade.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 

Zeus - Deus grego

O poeta romano Virgílio, aqui retratado no manuscrito do século XV Vergilius Romanus, preservou muitos detalhes da mitologia grega em suas composições


Homero - Filósofo Grego




Aquiles (esq.) mata um prisioneiro de Troia diante de Caronte Pintura-vermelha etrusca, realizada no fim do século IV e início do século III a.C.


As Dafnefórias. Eram um festival dedicado a Apolo celebrado pelos gregos a cada nove anos, em Tebas, Beócia. Óleo sobre tela de Frederic Leighton, 1876

O Amor Conquista Tudo Representação do deus Eros, pelo pintor do barroco Caravaggio

Cronos Mutilando Urano por Giorgio Vasari e Gherardi Christofano (século XVI). Palácio Velho, Florença

Os Doze Deuses Gregos (Zeus no trono), por Nicolas-André Monsiau (1754- 1837), finais do século XVIII


Olimpo de Giovanni Battista Tiepolo, século XVIII, Museu do Prado


O Casamento de Peleu e Tétis Hans Rottenhammer, 1600, Museu Hermitage

Em A Fúria de Aquiles, de Tiepolo (1757, afresco, Villa Valmarana, Vicenza), Aquiles está enfurecido pela ameaça de Agamenão tirar seu despojo da guerra, Briseis, e desembainha sua espada para acertá-lo. A súbita aparição de Minerva, que no afresco segura os cabelos de Aquiles, evita o assassinato

O Triunfo da Civilização Pintura por Jacques Réattu, 1793


Hermes Logios, Atribuído a Fídias. Cópia romana, século I. Museu Nacional Romano, Roma


Zeus

Deuses Gregos 

Hera: esposa de Zeus, mas lembrada principalmente por seus episódios de vingança e ciúmes. Isso porque Zeus tinha vários episódios de adultério, fazendo com que a deusa se revoltasse contra suas amantes e bastardos. 

Atena: da mãe Métis, Atena herdou a sabedoria, enquanto do pai Zeus, herdou a força e o poder. Por causa disso, era cultuada como deusa da guerra e da sabedoria ao mesmo tempo. 

Ares: assim como Atena, Ares também era deus da guerra. No entanto, ele não tinha o mesmo comportamento dela e era muito mais agressivo, sentindo prazer em ferir e agredir suas vítimas e adversários. 

Deméter: deusa da agricultura e responsável pelas estações do ano. Assim que sua filha Perséfone foi sequestrada por Hades, Deméter ficou reclusa e chateada, gerando períodos de infertilidade, que nada mais era do que o inverno. 

Apolo: Apolo foi um dos principais filhos de Zeus, assumindo também o papel de deus grego da caça, no Olimpo. Além disso, simbolizava a música com sua harpa que tocava sem parar na residência divina.

Ártemis: irmã gêmea de Apolo e, por isso, também era deusa da caça. Ártemis também era cultuada como deusa da virgindade, uma vez que se dedicava somente a suas habilidades de caça e não se entregava a prazeres carnais. 

Hefesto: o principal talento de Hefesto era sua habilidade de forja e construção. Por causa disso, era responsável por fabricar as armas de todos os deuses, além de ter construído o próprio palácio do Olimpo. 

Afrodite: a beleza de Afrodite era tão superior que a deusa do amor foi motivo de vários conflitos entre humanos e deuses ao longo da mitologia grega. 

Hermes: Hermes era deus da agilidade e velocidade, o que o fez mensageiro dos deuses. Ele também era muito cultuado entre ladrões, uma vez que eles valorizavam muito a agilidade para realizar seus crimes.

Dionísio: Dionísio era o deus grego das festas e da loucura, além de associado ao vinho. Quando foi absorvido pela mitologia romana, ganhou o nome de Baco, que deu origem ao nome da festa bacanal, repleta de álcool e orgias.




Nenhum comentário:

Postar um comentário