domingo, 11 de outubro de 2026

THEATRO MUNICIPAL JOÃO CAETANO - 142 ANOS DE HISTÓRIA, ARTE E MEMÓRIA DE NITERÓI - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL - © ALBERTO ARAÚJO

O Focus Portal Cultural, por meio de seu jornalista e editor Alberto Araújo,  presta homenagem ao Theatro Municipal João Caetano, um dos mais importantes símbolos da cultura, da memória e da identidade de Niterói. Ao celebrar os 142 anos de sua atual edificação, reverenciamos não apenas um monumento histórico, mas um espaço que atravessa gerações, preservando a arte, a criatividade e o patrimônio cultural de nossa cidade.

Que esta data especial seja motivo de orgulho para todos os niteroienses e para aqueles que reconhecem no Theatro Municipal um verdadeiro templo das artes, onde passado, presente e futuro se encontram sob a magia do palco e da emoção dos espetáculos. Parabéns ao Theatro Municipal João Caetano por sua trajetória extraordinária e por sua inestimável contribuição à cultura brasileira. 

THEATRO MUNICIPAL JOÃO CAETANO 

Poucos lugares traduzem tão bem a alma cultural de Niterói quanto o Theatro Municipal João Caetano. Mais do que um edifício histórico, ele representa a permanência da arte, da memória e da identidade de uma cidade que, ao longo de quase dois séculos, encontrou nos palcos um espaço para sonhar, refletir e celebrar sua própria história. Em 2026, quando a atual edificação completa 142 anos, a cidade tem motivos de sobra para homenagear um de seus mais importantes patrimônios culturais. 

A trajetória do teatro começa em 1827, quando surgiu no local uma pequena casa de espetáculos conhecida como Sociedade do Theatrinho ou Sociedade Filodramática da Praia Grande. Em uma época em que o Brasil ainda construía suas instituições culturais, aquele espaço já demonstrava a vocação artística da então Praia Grande, nome pelo qual Niterói era conhecida. O teatro nascia como um ponto de encontro para a comunidade, reunindo apresentações, encontros sociais e manifestações culturais que ajudariam a formar a identidade da cidade.

Poucos anos depois, em 1833, o local entrou definitivamente para a história do teatro brasileiro ao sediar a estreia da Companhia Dramática Nacional de João Caetano dos Santos. Considerado um dos maiores nomes das artes cênicas do país, João Caetano desempenhou papel fundamental na profissionalização do teatro nacional e na valorização da dramaturgia brasileira. Sua ligação com Niterói e com o espaço que daria origem ao atual Theatro Municipal transformou o local em uma referência para a cultura brasileira. 

Em 1842, João Caetano adquiriu a casa de espetáculos, rebatizando-a como Teatro Santa Tereza. Sob sua influência, o espaço consolidou sua importância cultural, fortalecendo-se como palco para apresentações artísticas que contribuíram para o desenvolvimento do teatro no Brasil. A presença de João Caetano marcou profundamente a história do local, a ponto de seu nome se tornar, anos mais tarde, parte oficial da identidade do teatro.

O grande marco arquitetônico ocorreu em 8 de agosto de 1884, com a inauguração da edificação que permanece de pé até os dias atuais. O novo prédio representava a modernização da vida cultural de Niterói e refletia a prosperidade de uma cidade em crescimento. Sua construção reafirmava o compromisso da sociedade niteroiense com a arte e oferecia um espaço à altura das grandes produções e eventos culturais da época. 

Entre 1888 e 1889, o edifício passou por uma importante reforma que conferiu à fachada os elegantes traços neoclássicos que ainda hoje encantam moradores e visitantes. A arquitetura do teatro tornou-se um símbolo da cidade, destacando-se pelo equilíbrio, pela beleza e pela imponência típicos desse estilo. Mais do que um espaço de apresentações, o prédio passou a ser também uma referência visual e histórica da paisagem urbana de Niterói.

Em 1900, veio o reconhecimento definitivo de sua trajetória com a adoção oficial do nome Theatro Municipal João Caetano. A homenagem eternizou a memória do artista que ajudou a moldar a história do teatro brasileiro e consolidou a ligação entre sua obra e a cultura niteroiense. Desde então, gerações de espectadores atravessaram suas portas para assistir a espetáculos de teatro, música, dança e inúmeras manifestações artísticas. 

