terça-feira, 19 de maio de 2026

EUCLIDES DA CUNHA: UM LEGADO VIVO NA CULTURA BRASILEIRA - COMPILAÇÃO CULTURAL E MEMORIAL SOBRE EUCLIDES DA CUNHA © ALBERTO ARAÚJO

A presença de Euclides da Cunha na cultura brasileira ultrapassa o tempo. Mais de um século após sua morte, ele continua a ser lembrado não apenas como autor de Os Sertões, mas como um intérprete profundo do Brasil, capaz de unir ciência, literatura e política em uma visão singular. Seu legado permanece vivo em museus, estudos acadêmicos e na memória coletiva, representando um marco cultural que ainda inspira. 

O Escritor e Sua Obra 

Os Sertões é considerado um dos maiores clássicos da literatura brasileira. Publicado em 1902, o livro é ao mesmo tempo relato histórico da Guerra de Canudos, análise sociológica e descrição científica. Euclides construiu uma narrativa que revela o sertanejo como “antes de tudo, um forte”, frase que se tornou símbolo da resistência e da dignidade do povo do interior. 

A obra não apenas descreveu um conflito, mas também expôs as contradições da República nascente, mostrando como o Brasil profundo era ignorado pelas elites urbanas. Por isso, Os Sertões permanece atual: é leitura obrigatória para compreender as desigualdades e os desafios nacionais.

Euclides foi engenheiro, jornalista, professor e funcionário do Itamaraty. Sua vida profissional refletia o espírito positivista da época, mas também uma inquietação constante diante das injustiças sociais. Ele acreditava que o meio ambiente moldava o homem, e suas análises buscavam explicar o Brasil a partir da geografia, da raça e da cultura. 

Essa postura fez dele um intelectual engajado, que não se limitava à teoria: sua escrita era uma forma de intervenção política e social. 

A Tragédia e a Memória 

A Tragédia da Piedade, em 1909, marcou sua morte precoce e reforçou o caráter trágico de sua biografia. O episódio, amplamente explorado pela imprensa, transformou Euclides em um mártir intelectual. Sua vida passou a ser vista como um drama clássico, em que razão e paixão se confrontam. 

Apesar da polêmica, sua obra sobreviveu ao escândalo e ganhou ainda mais força. Hoje, Euclides é lembrado como um dos maiores escritores brasileiros, e Dilermando de Assis permanece como figura controversa na história. 

A Preservação em São José do Rio Pardo 

A cidade de São José do Rio Pardo, no interior paulista, tornou-se guardiã da memória de Euclides. Foi ali que ele escreveu parte de Os Sertões, e hoje o município abriga o Museu Euclides da Cunha, instalado na casa onde viveu. O espaço promove exposições, atividades culturais e mantém viva a lembrança de sua obra.

O Monumento Euclides da Cunha e eventos literários locais reforçam o vínculo da cidade com o escritor, transformando o lugar em referência para estudiosos e admiradores. 

O Legado Cultural 

Euclides da Cunha representa: O intérprete do Brasil profundo, que deu voz ao sertanejo e às regiões esquecidas; O intelectual engajado, que usou a escrita como forma de intervenção social; O mártir trágico, cuja morte precoce reforçou a dramaticidade de sua vida. 

Hoje, estudiosos ressaltam que Euclides foi um intelectual engajado, preocupado com os rumos da República e com a integração nacional. Sua análise determinista, que via o meio ambiente como força moldadora do homem, é revisitada sob novas perspectivas, dialogando com temas como ecologia, antropologia e estudos culturais. 

Críticos literários apontam que sua escrita, marcada por rigor científico e paixão literária, continua a inspirar autores contemporâneos. Ele é visto como precursor de uma tradição que une literatura e ciência, razão e emoção, numa busca por compreender o país. 

A Memória Cultural 

A memória de Euclides é preservada em espaços como o Museu Euclides da Cunha, em São José do Rio Pardo, e em homenagens espalhadas pelo Brasil. Sua presença é lembrada em eventos literários, seminários acadêmicos e até em debates políticos, mostrando que sua obra ainda provoca reflexão. 

A imprensa da época transformou sua morte na Tragédia da Piedade, mas a posteridade o consagrou como mártir intelectual. Hoje, sua imagem é de um escritor que buscou compreender o Brasil em sua complexidade, e que continua a nos ajudar a pensar sobre quem somos. 

Universidades e Pesquisas Acadêmicas 

Instituições brasileiras e estrangeiras mantêm cursos e grupos de pesquisa dedicados a Euclides. Em universidades, Os Sertões é analisado em disciplinas de literatura, história, sociologia e até geografia. 

Universidades destacam como o livro antecipa debates sobre exclusão social e marginalização do sertanejo. 

Pesquisadores apontam que Euclides foi pioneiro ao unir ciência e literatura, criando uma narrativa híbrida que ainda inspira estudos interdisciplinares. 

Críticos Literários e Temas Atuais 

Críticos modernos relacionam, “Os Sertões” a temas que continuam centrais no Brasil, a obra mostra como populações deslocadas sofrem com abandono e falta de políticas públicas. Euclides expõe a distância entre o sertão e as elites urbanas, questão que ainda marca o país. Sua visão determinista, que via o ambiente como força moldadora do homem, é revisitada hoje em diálogo com ecologia e antropologia.

Essas leituras contemporâneas revelam que Euclides não é apenas um escritor do passado, mas um pensador que continua a iluminar o presente.

A Força Cultural de Euclides 

A obra de Euclides é celebrada em eventos literários, seminários acadêmicos e homenagens culturais. O Museu Euclides da Cunha, em São José do Rio Pardo, mantém viva sua memória, enquanto críticos e professores reforçam sua relevância para compreender o Brasil. 

Ele é visto como um intérprete do país, alguém que buscou entender as contradições nacionais e que, mesmo em sua morte trágica, deixou um legado de reflexão e resistência. 

