sexta-feira, 22 de maio de 2026

A NOITE LITERÁRIA CARIOCA E O LANÇAMENTO DE "POETANDO" COM A PRESENÇA DA PRESIDENTE MATILDE SLAIBI CONTI

INFORMATIVO DO ELOS INTERNACIONAL 

Niterói 22 de Maio de 2026. A noite desta sexta-feira reservou um capítulo de extrema elegância, amizade e efervescência lírica para o cenário cultural do Rio de Janeiro. Em uma demonstração admirável de dinamismo, vitalidade e profundo amor à arte, a nossa incansável Presidente e Elista-mor, Matilde Carone Slaibi Conti, realizou uma verdadeira jornada dupla em prol das letras nacionais. Após participar ativamente e iluminar a emocionante solenidade da Rede Sem Fronteiras na Igreja Presbiteriana, Matilde deslocou-se diretamente de lá para prestigiar outro grande momento cultural no bairro de Botafogo: o lançamento do livro "Poetando". 

O ponto de encontro foi a charmosa Livraria Blooks, localizada na Praia de Botafogo, nº 316. A partir das 19h, o espaço transformou-se no epicentro da poesia contemporânea carioca, reunindo uma legião de intelectuais, acadêmicos, leitores ávidos e figuras ilustres do universo das artes. O motivo de tanta celebração foi a apresentação oficial da coletânea de poemas escrita a quatro mãos pelos talentosos autores Chris Fernandes e Luiz Barros, uma obra que já nasce sob o signo do sucesso e que conta com as belíssimas e expressivas ilustrações assinadas por Wil Catarina e o selo da editora Top Top Top Editora de Chris Fuscaldo. 

Demonstrando o seu compromisso inabalável com o incentivo aos escritores e à difusão da boa literatura, a chegada da Presidente Matilde Slaibi Conti à Livraria Blooks foi um dos momentos mais festejados da noite. Sua capacidade de transitar entre os principais eventos culturais da cidade com o mesmo sorriso, carisma e elegância é motivo de orgulho para todos nós. Ao abraçar os autores e parabenizá-los pelo novo rebento literário, Matilde não apenas honrou o convite, mas chancelou o lançamento com o prestígio e a nobreza de espírito que lhe são tão característicos, transformando o ambiente em um espaço ainda mais acolhedor e distinto.

A obra "Poetando" destaca-se no mercado editorial por sua sensibilidade ímpar, unindo a força das palavras de Chris Fernandes e Luiz Barros ao traço artístico e sofisticado de Wil Catarina. Durante o evento, os autores autografaram exemplares e receberam o carinho do público em meio a brindes e conversas animadas sobre o futuro da poesia. 

O duplo roteiro cultural lindamente cumprido por nossa querida Presidente Matilde Slaibi Conti nesta memorável sexta-feira reflete o pulsar vibrante da cultura carioca, que se mantém forte, unida e grandiosa através do encontro de corações dedicados ao infinito universo das palavras.

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional

Editor do Focus Portal Cultural














MÁRCIA PESSANHA ESCREVEU: “MINHAS PALAVRAS CAMINHANTES AO ENCONTRO DE EUCLIDES DA CUNHA: UM LEGADO VIVO NA CULTURA BRASILEIRA DE ALBERTO ARAÚJO”


Em nosso percurso de contínua aprendizagem “somos eternos aprendizes,” pois as boas leituras que fazemos ao longo de nossas vidas enriquecem nosso acervo cognitivo e nos encorajam a escrever sobre o que sentimos, estudamos e pesquisamos. Neste sentido, antes de entrar em Os Sertões de Euclides da Cunha, cito outro escritor também envolvido com esta temática - Guimarães Rosa, que nos diz em sua monumental obra “Grande Sertão Veredas”: “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.”

Assim, movido pela inquietude e “coragem de criar” segundo Rollo May, o acadêmico, jornalista e diretor do Focus Portal Cultural Alberto Araújo nos convida para uma caminhada ensaística pela vida e obra de Euclides da Cunha. Neste caminhar cuidadoso, imerso em suas opiniões, estudo crítico e considerações, Alberto pontua os principais eixos da obra euclidiana, compartilhados com outros escritores, pesquisadores, que também já se embrenharam pelas veredas dos sertões, encontrando clareiras referenciais, onde puderam abastecer seus conhecimentos e continuar a caminhada cognitiva. E mais uma vez vale o diálogo com Guimarães Rosa de que “o real não está no início, nem no fim, ele se mostra pra gente é no meio da travessia.

