segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

DOMINGO EM ICARAÍ: A LEITURA COMO RITO, MACUNAÍMA COMO ENCANTAMENTO E DALMA NASCIMENTO COMO TECELÃ DAS MEMÓRIAS CULTURAIS.

O domingo em Icaraí não começa: ele se revela. Há um tempo suspenso entre o primeiro sopro de luz e o barulho contido das ondas que chegam à areia como se pedissem licença. 

Não é um dia comum, é um estado de espírito. Caminhar por Icaraí num domingo é caminhar por uma fronteira invisível entre o cotidiano e a contemplação. O mar não está ali apenas como paisagem; ele atua como testemunha antiga, quase um narrador silencioso daquilo que se passa dentro de nós quando o mundo desacelera. 

Foi nesse ritmo, mais próximo do respirar do que do correr, que me sentei para ler. Não qualquer leitura, mas uma daquelas que exigem presença total, como um rito de passagem intelectual. Sobre a mesa, pesado não apenas pelo número de páginas, mas pelo peso simbólico de sua proposta, repousava Macunaíma – Mundo Mágico-Mítico em Tranças de Memórias Culturais, de Dalma Nascimento. Um livro que não se oferece ao leitor como objeto neutro, mas como território a ser atravessado. 

Desde as primeiras páginas, torna-se evidente que Dalma Nascimento não escreveu um estudo comum. O que ela propõe é uma imersão profunda na matriz mítica da cultura brasileira, tendo Macunaíma, de Mário de Andrade, como epicentro simbólico. Mas o gesto da autora vai além da análise literária: ela articula um grande ensaio de civilizações, onde mitos gregos dialogam com cosmovisões ameríndias, e onde o Brasil surge não como periferia cultural, mas como espaço legítimo de produção de pensamento universal. 

A leitura avança em ritmo de encantamento. Há um frenesi, sim, mas não um frenesi ansioso. É o entusiasmo de quem percebe que está diante de uma obra que sabe o que faz e por que faz. Dalma Nascimento escreve com clareza, mas também com ousadia. Seu texto se move entre o rigor acadêmico e a liberdade interpretativa, entre a erudição e a intuição, entre o método e o mito. Essa combinação rara transforma o livro numa experiência intelectual viva. 

Ao revisitar Macunaíma, Dalma nos devolve a complexidade do herói sem nenhum caráter. Não o herói domesticado pelos resumos escolares, nem o personagem reduzido a símbolo folclórico, mas o Macunaíma original, contraditório, escorregadio, ancestral e moderno ao mesmo tempo. Ela o aproxima de figuras míticas gregas não para comparações superficiais, mas para revelar estruturas simbólicas compartilhadas pela humanidade. O herói que erra, que engana, que se transforma, que transita entre mundos, seja ele grego, ameríndio ou brasileiro. 

Nesse ponto, o ensaio atinge uma de suas maiores forças: ao revestir o pensamento mítico grego com o mundo ameríndio, Dalma Nascimento desmonta hierarquias culturais herdadas do colonialismo intelectual. O Olimpo deixa de ser centro absoluto; a floresta ganha estatuto de cosmo. Hermes encontra Exu não como curiosidade exótica, mas como equivalência simbólica. Dionísio reconhece no transe indígena uma irmandade espiritual. Não se trata de sincretismo simplório, mas de cartografia profunda do imaginário humano.

Mário de Andrade emerge, então, não apenas como escritor, mas como mediador cultural, alguém que soube ouvir o Brasil profundo, suas vozes subterrâneas, suas narrativas orais, seus mitos fundadores. Dalma Nascimento compreende isso com precisão rara. Seu ensaio demonstra que Macunaíma não é apenas literatura: é gesto antropológico, ato político, ritual estético. É o Brasil pensando a si mesmo fora dos moldes importados.

As “tranças de memórias culturais”, expressão que nomeia e sustenta o livro, não são metáfora decorativa. Elas estruturam todo o pensamento da autora. Cada capítulo entrelaça tempos, territórios, narrativas e símbolos, formando uma tessitura complexa, resistente e bela. A memória, aqui, não é arquivo morto, mas matéria viva, em constante transformação.

As ilustrações de Luiz Zatar surgem como respirações visuais nesse percurso intenso. Não ilustram o texto, dialogam com ele. São imagens que parecem brotar do mesmo solo simbólico que alimenta a escrita. Há nelas algo de onírico, de ritualístico, de ancestral. Funcionam como portais silenciosos entre um capítulo e outro, convidando o leitor a olhar com o mesmo cuidado com que lê.

O projeto gráfico, concebido sob os designes de Mauro Carreiro Nolasco, confere à obra uma dignidade estética coerente com seu conteúdo. O livro se apresenta como objeto cultural pleno, pensado em cada detalhe. Nada ali é casual. O cuidado editorial se manifesta como respeito ao leitor e à cultura que se deseja preservar e expandir. 