Euclides da Cunha: Entre a Amazônia, Os Sertões e a Tragédia da Piedade 

A vida de Euclides da Cunha é marcada por contrastes intensos: o engenheiro e escritor que se tornou um dos maiores intérpretes do Brasil, o homem que viveu entre a disciplina militar e a paixão pela literatura, e o marido que terminou tragicamente em um duelo motivado por uma história de amor e traição. Para compreender sua trajetória, é preciso percorrer tanto sua experiência na Amazônia quanto os bastidores de sua vida pessoal, que culminaram na célebre Tragédia da Piedade. 

A Jornada à Amazônia 

Em 1904, Euclides foi enviado em missão oficial para a Comissão de Reconhecimento do Alto Purus, na Amazônia. O objetivo era demarcar fronteiras entre Brasil e Peru, em meio a disputas territoriais ligadas ao ciclo da borracha. Essa viagem durou cerca de dois anos e foi marcada por condições duríssimas: doenças tropicais, isolamento e dificuldades logísticas. 

Durante esse período, Euclides manteve contato com o Brasil por meio de cartas e relatórios, mas também aproveitou para refletir sobre o país profundo. Foi nesse ambiente que amadureceu ideias que já vinham desde sua cobertura da Guerra de Canudos, resultando na obra monumental Os Sertões, publicada em 1902, pouco antes da viagem. 

Embora Os Sertões já estivesse escrito, a experiência amazônica reforçou sua visão sobre o Brasil como um território de extremos, onde natureza e sociedade se entrelaçam em tensões permanentes. 

O Retorno e a Vida no Rio de Janeiro 

Ao regressar da Amazônia, Euclides encontrou sua família em situação delicada. Sua esposa, Anna Emília Ribeiro, havia se aproximado dos irmãos Dilermando e Dinorah de Assis, jovens cadetes que viviam na pensão de Madame Monat, no Flamengo. 

Euclides não aprovava essa amizade e levou a família para Botafogo. No entanto, Anna e Dilermando continuaram a se encontrar. O relacionamento extraconjugal resultou em filhos: Mauro, que morreu ainda bebê, e Luís, nascido em 1907, reconhecido como filho de Dilermando. As tias de Dilermando sabiam do caso e revelaram a Euclides que Luís não era seu filho biológico. Esse episódio aumentou a tensão doméstica e abalou profundamente o escritor. 

O Homem Público e o Intelectual 

Enquanto enfrentava turbulências pessoais, Euclides vivia um período de intensa atividade profissional. Ele trabalhava no Itamaraty, lecionava no Colégio Pedro II e escrevia artigos e ensaios sobre política, ciência e sociedade. 

Sua obra refletia uma visão positivista e determinista, marcada pela crença de que o meio ambiente moldava o homem. Em Os Sertões, descreveu o sertanejo como “antes de tudo, um forte”, frase que se tornou célebre.

Além disso, Euclides era visto como um intelectual engajado, preocupado com os rumos da República e com a integração nacional. 

A Tragédia da Piedade 

O desfecho dessa história ocorreu em 15 de agosto de 1909. Euclides, tomado pela indignação e pela honra ferida, foi armado à casa de Dinorah, em Piedade, para enfrentar Dilermando. 

O confronto terminou em tiroteio: Euclides feriu Dinorah, mas Dilermando, com treinamento militar, reagiu e matou Euclides. O episódio ficou conhecido como a Tragédia da Piedade, um dos casos mais famosos da história brasileira, misturando literatura, política e drama pessoal. Dilermando foi absolvido sob a alegação de legítima defesa, mas o caso marcou para sempre sua reputação. Anna continuou sua vida ao lado dele, e Luís foi criado como filho legítimo de Dilermando. 

Curiosidades e Legado 

Euclides produziu relatórios técnicos sobre a região amazônica, que ainda hoje são referência para estudos de geografia e fronteiras. Os Sertões: Considerado um dos maiores clássicos da literatura brasileira, mistura relato histórico, análise sociológica e descrição científica. Apesar de sua formação militar, Euclides tinha espírito crítico e chegou a romper com o Exército em alguns momentos. Sua morte precoce, aos 43 anos, reforçou a imagem de um homem dividido entre o dever e a paixão, entre a ciência e a literatura, entre a razão e o drama humano.

As Cartas de Euclides da Cunha

Além de sua obra pública, Euclides deixou um conjunto de cartas pessoais que revelam sua dimensão íntima. Nessas correspondências, enviadas a amigos, colegas e familiares, transparece o homem sensível, angustiado e apaixonado pela verdade. 

Durante sua estadia na Amazônia, escreveu cartas relatando as dificuldades da expedição, descrevendo a selva como um espaço grandioso e hostil. Nessas linhas, misturava observações científicas com reflexões existenciais, mostrando como a experiência moldava sua visão de mundo. Em cartas dirigidas a Anna, percebe-se o esforço em manter o vínculo afetivo apesar da distância. Contudo, também surgem sinais de tensão e desconfiança, prenunciando os conflitos que viriam. Essas cartas são valiosas porque revelam o lado humano de Euclides, diferente do intelectual austero que aparece em seus livros. Elas mostram um homem dividido entre o amor e o dever, entre a ciência e a emoção, entre a esperança e o desencanto. 

Hoje, estudiosos consideram essa correspondência essencial para compreender não apenas o escritor de “Os Sertões”, mas também o homem que viveu intensamente as contradições de seu tempo. 

Além da trajetória já conhecida de Euclides da Cunha, alguns aspectos curiosos e pouco comentados ajudam a compor um retrato mais humano e concreto do escritor. Essas informações, reunidas por estudiosos como o professor Marco Antonio, revelam detalhes de sua vida cotidiana, hábitos e até mesmo circunstâncias específicas de sua morte.

Euclides era descrito como um homem franzino, de aparência física delicada, o que contrastava com sua postura firme e intelectual vigoroso. Sua caligrafia era considerada horrível, fato que comprometeu o valor da primeira edição de Os Sertões. Por isso, a edição mais valorizada pelos colecionadores e estudiosos é a terceira edição, revisada e corrigida. 