Ao longo do século XX, o Theatro Municipal testemunhou profundas transformações na sociedade brasileira. Sobreviveu às mudanças urbanas, às novas tecnologias de entretenimento e aos desafios de preservação enfrentados por edifícios históricos. Sua resistência demonstra não apenas o valor arquitetônico do imóvel, mas também o carinho e o reconhecimento da população por sua importância cultural. 

Entre 1991 e 1995, o teatro passou por uma ampla restauração histórica que devolveu ao prédio seu esplendor original e garantiu sua preservação para as futuras gerações. A reinauguração, em 19 de dezembro de 1995, representou a renovação de um compromisso coletivo com a memória, a cultura e o patrimônio histórico da cidade. Graças a esse trabalho, o Theatro Municipal segue vivo, acolhendo artistas e públicos de diferentes gerações. 

Celebrar os 142 anos da atual edificação é celebrar muito mais do que a longevidade de um prédio. É reconhecer um espaço que acompanhou o crescimento de Niterói, preservou histórias, revelou talentos e manteve acesa a chama da cultura em diferentes épocas. O Theatro Municipal João Caetano é um dos mais preciosos patrimônios da cidade, um elo entre passado, presente e futuro. 

Que seus palcos continuem recebendo novas vozes, novas histórias e novas gerações de artistas e espectadores. Porque enquanto suas cortinas se abrirem e suas luzes se acenderem, continuará viva a tradição que começou em 1827 e que faz do Theatro Municipal João Caetano um verdadeiro símbolo cultural de Niterói. Hoje, aos 142 anos de sua atual edificação, o teatro não celebra apenas sua própria história: celebra a história de toda uma cidade. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 









TRADIÇÃO E INOVAÇÃO JURÍDICA: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO DE JANEIRO LANÇA A 129ª EDIÇÃO DE SUA REVISTA DE DIREITO

​Uma referência consolidada na disseminação de conhecimento científico e doutrinário no país, a Revista de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) alcança sua 129ª edição. 

A cerimônia oficial de lançamento ocorreu no Foyer do Órgão Especial  segunda-feira, dia 5 de outubro, reunindo magistrados, juristas e representantes da comunidade acadêmica. 

​Publicada ininterruptamente desde 1985, a obra atua como uma ponte estratégica entre a teoria acadêmica e a prática forense. 

Ela se estabeleceu como uma ferramenta indispensável de consulta e reflexão crítica para juízes, desembargadores, advogados, pesquisadores, professores e acadêmicos do Direito. 

​Um dos principais destaques do periódico é o seu credenciamento formal como repositório oficial de jurisprudência junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Com isso, a publicação disponibiliza uma criteriosa seleção de decisões da Corte Superior que impactam diretamente a atuação da Justiça Estadual fluminense.​

Nesta 129ª edição, os leitores também encontram um acervo completo que reúne:

​Doutrina jurídica de elevado rigor científico;

​Súmulas e precedentes atualizados do TJRJ;

​Resolução de conflitos de competência;

​Enunciados aprovados pelo Centro de Estudos e Debates (Cedes), fortalecendo a uniformização de entendimentos na Corte.

Durante o evento, o presidente do TJRJ e governador em exercício, desembargador Ricardo Couto de Castro, enfatizou a relevância cultural e o papel institucional do periódico no encerramento de seu ciclo diretivo. 

​"A consolidação da Revista de Direito é de suma importância no plano cultural. A minha palavra aqui é de alegria por ter uma revista bem completa e por estar deixando, na reta final desta gestão do Tribunal, um ambiente de harmonia", ressaltou o presidente. 

​Na ocasião, o presidente também parabenizou o empenho da liderança editorial composta pelo editor-chefe da Revista, desembargador Elton Martinez Carvalho Leme, e pelos editores das áreas de doutrina e jurisprudência, desembargadores Eduardo Antônio Klausner e Marcos Alcino de Azevedo Torres.

​Ao avaliar o processo de produção, o desembargador Elton Leme destacou que a excelência dos artigos e acórdãos selecionados decorre da criteriosa atuação do corpo de pareceristas e da comissão editorial. Segundo o magistrado, o acervo reflete o que se conceitua como "Direito concreto".

​"É através dele que nós, julgadores, contribuímos para moldar a sociedade de forma dinâmica e permitir que as decisões judiciais reflitam as novas demandas do jurisdicionado", pontuou Leme. 