É impossível falar dessa obra sem destacar o papel fundamental da Parthenon Centro de Arte e Cultura. Em um mercado editorial frequentemente pautado pela urgência comercial, a Parthenon se afirma como espaço de resistência intelectual. Seu catálogo revela compromisso com obras que aprofundam o pensamento, valorizam a memória cultural e desafiam leituras fáceis. Publicar um livro como este é um ato político no melhor sentido: um gesto de confiança na inteligência do leitor brasileiro. 

Enquanto o domingo avançava, percebi que a leitura havia dissolvido as fronteiras do tempo. Icaraí permanecia ali, o mar, o vento, a luz que se transformava lentamente, mas eu já caminhava por outros territórios: florestas míticas, aldeias simbólicas, textos fundadores, constelações de sentido. O livro fazia aquilo que só os grandes livros conseguem: expandia o mundo interior. 

Dalma Nascimento escreve com a autoridade de quem pesquisou profundamente, mas também com a escuta sensível de quem respeita os mistérios que estuda. Seu ensaio não fecha interpretações; abre caminhos. Não impõe conclusões; convida à continuidade do pensamento. É uma obra que forma leitores, não apenas informa.

Ao final do dia, quando o céu de Icaraí já se encontrava tingido de azul profundo e as luzes da cidade começavam a acender, senti que aquele domingo havia sido diferente. Não por ter feito algo extraordinário, mas por ter vivido uma experiência cultural plena. Ler, ali, tornou-se um gesto de pertencimento, quase um ato de fé na potência da cultura brasileira.

Macunaíma, atravessado pelo olhar rigoroso e poético de Dalma Nascimento, revelou-se mais atual, mais necessário, mais vivo. E a Parthenon, ao sustentar essa obra, reafirma seu lugar como guardiã de um pensamento cultural que não se rende à superficialidade. 

O domingo terminou. Mas a leitura, como todo verdadeiro encantamento, permaneceu. 

© Alberto Araújo













MATILDE CARONE SLAIBI CONTI EM ROATÁN – A ILHA DOS FAMOSOS

 

No dia 12 de janeiro de 2026, a presidente do Elos Internacional, historiadora e líder cultural Matilde Slaibi Conti, esteve na Ilha de Roatán, em Honduras. Acompanhada de seu irmão Nagib Slaibi Filho e de Karin Dias, musa inspiradora de Nagib, Matilde prossegue sua viagem em cruzeiro pelo Caribe e por Honduras, revelando cidades históricas e paisagens culturais de grande relevância.

Roatán é a mais famosa das Islas de la Bahía, conhecida mundialmente por suas praias paradisíacas e por ser refúgio de atores e milionários que investem em casas e resorts diante do mar caribenho. Com aproximadamente 77 quilômetros de comprimento e apenas 8 de largura, a ilha compõe o Parque Nacional Marinho das Ilhas da Baía, integrando o segundo maior sistema de barreira de corais do mundo. 

Pisar em Roatán é como entrar em uma obra de arte indescritível, onde a paisagem montanhosa verdejante encontra o glorioso mar azul e enseadas profundas guardam histórias de piratas. A ilha já foi lar de mais de 5.000 piratas, que se escondiam em suas baías e utilizavam o território como base para ataques contra frotas espanholas. 

Hoje, Roatán é intocada em grande parte de seu território e famosa por suas barreiras de corais, pesca e mergulho. Suas praias oferecem fácil acesso a recifes que são verdadeiros santuários de vida marinha, atraindo mergulhadores e amantes do snorkel de todo o mundo. 

Os cruzeiros que chegam à ilha atracam em Coxen Hole, capital de Roatán, cujo nome homenageia o pirata John Coxen, que ancorou seu navio ali no final do século XVII. Outra entrada é Mahogany Bay, moderna e preparada para receber turistas em grande escala. 

A sudoeste, a movimentada praia West Bay é um dos pontos mais procurados, com recifes de coral próximos à costa e resorts luxuosos. Já a região de West End é marcada por bares, mochileiros e um ambiente boêmio. Ao leste, pequenas povoações preservam tradições, como a aldeia Garifuna de Punta Gorda, onde festas centenárias celebram música, dança e gastronomia caribenha. 

Roatán é um dos segredos mais bem guardados do Caribe. Além das praias de areia branca e águas cristalinas, oferece experiências únicas: mergulho em Cayos Cochinos, contato com preguiças no Santuário de Animais, nado com tubarões em Cara a Cara, e visitas ao Jardim Botânico Carambola, onde macacos e aves tropicais convivem em harmonia. 

As festas de rua em Punta Gorda são um espetáculo à parte, com música tradicional, dança e pratos típicos que revelam a essência da cultura garifuna. Essa mistura de influências africanas, indígenas e europeias faz de Roatán um mosaico cultural vibrante. 