Casou-se com Anna Emília Ribeiro, que passou a ser chamada Anna da Cunha, mas era conhecida como S’Anninha. O casamento durou 19 anos, marcado por tensões e pelo relacionamento extraconjugal de Anna com Dilermando de Assis. Em termos de residência, Euclides morou em diferentes bairros do Rio de Janeiro: Laranjeiras, Botafogo e Copacabana, refletindo sua mobilidade dentro da cidade.

Euclides morreu em 15 de agosto de 1909, na então Estrada Real de Santa Cruz, em Piedade, atual Avenida Dom Hélder Câmara. Na noite anterior, fumou cinco maços de cigarros em companhia das irmãs Angélica e Lucinda Ratto. 

Na manhã do domingo chuvoso, saiu de Copacabana às 6h e chegou a Piedade por volta das 9h. Antes, passou na casa dos primos Arnaldo e Nestor, em Botafogo, para pegar um revólver Smith & Wesson calibre 22, já enferrujado. 

Dilermando, por sua vez, usava um revólver Nagant e era campeão de tiro ao alvo, o que lhe deu vantagem decisiva no confronto. O tiro fatal atingiu Euclides no lado direito, perfurando seu paletó e a carteira marcada com as iniciais “EC”.

A causa mortis foi registrada como ferimentos no flanco direito, úmero, pulso e pulmão direito. Às 10h daquela manhã, Euclides já estava morto. A cena foi marcada pela chuva fina e pelo silêncio de um bairro com comércio fechado, onde apenas fiéis que saíam da missa cruzavam seu caminho. 

Esses detalhes complementares reforçam a dramaticidade da vida de Euclides da Cunha, mostrando não apenas o intelectual e escritor, mas também o homem comum, com fragilidades, hábitos e circunstâncias que o aproximam de nós. Após a morte de Euclides da Cunha em 15 de agosto de 1909, o caso rapidamente ganhou enorme repercussão nacional. A tragédia envolvia não apenas um dos maiores intelectuais brasileiros, mas também questões de honra, traição e violência, que chocaram a opinião pública da época. 

Dilermando de Assis foi levado a julgamento acusado de homicídio. A defesa alegou legítima defesa, sustentando que Euclides havia invadido a casa armado e disparado primeiro contra Dinorah, irmão de Dilermando. O tribunal aceitou essa versão, considerando que Dilermando apenas reagira para proteger a própria vida e a de sua família. Ele foi absolvido, mas o processo não encerrou a polêmica: muitos viam a decisão como injusta, pois acreditavam que Euclides havia sido vítima de uma emboscada ou de um desfecho inevitável de sua fragilidade emocional. 

A morte de Euclides foi recebida com comoção nacional. Intelectuais, jornalistas e políticos lamentaram a perda de um dos maiores intérpretes do Brasil. Ao mesmo tempo, Anna Emília Ribeiro, conhecida como S’Anninha, foi alvo de duras críticas e julgamentos morais, acusada de ter provocado a tragédia com seu relacionamento extraconjugal. Dilermando, apesar da absolvição, carregou por toda a vida o estigma de ser “o homem que matou Euclides da Cunha”. Embora tenha seguido carreira militar e alcançado o posto de general, sua imagem pública permaneceu marcada pelo episódio.

O caso também reforçou debates sobre honra masculina, papel da mulher na sociedade e os limites da justiça. A tragédia foi vista como um drama que misturava literatura, política e vida privada, tornando-se um dos episódios mais comentados do início do século XX. O julgamento e a reação social consolidaram a imagem de Euclides como um intelectual mártir, cuja vida foi ceifada em circunstâncias passionais. Sua morte precoce, aos 43 anos, reforçou o caráter trágico de sua biografia e deu ainda mais força à sua obra, especialmente “Os Sertões”, que passou a ser lida como testemunho de um homem que buscava compreender o Brasil em toda sua complexidade. 

Assim, a Tragédia da Piedade não foi apenas um episódio policial: tornou-se parte da história cultural brasileira, lembrada até hoje como um símbolo das tensões entre razão e paixão, ciência e emoção, vida pública e vida privada. 

A imprensa da época transformou a morte de Euclides da Cunha em um escândalo nacional, chamando o episódio de “Tragédia da Piedade”. Manchetes destacavam o drama da honra, da traição e da violência, e o caso foi tratado como um verdadeiro espetáculo público. 

Como a Imprensa Retratou o Caso 

Designação “Tragédia da Piedade”: jornais passaram a usar essa expressão para dar peso dramático ao episódio, comparando-o a tragédias clássicas da literatura grega, como as de Ésquilo. 

A imprensa ressaltava que o caso envolvia não apenas um escritor famoso, mas também valores da República recém-instalada, como a honra e o papel dos militares na sociedade. O homicídio foi descrito como um “drama social republicano”, expondo a fragilidade das relações familiares e a tensão entre vida pública e privada . 

Manchetes e Narrativas 

Jornais destacaram que Euclides era “o maior nome das letras nacionais” e que sua morte representava uma perda irreparável para a cultura brasileira. 

A figura de Anna Emília Ribeiro, a S’Anninha, foi retratada como pivô da tragédia, alvo de críticas e julgamentos morais. 

Dilermando de Assis foi descrito como “o amante da esposa” e “o homem que matou Euclides”, mesmo após sua absolvição judicial. 

Charges e ilustrações circularam, reforçando o caráter de espetáculo midiático do caso. O episódio foi visto como um escândalo de honra, em que a traição conjugal e o duelo armado expunham valores da sociedade brasileira do início do século XX. A imprensa ajudou a consolidar a imagem de Euclides como um mártir intelectual, cuja morte trágica reforçava a dramaticidade de sua vida. O caso também alimentou debates sobre o papel da mulher, a moralidade pública e os limites da justiça.

A cobertura jornalística da Tragédia da Piedade transformou um drama íntimo em um evento nacional, misturando literatura, política e vida privada. A imprensa não apenas noticiou, mas também moldou a memória coletiva, perpetuando a imagem de Euclides da Cunha como um herói trágico e de Dilermando como o antagonista marcado pelo estigma.

Manchetes e Cobertura

O jornal O Paiz descreveu Euclides como “um dos maiores nomes das letras nacionais” e lamentou a perda irreparável para a cultura brasileira.

O Correio da Manhã destacou o caráter escandaloso do caso, chamando-o de “drama social republicano”, em que honra e traição se misturavam. Algumas notas de imprensa chegaram a retratar Anna Emília Ribeiro, a S’Anninha, como “a mulher culpada”, responsabilizando-a pela tragédia. 

Dilermando de Assis foi estigmatizado como “o homem que matou Euclides”, mesmo após sua absolvição judicial. 

A imprensa descreveu minuciosamente o cenário da manhã chuvosa de domingo: o comércio fechado, os fiéis saindo da missa e a chuva fina que caía sobre Piedade. Esses detalhes foram narrados como se a cena fosse parte de um romance, reforçando o caráter trágico do episódio. 

Charges e ilustrações circularam, reforçando a ideia de que o caso não era apenas policial, mas um drama nacional. A narrativa jornalística transformou Euclides em um mártir intelectual, cuja morte simbolizava o choque entre razão e paixão. 

A cobertura moldou a memória coletiva: Euclides foi visto como herói trágico; Anna como figura controversa, alvo de julgamento moral; Dilermando como antagonista marcado pelo estigma. 

O caso alimentou debates sobre honra masculina, papel da mulher na sociedade e os limites da justiça. A imprensa, ao dramatizar o episódio, garantiu que a Tragédia da Piedade permanecesse viva no imaginário brasileiro por décadas. 

O Túmulo de Anna de Assis e a Coincidência com Euclides 

Entre os muitos detalhes curiosos ligados à vida e à memória de Euclides da Cunha, há também aqueles que envolvem sua esposa, Anna de Assis, conhecida como S’Anninha. No Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, encontra-se o túmulo de Anna, que foi objeto de pesquisas minuciosas realizadas por estudiosos como o professor Marco Antonio. Ao catalogar nomes e datas, ele observou uma coincidência curiosa: próximo à aleia onde está o túmulo de Anna, há uma separação. Seguindo pelo lado esquerdo, junto ao muro do cemitério, ficava o túmulo de Euclides da Cunha, posteriormente transferido para São José do Rio Pardo, cidade onde escreveu parte de “Os Sertões”. Já pelo lado direito, encontra-se o túmulo de Anna. Essa disposição espacial, quase como um encontro simbólico, chamou atenção por parecer refletir, mesmo na morte, a relação marcada por distância e desencontros. A coincidência reforça o caráter trágico e literário da história do casal, lembrando que, apesar das tensões e da tragédia que os separou em vida, seus destinos permaneceram ligados também na memória e nos espaços de sepultamento. 

São José do Rio Pardo e a Memória de Euclides

Foi em São José do Rio Pardo, no interior paulista, que Euclides viveu parte de sua vida e escreveu trechos de “Os Sertões”. A cidade preserva sua memória com o Museu Euclides da Cunha, instalado na casa onde ele residiu, e com o Monumento Euclides da Cunha, que homenageia sua contribuição à literatura e à história nacional. 

O município tornou-se um verdadeiro resguardador de sua obra e de sua lembrança, recebendo visitantes e estudiosos que buscam compreender melhor o homem por trás do clássico. Ali, a memória de Euclides é celebrada não apenas como escritor, mas como figura trágica que marcou profundamente a cultura brasileira. 

A obra de Euclides da Cunha continua a ser celebrada e reinterpretada, e parte desse esforço se deve ao trabalho de especialistas e acadêmicos que dedicam suas vidas a preservar sua memória. Entre eles, destaca-se o professor Marco Antonio Martins Pereira, que se tornou referência por suas pesquisas minuciosas e por sua dedicação em reunir documentos, catalogar informações e organizar arquivos que ajudam a compreender não apenas o escritor de Os Sertões, mas também o homem por trás da obra. Marco Antonio é reconhecido por seu olhar atento e detalhista. Ele percorre cemitérios, arquivos e bibliotecas, catalogando nomes, datas e registros que compõem o universo euclidiano. Sua biblioteca pessoal abriga um verdadeiro arquivo sobre Euclides, resultado de anos de pesquisa e dedicação. 

Esse trabalho não se limita ao campo acadêmico: é também uma forma de manter viva a memória de Euclides da Cunha para o público em geral, aproximando leitores e curiosos da história de um dos maiores intérpretes do Brasil. 

A memória de Euclides também é celebrada em eventos promovidos por escritores como o acadêmico: Jose Augusto Oliveira Huguenin - "Vidas Sertanejas", inspirada na obra de Euclides da Cunha e pelas pesquisadoras Anabelle Loivos Sangenis Considera em parceria com Luiz Fernando Sangenis. Euclides da Cunha: da face de um tapuia. Niterói: Nitpress, 2013 também fez a conferência na ABL: "Euclides, mestre-escola". abordando aspectos do pensamento social euclidiano. Também o saudoso Edmo Rodrigues Lutterbach escreveu inúmeros artigos e o livro: “A Eternidade de Euclides da Cunha” pela Cátedra em 1988.

A Presidente da Academia Fluminense de Letras Márcia Pessanha marcando os 115 anos sem Euclides da Cunha participou do Fórum Euclides 115 - 1ª Jornada Euclidiana de Cantagalo, nos dias 20 e 21 de março de 2026. A Presidente Márcia Pessanha e o Acadêmico José Huguenin fizeram o lançamento da 2ª edição do livro: “A eternidade de Euclides da Cunha”, de Edmo Rodrigues Lutterbach – primeiro título a sair pelo selo editorial da AFL e muitos outros autores escreveram sobre Euclides da Cunha, no final dessa postagem encontra-se um link onde tem nomes de importantes escritores.

Esses encontros reúnem estudiosos, leitores e admiradores para discutir a atualidade da obra euclidiana, reforçando seu papel como patrimônio cultural brasileiro. 

Os eventos não apenas revisitam “Os Sertões”, mas também exploram aspectos menos conhecidos da vida de Euclides, como sua trajetória na Amazônia, sua atuação como engenheiro e jornalista, e os dramas pessoais que culminaram na Tragédia da Piedade. 

A obra de Euclides é também constantemente revisitada em seminários recentes, que discutem sua atualidade diante dos desafios contemporâneos. Nessas ocasiões, pesquisadores relacionam “Os Sertões” a temas como migração, desigualdade social e meio ambiente, mostrando como o pensamento euclidiano continua relevante. Além disso, diversas teses acadêmicas aprofundam a análise da obra, explorando desde sua linguagem literária até sua contribuição para a sociologia e a antropologia brasileiras. Esses estudos reforçam que Euclides não é apenas um autor do passado, mas um pensador que ainda nos ajuda a compreender o presente. 

O Valor Cultural de Euclides 

Mais do que escritor, Euclides é símbolo de resistência, reflexão e busca por compreensão de um país vasto e desigual. Sua obra permanece como um espelho das incoerências brasileiras e como inspiração para novas gerações. 

Alegre e culturalmente, Euclides da Cunha continua presente. Sua escrita não envelheceu: ainda provoca, questiona e ilumina. Ele representa o Brasil que insiste em se compreender, que busca sentido em sua diversidade e que encontra na literatura uma forma de se reconhecer. 

Site que contém os inúmeros escritores que escreveram sobre Euclides da Cunha. Clicar no link: https://euclidesite.com.br/obras-sobre-euclides-da-cunha/  


BIOGRAFIA DE EUCLIDES DA CUNHA 

Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha nasceu em Cantagalo, interior do Rio de Janeiro, em 20 de janeiro de 1866. Filho de uma família modesta, cresceu entre o ambiente rural e a formação urbana, o que lhe deu desde cedo uma percepção aguda das desigualdades brasileiras. 

Ainda jovem, ingressou na Escola Militar da Praia Vermelha, onde se destacou pela inteligência e pela inquietação intelectual. Seu temperamento crítico o levou a romper com a disciplina militar em alguns momentos, mas também lhe deu a base para compreender a lógica da guerra e da organização social. Mais tarde, estudou engenharia na Escola Politécnica, aproximando-se das ideias positivistas que marcariam sua obra. 

Como jornalista, trabalhou em A Província de São Paulo, atual O Estado de S. Paulo, onde desenvolveu uma escrita vigorosa e engajada. Em 1897, foi enviado como correspondente para cobrir a Guerra de Canudos, experiência que mudaria sua vida. Ali, testemunhou a resistência sertaneja contra o Exército e percebeu o abismo entre o Brasil oficial e o Brasil profundo. Dessa vivência nasceu Os Sertões, 1902, obra monumental que uniu relato histórico, análise sociológica e descrição científica, tornando-se referência do pré-modernismo. 

Reconhecido pelo impacto de sua obra, Euclides foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1903. Pouco depois, participou da Comissão de Reconhecimento do Alto Purus, na Amazônia, onde enfrentou condições duríssimas e produziu relatórios técnicos que ainda hoje são referência para estudos de fronteira. Essa experiência reforçou sua visão de um país marcado por extremos naturais e sociais. 

Sua vida pessoal, no entanto, foi marcada por tensões. Casado com Anna Emília Ribeiro, viveu um relacionamento conturbado que culminou na célebre Tragédia da Piedade, em 1909. Ao descobrir o caso extraconjugal da esposa com o cadete Dilermando de Assis, Euclides tentou confrontá-lo armado. O desfecho foi fatal: Dilermando, experiente atirador, matou Euclides, que tinha apenas 43 anos. 

Sua morte precoce chocou o país e foi amplamente explorada pela imprensa, que o transformou em mártir intelectual. Apesar da tragédia, sua obra sobreviveu ao escândalo e ganhou ainda mais força, consolidando-o como um dos maiores intérpretes do Brasil. 

Hoje, Euclides é lembrado como:

O intérprete do Brasil profundo, que deu voz ao sertanejo e às regiões esquecidas; O intelectual engajado, que usou a escrita como intervenção social; O mártir trágico, cuja morte reforçou a dramaticidade de sua vida; O clássico literário, cuja obra continua a ser estudada em universidades e celebrada em eventos culturais. 

O nome do escritor Euclides da Cunha está inscrito no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria. É o que estabelece a Lei 13.622/2018, publicada no dia 16 de janeiro de 2018, no Diário Oficial da União. A lei tem origem no PLC 205/2015, aprovado no Senado em dezembro passado.

O PLC é de autoria do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT) e foi relatado pelo senador Otto Alencar (PSD-BA) na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado. Euclides da Cunha foi escritor, professor, sociólogo, repórter jornalístico e engenheiro militar, tendo se tornado famoso internacionalmente por sua obra-prima Os Sertões, que enfoca a Guerra de Canudos (1896/1897).

Fonte: Agência Senado

Cidades como São José do Rio Pardo preservam sua memória com museus e monumentos, e a Semana Euclidiana reúne estudiosos e admiradores para refletir sobre sua obra. Mais de um século depois, Euclides da Cunha permanece atual: sua escrita continua a provocar, questionar e iluminar, ajudando o Brasil a se compreender em sua diversidade e contradições.

Texto e pesquisa cultural

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 


Primos Arnaldo, Euclides e Nestor Pimenta da Cunha c. 1900

Casa de Zinco em São José do Rio Pardo onde Euclides da Cunha escreveu "Os Sertões"

Folha de rosto de Os Sertões (1902)



Anna, esposa de Euclides da Cunha

Ana Emília Ribeiro e o amante Dilermando de Assis / Crédito: Wikimedia Commons



A casa no bairro da Piedade na qual Euclides morreu. À frente do portão, posa para a câmera Dinorah de Assis.



Busto Euclides da Cunha em Petrópolis



REFERÊNCIAS 

EUCLIDESITE. Obras sobre Euclides da Cunha. Disponível em: 

https://euclidesite.com.br/obras-sobre-euclides-da-cunha/  (euclidesite.com.br in Bing ). Acesso em: 19 maio 2026.