​De acordo com o editor-chefe, a Revista apoia-se em três pilares fundamentais para a judicatura contemporânea:

a densidade teórica do conhecimento doutrinário, a efetividade do Direito concreto e a previsibilidade promovida pela uniformização da jurisprudência.

​Durante a solenidade, o desembargador Elton Leme anunciou uma importante novidade para o calendário editorial do Tribunal: atendendo a uma proposta do desembargador Ricardo Couto, o TJRJ lançará, no dia 16 de novembro, uma edição especial em homenagem à memória da desembargadora Maria Aglaé Tedesco Vilardo. 

​A publicação comemorativa fará um resgate abrangente da trajetória jurídica e humanista da magistrada, reunindo artigos doutrinários, relatórios, jurisprudências emblemáticas, entrevistas e sua biografia, com destaque para sua atuação na defesa dos Direitos Humanos e na preservação do meio ambiente. 

Alinhada aos princípios de democratização da informação jurídica, a Revista de Direito do TJRJ possui acesso inteiramente aberto, gratuito e imediato para toda a sociedade através dos canais digitais do Tribunal. 

Leia a Revista completa no link:

https://www3.tjrj.jus.br/.../RevistadeDi.../issue/view/25/27

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




sábado, 10 de outubro de 2026

A DANÇA DAS ÁGUAS CRÔNICA REFLEXIVA DE © ALBERTO ARAÚJO INSPIRADA EM ENFRENTAR AS ADVERSIDADES DO ATOR OSMAR PRADO

O rio não discute com a pedra, não lamenta o precipício nem exige que a montanha se abra em dois para dar-lhe passagem. Ele simplesmente segue. Quando encontra uma rocha inamovível, curva o próprio corpo, abraça a curva, descobre um facho de luz no atalho improvável e continua a fluir. Há milênios, Lao Tzu já nos lembrava de que o rio só atinge seus objetivos porque aprendeu essa arte: a de contornar os obstáculos. 

Aprendemos muito cedo a tentar erguer muros contra os ventos ou a dar murros no que é rígido demais. Esquecemos, contudo, essa lição primordial trazida pelo contorno. Enfrentar as adversidades não é travar um duelo de força bruta contra o invisível; é ter a lucidez da água. É compreender, como bem poetizou Guimarães Rosa, que o real não está parado na partida nem na chegada, mas se revela no meio da travessia. A rota exige a arte do desvio, a coragem da adaptação e a firmeza de quem não perde a bússola de vista.

E há, no meio desse caminho, a transformação inevitável. Como dizia Heráclito, ninguém entra duas vezes no mesmo rio, pois nem as águas nem o homem permanecem os mesmos. Cada rocha contornada muda a nossa correnteza. 

Olhar para a finitude, então, deixará de ser o medo do fim para se tornar o verso inevitável da mesma folha onde a vida se escreve. Saber que o mundo não começou conosco e tampouco se encerrará quando dobrarmos a última curva traz um alívio curioso: dá a cada instante não o peso de um fardo, mas a densidade do significado.

A vida continuará. Sem nós, apesar de nós, além de nós. Saber-se passagem não apequena a jornada; ao contrário, liberta. Que sejamos, então, como esse leito que não estagna: capazes de contornar as durezas do caminho, fiéis ao nosso próprio destino e conscientes de que a beleza da água está justamente em aprender a fluir enquanto durar o curso. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural






MATILDE CARONE SLAIBI CONTI: UM EXEMPLO DE QUE NUNCA É TARDE PARA APRENDER

 

A Diretoria de Cultura do Elos Internacional, com alegria, informa aos elistas que nossa querida Presidente do Elos Internacional, Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, acaba de dar mais um belo exemplo de que o conhecimento não tem limites e de que a busca pelo aperfeiçoamento deve acompanhar todas as fases da vida.

Recentemente, a Dra. Matilde matriculou-se no Curso de Nutrição Funcional, para aprender fazer uma alimentação saudável, ministrado pela talentosa professora Marina Seidl. Hoje, no início das aulas, nossa presidente compartilhou inúmeras fotografias dos pratos preparados durante o curso, encantando a todos pela beleza, criatividade e requinte das produções culinárias. 

Cada prato apresentado revela não apenas técnicas modernas de alimentação saudável, mas também um verdadeiro senso estético. São preparações sofisticadas, coloridas, harmoniosas e extremamente convidativas, demonstrando que a boa alimentação pode ser sinônimo de elegância, sabor e bem-estar. As imagens divulgadas despertam admiração e curiosidade, evidenciando o alto nível do aprendizado oferecido pela professora Marina Seidl. 