Colonizada inicialmente pelos espanhóis, Roatán foi posteriormente tomada por piratas e corsários ingleses. No século XIX, chegou a ser administrada pelos britânicos, e até hoje grande parte da população tem o inglês como primeira língua, especialmente os descendentes de africanos escravizados. 

Essa herança histórica confere à ilha uma identidade única: um território hondurenho com forte presença cultural anglófona, que se soma às tradições caribenhas e indígenas. Hoje, Roatán é o principal destino turístico de Honduras, famoso por suas praias de areia branca, águas cristalinas e recifes de corais que integram a barreira mesoamericana. 

FRASES DA PRESIDENTE MATILDE SLAIBI CONTI

Durante sua visita, Matilde destacou o valor cultural e histórico da ilha com palavras de impacto: 

“Roatán é uma ilha que respira história: cada enseada guarda segredos de piratas e memórias de resistência.” 

“Ao contemplar estas águas cristalinas e recifes de coral, sinto que a natureza é a guardiã da identidade caribenha.”

“O povo de Roatán, com sua mistura de línguas e culturas, mostra que a diversidade é a verdadeira riqueza da humanidade.” 

“Aqui, o mar não é apenas paisagem: é memória, é vida, é futuro.”

Ao contrário do continente hondurenho, onde os problemas sociais são mais visíveis, Roatán vive do turismo e da vida marinha. A ilha mantém um ritmo próprio, tranquilo e voltado para os visitantes que chegam em cruzeiros ou aviões pequenos em busca de um pedaço de paraíso.

A preservação ambiental é prioridade: os recifes de coral, tubarões-baleia e espécies tropicais são protegidos por iniciativas locais e internacionais. O turismo sustentável é visto como caminho para manter a beleza natural e a cultura viva da ilha. 

A presença de Matilde Slaibi Conti em Roatán não é mero turismo: é parte de um acompanhamento institucional das ações culturais da presidente, que reforça o papel do Elos Internacional na valorização da Língua Portuguesa e no diálogo com culturas irmãs. 

Cada visita é um elo entre povos, um gesto de diplomacia cultural e uma extensão do compromisso com o mundo lusófono. Roatán, com sua história de piratas, sua diversidade cultural e sua natureza exuberante, foi palco de mais uma etapa da missão de Matilde Slaibi Conti, que certamente trará relatos enriquecedores sobre esta experiência caribenha.

 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional
















398 ANOS DO NASCIMENTO DE CHARLES PERRAULT - EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL

 

12 de janeiro de 1628: Nasce, em Paris, o tecelão de sonhos que bordou o invisível na trama do visível.

Numa manhã de inverno parisiense, quando o Sena ainda carregava os sussurros dos reis absolutos e das revoluções por vir, veio ao mundo Charles Perrault. Era 1628, o ano em que o sol de Luís XIII iluminava os corredores do Louvre, e o jovem Charles, primogênito de uma família burguesa de advogados, abria os olhos para um mundo de contrastes: o esplendor da corte e a penumbra das ruas onde as velhas contavam histórias ao pé do fogo. Quem diria que aquele menino, destinado a robes de toga e pergaminhos jurídicos, se tornaria o "Pai da Literatura Infantil", o artífice que pegou os fios soltos das narrativas populares e os teceu em tapeçarias eternas? 

Perrault não era um sonhador isolado. Contemporâneo de Jean de La Fontaine, o fabulista das rimas morais, ele navegava entre os salões literários da Academia Francesa, da qual foi membro em 1671 e os gabinetes do poder. Advogado de formação, subiu na hierarquia real até tornar-se superintendente das artes sob Luís XIV, o Rei Sol, cujos versos ele celebrou em poemas pomposos como Curso das Eras de Luís o Grande. Mas foi na clandestinidade da imaginação que Perrault encontrou sua verdadeira coroa. Em 1697, com 69 anos, publicou Contos de Minha Mãe Gansa (Histoires ou contes du temps passé), atribuindo as histórias à sua suposta ama, Mère l'Oye, numa astuta manobra para conferir autenticidade folclórica a narrativas que ele polia com a finesse de um ourives. 

Imagine a cena: Perrault, já grisalho, recolhendo ecos das feiras de Paris e das províncias francesas, onde camponeses e criadas murmuravam sobre lobos vorazes e botas mágicas. Ele não inventou os contos, esses brotavam das raízes profundas do imaginário coletivo, da tradição oral que atravessava gerações como um rio subterrâneo. Mas deu-lhes forma literária, moral e ritmo, transformando lendas brutas em lições encadernadas. Assim nasceu o conto de fadas moderno, um gênero que Perrault erigiu sobre pilares de encanto e advertência, onde o fantástico serve de espelho à alma humana. 