Por isso é importante investir na travessia, que retroalimenta a percepção do que nos cerca, partindo do que já foi visto, apresentado por outros e continuar em busca de outros atalhos, com a inquietude e coragem criativa. Daí, Alberto seguir o caminho da escrita do gênero ensaio, que se define como um texto opinativo e reflexivo, que explora um tema, a partir da perspectiva do autor, combinando análise, argumentação e subjetividade. 

Desse modo, Alberto fez uma travessia na vida e obra do autor em pauta, com o título de “ Euclides da Cunha: um legado vivo na cultura brasileira ”em que expôs dados de sua pesquisa, ressaltando características da escrita euclidiana, de sua importância em estudos das disciplinas : literatura, sociologia, geografia, história, antropologia, meio ambiente, ou seja sua dimensão interdisciplinar. Entrelaçou ciência com literatura, produzindo uma obra híbrida.

Do ponto de vista do conteúdo, enredo de Os Sertões, e do perfil biográfico de Euclides da Cunha, Alberto Araújo já nos apresentou como atento caminhante no ato de escrever, no desenvolvimento de seu ensaio e a acadêmica Gilda Uzeda elogiou o trabalho e fez elucidativo comentário sobre o tema. E quem quiser saber mais e se aprofundar no assunto leia o ensaio de Alberto “ com olhos de lince” como ele costuma dizer...

E dentro desta travessia, da leitura do texto de Alberto, repito as palavras do já citado escritor Guimarães Rosa : “ Mire e veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas -mas que elas vão sempre mudando. Afinam-se ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou.” 

Alberto, que os ensinamentos da vida sejam e continuem afinados com seu viver, que sua escrita seja reveladora de seus próprios pensamentos, pois a travessia continua... continua... 

Professora Doutora Márcia Pessanha – Presidente da Academia Fluminense de Letras

Niterói, 22 de maio de 2026

 

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A TRAVESSIA COMPARTILHADA: UMA RESPOSTA À PRESIDENTE MÁRCIA PESSANHA

 

Escrever é, por excelência, um ato de solidão que só se completa no encontro com o outro. Quando essa resposta vem da sensibilidade e da erudição da Professora Doutora Márcia Pessanha, nossa estimada Presidente da Academia Fluminense de Letras, o ensaio original sobre Euclides da Cunha deixa de ser um ponto final e torna-se, verdadeiramente, uma travessia compartilhada. 

Recebo suas palavras não apenas como um afago generoso ao meu espírito de eterno aprendiz, mas como uma bússola que me guia pelas veredas que decidi trilhar. Ao resgatar Guimarães Rosa para dialogar com o meu olhar sobre Euclides, Márcia Pessanha tocou no cerne do fazer literário: a coragem. É preciso coragem para mergulhar na densidade de Os Sertões, uma obra cuja hibridez entre a ciência e a literatura ainda hoje desafia nossas fronteiras cognitivas e interdisciplinares. 

Agradeço imensamente a leitura atenta e as ponderações da Presidente, bem como o comentário elucidativo da querida acadêmica Gilda Uzeda. Saber que o ensaio despertou esse eco demonstra que Euclides da Cunha permanece como um legado vivo, um espelho incômodo e necessário para a compreensão do Brasil profundo. 

Se o real, como bem lembrou a Presidente através de Rosa, "se mostra pra gente é no meio da travessia", sinto-me revigorado para continuar marchando. O ensaio, com sua carga de subjetividade e argumentação, foi apenas um atalho. A caminhada pela cultura, pelo jornalismo e pela pesquisa ganha um novo fôlego quando validada por quem compreende que a vida e a escrita exige afinação constante. 

Minhas palavras caminham agora mais enriquecidas. Sigamos, portanto, com os "olhos de lince" aguçados e o coração aberto para as mudanças que o mundo nos impõe, sabendo que, na literatura como na vida, o mais bonito é que ainda não fomos terminados. A travessia continua, de fato, e é uma honra trilhá-la ao lado de mentes tão brilhantes.


Alberto Araújo

Jornalista, Escritor

Diretor do Focus Portal Cultural





UNIÃO DE CULTURAS E EMOÇÕES: NÚCLEO DA REDE SEM FRONTEIRAS NO RIO CELEBRA OS LAÇOS ENTRE PORTUGAL, BRASIL E AS MÃES EM TARDE EMOCIONANTE NO RIO

 


INFORMATIVO DO ELOS INTERNACIONAL

Niterói, 22 de maio de 2026. Na tarde de sexta-feira, as linhas invisíveis da arte, da história e do afeto uniram, mais uma vez, as nações irmãs de Portugal e do Brasil em uma celebração memorável. Realizado no acolhedor e prestigiado espaço da Igreja Presbiteriana de Botafogo, na Zona Sul carioca, o evento promovido pelo Núcleo Regional no Rio da prestigiada Rede Sem Fronteiras consagrou-se como um marco de exaltação à literatura, à música e aos laços afetivos intercontinentais. Sob a condução cuidadosa da Presidente do Núcleo, Angela Guerra, a celebração reuniu acadêmicos, intelectuais e amantes da cultura em uma atmosfera de profundo respeito e sensibilidade. 

O ponto alto da solenidade residiu no entrelaçamento de homenagens preparadas com extremo esmero. A pátria portuguesa foi calorosamente reverenciada em um momento de raro brilho conduzido pela ilustre acadêmica Idalina Andrade Gonçalves. Com palavras tocantes e absoluto rigor poético, Idalina resgatou a herança lusitana que pulsa na identidade brasileira, despertando no público presente um sentimento de terna nostalgia e mútua admiração. Essa consagração mútua entre Portugal e Brasil ecoou no salão como um lembrete da atemporalidade da nossa língua partilhada e das tradições que se renovam através das gerações. 

É imperativo sublinhar e celebrar, com máxima distinção, a presença magnífica de nossa Presidente e Elista-mor, Matilde Carone Slaibi Conti. Com sua aura de inabalável dedicação e elegância intelectual, Matilde prestigia, enobrece e coroa cada manifestação cultural realizada no universo cultural. Sua presença contínua, entusiasmada e fiel em todos os eventos não se traduz apenas como um ato de liderança oficial, mas ergue-se como um verdadeiro baluarte de inspiração para toda a comunidade acadêmica. Onde pulsa a arte, a poesia e o saber, ali está Matilde Slaibi Conti, chancelando com seu carisma, generosidade e nobreza de espírito as mais belas páginas da nossa história cultural, transformando cada simples encontro em um acontecimento de máxima relevância e dignidade. 

A tarde ganhou contornos de pura magia com o aguardado Momento Musical, protagonizado pela própria presidente do Núcleo, Angela Guerra. Dotada de uma sensibilidade vocal impressionante e profundo domínio de palco, Angela transportou os presentes diretamente para as ruelas históricas de Lisboa ao interpretar clássicos imortais do cancioneiro português. O público foi embalado por execuções viscerais que arrancaram aplausos calorosos e uníssonos. 

O repertório, escolhido a dedo, evocou a mais profunda alma lusitana através de canções consagradas: “De quem eu gosto, nem as paredes confesso”, uma interpretação carregada do clássico mistério e melancolia fadista; “Lisboa, velha cidade”, um tributo nostálgico, lírico e comovente à capital portuguesa e seus encantos seculares; “Uma Casa Portuguesa” que celebrou com alegria a hospitalidade, a simplicidade e o aconchego típicos do povo irmão.

Na sequência, aproveitando a atmosfera de terna sensibilidade que se instalou no recinto, e em justa alusão ao mês de maio, foi prestada uma emocionante homenagem às mães. O tributo uniu o Momento Poesia a mensagens de admiração, celebrando a figura materna como o pilar da vida e o primeiro elo de transmissão dos valores culturais mais nobres.

O encerramento do encontro deu-se com o tradicional Coquetel dos Aniversariantes, um caloroso brinde à vida e à convivência fraterna que tanto caracteriza o espírito da Rede Sem Fronteiras. Entre conversas amigáveis, abraços e o sentimento de absoluto sucesso, os convidados celebraram uma tarde que uniu o rigor acadêmico ao calor dos corações, sob a liderança firme, apaixonada e exemplar de suas grandes mentoras.

© Alberto Araújo

Diretor Cultural do Elos Internacional














MARCELO MORAES CAETANO E A PALESTRA “LÍNGUA PORTUGUESA DO BRASIL: PASSADO E PRESENTE A EXPLICAR A NOSSA (MULTI)CULTURA”


Convite para decifrar o Brasil na Academia Brasileira de Letras 

Imagine cruzar a barreira do tempo, partindo do ano 218 antes de Cristo até desaguar no caótico e fascinante Brasil do século XXI, guiado por uma das mentes mais brilhantes da nossa época. É essa a experiência que está prestes a acontecer no coração cultural do país. 

No próximo dia 28 de maio, quinta-feira, às 17h30min, o Salão da Academia Brasileira de Letras (ABL) transforma-se no ponto de encontro para quem deseja compreender as vísceras da nossa identidade, através da palestra “Língua Portuguesa do Brasil: passado e presente a explicar a nossa (multi)cultura”. 

O evento, que integra a consagrada programação do “Quinta é Cultura” sob a prestigiada coordenação do Acadêmico Antonio Carlos Secchin, traz ao palco o escritor, filólogo e polímata Marcelo Moraes Caetano. Não se trata de uma mera formalidade acadêmica, mas de um chamado à reflexão sobre como a língua que falamos e escrevemos moldou a nossa formação antropológica multicultural. 

Além de testemunhar uma conferência que promete ser histórica, o público participará do lançamento oficial e da sessão de autógrafos do mais novo rebento literário de Marcelo: o livro “Língua Portuguesa: geo-história filológica do latim ao presente”. Será uma oportunidade singular de obter a assinatura do autor, dialogar com palestrantes e intelectuais presentes e vivenciar a efervescência da inteligência nacional dentro da própria ABL. 

Para compreender o peso desse acontecimento, é preciso descer às fundações do idioma que nos une e, muitas vezes, nos tensiona. A língua falada no Brasil está longe de ser um monumento estático herdado de além-mar; ela é um território de disputas, sincretismos, rasgos e costuras de múltiplos povos. 

Na obra que será lançada, um vigoroso volume de 222 páginas de texto fluído e rigor científico, Marcelo Moraes Caetano realiza uma verdadeira autópsia no tempo. Ele investiga a deriva da língua portuguesa desde o ano de 218 a.C. quando o latim vulgar fincou suas primeiras raízes na Península Ibérica com a expansão romana, caminhando passo a passo até as manifestações contemporâneas do nosso falar. É uma geo-história filológica que desvenda as engrenagens do sincretismo que transformou o português europeu em um idioma antropologicamente multicultural ao tocar o solo americano. 

O prestígio da publicação é referendado pela elite da filologia nacional. O livro traz em si as bênçãos das maiores autoridades vivas da língua: o prefácio é assinado pelo iminente Acadêmico Evanildo Bechara, enquanto o texto de orelha foi confiado ao também Acadêmico e filólogo Ricardo Cavaliere. Ambos os mestres, imortais da Academia Brasileira de Letras, dividem também com Marcelo o assento e a confraria na Academia Brasileira de Filologia, chancelando a envergadura científica e a importância histórica deste lançamento. 

A lente jornalística e filológica de Marcelo Moraes Caetano recusa o academicismo engessado e purista. Para o autor, a palavra escrita ou falada é a própria carne da história e das tensões sociais. Como o próprio escritor destaca: 

"Os pesquisadores de linguagem e língua se deparam com algumas das mais importantes questões que atravessam as sociedades in suas imensas e dinâmicas trilhas. Afinal, história, antropologia e geografia, para citar três ciências humanas, sociais e/ou políticas, são conduzidas intrinsecamente a partir de teias de vozes e de discursos que estão em constante luta de classes, criando a materialidade dialética multicultural."

Sob este prisma, o português do Brasil se revela como uma vibrante costura onde vozes indígenas, africanas e de tantas correntes migratórias guerrearam e se amalgamaram ao tronco latino, erguendo a arquitetura da nossa sociedade. 

MARCELO MORAES CAETANO, UM RENACOCENTISTA NO SÉCULO XXI 

Falar sobre o palestrante e autor da noite exige ir além dos títulos tradicionais. Marcelo Moraes Caetano evoca a presença dos grandes sábios da Renascença, personalidades qual a curiosidade intelectual e capacidade artística recusavam as amarras de uma única especialização, transitando com igual genialidade pelas letras, pelas ciências humanas e pela música universal. 

Doutor em Estudos de Linguagem pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Marcelo atua como professor associado de Língua Portuguesa e Filologia Românica na mesma universidade, onde também exerce a liderança à frente do tradicional e respeitado Centro Filológico Clóvis Monteiro. Sua inteligência, contudo, há muito tempo ganhou contornos globais.

Como tese de seu pós-doutorado em Cultura Brasileira pela renomada Universidade de Copenhague, na Dinamarca, onde atua orgulhosamente como professor convidado desde o ano de 2018, ele publicou a festejada obra “Platão e Aristóteles na terra do sol” (editada pela Caburé, em Buenos Aires), um instigante ensaio que costura a filosofia grega clássica às luzes e aos paradoxos do cenário brasileiro. 

Sua disciplina criativa impressiona: Marcelo é autor de mais de 60 livros publicados no Brasil e no exterior. Essa vasta produção literária e ensaística foi reconhecida com láureas de peso internacional, concedidas por organizações máximas como a ONU e a UNESCO. No front nacional, o escritor acumula distinções outorgadas pela própria Academia Brasileira de Letras, além dos cobiçados prêmios Paulo Henriques Brito e Claudio de Sousa, complementados pela condecoração europeia Médaille de Vermeil. 

Esse estofo intelectual o transformou em presença central de algumas das agremiações e arcádias mais importantes do país, sendo membro efetivo da Academia Fluminense de Letras, da Academia Brasileira de Filologia e do PEN Clube do Brasil, uma rede global de escritores dedicada à defesa da livre expressão e da literatura como ferramenta de união entre os povos.

Se a prosa de Marcelo possui uma cadência quase melódica, a explicação reside em suas mãos. Ele é um talentoso pianista clássico, tendo conquistado prêmios em exigentes concursos internacionais de piano em capitais de imensa tradição artística, como São Paulo, Córdoba, Paris e Viena. A mesma precisão exigida pelas partituras traduz-se em sua capacidade filológica. 

Para além disso, sua mente opera em uma frequência poliglota rara. Marcelo realiza traduções fluentes de idiomas como o inglês, o francês, o espanhol, o italiano e o alemão, além de dominar com maestria as complexas estruturas filológicas do russo, do mandarim e do sânscrito. É este oceano de referências que o público terá à disposição no dia 28 de maio.

A palestra de Marcelo Moraes Caetano insere-se em um esforço contínuo da ABL de oxigenar o debate público. Sob a batuta de Antonio Carlos Secchin, as tardes de quinta-feira convertem-se em um fanal de resistência cultural e de pensamento crítico na cidade do Rio de Janeiro. 

GUIA PRÁTICO DO ENCONTRO

Palestra “Língua Portuguesa do Brasil: passado e presente a explicar a nossa (multi)cultura” e sessão de autógrafos do livro “Língua Portuguesa: geo-história filológica do latim ao presente” (222 páginas, com prefácio de Evanildo Bechara e orelha de Ricardo Cavaliere).

Palestrante e autor Marcelo Moraes Caetano.

Coordenação do Ciclo: Antonio Carlos Secchin.

Data: 28 de maio de 2026, quinta-feira, pontualmente às 17h30min.

Local: Academia Brasileira de Letras (ABL), Rio de Janeiro.   







BIODIVERSIDADE E LÍNGUA PORTUGUESA: UM PATRIMÔNIO VIVO

22 de maio celebramos o Dia Internacional da Biodiversidade, no entanto, não celebra apenas a riqueza natural do planeta. Ele também nos lembra de que a diversidade cultural e linguística é parte essencial desse patrimônio imaterial. A língua portuguesa, falada por mais de 260 milhões de pessoas em quatro continentes, é um exemplo vivo dessa conexão: une ecossistemas, tradições e culturas que, embora distantes, compartilham um mesmo idioma.

Mais do que um código de comunicação, o português é território de afeto e resistência. Ele se reinventa em cada país da lusofonia, misturando-se a línguas locais e criando novas sonoridades. Essa metamorfose mostra que o idioma não pertence a um centro único, mas a todos que o falam, escrevem e recriam.

A literatura é a bússola dessa travessia. Autores como Cecília Meireles, Guimarães Rosa e Clarice Lispector revelaram que a língua é rio profundo, silêncio revelado e música eterna. Hoje, novas vozes em Angola, Moçambique e Brasil continuam a expandir esse horizonte, transformando o português em ferramenta de identidade e libertação.

No século XXI, o desafio é preservar essa riqueza na era digital. A velocidade das redes sociais e a padronização algorítmica ameaçam a diversidade dos sotaques e o pensamento crítico. É nesse cenário que o jornalismo cultural ganha relevância: registrar não apenas fatos, mas também a evolução estética e linguística de uma sociedade.

Celebrar o português é celebrar a biodiversidade cultural. Cada variante regional guarda saberes ancestrais sobre ecossistemas e modos de vida. Proteger a língua significa, em última análise, proteger formas únicas de interpretar e cuidar do planeta.

O português é, essencialmente, uma língua de travessia. Nasceu do mar, alimentou-se das navegações e continua a navegar nas águas da globalização. Enquanto houver quem escreva uma frase e quem se emocione ao lê-la, o idioma seguirá sendo o horizonte onde todas as nossas asas se encontram.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural



CASA DO PROFESSOR RECEBE A ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS EM EVENTO DE CELEBRAÇÃO CULTURAL

 

No cenário cultural de Niterói, poucos encontros são tão potentes quanto aquele que une o rigor das letras à prática transformadora da educação. Foi sob essa tônica que a Casa do Professor, em Pendotiba, tornou-se palco de uma tarde de efervescência intelectual ao receber, no dia 21 de maio de 2026 em encontro no projeto "Chá da Tarde", uma comitiva da Academia Fluminense de Letras (AFL). O evento, mais do que uma agenda social, consolidou-se como um momento de diálogo entre duas instituições que, ao longo das décadas, têm servido como resguardadoras da memória e do desenvolvimento social fluminense. 

A recepção foi conduzida pelo professor Raimundo Nery Stelling Júnior, presidente da UPPES (União dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro-Sindicato). Em um gesto que alia a sofisticação da fidalguia à sobriedade que exige a condução de uma instituição octogenária, Stelling transformou a solenidade em um ambiente de hospitalidade rara. Ao celebrar 80 anos de uma trajetória marcada por lutas sindicais e conquistas pedagógicas, a UPPES demonstrou, sob a batuta de seu presidente, que a gestão educacional também se nutre da sensibilidade artística e do intercâmbio com o pensamento acadêmico. 

A abertura do encontro foi marcada por um gesto de gratidão e reconhecimento. A professora Márcia Pessanha, representando a Academia Fluminense de Letras, procedeu à entrega de uma Moção ao presidente da UPPES. O documento, mais do que uma formalidade, ecoa o respeito da classe acadêmica pela trajetória de vida do professor Stelling, qual a carreira é indissociável da defesa intransigente da educação pública e de qualidade. 

O ambiente, impregnado de história, serviu de palco para que memórias fossem resgatadas. O acadêmico Erthal Rocha, com a precisão de quem conhece a genealogia das instituições, relembrou a contribuição histórica de Alberto Francisco Torres, seu antecessor na Cadeira da AFL, para a edificação da sede oficial da UPPES, um elo de geração e tijolos que une as duas casas. Em um momento de profunda delicadeza, a acadêmica Regina Coeli Silveira e Silva rendeu tributo aos professores na pessoa da colega Eneida Fortuna Barros, símbolo da resiliência e da vocação docente. 

Se as palavras guiaram a primeira parte do encontro, a música foi a encarregada de elevar o espírito. O ápice do evento ocorreu com a apresentação de um grupo de gaita de fole, vinculado a um projeto educacional de inclusão que atende jovens em São Gonçalo. 

O som ancestral das gaitas, reverberando entre as paredes da Casa do Professor, transportou os presentes para as charnecas da Escócia e da Irlanda. Os músicos, trajando os tradicionais kilts com elegância e orgulho, ofereceram uma performance que uniu impacto estético e precisão técnica.

É importante notar que Niterói detém uma tradição notável no ensino desse instrumento, sendo a Brazilian Piper (Associação de Músicos Brasil-Escócia) a maior referência local. Nascida sob a égide do Instituto Vieira Brum e idealizada pelo maestro J. Paulo, a associação elevou a gaita de fole a um patamar de projeção internacional a partir de solo niteroiense, demonstrando que a cultura, quando bem semeada, rompe qualquer fronteira geográfica. 

Ao tomar a palavra para agradecer a Moção e a visita da AFL, o professor Stelling traçou uma ponte entre o passado glorioso da UPPES e a sua atuação contemporânea. Ele detalhou os novos desdobramentos da entidade, que hoje se ramifica em projetos educacionais de vanguarda, reafirmando que o sindicato é, acima de tudo, um organismo vivo e em constante evolução. 

O sucesso da tarde também se deve à cautelosa coordenação da Casa do Professor, capitaneada pela coordenadora Adriana Moreno e sua equipe, que garantiram que cada detalhada da hospitalidade ao acolhimento dos convidados transcorresse com a harmonia que a ocasião exigia. 

A importância do evento foi confirmada por uma lista de convidados que representam a elite cultural de Niterói e do estado. Estiveram presentes, entre outros, Matilde Carone Slaibi Conti, presidente do Elos Internacional, do Cenáculo Fluminense de História e Letras, da Academia Brasileira Rotária de Letras (Estado do Rio) e do Núcleo da Rede Sem Fronteiras de Niterói; Leda Mendes Jorge, presidente da ANE; Antônio Machado, presidente da Sociedade Fluminense de Fotografia; e Jordão Pablo Pão, coordenador da Niterói Livros. 

O encontro encerrou-se sob a promessa de continuidade desta parceria. Quando a educação e as letras se encontram em um clima de confraternização e respeito mútuo, a sociedade fluminense ganha um reforço inestimável: o da memória, da arte e da esperança, elementos fundamentais para o fortalecimento da nossa identidade. 

Este encontro reafirma a UPPES e a AFL não como torres de marfim isoladas, mas como instituições pulsantes, fundamentais para a coesão social e a preservação do legado intelectual que define o povo fluminense.


Créditos das Fotos:  © Christiane Victer 

Editorial

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

21 de maio de 2026.





















FELIZ ANIVERSÁRIO, LÚCIA MOTTA!

O tempo, esse mestre invisível que esculpe as nossas existências, tem uma maneira muito própria de consagrar os encontros verdadeiros. Há vidas que se cruzam de forma geométrica e fria, mas há outras que se enlaçam através da própria matéria de que é feita a arte. A sua presença em nossas vidas, Lúcia, pertence a essa segunda categoria, uma tessitura de sensibilidade, intelecto e luz que o tempo só faz refinar. Hoje, ao celebrarmos o seu aniversário, não fazemos apenas uma pausa no calendário; fazemos um brinde à permanência da beleza e do afeto em um mundo que tanto precisa deles. 

Nossa memória afetiva guarda com precisão o cenário onde essa história começou: o palco vibrante do Centro Cultural Maria Sabina, sob a condução eterna e generosa da nossa saudosa Neide Barros Rego. Ali, entre o magnetismo das apresentações e o pulsar da criação artística, fomos arrebatados pela sua energia. Ver você em cena era compreender, na prática, que a arte não é um adorno, mas uma forma de traduzir a alma. Desde aqueles dias inaugurais no palco do Centro Cultural, os laços que nos uniram estreitaram-se de forma irreversível. O que nasceu sob a égide da admiração mútua transformou-se em uma amizade profunda, dessas que se alimentam do respeito intelectual e do carinho mais sincero.

Sua digníssima ocupação na Classe de Belas Artes é a moldura perfeita para quem você é. Afinal, as Belas Artes em você não são um título acadêmico ou um conceito estático; são a sua própria assinatura cotidiana. Você personifica uma intelectualidade rara, daquelas que não se isolam em torres de marfim, mas que se comunicam através de uma alegria contagiante e de uma doçura que desarma qualquer rigidez. É fascinante notar como a sua erudição caminha de mãos dadas com o seu sorriso largo, provando que a profundidade do pensamento pode e deve ser acompanhada pela leveza do espírito. Você é, genuinamente, uma pessoa adorável. 

Essa sua vibração luminosa e alegre estende-se para além dos salões físicos e alcança a nossa convivência diária apesar da distância de territórios. No microcosmo do nosso grupo de WhatsApp, a sua presença é uma luz de calor humano. Em meio ao fluxo rápido de informações da vida moderna, ver as suas manifestações e o seu constante apoio às nossas publicações, sempre que o tempo lhe permite, é um lembrete constante de sua generosidade. Você humaniza as telas frias com o seu olhar atento e as suas palavras de incentivo, demonstrando que a verdadeira cumplicidade intelectual ignora distâncias. 

Por tudo isso, este texto recusa o papel de uma felicitação comum. Ele é um manifesto de gratidão e carinho. Obrigado, Lúcia, por sua fidelidade aos nossos laços, por sua dedicação à cultura e por nos dar o privilégio de partilhar da sua caminhada. Sua amizade é uma herança viva daquele Centro Cultural que nos uniu e que continua a frutificar no presente.

Que este novo ciclo que hoje se descortina traga saúde plena, inspiração inabalável e a continuidade dessa alegria que nos contagia. Que a sua "Cadeira 04" da Academia Fluminense de Letras e os seus dias continuem sendo iluminados pela poesia e pelas cores das Belas Artes. 

Com profunda admiração, respeito e todo o carinho do mundo, 

Feliz Aniversário! 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 


Carla Camuratti, Lucia Motta, Alberto Araújo


quinta-feira, 21 de maio de 2026

ORQUESTRA DA GROTA APRESENTA ‘GRANDES COMPOSITORES’ EM NITERÓI

Espetáculo reúne Telemann, Grieg, Mendelssohn, Mozart e Nepomuceno, com obras ligadas ao universo lúdico e à tradição sinfônica. 

A Orquestra da Grota realiza, no dia 26 de maio, às 19h, um concerto da série “Grandes Compositores”, na Sala Nelson Pereira dos Santos, em Niterói. A apresentação reúne obras de diferentes períodos e estilos, transitando entre o repertório clássico europeu e composições que dialogam com o imaginário e a formação musical. 

O programa inclui a Suite Dom Quixote, de Georg Philipp Telemann, que retrata em música episódios da obra literária de Miguel de Cervantes; as Two Elegiac Melodies, de Edvard Grieg, marcadas por lirismo e atmosfera introspectiva; e a Sinfonia nº 10 em si menor, de Felix Mendelssohn, escrita ainda na juventude do autor.

O repertório também contempla a Sinfonia dos Brinquedos, tradicionalmente atribuída a Leopold Mozart, que incorpora efeitos sonoros inspirados no universo infantil, e a Serenata para Cordas, de Alberto Nepomuceno, uma das referências da música de concerto no Brasil. 

A proposta do espetáculo é aproximar o público de diferentes narrativas musicais, explorando contrastes entre fantasia, memória e elementos lúdicos, ao mesmo tempo em que valoriza a formação de jovens músicos em repertório orquestral. 

A Sala Nelson Pereira dos Santos fica na Av. Visconde do Rio Branco, 800 – São Domingos – Niterói. 

Mantida pelo Espaço Cultural da Grota, a Orquestra da Grota integra um projeto social com mais de três décadas de atuação em Niterói. A iniciativa atende cerca de mil alunos por ano, oferecendo formação gratuita em música e outras atividades educacionais, com impacto direto na inclusão social e no acesso à cultura.

 

SERVIÇO

Orquestra da Grota – Grandes Compositores

Data: 26 de maio de 2026, terça-feira

Horário: 19h

Local: Sala Nelson Pereira dos Santos

Duração: 60 minutos

Classificação: Livre

Ingressos: Site feverup - R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia)

Assessoria de imprensa

Paulo Marcio Vaz / Papel Cultural Comunicação