O Boletim da Academia Fluminense de Letras (AFL) chega à sua 40ª edição em fevereiro/março de 2025, um marco significativo que coincide com o Mês da Mulher. Sob a liderança da presidente Márcia Pessanha e com a colaboração de Christiane Victer na redação e diagramação, esta edição especial celebra a força e a beleza da alma feminina, destacando a importância da mulher na literatura e na sociedade através de uma série de eventos e homenagens.
A reabertura da sede da AFL e da Biblioteca Parque de Niterói, espaços de saber e cultura, simboliza o renascimento da chama literária fluminense. A Sessão Literomusical, em celebração à mulher, harmoniza a poesia e a música, unindo duas formas de arte que expressam a sensibilidade e a força do feminino.
A homenagem da Câmara Municipal de Niterói à presidente Márcia Pessanha, personalidade central da AFL, destaca sua liderança e dedicação à cultura. O reconhecimento do Rotary Club Niterói-Norte aos intelectuais do ano, em especial à presidente Márcia Pessanha, sublinha a importância da intelectualidade na construção de uma sociedade mais justa e culta.
O bate-papo e lançamento da Imprensa Fluminense, com Guto Mello, e a posse do acadêmico Waldeck Carneiro no Fórum de Educação RJ, celebram a palavra escrita e o poder da educação na transformação social. A posse de Peterson Simão na presidência do TRE e a homenagem à acadêmica Verônica Oliveira, agraciada com o Prêmio Mulher Destaque 2025, ressaltam o papel da mulher em diversas esferas da sociedade.
A reunião festiva do Rotary Niterói Novos Tempos, com palestra da acadêmica Matilde Slaibi Conti sobre "Vozes Femininas que Ecoaram na História", e a palestra de Márcia Pessanha sobre Casimiro de Abreu, demonstram o compromisso da AFL com a memória e a valorização da literatura fluminense.
O Boletras, em sua 40ª edição, é um testemunho da vitalidade da Academia Fluminense de Letras e da força da mulher na literatura e na sociedade. A edição celebra a mulher em sua plenitude, em sua capacidade de criar, liderar e transformar o mundo com sua sensibilidade e inteligência.
A SINFONIA OUTONAL DA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS: UM EDITORIAL DE RENASCIMENTO E MEMÓRIA
No editorial da edição nº 40 do Boletras, a presidente Márcia Pessanha nos convida a contemplar a beleza melancólica e inspiradora do outono, utilizando a estação como metáfora para o momento da Academia Fluminense de Letras (AFL). Através de uma prosa poética, ela tece um paralelo entre a natureza e a vida acadêmica, convidando os leitores a refletirem sobre a memória, a tradição e o futuro da instituição.
A abertura do texto nos transporta para a contemplação das "tardes outonais", com suas cores vibrantes e a melancolia dos versos de Miguel Torga. Essa imagem evoca a beleza efêmera da vida e a importância de valorizar cada momento. Márcia Pessanha, ao mencionar o pôr do sol na praia de Icaraí, traz a reflexão para o contexto local, conectando a natureza com a identidade da AFL, sediada em Niterói.
A presidente destaca a fecundidade do outono, estação de colheita e inspiração para artistas de diversas áreas. Essa fertilidade se reflete na produção intelectual dos acadêmicos, que enriquecem o patrimônio cultural da instituição. A metáfora das "folhas outonais" que caem e são levadas pelo vento representa a transitoriedade da vida e o desejo de revisitar o passado para encontrar inspiração.
A memória, tema central do editorial, é apresentada como fonte de inspiração e continuidade histórica. Márcia Pessanha evoca a figura de Waldenir de Bragança, Presidente de Honra da AFL, e a importância de revisitar a história dos patronos e antecessores. Essa conexão entre passado e presente é fundamental para construir um futuro promissor para os novos acadêmicos.
A presidente celebra a "boa colheita" de 2025, com a produção intelectual dos acadêmicos e as atividades planejadas para o ano. A sessão de abertura, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, é destacada como um momento de "fraternal convívio" e "compartilhamento de saberes".