"Le Petit Chaperon rouge", o Capuchinho Vermelho, é o primeiro farol dessa galáxia perraultiana. Uma menina ingênua, de capuz escarlate como o sangue da curiosidade, desvia-se do caminho reto para colher flores. O lobo, astuto sedutor, devora-a de um só golpe, sem a salvação do caçador que Grimm acrescentaria depois. Aqui, Perrault não poupa: "Crianças, principalmente as moças bonitas, bonitas vestidas e ataviadas como se fossem para uma festa, não devem se deter no caminho conversando com estranhos". É uma fábula feminina, patriarcal em sua essência barroca, que alerta para os perigos da sedução nas ruas de Paris, onde a corte de Versalhes dançava sobre abismos morais. 

No Brasil de hoje, ecoa em nossas quadras nordestinas, onde o lobo pode ser o sol escaldante do sertão ou o canto falso do jagunço. Pense em Guimarães Rosa, que em Grande Sertão: Veredas transforma o diabo em Riobaldo, um lobo de botas poéticas. Perrault nos ensina que o bosque é o mundo: denso, traiçoeiro, mas navegável com prudência. 

"La Belle au bois dormant", A Bela Adormecida, dorme cem anos num castelo de espinhos, aguardando o príncipe que romperá o feitiço. Perrault expande a lenda medieval de Perceforest, tecendo um conto sobre tempo suspenso e destino real. A fada má, com sua roda de fiar amaldiçoada, representa o perigo das artes femininas, fio que corta, como as fo scissors de Penélope. Mas o despertar é erótico, régio: o príncipe a possui em silêncio, num eco das normas cortesãs onde o sono justifica uniões sem consentimento explícito. 

Hoje, adaptada em animações da Disney e balés de Tchaikovsky, ela pulsa em nossas festas juninas, onde o mandacaru adormecido espera a chuva para florescer. Em Niterói, olhando para o mar da Baía de Guanabara, vemos belas adormecidas nas praias, sonhando com príncipes que vêm de além-mar ou de favelas vizinhas. 

"Le Maître chat ou le Chat botté", O Gato de Botas, é o triunfo do engenho sobre o sangue. Um gato falante, de botas de couro, eleva seu amo pobre ao trono por meio de mentiras criativas e botas velozes. Perrault, o burocrata, celebra aqui a inteligência plebeia: o gato é o advogado das causas impossíveis, manipulando reis com cartas falsas e campos prometidos. "Eu sei de um vasto domínio onde o trigo não para de crescer", mente ele, e o rei cai na rede. 

Essa história ressoa no panteão brasileiro de malandros: o Macunaíma de Mário de Andrade, preguiçoso mas astuto, ou o Zé Pilintra do samba carioca. Em Niterói, onde o carnaval pulsa com gatos de bota nos blocos, Perrault nos lembra que a nobreza é conquista, não herança, um mote para escritores como nós, tecendo realidades com palavras. 

"Cendrillon ou la petite pantoufle de verre", Cinderela, é o hino da paciência recompensada. Cinzas viram salão de baile; o sapatinho de cristal, ou vidro, como sugere o original, prova o encaixe perfeito. As irmãs ciumentas cortam calcanhares e dedões para calçar a ilusão, mas a fada madrinha e o pumpelão mágico restauram a ordem. Perrault moraliza: virtude e beleza vencem a inveja. 

No imaginário brasileiro, evoca as cinderelas do Nordeste, moças de pés calejados que dançam forró até o príncipe chegar, ou constroem seu próprio castelo. Conceição Evaristo, em suas prosas quilombolas, reescreve Cinderelas negras, onde o vidro se quebra em revolução. 

"La Barbe bleue", Barba Azul, mergulha no abismo. Um nobre de barba turquesa casa e mata esposas curiosas que abrem a porta proibida. A última, com sangue-frio, espera o resgate dos irmãos. Perrault baseia-se em Gilles de Rais ou Connetable de Lusignan, mas alerta: "A curiosidade, apesar de todos os benefícios, só nos trouxe males". É conto gótico avant la lettre, precursor de Bluebeard em Poe e Offenbach. 

Aqui, o terror é íntimo, como os dramas de família em crônicas de Rubem Braga, onde portas fechadas guardam segredos de Niterói ao Recife. 

"Le Petit Poucet", O Pequeno Polegar, fecha o ciclo com migalhas de pão como bússola contra ogres famintos. O menino astuto troca coroas de ogre por burros, salvando irmãos. Perrault inspira-se em Hop-o'-My-Thumb inglês, mas infunde otimismo racional: a razão vence o caos. 

No Brasil, é o menino do sertão que segue estrelas para sobreviver à seca, ecoando João Cabral em O Rio é Deus ou Cordel nordestino. 

As histórias de Perrault atravessam séculos. Editadas, traduzidas, inclusive para o português brasileiro em edições de Companhia das Letrinhas ou Martin Claret, adaptadas para teatro (como o musical de Cinderela no Theatro Municipal do Rio), cinema Disney's Sleeping Beauty, 1959 e TV séries da Netflix como Into the Woods. Sua influência pulsa em Angela Carter, que as feministou em The Bloody Chamber, ou em Salman Rushdie, que as pós-colonializou.

No Focus Portal Cultural, celebramos Perrault como ponte entre o folclore e a modernidade. Seus contos nos ensinam que o fantástico é ferramenta para mapear o real: lobos dentro de nós, botas para subir socialmente, sapatos que cabem só no pé certo. Aos 398 anos de seu nascimento, erigamos-lhe um monumento vivo, não de pedra, mas de palavras recontadas em feiras literárias de Niterói, saraus nordestinos e pixels digitais. 

Que as mães-ganso de hoje, escritoras, contadoras de histórias, continuem sua obra. Pois, como Perrault sabia, "há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia" e muitas delas calçam botas mágicas.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural



















domingo, 11 de janeiro de 2026

AREIA E ASAS - POEMA DE ALBERTO ARAÚJO


A criança corre pela praia molhada,

pés descalços marcando o rastro do mar.

Pega conchas, ri com o vento salgado,

e acha uma gaivota cansada na areia.

Com cuidado, solta-a ao céu,

e a ave sobe, gritando liberdade.

 

Eu vejo de longe,

e volto no tempo:

minha terra natal,

o jardim em flor.

Lá, um colibri veio, verde e rápido,

bebia o néctar da jabuticaba madura.

 

Pousei o olhar, e ele voou leve,

ligando o ontem ao agora,

num bater de asas.

A criança aplaude o voo da gaivota,

e eu sorrio: as coisas pequenas nos salvam.

 

@ Alberto Araújo


 

DALMA NASCIMENTO – SACERDOTISA DA PALAVRA – CELEBRA 91 ANOS EM TRANÇAS DE LUZ E MEMÓRIA

No dia 9 de janeiro, o tempo se dobrou em reverência, como as ondas da Baía da Guanabara que sussurram segredos às montanhas e devolvem ao vento a música da eternidade. Dalma Nascimento, a Sacerdotisa da Palavra, completava 91 primaveras, não como quem soma anos, mas como quem tece claridades em fios de versos e prosas que atravessam gerações. Sua vida é um tear invisível, onde cada linha borda memória, cada ponto é poesia, cada trama é cultura. 

Não foi aniversário comum, mas um ritual surpresa, orquestrado pelo filho Claudio Nascimento, maestro de afetos, que reuniu mãos carinhosas: Ana Maria Tourinho, Izaura Sousa e Silva, Lynnea Hassen, os filhos Noel e Leon Nascimento, e o toque afetuoso de Cristiana Silva, secretária fiel, guardiã dos mistérios do cotidiano de Dalma como quem protege relíquias. 

Às 17h, com pontualidade britânica que Machado ironizaria como “exagero de relógio”, tudo se armou em cenário de devoção: mesa que prometia o doce paraíso fluminense, flores como oferendas à sacerdotisa, perfumes que se confundiam com lembranças de infância. Chegaram os convocados pelo afeto, não convidados, mas chamados pela força invisível da amizade e da palavra: Izaura Sousa e Silva; Ana Maria Tourinho e o esposo, Euderson Kang Tourinho; Márcia Pessanha; Lucia Regina de Lucena; Ângela Guerra; eu, Alberto Araújo, com minha Shirley; os editores Mauro Carreiro Nolasco, Paulo Carvalho e Valéria Albuquerque, filha de Izaura. Lynnea Hassen, Noel e Leon, Cristiana, todos, astros de uma constelação cultural que se alinhava em torno da estrela maior. 

O ambiente era de festa, mas também de rito. Cada gesto parecia carregado de simbolismo: o bolo personalizado por Lynnea, altar doce; o champanhe de Izaura, borbulhando como risos eternos; o pudim lembrança de aconchego; a musse de Lucia Regina, delicadeza em forma de sabor; as guloseimas de Cristiana, pequenas oferendas de ternura. Tudo se transformava em metáfora: doces como a vida de Dalma, tranças de beleza e carinho, 91 anos de fogo ensaístico que não se apaga, mas se multiplica em centelhas. 

Dalma surgiu, elegante como uma rainha ensaística, o corpo marcado pela enfermidade que a limita, mas o espírito intacto, erguendo-se altivo como palmeira no sertão que desafia a seca e resiste ao tempo. Sua presença irradiava dignidade, e os aplausos que a envolveram eram cálidos como abraços de mãe, ternos como o colo que embala. Seus olhos vibraram, estrelas piscando emoção, cintilando como constelações que se acendem no céu da memória. Os convidados a cercavam com souvenires e apertos de mão que diziam sem palavras: “Você é eterna”. Abraços que curam, presentes que cantam, gestos que transformavam o instante em rito de consagração. 

O ato desdobrou-se em sinfonia afetiva e cultural, lira de Orfeu afinada nas claves de um salão niteroiense. Primeiro, os netos: Noel Nascimento, maestro de dons divinos, dedos de um “divo” no piano, evocou melodias que bailavam como rios fluminenses e nordestinos, correndo livres entre serras e mares. Cada nota era pétala, cada acorde, sopro de eternidade. Performance impecável, que fez o silêncio se curvar em reverência. 

Depois, Leon, voz de veludo que encarna Elvis Presley renascido, ergueu-se como jovem Orfeu diante do destino. Interpretou “My Way” com vigor divino, cada verso atravessando o ar como flecha de emoção. Os aplausos trêmulos ecoaram como trovões brandos, celebrando não apenas a música, mas a coragem de cantar a vida em sua plenitude. Era como se o tempo se dissolvesse, e naquele instante Dalma fosse coroada não só pela família, mas pela própria arte, que a reconhecia como sacerdotisa da palavra e guardiã da memória. 

Ana Maria Tourinho ergueu-se, voz cintilante como folha ao vento do Piraí, lendo mensagem que brotava do coração, um elixir de afeto para os 91 anos de Dalma Nascimento. “Hoje, acordei pensando em você, amada Dalma”, iniciou, tecendo o 9 de janeiro como Dia do Fico e aniversário, refrão em vasto poema fluminense. Dalma, estrela no firmamento da cultura brasileira, árvore frondosa nascida na confluência dos rios Paraíba e Piraí: raízes profundas em bilhetes amorosos da juventude, folhas vibrantes em análises literárias que devoram o mundo, como a releitura de “Pérolas & Pimentas”, eternizada no Facebook. 

Ofertou um lindo lenço de seda; Dalma, frenética de alegria, cingiu-o ao pescoço, feito manto de sacerdotisa viniciana, ecoando sonetos trocados por páginas insaciáveis. Dalma, voz essencial em universidades, academias e associações, promoveu aulas como melodias suaves nos corredores da UFRJ; sob os legados de Clarice Lispector e Nélida Piñon, é guardiã viva de suas histórias. Dama da Literatura Fluminense no ano passado, prenúncio de novas primaveras. Ponte entre oceanos de cultura. “Que cada amanhecer traga inspiração”, rogou Ana, “sua luz brilha apesar das dificuldades, crônica escrita em letras de amor.” “Amo-te, Dalma! Feliz aniversário!” 

Então, o vídeo de Lisboa: Dyandreia Portugal, presidente da Rede Sem Fronteiras, enviava bênçãos transatlânticas. Dalma ouviu, fisionomia banhada em lágrima feliz. 

Lucia Regina de Lucena, acadêmica de alma generosa e coração que pulsa em compassos de poesia, foi convidada por Ana para entregar honrarias que mais parecem relíquias de um templo cultural à aniversariante. Emocionada, com mãos que tremiam como folhas ao vento, impôs a Medalha de 50 Anos da ANLA – Academia Nacional de Letras e Artes, instituição que preside com devoção, e o Diploma de Mérito Cultural. “Este mérito é para quem tece o universo cultural brasileiro”, proclamou, voz ecoando como sino de mosteiro, reverberando nos corações presentes. 

Ângela Guerra, Diretora Social, ergueu o diploma e o leu como quem decifra pergaminho de glória: nele, o nome de Dalma se entrelaça aos gigantes da letra, como hera que se prende às colunas eternas da tradição. Lucia observou que, sobre o piano, repousava a estatueta “Rosa de Píndaro”, pomo de ouro colhido nos jardins míticos, nome escolhido pela mestra Stella Leonardos e moldado nas digitais de Dorée Camargo Correa, artista de renome internacional. Símbolo raro, entregue pela UBE-RJ quando Lucia a presidia, reservado apenas aos grandes escritores que sabem transformar silêncio em verbo e verbo em eternidade. As lentes capturaram o instante: poses para fotos, sorrisos suspensos, o tempo cristalizado em imagens que se tornam memória. Lucia, em sua aura da arte de dizer a palavra, declamou versos em homenagem a Dalma, a viniciana suprema. “Cotidiano” e “Soneto de Fidelidade” surgiram como navalhas doces, cortando o ar com ternura: “Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure.”

Dalma, especialista em Vinicius de Moraes, anunciou o preparo de “A Lira de Orfeu nas Claves de Vinicius”, volume que promete desvendar o cotidiano em sonetos, revelando o sublime no simples.

Eis que se revela a grande surpresa, ato de pura consagração cultural, clímax de um Macunaíma mítico que se ergue como insígnia de brasilidade. Mauro Carreiro Nolasco, editor visionário, aproximou-se com gestos ritualísticos: primeiro, rodeou a cena com chocolates, oferendas doces à sacerdotisa da palavra, como pequenos cálices de ambrosia. Em seguida, com solenidade festiva, entregou o presente tão aguardado, embrulhado em papel cintilante e fitas que lembravam serpentinas de carnaval: o volume recém-nascido, “Macunaíma – Mundo Mágico-Mítico em Tranças de Memórias Culturais” com 330 páginas, as lindas ilustrações do artista plástico Luiz Zatar e com o selo da Parthenon Centro de Arte e Cultura, sob os designers de Mauro Carreiro Nolasco. Dalma, ao receber, abriu o livro com olhos esbugalhados em êxtase, como quem contempla um relicário. Ali repousava o fruto de sua própria essência herói-mítica: páginas que se entrelaçam em tranças de folclore brasileiro, memórias que dançam como mulatas no terreiro, girando saias de cores vivas sob o tambor ancestral. O ambiente tornou-se solene, impregnado de emoção: aplausos irromperam como fogos de artifício, ecoando em ondas de entusiasmo. Claudio, de coração em festa, vibrou e distribuiu exemplares como quem espalha sementes de imortalidade, lançando ao vento promessas de eternidade literária. 

Nós, da editoria do Focus Portal Cultural, recebemos o nosso exemplar como quem recolhe uma estrela caída do céu, ainda quente de luz, ainda vibrante de eternidade. O livro, tão aguardado, pulsa em nossas mãos como coração recém-nascido, e, já em leitura ávida, se deixa devorar, revelando segredos, mitos e memórias que se entrelaçam em tranças de brasilidade. Uma resenha, certamente já em gestação, prestes a nascer como fruto crítico e amoroso, testemunho de que a obra não é apenas papel e tinta, mas chama que arde no espírito coletivo. 

O instante, marcado por rituais e símbolos, transcende o simples ato editorial: é celebração da memória, da mitologia e da cultura que se perpetua. Macunaíma, herói sem nenhum caráter e, ao mesmo tempo, espelho de todos nós, renasce em páginas que se tornam altar, e Dalma, sacerdotisa da palavra, consagra-se como guardiã desse mito que nunca se apaga. Sua presença é rito, sua voz, cântico, sua obra, oferenda.

Cantam-se os “Parabéns”, vozes em coral que se erguem como hinos de gratidão. As mesas convidam ao banquete da vida: bolo personalizado por Lynnea Hassen; champanhes cintilantes de Izaura Sousa e Silva; o pudim; musse suave de Lucia Regina; guloseimas de Cristiana. Cada doce é metáfora, cada sabor é lembrança: doces como a vida de Dalma, tranças de açúcar e palavra, 91 anos de fogo poético que não se consome, mas se multiplica em centelhas. 

E, como se o céu de Copacabana se abrisse em música, Ângela Guerra, em gesto espontâneo, oferece uma palhinha a capela: entoa o hino “Dio Come Ti Amo”, de Gigliola Cinquetti, voz solta como pássaro em voo, celebrando Dalma com notas que se confundem com ondas, eternizando em canto o que já estava gravado em poesia. 

Dalma, Sacerdotisa, sua luz não apaga. Ilumina Niterói, o Brasil, o mundo. Sua trajetória é holofote que guia navegantes da literatura, sua voz é ponte que liga passado e futuro, sua escrita é chama que doma o caos, como Macunaíma rindo do destino. 

Assim, entre livros, doces e cantos, Dalma se eterniza. Sua vida é poema em movimento, sua obra é canto que não se cala. E nós, leitores e amigos, celebramos não o tempo que passa, mas o tempo que permanece: o tempo da palavra, o tempo da poesia, o tempo da cultura que se perpetua. Dalma se eternizou mais uma vez, guardiã da memória literária, senhora de 91 primaveras.

E nós, testemunhas desse momento, sentimos que não participamos apenas de uma festa, mas de uma cerimônia sagrada, onde cada gesto é símbolo, cada aplauso é oração, cada sorriso é promessa de continuidade. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


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O MOSAICO DO TETO DO BATISTÉRIO NEONIANO, EM RAVENA, ITÁLIA

É uma obra-prima da arte paleocristã e um testemunho vívido da espiritualidade e estética do século VI. Este batistério, também conhecido como Batistério Ortodoxo, foi construído durante o domínio do Império Bizantino e é considerado um dos mais antigos e bem preservados exemplos de arquitetura cristã primitiva. Em 1996, foi reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO, junto com outros monumentos paleocristãos de Ravena. 

No centro da cúpula, o mosaico retrata o batismo de Jesus por João Batista no rio Jordão. Jesus é representado como um jovem imberbe, submerso até a cintura nas águas estilizadas do rio, enquanto João, à sua direita, derrama água sobre sua cabeça. Acima deles, o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba, descendo em direção a Cristo, simbolizando a presença divina e a consagração espiritual. Essa cena central é cercada por uma coroa de doze apóstolos, dispostos em círculo, caminhando em direção ao trono de Cristo. Eles são representados com vestes brancas e douradas, em estilo bizantino, e cada figura é marcada por uma individualidade sutil, refletindo a tentativa dos artistas de transmitir personalidade e hierarquia espiritual.

O fundo azul profundo da cúpula contrasta com os tons dourados e brancos das figuras, criando uma atmosfera celestial. A composição radial reforça a ideia de unidade e centralidade de Cristo na fé cristã. Os detalhes ornamentais, como as palmeiras entre os apóstolos e os padrões geométricos que emolduram a cena, revelam a influência da arte romana tardia e bizantina, além de técnicas refinadas de mosaico com tesselas de vidro e ouro. 

Este mosaico não é apenas uma representação religiosa, mas também uma afirmação teológica: ele reflete a ortodoxia cristã em oposição às doutrinas arianas que também circulavam em Ravena na época. O Batistério Neoniano, portanto, é um marco da resistência doutrinária e da expressão artística cristã, preservando até hoje a beleza e a profundidade espiritual de uma era de transição entre o mundo antigo e o medieval.

 

© Alberto Araújo


 

sábado, 10 de janeiro de 2026

MATILDE SLAIBI CONTI EM PUERTO LIMÓN – A CIDADE DA VIDA

 

No dia 10 de janeiro de 2026, a presidente do Elos Internacional, historiadora e líder cultural Matilde Slaibi Conti, esteve em Puerto Limón, capital da província de Limón, na Costa Rica. Acompanhada de seu irmão Nagib Slaibi Filho e de Karin Dias, musa inspiradora de Nagib, Matilde prossegue sua viagem em cruzeiro pelo Caribe, que tem revelado cidades históricas e paisagens culturais de grande relevância. 

Puerto Limón é o principal porto caribenho da Costa Rica e símbolo da diversidade cultural do país. Fundada no final do século XIX, a cidade recebeu trabalhadores jamaicanos que vieram construir a estrada de ferro ligando San José a Limón. Essa presença afrodescendente moldou a identidade da região, tornando-a o coração da cultura caribenha costarriquenha. 

A cidade foi batizada como “Cidade da Vida”, título que reflete sua energia vibrante e multicultural. Puerto Limón é também um espaço de memória: em 1942, marinheiros atracados no porto perderam a vida durante a guerra, e a cidade mantém homenagens a esses homens. 

Cristóvão Colombo descobriu esta região em sua quarta viagem às Américas e ficou tão impressionado com sua riqueza natural que a chamou de Costa Rica. Montanhas elevadas, florestas tropicais com mais de 2.000 variedades de orquídeas e praias ensolaradas compõem o cenário que fascina visitantes até hoje. 

Puerto Limón é lar da maioria dos habitantes de descendência africana da Costa Rica, e sua cultura é marcada pela música Calypso, pelas danças do Congo — reconhecidas como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO — e pela gastronomia rica em cacau e frutos do mar. 

A cidade é também um polo econômico: a Costa Rica é um dos maiores exportadores de banana do mundo, e o porto de Limón desempenha papel central nesse comércio. Além disso, o café costarriquenho é famoso internacionalmente por seu sabor rico e aromático, tornando-se uma experiência obrigatória para quem visita a região. 

Natureza exuberante. A província de Limón possui a maior porcentagem de terras protegidas da Costa Rica. O Parque Nacional Braulio Carrillo marca o início da viagem de San José até Limón, atravessando selvas densas e montanhas imponentes.

No norte da província, o Parque Nacional Tortuguero é considerado a área mais importante da costa atlântica para a desova da tartaruga verde. Ao sul, vilas como Cahuita e Puerto Viejo oferecem praias paradisíacas, recifes de coral e águas calmas ideais para snorkeling. O Parque Nacional de Cahuita protege uma vasta cadeia de corais e peixes tropicais, enquanto o Refúgio Gandoca-Manzanillo preserva 4.500 hectares de praias e manguezais, habitat de aves e répteis. 

Esses cenários naturais fazem de Limón um verdadeiro paraíso caribenho, onde a biodiversidade se encontra com a cultura. 

FRASES DA PRESIDENTE MATILDE SLAIBI CONTI 

Durante sua visita, Matilde destacou o valor cultural e histórico de Puerto Limón com palavras de impacto:

“Puerto Limón é a Cidade da Vida: aqui, cada rosto e cada canto revelam a força da diversidade.”

“Ao contemplar estas praias e florestas, sinto que a natureza é a guardiã da memória da Costa Rica.” 

“O povo limonense, com sua música e sua alegria, mostra que a cultura é o verdadeiro patrimônio da humanidade.”

Puerto Limón não é apenas uma parada turística, mas um marco na missão cultural da presidente Matilde Slaibi Conti. Como historiadora e líder do Elos Internacional, sua presença reforça o compromisso de valorizar o mundo lusófono e dialogar com culturas irmãs. 

Não se trata de um diário de bordo, mas de um acompanhamento institucional das ações culturais de nossa presidente. Cada passo é um elo entre culturas, um gesto de diplomacia e uma extensão do compromisso com a Língua Portuguesa e o mundo lusófono.

Puerto Limón, com sua história de resistência, sua natureza exuberante e sua riqueza cultural, foi palco de mais uma etapa da missão de Matilde Slaibi Conti, que certamente trará relatos enriquecedores sobre esta experiência caribenha.

 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional