A cada data histórica, revisitamos personagens que moldaram não apenas o seu tempo, mas também o futuro. No dia 6 de fevereiro de 1608, nasceu em Lisboa Padre António Vieira, figura central do século XVII e considerado um dos maiores oradores da língua portuguesa. Religioso jesuíta, filósofo, diplomata e escritor, Vieira deixou marcas profundas na política, na literatura e na defesa dos direitos humanos, tornando-se um símbolo de coragem e eloquência.
Vieira destacou-se como missionário no Brasil, onde foi chamado pelos povos indígenas de “Paiaçu” – o Grande Padre. Sua luta contra a escravidão e contra a exploração dos nativos fez dele um defensor incansável da dignidade humana. Pregador de sermões memoráveis, como o célebre Sermão de Santo António aos Peixes, Vieira também se posicionou contra a distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos, enfrentando a poderosa Inquisição e denunciando injustiças sociais.
No campo político, conquistou a confiança de João IV de Portugal, atuando como diplomata em missões delicadas na França e nos Países Baixos. Sua ousadia em defender os judeus e propor reformas econômicas trouxe-lhe tanto prestígio quanto perseguições. Acusado de heresia por suas ideias sebastianistas e pelo projeto do “Quinto Império”, foi preso pela Inquisição, mas sobreviveu graças ao seu talento e ao apoio da Coroa.
A vida de Vieira foi marcada por episódios dramáticos, como o naufrágio de 1654, que quase lhe custou a vida e parte de seus escritos. Ainda assim, deixou um legado vasto: mais de duzentos sermões e centenas de cartas que revelam sua visão crítica, humanista e profundamente comprometida com a fé e a justiça.
No dia 6 de fevereiro de 1608 nascia em Lisboa uma das figuras mais marcantes do século XVII: o jesuíta Padre António Vieira. Religioso, filósofo, diplomata e escritor, Vieira tornou-se célebre não apenas pela sua oratória brilhante, mas também pela coragem de enfrentar poderes estabelecidos, como a Inquisição, e pela defesa incansável dos povos indígenas e dos cristãos-novos. Fernando Pessoa, séculos mais tarde, reconheceria sua grandeza ao chamá-lo de “Imperador da Língua Portuguesa”.
Vieira viveu entre Portugal e Brasil, destacando-se como missionário na Bahia, no Maranhão e na Amazônia. Foi chamado pelos indígenas de “Paiaçu”, o Grande Padre, título que simboliza o respeito conquistado por sua luta contra a escravidão e pela dignidade dos povos nativos. Seus sermões, como o célebre Sermão de Santo António aos Peixes, são até hoje estudados nas universidades e considerados obras-primas do barroco luso-brasileiro.
Além da vida religiosa, Vieira desempenhou papel político e diplomático relevante. Pregador régio e embaixador de João IV, negociou com potências europeias e defendeu a integração dos cristãos-novos na sociedade portuguesa. Sua ousadia, porém, trouxe-lhe perseguições: foi acusado de heresia pela Inquisição devido às suas ideias sebastianistas e ao projeto do “Quinto Império”. Passou anos preso, mas sobreviveu graças ao prestígio e à inteligência que o tornaram uma das vozes mais poderosas de sua época.
A trajetória de Vieira é marcada por episódios dramáticos, como o naufrágio de 1654, quando escapou da morte em alto-mar e viu parte de seus escritos serem saqueados por corsários. Mesmo diante de adversidades, manteve firme sua missão de evangelizar e defender os oprimidos. Morreu em Salvador, em 1697, deixando um legado de mais de duzentos sermões e centenas de cartas que revelam sua visão crítica e humanista.
Recordar o nascimento de Padre António Vieira é celebrar não apenas um grande orador, mas um homem que se colocou à frente de seu tempo. Sua voz ecoou contra injustiças, sua pena registrou ideias que desafiaram dogmas, e sua vida foi dedicada à defesa da dignidade humana. No quadro Efemérides do Focus Portal Cultural, lembramos hoje os 418 anos de um dos maiores nomes da história luso-brasileira, cuja palavra continua viva como exemplo de coragem e lucidez.
Celebrar
os 418 anos do nascimento de Padre António Vieira é reconhecer a força de uma
voz que atravessou séculos. Sua palavra, ora firme, ora poética, continua a
inspirar pela defesa dos oprimidos e pela busca de um mundo mais justo. No
quadro Efemérides do Focus Portal Cultural, lembramos hoje não apenas o homem,
mas o símbolo de resistência e de esperança que Vieira representa para a
cultura luso-brasileira.
©
Alberto Araújo
Focus Portal Cultural
Estátua
do Padre António Vieira, de 2017, no Museu de São Roque, em Lisboa.
Vista
do Terreiro de Jesus, em Salvador, em 1862, com a atual Catedral Basílica - ao
fundo, antiga Igreja do Colégio dos Jesuítas (anexo à direita). Onde Antonio
Vieira estudou e lecionou.
Igreja
de Nossa Senhora da Graça e Seminário de Olinda, no Pernambuco, antigo Colégio
dos Jesuítas, onde Antonio Vieira foi professor.
Seis
volumes dos Sermões, expostos numa Biblioteca Municipal, no Brasil.
Catedral de São Luís, em 1860, antiga Igreja e Colégio dos Jesuítas de São Luís do Maranhão. Estabelecida pelo padre Luís Figueira, e onde o padre Antônio Vieira viveu e publicou alguns de seus sermões.
Igreja de Santo Alexandre e antigo Colégio dos Jesuítas, na região da Feliz Lusitânia, em Belém do Pará. Estabelecida no século XVII, onde Antônio Vieira administrou as missões jesuíticas pela Amazônia.
Primeira
página de "Historia do Futuro", de uma edição de 1718.


_S%C3%A9_Catedral_1862.jpg)
.jpg)



.png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário