sábado, 6 de junho de 2026

06 - O RELICÁRIO DOS INSTANTES - Nº 06 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS: UMA JORNADA LITERÁRIA © ALBERTO ARAÚJO FOCUS PORTAL CULTURAL


06 - O RELICÁRIO DOS INSTANTES 

Existem dias em que o amor se revela não na grandiosidade das declarações, mas na arquitetura minuciosa das coisas pequenas. Ele habita o modo como o café é servido na xícara favorita, o tom de voz que amansa a pressa do mundo ao final de uma tarde, ou a forma despretensiosa como dois olhares se cruzam no meio de uma conversa trivial, selando um segredo que só os dois conhecem. 

Costumamos esperar o amor como quem espera um vendaval,  algo que nos derrube, que nos leve para longe. Contudo, o amor verdadeiro é o contrário: ele é a âncora que nos mantém inteiros. É a arte de construir um relicário com o que parece ser banal. Guardamos o som de uma risada, a marca de uma mão sobre o ombro, o silêncio compartilhado durante uma chuva que cai lá fora.

São esses fragmentos que sustentam a estrutura de uma vida a dois. Eles formam a tapeçaria invisível que nos protege do esquecimento. No fim, amar não é apenas um verbo, é um território. Um lugar onde, finalmente, não precisamos mais provar nada a ninguém, porque, no simples ato de estar, já encontramos a nossa morada definitiva. 

Nº 06 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS:

UMA JORNADA LITERÁRIA 

© Alberto Araújo

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UM ANO SEM EVANILDO BECHARA – UM BALUARTE DA LÍNGUA QUE NOS DEIXOU SAUDADES


No dia 22 de maio de 2026, completou-se um ano da partida de Evanildo Cavalcante Bechara. Para o mundo das letras, para a academia e para todos nós, amantes da língua portuguesa, o tempo transcorrido não diminui a imensidão da sua ausência, mas reforça a perenidade do seu legado. 

Mestre entre os mestres, Bechara não foi apenas um gramático ou filólogo; ele foi, antes de tudo, um apaixonado pela arquitetura do pensamento humano. Ao transitar com a mesma elegância pela Moderna Gramática Portuguesa e pelas complexas análises de sintaxe nominal na Peregrinatio Aetheriae, ele nos ensinou que a norma culta não é um cárcere, mas o alicerce fundamental para a democratização do conhecimento e a clareza da expressão. 

De sua trajetória em instituições como a UERJ, a UFF e o ISERJ, até a ocupação da Cadeira nº 33 na Academia Brasileira de Letras, o professor Bechara construiu uma carreira marcada pelo rigor, mas também pela generosidade intelectual. Editar revistas como a Confluência e a Littera foi um gesto de quem compreendia que o saber linguístico só cumpre sua missão quando circula, quando chega ao professor em sala de aula e ao aluno ávido por entender as entranhas da sua própria língua. 

Olho para esta fotografia, que guardo com carinho, e vejo nele não apenas o acadêmico laureado, o doutor honoris causa pela Universidade de Coimbra, mas um companheiro de palestras inesquecíveis. O Bechara que recebia a todos com a elegância de um espírito vocacionado para o humanismo.

Um ano sem ele é um ano de silêncio na cátedra, mas também um ano de reflexão sobre o que ele nos deixou. Ele se foi aos 97 anos, em 22 de maio de 2025, mas sua voz continua viva cada vez que um brasileiro se debruça sobre uma de suas obras para compreender a beleza, a lógica e o ritmo da nossa língua.

Professor Evanildo, a saudade é o nosso modo de dizer que o seu exemplo nunca será esquecido. A língua portuguesa, hoje, é um pouco mais órfã, mas muito mais rica por ter tido o senhor como seu fiel e brilhante escudeiro. 

© Alberto Araújo

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sexta-feira, 5 de junho de 2026

05 - O ECLIPSE DO OLHAR - Nº 05 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS: UMA JORNADA LITERÁRIA © ALBERTO ARAÚJO FOCUS PORTAL CULTURAL


05 - O ECLIPSE DO OLHAR

 

No breve instante em que o olhar se prende,

O mundo esquece o passo e a direção,

E o tempo, num suspiro, em suspensão,

É o brilho que na sombra se acende.

 

O peito, que no escuro se defende,

Abriga, enfim, a calma imensidão,

Pois não há verbo ou vã explicação

Que o curso desse rio nos desvende.

 

É fogo que consome e não devora,

É chama que, ao arder, nos dá clareza,

No firmamento de quem ama e chora.

 

Beleza pura, estranha natureza,

Que o coração, enfim, na própria aurora,

Reconhece o milagre na incerteza.

 

Nº 05 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS:

UMA JORNADA LITERÁRIA

 

© Alberto Araújo

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O PULSO DO AMANHÃ: UM CONVITE À HARMONIA COM A TERRA

Homenagem do Focus Portal Cultural 

Neste 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, o calendário nos oferece mais do que uma data comemorativa: ele nos apresenta uma oportunidade de pausa. Em meio ao ritmo frenético da vida contemporânea e à pulsação constante das nossas cidades, é fácil esquecer que cada respiração, cada gole de água e cada alimento que chega à nossa mesa é um gesto generoso de um sistema muito maior do que nós mesmos. 

A natureza não é um cenário estático que visitamos ocasionalmente. Ela é o tecido que nos sustenta, uma tapeçaria viva e interconectada da qual somos fios integrantes. Quando olhamos para a história das civilizações, percebemos que o progresso sempre foi medido pela nossa capacidade de compreender os ciclos das estações, as marés e a fertilidade do solo. Hoje, talvez o maior avanço que possamos almejar seja o resgate dessa consciência de pertencimento.

Cuidar do meio ambiente não exige gestos monumentais ou rupturas drásticas no cotidiano. Na verdade, a transformação mais profunda começa no olhar. É o olhar que valoriza a árvore que sombreia a calçada, o zelo com o descarte correto de um resíduo, o consumo consciente que privilegia o que é local e sazonal. É entender que a nossa casa não termina na porta do apartamento ou no portão da nossa rua; ela se estende por florestas, oceanos e campos que, embora distantes aos nossos olhos, são vitais para o equilíbrio que nos mantém. 

Cultivar a sustentabilidade é um exercício diário de gentileza para com o futuro. É plantar uma semente cuja sombra talvez não aproveitaremos, mas que servirá de refúgio para as próximas gerações. É reconhecer que a biodiversidade, a incrível variedade de vidas que compartilham este planeta conosco é o que dá cor, som e resiliência ao mundo.

Neste dia, o convite é simples: conecte-se. Que possamos tirar um momento para observar o céu, valorizar o verde que insiste em crescer no concreto e agradecer pela abundância que a Terra nos oferece. Que cada pequeno hábito renovado hoje seja um tributo à nossa única morada. Afinal, cuidar do meio ambiente é, em última análise, um ato de amor por nós mesmos e pelo extraordinário privilégio que é estar vivo neste planeta pulsante. 

Que a natureza, em sua sabedoria silenciosa, continue a nos inspirar a sermos guardiões mais atentos, mais gratos e, acima de tudo, mais harmoniosos com o ritmo da vida. 

© Alberto Araújo

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A NOVA VOZ NA CASA DE MONTEZUMA: A TRAJETÓRIA DE KARIN DIAS RANGEL NO IAB - INSTITUTO DOS ADVOGADOS BRASILEIROS



CONVITE OFICIAL 

O Instituto dos Advogados Brasileiros tem a honra de convidar para a Sessão de Posse da Dra. Karin Ferreira Dias Rangel como novo membro, a ser realizada na quarta-feira, dia 17 de junho de 2026, às 18h, no Plenário Histórico do IAB, localizado na Av. Marechal Câmara, nº 210, 5º andar, Centro, Rio de Janeiro - RJ.

Contamos com sua presença.

Rita Cortez

Presidente Nacional do IAB



A NOVA VOZ NA CASA DE MONTEZUMA: A TRAJETÓRIA DE KARIN DIAS RANGEL NO IAB

A advocacia brasileira escreve um novo capítulo em sua história centenária. A posse da Dra. Karin Ferreira Dias Rangel no Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) não representa apenas a chegada de uma profissional aos quadros da "Casa de Montezuma", mas o reconhecimento de uma trajetória que une, com rara sensibilidade, o rigor técnico do Direito à vocação humanística de quem transforma a lei em instrumento de acolhimento.

Atual vice-presidente da CEAPI-OAB/RJ, a Dra. Karin é reconhecida por sua atuação firme, ética e por uma carreira sólida. Sua indicação ao Instituto conta com o reconhecimento de lideranças fundamentais, como a presidente Rita Cortez, símbolo do protagonismo feminino e a eminente jurista Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, que enxerga na Dra. Karin uma militante indispensável para o futuro da advocacia brasileira. 

O IAB é a mais antiga casa de estudo do Direito das Américas. Fundado em 1843 por Francisco Gê Acaiaba de Montezuma, o Instituto confunde-se com a própria história da nação, tendo sido o grande arquiteto da estrutura jurídica e legislativa do Brasil. Atualmente, sob a gestão da presidente Rita Cortez, o IAB reafirma seu papel como a "Academia da Advocacia", espaço dedicado à defesa da ordem jurídica, do Estado Democrático de Direito e das grandes causas nacionais.


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O Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), fundado em 1843 sob a liderança de Francisco Gê Acaiaba de Montezuma, é a mais antiga casa de estudo do Direito das Américas. Sua trajetória é indissociável da construção do Estado brasileiro; por quase um século, o IAB foi o alicerce do pensamento jurídico nacional e o principal arquiteto da estrutura legislativa do País. Nomes ilustres como Rui Barbosa, Teixeira de Freitas, Nabuco de Araújo, Clovis Bevilacqua e André Faria Pereira dedicaram suas vidas à construção desta instituição, que hoje, consolidada como a "Academia da Advocacia", atua na vanguarda da defesa do Estado Democrático de Direito e das liberdades públicas.


Dra. Rita Cortez - Presidente do IAB

Neste cenário de tradição, a gestão de Rita Cortez (triênio 2025–2028) marca um momento de renovação. Segunda mulher a presidir a instituição em seus 182 anos, a jurista foi eleita com a chapa "Para novos rumos no IAB" sob forte apoio nacional. Formada pela UERJ, pós-graduada em Direito Público pela FGV e referência em Direito do Trabalho, Rita Cortez é sócia do AJS – Cortez & Advogados Associados e preside a Academia Carioca de Direito. Sua liderança é pautada pela defesa incisiva dos direitos sociais e do protagonismo feminino, consolidando o IAB como um espaço de diálogo moderno e resistência institucional.

 

A posse da Dra. Karin Ferreira Dias Rangel no IAB representa o acolhimento de uma profissional que une, com rara sensibilidade, o rigor técnico do Direito à vocação humanística. Sua trajetória é reconhecida por lideranças perenes do Instituto, como a própria presidente Rita Cortez e a eminente jurista Dra. Matilde Carone Slaibi Conti. Com mais de duas décadas de militância no IAB e atuação histórica na Comissão de Mulheres, a Dra. Matilde enxerga na Dra. Karin uma peça estratégica: uma advogada cuja perspicácia técnica é acompanhada pela "ternura necessária" para lidar com as questões humanas.

 

Dra. Karin Rangel - Advogada


Dra. Karin Ferreira Dias Rangel é uma advogada de carreira sólida, cuja prática é pautada pelo exercício ético e pela premissa de que o Direito deve atuar como um instrumento de acolhimento social. Sua atuação institucional reflete essa visão humanista, ocupando posições estratégicas que consolidam sua capacidade de articulação:


Elos Clube de Niterói é Vice-presidente; Rede Sem Fronteiras - Vice-presidente do Núcleo Niterói: Membro da Diretoria; OAB/RJ: Primeira vice-presidente da Comissão Especial de Apoio ao Idoso (CEAPI).

 

Além da advocacia, a Dra. Karin possui uma trajetória ativa no setor cultural. Destacam-se sua condução de debates sobre temas de alta relevância social e sua atuação em eventos de impacto, como a palestra proferida em setembro de 2025, na Casa da Amizade de Niterói, sobre caminhos de esperança e suporte psicossocial para a terceira idade, em parceria com o Rotary Club.

 

Ao ocupar seu lugar na "Casa de Montezuma", a Dra. Karin reforça a máxima que guia sua vida pública: a justiça não reside apenas na letra fria da lei, mas na capacidade de transformar vidas e fortalecer comunidades. Com sua chegada, o IAB ganha uma liderança que não apenas estuda o Direito, mas que o vive como uma missão de esperança, clareza e acolhimento, honrando o legado centenário da instituição enquanto pavimenta os caminhos para o futuro da advocacia brasileira.









LICIA LUCAS E MARNE SERRANO - ENTRE NOTAS E VERSOS: O ENCONTRO DA ARTE BRASILEIRA E LATINA EM MIAMI

A cultura, em sua essência mais pura, atua como uma linguagem universal, capaz de transpor fronteiras geográficas e conectar almas por meio da sensibilidade e da criação. É exatamente esse o espírito que tem permeado a temporada de férias da renomada pianista brasileira Licia Lucas e de seu esposo, o empresário Marne Serrano, em Miami, nos Estados Unidos. O casal, que tem retorno ao Brasil agendado para o dia 23 de junho, tem aproveitado sua estadia para prestigiar importantes eventos culturais na região. 

Como parte de sua agenda cultural durante a viagem, Licia e Marne marcaram presença em uma prestigiada "Velada Literária" organizada pelo CEPI – Círculo de Escritores e Poetas Iberoamericanos. O evento, realizado no The Vintage Room Performing Arts Lounge, em Doral, Miami, foi dedicado à apresentação das obras do escritor nicaraguense William González Guevara, reconhecido pela Forbes como uma das "30 Promessas de Centroamérica 2025" e vencedor do VIII Premio Espasa de Poesía 2025. 

A noite foi marcada por diálogos profundos e pela sinergia entre diferentes linguagens: a música clássica, a literatura e a promoção cultural. Durante o evento, a presença de Licia Lucas, carinhosamente aclamada como a "Dama do Piano", elevou o tom da ocasião. A pianista, qual a trajetória é pautada por um virtuosismo técnico e uma entrega emocional arrebatadora, encontrou na plateia e entre os convidados presenças de destaque. 

Nas fotos compartilhadas gentilmente com esta editoria cultural, é possível observar a harmonia entre os artistas. Além de marcar presença no encontro com o escritor William González Guevara, Licia Lucas também registrou momentos com a poetisa, escritora e promotora cultural Ligia Guerrero e com a escritora Lesbia Espinoza. 

Esses registros não são apenas lembranças de uma viagem, mas o testemunho de uma rede de colaboração que ultrapassa o mapa, unindo o talento brasileiro à efervescência cultural de Miami. 

Falar de Licia Lucas é revisitar uma história de amor incondicional pela música. Sua trajetória é marcada por uma formação sólida, uma disciplina de ferro e um ouvido capaz de interpretar os mais sutis matizes das composições que apresenta. Ao longo de sua carreira, Licia não apenas se consolidou como uma intérprete de referência, mas também como uma embaixadora da cultura brasileira, levando a alma do nosso piano para palcos internacionais com uma sofisticação que poucos conseguem alcançar. 

A "Dama do Piano" sempre pautou sua carreira pelo equilíbrio entre a tradição e a contemporaneidade. Ela compreende que o palco não é apenas um local de exibição, mas um espaço de conexão com o ouvinte. Essa é a marca de sua longevidade artística: a capacidade de manter-se relevante, técnica e emocionalmente, ao longo de décadas, sem nunca perder a chama do encantamento pelo seu instrumento. 

Ao lado de Marne Serrano, seu companheiro de vida e grande incentivador de seus projetos, Licia construiu não apenas uma carreira, mas um legado. Marne, com sua visão empresarial e sensibilidade para a importância da cultura como pilar social, tem sido um parceiro fundamental na trajetória de sucesso da pianista. Juntos, eles formam um casal que entende que a arte precisa de espaços para florescer, e que a promoção cultural é, em última análise, um ato de resistência e construção de pontes. 

O evento no The Vintage Room Performing Arts Lounge é um exemplo claro de como a arte atua como um facilitador de conexões. Em um mundo cada vez mais digital e, por vezes, fragmentado, o encontro presencial entre uma pianista brasileira de renome e escritores latino-americanos em Miami reafirma a importância dos "encontros presenciais" na manutenção do tecido cultural.

Para a pianista, estas férias em Miami têm sido muito mais do que um período de descanso. Têm sido um tempo de recarregar as energias em meio a conversas inspiradoras e a uma atmosfera de celebração da diversidade artística. Ao observarmos as imagens compartilhadas, percebemos que o sorriso de Licia e a postura atenta de Marne diante das manifestações artísticas ali apresentadas refletem um casal que vive a cultura não como um acessório, mas como parte integrante de seu modo de existir no mundo. Eles retornam ao Brasil trazendo não apenas o descanso merecido, mas também novas ideias, contatos e o fortalecimento de laços que, certamente, se refletirão em seus futuros projetos musicais e culturais. 

A passagem de Licia Lucas e Marne Serrano por Miami reafirma, em última instância, que a arte é o único território onde todos somos compatriotas. Enquanto aguardamos o retorno da pianista ao solo brasileiro, celebramos essa sua faceta de viajante e observadora, sempre pronta a encontrar beleza onde quer que a melodia ou a palavra escrita se façam presentes. 

© Alberto Araújo

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A ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS SEGUE COM A PROGRAMAÇÃO DO CICLO "CAMINHOS DA FICÇÃO" COM A PALESTRA "DOMÍCIO PROENÇA FILHO: INCURSÕES FICCIONAIS"

 

DOMÍCIO PROENÇA FILHO REFLETE SOBRE SUA OBRA FICCIONAL 

A ABL dá sequência ao ciclo "Caminhos da Ficção" com a conferência "Domício Proença Filho: incursões ficcionais", terça-feira, dia 09 de junho de 2026, às 16h. O evento tem coordenação do Acadêmico Edgard Telles Ribeiro e a entrada é franca. 

As inscrições podem ser feitas pelo link:

https://www.even3.com.br/domicio-proenca-filho-incursoes-ficcionais-746172/. 

A ABL também transmite a conferência pelo seu canal de Youtube:

https://www.youtube.com/live/yrxc1OwS-1o?si=uwb1dCTM8k_9G08w

Domício traçará um panorama das suas obras no âmbito da ficção: Breves estórias de Vera-Cruz das Almas (1991), Prêmio da Fundação Cultural de Brasilía, 1990; Estórias da mitologia: o cotidiano dos deuses (1994), uma “extravagância ficcional” com versão juvenil em três volumes: I – Eu, Zeus, o Senhor do Olimpo; II – Nós, as deusas do Olimpo; III- Os deuses menos o pai; Capitu- Memórias Póstumas, romance (1998); Histórias de um contador de histórias, no prelo.

No dia, 16 de junho, às 16h, a Acadêmica e escritora Ana Maria Machado falará sobre "Os passos fazem o caminho". Na sequência, a professora titular de Literatura Brasileira, Anélia Pietrani, apresentará a palestra “Reflexões sobre a poesia brasileira de autoria feminina”, às 17h30min, com coordenação do Acadêmico Godofredo de Oliveira Neto.

Sobre Domício Proença Filho 

Domício Proença Filho, nascido no Rio de Janeiro em 25 de janeiro de 1936, é uma das figuras de maior relevância no cenário acadêmico brasileiro, consolidando-se como um renomado professor e pesquisador de língua portuguesa e literatura brasileira. 

A base intelectual de Domício foi construída em instituições de ensino tradicionais. Sua trajetória escolar teve início no primário, na Escola Joaquim Manuel de Macedo, na Ilha de Paquetá, local onde viveu sua infância e adolescência. Posteriormente, cursou o ensino ginasial e o clássico no prestigiado Colégio Pedro II (Internato). 

Bacharel e licenciado em Letras Neolatinas pela antiga Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Possui curso de especialização em Língua e Literatura Espanhola. É doutor em Letras e livre-docente em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 

A carreira docente de Domício Proença Filho é marcada por uma dedicação de quase quatro décadas. Ele é Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF), onde atuou como titular de Literatura Brasileira, lecionando em cursos de graduação e pós-graduação até sua aposentadoria, após 38 anos de serviços prestados. 

Além de sua marcante passagem pela UFF, o professor expandiu sua atuação para inúmeros outros estabelecimentos de ensino médio e superior, tanto no Brasil quanto no exterior, contribuindo para a formação de diversas gerações de estudiosos e para o fortalecimento da pesquisa em literatura brasileira. 

OBRAS DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS 

Estilos de Época na Literatura. 20.ª ed. rev. São Paulo: Prumo, 2012.

A Linguagem Literária. 8.ª ed. rev. São Paulo: Ática, 2007.

Pós-Modernismo e Literatura. 3.ª ed. São Paulo: Ática, 1999. (Esgotado)

Língua Portuguesa, Literatura Nacional e a Reforma do Ensino. Rio de Janeiro: Liceu, 1974. Esgotado.

Um Romance de Adonias Filho (Uma leitura de Corpo vivo). Tese de Livre-Docência. Rio de Janeiro, 1974 (mimeo).

Manual de estilo da Enciclopédia Século XX (circulação interna), 1969.

Português e Literatura. Rio de Janeiro: Liceu, 1974. (Esgotado)

Comunicação em Português. São Paulo: Ática, 1979. 4 vols. (Esgotado)

Português. Rio de Janeiro: Liceu, 1969-70. 4 vols. (Esgotado)

Comunicação em Português. Livro do Professor. São Paulo: Ática, 1979. 4 vols. (Esgotado)

Noções de Gramática da Língua Portuguesa em tom de conversa. São Paulo: Editora do Brasil, 2003.

Por Dentro das Palavras da Nossa Língua Portuguesa. 1.ª e 2.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.

Língua Portuguesa, Comunicação, Cultura. 4 vols. São Paulo: Ed. do Brasil, 2004.

Roteiro de Dom Casmurro. Em fase de pré-publicação.

Nova Ortografia da Língua Portuguesa - Guia prático. Rio de Janeiro: Ed. Record, 2009.

Nova ortografia-Manual de consulta. Rio de Janeiro: Ed.Record, 2013.

Muitas línguas, uma língua − A trajetória do português brasileiro. Editora José Olympio, 2017. 

POESIA 

O Cerco Agreste. Belo Horizonte: Comunicação, 1979. (Esgotado)

Dionísio Esfacelado (Quilombo dos Palmares). Rio de Janeiro: Achiamé, 1984. (Esgotado)

Oratório dos Inconfidentes. 1.ª e 2.ª ed. Rio de Janeiro: Leo Christiano Ed. 1989. Ilustrado com inéditos de Portinari. (Esgotado)

O risco do jogo. São Paulo: Prumo, no prelo.

Vários poemas integrantes dessas obras, traduzidos para o italiano, figuram em antologia organizada por Sílvio de Castro. 

FICÇÃO 

Breves estórias de Vera Cruz das Almas. Rio de Janeiro: Fractal, 1991. 1.º lugar no Concurso Literário da Secretaria de Cultura e da Fundação do Distrito Federal, 1990. Esgotado.

Estórias da Mitologia – O cotidiano dos deuses. Rio de Janeiro: Leviatã, 1995.Uma extravagância ficcional. Esgotado.

Capitu – Memórias Póstumas. Romance. Rio de Janeiro: Artium, 1998. 2.ª ed., outubro de 1999. 3.ª ed., 2005.

Eu, Zeus. Narrativa ficcional. São Paulo: Global, 2000. 2.ª ed. 2005.

Nós, as deusas do Olimpo. São Paulo: Global, 2000. 2.ª ed. 2005.

Os Deuses, menos o Pai. São Paulo: Global, 2000. 2.ª ed. 2005.

Capitù – Memorie postume. Cagliari: Fabula, 2006.Trad e Pref. de Guia Boni.

Capitu - Memórias Póstumas. Texto para Leitura dramatizada. 2008.

Cinema

Conceito e definição de conteúdo do filme "Português, a língua do Brasil", dirigido por Nelson Pereira dos Santos, produzido pela Moviarte.

Televisão

Conceito, texto e a apresentação da Série de programas LER e RELER, produzida pelo CIEE para a UTV. (20 programas) 2009.

TEXTOS PUBLICADOS EM OBRAS COLETIVAS 

Enciclopédia Século XX. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura / J. Olympio, 1971. Verbetes e monografias das áreas de Teoria Literária e de Literatura Brasileira.

CASTRO Sílvio, dir. História da Literatura Brasileira. Lisboa: Alfa, 1999, vol. 2. 5 capítulos: sobre Manuel Antônio de Almeida; Bernardo Guimarães; Visconde de Taunay; Aluísio Azevedo; Graça Aranha e a continuidade da prosa impressionista.

MOTA, Lourenço Dantas & ABDALLA JR., Benjamin, org. Personae – Grandes Personagens da Literatura Brasileira. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2001: Capitu, a moça dos olhos de água.

SANT’ANNA, Afonso Romano de et al. Brasilianische Literatur: Einzgartig und umfassend – Brazilian Literature: Singular and Plural – Literatura Brasileira: Singular e Plural. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 1994. Panorama da Literatura Brasileira do Século XVI ao Século XX. 1994.

© Alberto Araújo

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quinta-feira, 4 de junho de 2026

04 - A GEOMETRIA DA ALEGRIA - Nº 04 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS: UMA JORNADA LITERÁRIA © ALBERTO ARAÚJO FOCUS PORTAL CULTURAL



04 - A GEOMETRIA DA ALEGRIA

 

Ocupas todo o espaço das horas,

habitas o centro do que digo e do que celebro.

És a luz que o sol desenha no chão,

uma arquitetura radiante

erguida pelo brilho do nosso agora.

 

Aprendi que o amor não se mede em metros,

nem se confina em gramáticas de posse.

Ele é o ritmo entre duas respirações,

o momento exato em que o relógio sorri

e decide pausar, só para viver o presente.

 

Sempre que estás, o mundo se ilumina;

ele ganha uma intensidade nova,

como uma música que, ao ecoar,

vibra feliz nas paredes da casa,

nos móveis, na poeira que dança no sol,

numa geometria de harmonia

que é, plenamente, a forma mais pura

de estarmos juntos.

 

Nº 04 da SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS:

UMA JORNADA LITERÁRIA

 

© Alberto Araújo

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ANA MARIA TOURINHO LADEADA DE OUTRAS COMPANHEIRAS BRILHA NA EXPOSIÇÃO: "ELAS: DO OLHAR AO VERBO – UMA CELEBRAÇÃO DA ARTE E DO FEMININO"

 

No coração pulsante de Lisboa, o histórico Palácio Baldaya torna-se o cenário de um encontro memorável. A exposição coletiva "Elas: Do Olhar ao Verbo", que marca as celebrações dos 13 anos da Rede Sem Fronteiras (RSF), é um convite profundo à reflexão sobre a força, a sensibilidade e a pluralidade da expressão artística feminina contemporânea. 

Com curadoria assinada por Dani Remião, a mostra, que teve sua abertura no dia 3 de junho e segue em cartaz até 15 de junho de 2026, é um mosaico de vozes. Sob a égide da RSF e da Chat Noir .Art, a exposição reúne um coletivo de artistas notáveis que transformam o "olhar",  a percepção do mundo, em "verbo",  a ação, a poética, a transformação materializada em obra. 

Dentre este prestigiado grupo de expositoras, um destaque especial ilumina a mostra: Ana Maria Tourinho. Mais do que uma artista expositora, Ana Maria é uma presença central na Rede Sem Fronteiras. Como nossa companheira elista, cenaculista e atual Vice-presidente Cultural Mundial da RSF, ela personifica a filosofia da rede: a construção de pontes por meio da cultura e o fortalecimento de laços transcontinentais. 

Para Ana Maria, a arte não é apenas um exercício estético, é uma extensão de seu compromisso intelectual e humano. Sua presença em "Elas: Do Olhar ao Verbo" reforça sua trajetória como uma defensora incansável da valorização da mulher nas artes. Ela traz, em cada obra, a profundidade de quem entende que o papel da mulher na cultura é protagonista, capaz de ditar novos ritmos e novos significados para a contemporaneidade.

A exposição no Palácio Baldaya, Estrada de Benfica, 701A é um convite a lisboetas e visitantes para uma imersão completa. Além da visitação às obras, o dia 14 de junho reserva um momento de encontro especial: uma conversa exclusiva com as artistas e o lançamento do catálogo oficial da exposição, celebrando a permanência e a memória desse encontro singular. 

Convidamos a todos a percorrerem este caminho onde o olhar se faz verbo, prestigiando a obra de Ana Maria Tourinho e de todo este coletivo que, com maestria, continua a elevar o nome da Rede Sem Fronteiras no cenário artístico global. 

© Alberto Araújo

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TEXTO DE ANA MARIA TOURINHO 

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA "ELAS - DO OLHAR AO VERBO"

Há lugares de passagem que nos convidam a ficar. Num aeroporto em Florianópolis, o tempo parou, nos mostrou o momento e registramos. Na imagem, mãe e filho habitam um mundo só seu, um universo inteiro criado pela força serena do feminino. Ali, o amor é a única língua e o brincar, o mais puro diálogo. É uma cena que transcende a fotografia para tocar a alma, evocando o poder do afeto e a doce melodia da infância.

No centro da imagem, um balanço verde é mais do que um objeto: é a materialização do refúgio. É o colo materno que embala, a promessa do feminino de que, mesmo no movimento do mundo, existe um lugar seguro. Ao seu redor, as cores conversam. O verde da esperança e da brincadeira encontra o aconchego dos tons terrosos, pintando um quadro de ternura e cumplicidade. 

Esta fotografia é a nossa contribuição para a exposição “Elas - Do Olhar ao Verbo", pois representa a essência desse conceito. Tudo começa com o olhar feminino; o nosso, que viu a poesia na cena, e o dela, que nutre e protege. Esse olhar se materializa nos verbos essenciais da mulher: cuidar, guiar, amar. É um poema visual sobre os gestos que estabelecem nossas bases, a beleza escondida na rotina e a alegria que floresce nos instantes mais simples.

Por isso, pedimos que não apenas olhe, mas que sinta. Deixe que esta imagem o leve de volta a um tempo seu, a memórias que o tempo guardou. Permita-se parar, respirar e recordar o poder contido num momento de pura e simples conexão. 

Ana Maria Tourinho




Destacamos as expositoras: ALE RAMOS; ANA MARIA TOURINHO; ANDRÉA BRÄCHER; ANGELA GUERRA; ASCENSIÓN CHANQUÉS; BEBEL RITZMANN; CARMEN F. FONSECA; CYNTHIA JAPPUR; DANI REMIÃO; DEBORA PIO; DELISE RENCK; EDINA DE AZEVEDO; FRANCIÉLLEN BÚRIGO; HELOÍSA BIASUZ; ISABEL NECTOUX; JUSSARA MOREIRA; MADDI MATTOS; MARIA INÊS NECTOUX REMIÃO; MARITA VALVERDE PORTUGAL; MARTA VERÔNICA; REGINA CREMA; ROSE AGUIAR; SANDRA SILVA; SMV; TAFINIS SAID; ZORAVIA BETTIOL