O editorial se encerra com as palavras de Henfil, que nos convidam a valorizar a beleza das flores, a sombra das folhas e a intenção da semente, mesmo que os frutos não se concretizem. Essa mensagem final reforça a importância de apreciar o processo criativo e a beleza da jornada, independentemente do resultado final.
Em suma, o editorial de Márcia Pessanha é uma reflexão poética sobre a memória, a tradição e o futuro da Academia Fluminense de Letras. Através da metáfora do outono, ela nos convida a valorizar a beleza da vida, a importância da memória e a fecundidade da produção intelectual.
Editorial
Alberto Araújo
Focus Portal
Cultural
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AGRADECIMENTO DE
ALBERTO ARAÚJO
Prezada Márcia Pessanha, gostaria de expressar minha profunda gratidão pela publicação da homenagem que realizei em sua homenagem e à cidade de Campos dos Goytacazes, no Boletras, edição nº 40, página 10. É uma honra ter meu trabalho reconhecido e divulgado em um veículo tão importante para a cultura fluminense. Agradeço imensamente por ter dado destaque a essa celebração dos 190 anos de Campos dos Goytacazes, cidade que tanto prezo e que possui um legado literário tão rico. Sua sensibilidade em valorizar a cultura local é admirável. A publicação no Boletras é um presente valioso para mim e me motiva a continuar trabalhando em prol da divulgação da cultura e da história da nossa região. Com meus sinceros agradecimentos,
Alberto Araújo.
SINFONIA OUTONAL
Chegamos ao outono, com a beleza da “Tarde pintada / Por não sei que pintor / Nunca vi tanta cor!” E seguimos embalados na cadência dos versos do poeta português Miguel Torga, ao dizer: “Vento que passas, leva-me contigo / Sou poeira também, folha de outono (...) / Leva-me, e livre deixa-me cair / No deserto de todas as lembranças”.
Realmente, como são belas e coloridas as tardes outonais, mesmo reconhecendo que no Brasil as estações do ano não são bem definidas, principalmente agora com as mudanças climáticas, mas o espetáculo do entardecer permanece nos encantando, e destaco, por residir em Niterói, o pôr do sol à beira mar na praia de Icaraí.
A estação do outono, tempo fecundo da messe, da colheita, propicia também a germinação de sentimentos caros aos amantes da natureza, inspirando-os na elaboração de suas produções artísticas. Desse modo, diversos escritores, compositores, pintores e poetas, assim como fez Miguel Torga, encontram na estação outonal um motivo de criação poética. O outono é cantado em prosa, verso e música, haja vista a célebre canção Folhas de Outono.
Assim, à semelhança das folhas outonais, que caem e são levadas pelo vento, surge o desejo do poeta de ser levado também, metaforicamente, pelo vento para cair “no deserto de todas as lembranças”, não para sepultá-las, mas para reavivá-las como fonte de inspiração. E transportando esse foco de lembranças para o nosso contexto acadêmico, reavivamos nossa memória para dar continuidade histórica à nossa “Casa do Saber, Templo da Palavra”, como bem disse nosso Presidente de Honra, Waldenir de Bragança. E revisitamos a história de nossos patronos e dos que nos antecederam em nossas cadeiras. Neste sentido, o passado e o presente se entrelaçam rumo a um futuro promissor para os novos acadêmicos.
Neste outono de 2025, na Academia Fluminense de Letras, a boa colheita já se anuncia com os frutos das produções de diversos acadêmicos que enriquecem o nosso patrimônio cultural, além das atividades previstas para este ano e os projetos que estão sendo apresentados.
Iniciamos nossas atividades acadêmicas, festivamente, no dia 22 de março, com a sessão de abertura, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, muito apreciada pelos presentes, que se sentiram envolvidos pela ambiência de fraternal convívio, de compartilhamento de saberes e de apresentação de belos momentos lírico-musicais. Foi uma sessão prazerosa e que valeu muito a pena.
E finalizamos com as palavras de Henfil: “Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente”.
Márcia Pessanha, Presidente da AFL
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