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Euclides da Cunha. Disponível em https://www.academia.org.br/academicos/euclides-da-cunha  

(academia.org.br in Bing). Acesso em: 19 maio 2026.

ESTADÃO. Os Sertões e a Guerra de Canudos. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ . Acesso em: 19 maio 2026.

NITPRESS. Euclides da Cunha: da face de um tapuia. Niterói: Nitpress, 2013. Disponível em: http://www.nitpress.com.br/ .  Acesso em: 19 maio 2026.

FOCUS PORTAL CULTURAL. Semana Euclidiana e memória cultural. Disponível em: https://focusportalcultural.com/

Acesso em: 19 maio 2026.


 

FUNARJ APRESENTA MAIS DE 20 ATIVIDADES PARA A SEMANA NACIONAL DE MUSEUS

 

Museus da fundação promovem oficinas, palestras, rodas de conversa, ações educativas e atividades acessíveis entre os dias 18 e 24 de maio de 2026.

A Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (FUNARJ) participa da 24ª Semana Nacional de Museus com uma programação especial em seus equipamentos culturais. Entre os dias 18 e 24 de maio, os museus da fundação vão realizar mais de 20 atividades gratuitas, incluindo oficinas, palestras, rodas de conversa, visitas mediadas, exibições audiovisuais e ações educativas voltadas para diferentes públicos. Neste ano, o tema da iniciativa promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) é “Museus unindo um mundo dividido”. 

A estreia da exposição “Carmen: Embaixatriz do Samba”, do acervo do Museu Carmen Miranda, no Teatro Armando Gonzaga, também integra a programação da FUNARJ para a 24ª Semana Nacional de Museus. Além da mostra, os equipamentos culturais da fundação promovem atividades que estimulam o diálogo, a inclusão e a participação social, com ações acessíveis em Libras, oficinas criativas e debates sobre pertencimento e diversidade cultural. 

No Museu Antonio Parreiras, em Niterói, a programação inclui ações como a visita mediada em Libras da exposição “Zumbi: reinar sobre a história”, oficinas criativas sobre memória e território, formação em educação museal e rodas de conversa sobre museus e polarização social. Já o Museu do Ingá, também em Niterói, promove atividades colaborativas voltadas à escuta ativa, convivência e construção coletiva, incluindo oficinas e debates sobre relações sociais e inclusão. 

Na Casa de Oliveira Vianna, a programação propõe reflexões sobre memória, imigração, pertencimento e diálogo intercultural, com sessões de cinema interativas, rodas de conversa e uma exposição virtual sobre refúgio na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Já a Casa de Euclides da Cunha, em Cantagalo, realiza palestras, apresentações culturais, exibições de mini-documentários, ações sociais, atividades educativas e dinâmicas interativas inspiradas no legado de Euclides da Cunha e na promoção da inclusão e da convivência entre diferentes públicos.

 

A Semana Nacional de Museus acontece anualmente em comemoração ao Dia Internacional dos Museus, celebrado em 18 de maio, mobilizando instituições culturais de todo o país em torno de ações educativas e de valorização do patrimônio histórico e cultural.

 

Confira a programação completa por equipamento

 

Museu Antonio Parreiras

 

19 de maio | 14h às 16h — Cartas para o Museu do Futuro - Que museu você gostaria de encontrar no futuro?

21 de maio | 11h — Visita Mediada em Libras da exposição “Zumbi: reinar sobre a história”

22 de maio | 14h — Formação em Educação Museal e Práticas Educativas no Museu

23 de maio | 14h — Oficina Criativa Narrativas e Cartografias

24 de maio | 14h — Oficina Criativa - Cartografias da memória: o que cabe no museu

24 de maio | 14h às 16h — Roda de Conversa - Museus, território e diálogo em tempos de polarização

 

Museu do Ingá

 

20 de maio | 14h — Limites e possibilidades

21 de maio | 14h — Palestra sobre acessibilidade, inclusão e transformação social nos museus

22 de maio | 14h — Construindo mundos possíveis

23 de maio | 14h — Oficina “Fuxico: costurando relações”

 

Casa de Oliveira Vianna

 

18 a 22 de maio | 11h às 17h — Árvore das gerações

18 de maio | 13h30 — Visita mediada com a instituição Cristã Amor ao Próximo

19 de maio | 14h — Pontes do Tempo - Sessão de cinema interativa

20 de maio | 14h — Roda de conversa “Uma Casa Chamada Brasil”, com o imigrante tunisiano Ridhá Mansour

21 de maio | 11h — Inauguração da exposição virtual “O mundo é nossa casa: refúgios no Rio de Janeiro”

 

Casa de Euclides da Cunha

 

18 de maio — Ação social “A Casa vai ao Asilo”

19 de maio — Visitação guiada ao acervo, exibição de mini-documentários e teatro de fantoche

20 de maio | manhã — Palestra do Movimento Euclidiano

20 de maio | tarde — Sala de obstáculos, exibição de mini-documentários e teatro de fantoche

20 de maio | noite — Palestra com professora de Libras

21 de maio | 9h às 16h — Visitação guiada ao acervo e teatro de fantoche

21 de maio | noite — Atividades de cuidados de beleza (EJA)

22 de maio | 9h às 16h — Visitação guiada ao acervo, sala de obstáculos, exibição de mini-documentários e teatro de fantoche

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural















segunda-feira, 18 de maio de 2026

3ª REUNIÃO ADMINISTRATIVA DO ELOS INTERNACIONAL – PRESIDENTE MATILDE CARONE SLAIBI CONTI

 

Plataforma Google Meet – 18 de maio, às 19h30min. A noite de 18 de maio foi marcada por uma atmosfera de entusiasmo e união entre os membros do Elos Internacional e células elistas, que se reuniram remotamente pela plataforma Google Meet para discutir projetos administrativos, sociais e culturais que irão nortear as ações da instituição ao longo do ano. Sob a condução firme e acolhedora da presidente internacional Matilde Carone Slaibi Conti, e do vice-presidente Sidney Cardoso da França, o encontro revelou o vigor e a harmonia que caracterizam o movimento elista em sua dimensão global. 

Desde os primeiros minutos, a presidente Matilde demonstrou o equilíbrio entre liderança e sensibilidade que a tornam uma referência dentro do Elos. Sua fala inicial foi um convite à integração: deu as boas-vindas aos presentes, expressou a alegria de estar entre companheiros comprometidos e destacou os novos membros que chegam para fortalecer o ideal elista. Com serenidade e entusiasmo, Matilde reforçou o propósito de cada projeto, não apenas como metas administrativas, mas como pontes de solidariedade e cultura entre os povos. 

O vice-presidente Sidney França, por sua vez, complementou a condução com sua habitual clareza e visão estratégica. Admirado por sua postura ética e seu olhar voltado à expansão internacional do movimento, Sidney trouxe reflexões sobre o papel dos Governadores de Projetos e sobre a importância de alinhar as iniciativas locais às diretrizes globais do Elos. Sua fala foi marcada por firmeza e inspiração, ressaltando que o verdadeiro progresso nasce da cooperação e do compromisso com o bem comum.

Entre os temas abordados, destacaram-se os projetos sociais e culturais em parceria com o Elos Universitário e o Elos Rio Cidade Maravilhosa, que vêm desenvolvendo ações voltadas à educação, cidadania e integração comunitária. O companheiro Luiz Correa apresentou um panorama dos projetos em andamento em Angola, reforçando o caráter internacional e humanitário da instituição. Já Lúcia Esteves trouxe valiosas informações e propostas para serem implementadas ainda neste ano, demonstrando o dinamismo e a força das lideranças femininas dentro do movimento.

A reunião deu continuidade em clima de harmonia e produtividade, com cada participante contribuindo com ideias e experiências que enriquecem o movimento. Foi um encontro que reafirmou o compromisso do Elos Internacional com a ética, a cultura e a fraternidade, valores que transcendem fronteiras e unem pessoas em torno de um ideal comum. 

A reunião seguiu com importantes deliberações sobre a governadoria, tema considerado urgente pela diretoria. A presidente Matilde Slaibi Conti, com sua habitual serenidade e firmeza, conduziu o diálogo sobre a necessidade de definir representantes estaduais, reforçando o papel dos clubes locais na integração do movimento. 

Durante o encontro, foi destacada a presença do presidente do Elos Clube de Belo Horizonte, Antônio José Santos, que recebeu o convite para assumir a frente da governadoria de Minas Gerais, representando também os clubes de Montes Claros e Visconde do Rio Branco. A proposta foi acolhida com entusiasmo, simbolizando o fortalecimento da atuação elista no estado. Antônio expressou gratidão e disposição para colaborar, reafirmando o compromisso de Belo Horizonte com os ideais do Elos. 

A reunião contou ainda com a participação de Tatiana Souza, do Elos de Visconde do Rio Branco, que apresentou o projeto Elos Rural, uma iniciativa voltada à valorização da agricultura familiar e à conscientização sobre as mudanças climáticas. O projeto prevê entrevistas com pequenos produtores e ações de apoio ao desenvolvimento sustentável, uma proposta que encantou todos os presentes e foi considerada um marco para o movimento. 

A presidente Matilde e o vice-presidente Sidney França destacaram a importância de unir esforços para que o Elos Rural se torne uma realidade, reforçando o compromisso com causas sociais e ambientais. A sensibilidade de ambos ao tratar de temas tão relevantes demonstrou o espírito humanista que guia o Elos Internacional. 

Entre os governadores presentes, foram mencionados Geraldo Rodrigues do Distrito 2; Márcia Pessanha, Distrito 8 do Rio de Janeiro; Marcos Henrique do Distrito 1 de São Paulo e Olga Moleirinho do Paraná, que foi representada por Maria Inês Botelho. A diversidade de regiões e vozes reforçou o caráter plural e integrador da instituição. 

Entre os momentos significativos da reunião administrativa do Elos Internacional, destacou-se a atuação do Elos Universitário, representado pelo presidente Everton Siqueira. A presença dele reforçou a vitalidade da célula acadêmica e o compromisso da juventude com os ideais elistas. 

Everton, com sua energia contagiante e liderança exemplar, relatou com entusiasmo as conquistas recentes. Sob sua condução, o Elos Universitário vem crescendo “de vento em popa”, consolidando-se como um espaço de integração entre estudantes e o movimento internacional. Um dos marcos foi a participação ativa na Semana do Direito 2026 da Universidade Universo, organizada sob a coordenação da professora Michele Penha, evento que fortaleceu o vínculo entre o Elos e o meio acadêmico, aproximando ainda mais a instituição das discussões jurídicas e sociais contemporâneas.

Além disso, Everton destacou novos projetos que ampliam o alcance internacional das ações universitárias. Entre eles, iniciativas de intercâmbio cultural em parceria com o Vice-Cônsul de Angola, que prometem abrir portas para atividades conjuntas e fortalecer os laços entre Brasil e África. Essa dimensão internacional demonstra a capacidade do Elos Universitário de transcender fronteiras e contribuir para a missão global do movimento. 

A estudante Nágela Moura também teve papel de destaque ao apresentar a criação do Elos Universitário de São Gonçalo, prevista para iniciar no próximo semestre. Sua dedicação e visão de futuro revelam o protagonismo da juventude na expansão do Elos, garantindo que novas gerações se engajem nos valores de paz, cultura e solidariedade. 

O relato conjunto de Everton e Nágela mostrou que o Elos Universitário não apenas cresce em número de iniciativas, mas também em relevância e impacto. A energia dos jovens, somada à experiência dos líderes internacionais, cria uma sinergia capaz de transformar ideias em projetos concretos, que beneficiam comunidades locais e fortalecem a imagem do Elos no cenário global. 

Assim, o Elos Universitário reafirma sua posição como um dos pilares do movimento, trazendo inovação, dinamismo e compromisso acadêmico. A reunião deixou claro que, sob a liderança de Everton Siqueira e com o apoio de estudantes como Nágela Moura, o futuro do Elos Internacional será marcado por uma juventude engajada, capaz de levar adiante os ideais que unem culturas e constroem pontes de fraternidade. 