Por isso, merece especial destaque o trabalho desenvolvido pela professora Marina, que alia conhecimento técnico, bom gosto e sensibilidade artística na elaboração de suas aulas gastronômicas. Seus ensinamentos mostram como transformar ingredientes saudáveis em verdadeiras obras de arte, valorizando a saúde sem abrir mão da apresentação refinada e do prazer à mesa. 

Companheiros elistas, atuando há muitos anos no meio cultural fluminense, já tive a oportunidade de testemunhar inúmeras iniciativas admiráveis nas áreas da cultura, do social, das artes e da música. Entretanto, confesso que tiro o chapéu para nossa Presidente, Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, por sua extraordinária capacidade de atuar com excelência em tantas frentes distintas. 

Sua trajetória é marcada pelo comprometimento e pela liderança em múltiplas áreas. No campo cultural, preside o Elos Internacional, o Núcleo da RSF de Niterói, o Cenáculo Fluminense de História e Letras e a Academia Brasileira Rotária de Letras do Estado do Rio de Janeiro. Na área jurídica, destaca-se como advogada, Vice-Presidente da OAB Niterói e Delegada de Cultura da instituição. Atua também em atividades literárias, teológicas, sociais, odontológicas e nos estudos da psicanálise, além de ser escritora e palestrante reconhecida. 

E, para aqueles que acreditam que tantas atividades já seriam suficientes, nossa presidente continua surpreendendo. Apaixonada pelo aprendizado permanente, dedica-se atualmente às aulas de piano e, em breve, brindará amigos e admiradores com um recital. Agora, acrescenta mais um capítulo inspirador à sua admirável trajetória ao ingressar no Curso de Nutrição Funcional e Alimentação Saudável com a professora Marina Seidl. 

A cada novo desafio assumido, a Dra. Matilde demonstra que o ser humano pode continuar crescendo, aprendendo e inspirando pessoas em qualquer área do conhecimento. Seu exemplo de dedicação, disciplina, curiosidade intelectual e amor pelo saber representa um verdadeiro incentivo para todos nós.

Parabéns à nossa Presidente, Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, por mais esta conquista e por nos mostrar, diariamente, que a busca pelo conhecimento é um dos mais belos caminhos para a realização pessoal e para o serviço à sociedade. Definir sua trajetória multifacetada não é tarefa simples. Cultura, direito, literatura, música, ação social e, agora, alimentação saudável. Em uma palavra: fenômeno! 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural






















LA FOULE, DE ÉDITH PIAF INTERPRETADA POR UM JOVEM EM UMA ESCALETA



‘La Foule’, clássico de Édith Piaf, ganha uma interpretação encantadora de um jovem músico na escaleta, instrumento de sopro com teclado também conhecido como melódica, pianica ou melodion. 

Crédito: @serginholacerda”


 

10 DE OUTUBRO DE 2026 – MARCAMOS OS 63 ANOS DO ENCANTAMENTO DE ÉDITH PIAF - EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL © ALBERTO ARAÚJO

Neste 10 de outubro de 2026, o quadro EFEMÉRIDES do Focus Portal Cultural reverencia a memória de uma das maiores vozes da música mundial. Há 63 anos deixava o plano terreno Édith Piaf, artista cuja trajetória se transformou em símbolo de superação, sensibilidade e genialidade artística. Seu legado permanece vivo, atravessando gerações e emocionando públicos de diferentes culturas, idiomas e épocas. 

Nascida como Édith Giovanna Gassion, em Paris, em 19 de dezembro de 1915, a futura estrela da canção francesa teve uma infância marcada por dificuldades extremas. Filha de um artista de rua e de uma cantora, enfrentou a pobreza, o abandono e diversas adversidades desde muito cedo. No entanto, foi justamente dessa vida difícil que surgiu a força interpretativa que faria dela uma das artistas mais admiradas do século XX. 

O apelido “Piaf”, que em francês significa “pardal”, foi dado pelo empresário Louis Leplée, responsável por descobrir a jovem cantora e apresentá-la aos palcos parisienses. Pequena em estatura, mas gigante em talento, Piaf rapidamente conquistou o público por sua capacidade única de transformar emoções em música. Sua voz intensa, carregada de sentimento e autenticidade, narrava amores, perdas, esperanças e dramas humanos com uma profundidade rara. 