Também foi mencionada a atuação do Elos Rio Cidade Maravilhosa, representado pela presidente Ana Paula Aguiar, líder admirável que, além de presidir o Rotary Niterói e atuar como assessora especial do Deputado Danniel Libreron, em sua fala ela se prontificou em manter relações diplomáticas com o  Cônsul Geral da República de Angola no Rio de Janeiro, Mateus Sá fortalecendo compromissos culturais e intercambiais. A iniciativa da Universidade Rural, que vem desenvolvendo iniciativas culturais e educacionais de grande impacto. 

A presidente Matilde encerrou a reunião com palavras de gratidão e esperança, destacando o papel de cada participante na construção de um Elos mais forte, inclusivo e comprometido com o bem comum. O vice-presidente Sidney França reforçou a importância da continuidade dos projetos e da integração entre os clubes, lembrando que o verdadeiro elo é aquele que une pessoas em torno de ideais de paz, cultura e solidariedade. 

Estiveram presentes na reunião: Matilde Carone Slaibi Conti – Presidente do Elos Internacional; Sidney França – Vice-presidente; Selma França – Tesoureira; Márcia Pessanha – Governadora D-8 Elos Internacional; Carla Vorsatz; Nagib Slaibi Filho; Fernanda Pereira; Rubens Carrilho Fernandes; Ana Maria Tourinho; Angela Riccomi; Tatiana Souza; Maria Otília Camillo; Rosina Bezerra; Jaqueline Pereira; Antônio Santos; Yara Dan; Prof. Matheus Miranda; Rev. Wiz Correa; Michelle Hb; Celestino Augusto; Goretti Rocha; Jaqueline Camelo; Jorge Farinha; Paulo Correa; Simone Schiavon Ayres; Maria Inês Botelho; Daniela Vita; Maristela Cardoso; Maria Panait; Marcia Rodrigues; Ana Paula Aguiar; Nágela Moura; Sue Hellen Oliveira; Everton Siqueira; Estevão Sanda; Lúcia Esteves; Alberto Araújo. 

Ao final da memorável reunião administrativa do Elos Internacional, realizada pela plataforma Google Meet, ficou evidente que o movimento vive um momento de expansão e fortalecimento sem precedentes. A condução firme e ao mesmo tempo acolhedora da presidente Matilde Carone Slaibi Conti, acompanhada pelo vice-presidente Sidney Cardoso da França, foi o ponto alto da noite. Ambos demonstraram que a liderança elista não se limita a coordenar projetos, mas a inspirar pessoas, unir corações e transformar ideias em ações concretas.

Matilde, com sua postura serena e ao mesmo tempo vibrante, encerrou a sessão com palavras de gratidão e incentivo. Relembrou que cada ação, por menor que pareça, é um elo que fortalece a corrente da paz e da solidariedade. Sua fala foi marcada por emoção e clareza, reafirmando que o Elos Internacional é mais do que uma instituição: é um movimento que conecta culturas, promove valores e constrói pontes de fraternidade. 

Ao seu lado, Sidney França reforçou a importância da continuidade dos projetos e da integração entre os clubes. Com sua visão estratégica e espírito colaborativo, destacou que o verdadeiro progresso nasce da união e da dedicação de cada elista. Sua presença trouxe equilíbrio e firmeza, mostrando que a dupla de liderança formada por Matilde e Sidney é capaz de levar o Elos a patamares ainda mais elevados. 

Mais do que uma reunião administrativa, o encontro foi um marco de integração e planejamento, refletindo o espírito elista em sua essência mais pura: a união de mentes e corações em prol da paz, da cultura e da solidariedade. Sob a liderança inspiradora de Matilde e Sidney, o Elos Internacional segue firme em sua missão de transformar o ideal em realidade, levando a instituição a patamares de sucesso e reconhecimento global. 

Foi uma noite de aprendizado, emoção e planejamento, um encontro que reafirmou o propósito do Elos Internacional de ligar corações e ideias em favor de um mundo melhor. 

ELOS INTERNACIONAL – DIRETORIA GESTÃO 2026-2027

O Elos Internacional, em continuidade à sua missão de expansão e fortalecimento, tem a honra de anunciar a composição de sua Diretoria para o biênio 2026-2027. 

Presidência 

Presidente: Matilde Carone Slaibi Conti – Elos de Niterói

Vice-Presidente: Sidney Cardoso da França – Elos Praia Grande

Secretária Geral: Márcia Maria de Jesus Pessanha – Elos de Niterói

Tesoureira: Selma Cristina Dias da França – Elos Praia Grande

Assessora Especial da Presidência: Maria Inês Botelho – Elos Internacional 

CONSELHO FISCAL

Membros Titulares

Márcia Maria Rodrigues – Elos Clube Grande ABC

Olga Elizabeth Moleirinho – Elos Clube de Maringá

Geraldo Faria Rodrigues Junior – Elos Clube Grande ABC

SUPLENTES 

Rosina Bezerra de Mello Santos Rocha – Elos Clube de Petrópolis

Alina Trindade Maximiniano Trindade – Elos Clube de Praia Grande

Simone Cristiane Schiavon Ayres – Elos ABC 

DIRETORIAS ESPECÍFICAS

Maria Goretti Rocha da Silva – 1ª Tesoureira

Matheus Miranda – Diretor de Tecnologia e Assistência do CDME

Celestino Domingos – Diretor de Expansão e Fortalecimento

Rubens Carrilho Fernandes – Diretor de Arquivo Administrativo e Histórico – Elos de Niterói

Nagib Slaibi Filho – Diretor Jurídico – Elos de Niterói

Angela de Paula – Diretora do Patrimônio Histórico e Cultural – Elos de Niterói

Alberto Araújo – Diretor de Divulgação Cultural – Elos de Niterói 

Colaboradores e Apoio

Antônio José; Fernando e o Henrique. 

Editorial Institucional

© Alberto Araújo – Diretor de Cultura do Elos Internacional