Inicialmente ligada à música popular dos cabarés e salões franceses, Édith Piaf tornou-se a principal representante da chanson française, gênero que encontrou nela sua mais alta expressão. Suas interpretações eram verdadeiras confissões cantadas, capazes de tocar profundamente os ouvintes. Cada apresentação parecia carregar as cicatrizes de sua própria experiência de vida. 

Entre suas obras eternizadas estão canções que ultrapassaram as fronteiras da França e se tornaram patrimônio da música universal. “La Vie en Rose”, lançada em 1946, é considerada um dos mais belos hinos ao amor já compostos. “Hymne à l’Amour”, de 1949, traduz em versos e melodia a intensidade dos sentimentos humanos. Já “Milord”, de 1959, conquistou o público internacional com sua interpretação vibrante. Em 1960, Piaf gravou “Non, Je Ne Regrette Rien”, canção que se tornaria sua assinatura artística e um símbolo de coragem diante da vida. O refrão, afirmando não se arrepender de nada, parece resumir sua própria existência, marcada por dores, excessos, paixões e triunfos. 

Além da carreira musical, Piaf também atuou no teatro e no cinema, demonstrando versatilidade artística e ampliando ainda mais sua presença cultural. Sua figura tornou-se um ícone da identidade francesa, admirada em todo o mundo por representar, através da arte, a alma de uma nação. 

A vida sentimental da cantora foi tão intensa quanto sua carreira. Diversos relacionamentos marcaram sua trajetória, muitos deles atravessados por alegrias e tragédias. O episódio mais doloroso foi a morte do boxeador Marcel Cerdan, considerado por muitos o grande amor de sua vida. A perda do atleta em um acidente aéreo, em 1949, deixou marcas profundas que influenciaram sua obra e sua visão do amor. 

Nos últimos anos de vida, Piaf encontrou apoio e companheirismo ao lado de Théo Sarapo, cantor e ator francês de origem grega, cujo nome verdadeiro era Théophanis Lamboukas. Muito mais jovem que ela, Sarapo tornou-se seu último esposo e companheiro inseparável. O casamento foi realizado em 1962, em meio às fragilidades de saúde que já afetavam a artista. Apesar da diferença de idade e das críticas que o relacionamento recebeu, Théo permaneceu ao lado de Piaf durante seus momentos mais difíceis, demonstrando lealdade e dedicação. Após a morte da cantora, ele empenhou-se em preservar sua memória e divulgar sua obra, mantendo viva a chama de um legado que jamais seria esquecido. 

Édith Piaf faleceu em 10 de outubro de 1963, na cidade de Grasse, no sul da França. Sua morte comoveu profundamente o país e provocou uma das maiores manifestações populares já vistas em homenagem a um artista francês. Milhares de pessoas tomaram as ruas de Paris para prestar o último adeus à mulher que havia dado voz às alegrias e tristezas de toda uma geração.

Seu corpo foi sepultado no célebre Cemitério Père-Lachaise, em Paris, local que abriga túmulos de diversas personalidades históricas e culturais. Até hoje, sua sepultura figura entre os pontos mais visitados por admiradores vindos de todas as partes do mundo. Flores, mensagens e homenagens continuam a ser deixadas por aqueles que encontram em suas canções inspiração e emoção.

A grandiosidade de sua contribuição artística foi reconhecida ao longo das décadas. Segundo pesquisa realizada pela BBC, intitulada Le Plus Grand Français, Édith Piaf foi eleita a décima maior personalidade francesa de todos os tempos, distinção que confirma sua importância não apenas para a música, mas para a própria identidade cultural da França. 

Neste 10 de outubro de 2026, ao marcar mais um aniversário de seu encantamento, o Focus Portal Cultural celebra não apenas a artista extraordinária, mas também a mulher que transformou sofrimento em poesia, dor em arte e emoção em eternidade. A voz de Édith Piaf continua ecoando pelo mundo, lembrando-nos de que os grandes intérpretes nunca desaparecem completamente. Eles permanecem vivos em suas obras, habitando para sempre a memória afetiva da humanidade.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 











O SEQUENCIAL A SEGUIR SÃO FOTOS 
DE ÉDITH PIAF COM I SEU ESPOSO THÉO FARAPO









Je me souviens d’une chanson -  chez elle, le 9 avril 1958