segunda-feira, 18 de maio de 2026

LIVE “VERSO E REVERSO” — UM BATE-PAPO COM ZÉLIA GUERRA SOBRE CULTURA E ARTE


No próximo dia 22 de maio de 2026, sexta-feira, às 20h, o canal Verso e Reverso, no YouTube, apresenta uma conversa especial com Zélia Guerra, editora e escritora, que desta vez será a entrevistada. Durante a live, Zélia falará sobre sua trajetória no mundo literário de escritora a editora em um diálogo conduzido por Luciano Arruda, poeta e escritor.

A transmissão será ao vivo pelo canal Verso e Reverso.

Acesse o link: Live no YouTube:

https://www.youtube.com/live/dkFKCRjlur4 

Uma oportunidade imperdível para quem aprecia literatura, cultura e arte! 




 

MUSEU DO JARDIM BOTÂNICO ESTREIA EXPOSIÇÃO DE FLAVIA DAUDT SOBRE CERRADO BRASILEIRO

Mostra Ser(tão): Imersão no Cerrado convida o público a percorrer poeticamente um dos biomas mais biodiversos  e ameaçados do país. 

Rio de Janeiro, maio de 2026. Um percurso sensorial e poético pelo Cerrado brasileiro por meio da arte contemporânea. É o que propõe a exposição “Ser(tão): Imersão no Cerrado", que o Museu do Jardim Botânico inaugura no próximo dia 23. Com obras inéditas da artista visual Flavia Daudt, a mostra ocupa diferentes espaços do museu e articula fotocolagem, instalação e arte sonora para refletir sobre a riqueza ecológica e a vulnerabilidade do segundo maior bioma do país. A entrada é gratuita. 

Ao receber a exposição, o Museu do Jardim Botânico reforça seu compromisso em aproximar arte, ciência e biodiversidade, promovendo experiências que convidam o público a refletir sobre o Cerrado e os desafios relacionados à sua conservação. Ocupando cerca de um quarto do território nacional e responsável por importantes nascentes hidrográficas, o Cerrado é um dos biomas mais ameaçados pelo avanço do desmatamento e da expansão agropecuária. 

A partir de pesquisas e viagens realizadas desde 2021, Flavia Daudt e Ana Paula Freitas Valle desenvolveram trabalhos inspirados nas paisagens, espécies e comunidades do Cerrado. Para a exposição no Museu do Jardim Botânico, foi concebido um percurso dividido em três ambientes, associados simbolicamente à terra, à água e ao ar. 

Logo na entrada, o público encontra a instalação “Um Cerrado Assim”, idealizada por Ana Paula Freitas Valle, composta por grandes fotocolagens de autoria de Flavia Daudt, impressas em seda e organza, em grandes dimensões de até quase três metros de altura. As obras recriam poeticamente as paisagens e belezas naturais do bioma. O espaço também apresenta esculturas inspiradas em cupinzeiros produzidas pelo artista convidado Willy Reuter, que ampliam a sensação de imersão na paisagem retratada. 

Outro destaque da mostra é “Terra que Guarda”, instalação de 8 metros de altura que ocupa a escada principal do museu com a imagem monumental de uma árvore e suas raízes bordadas pela artista convidada Mirele Volkart. A obra desce do pé-direito até o térreo do museu e é complementada por uma arte sonora com o barulho das águas, assinada por Joe Stevens. 

No primeiro pavimento, a exposição homenageia o joão-de-pau, ave presente no Cerrado brasileiro, com um grande ninho de madeira imersivo, produzido com galhos de poda sustentável das árvores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, pelo artista convidado Ricardo Siri. Na parede, além de uma fotocolagem de autoria de Flavia Daudt, um grande painel com aves do bioma, desenvolvido pelo ornitólogo Luciano Lima, apresenta o canto de diferentes espécies.

“A arte tem um papel fundamental na divulgação científica porque consegue criar conexões emocionais e sensoriais com temas que, muitas vezes, chegam ao público apenas por dados e estatísticas. No Museu do Jardim Botânico, acreditamos nessa aproximação entre conhecimento científico e experiência artística como uma forma de despertar interesse, sensibilizar os visitantes e ampliar o debate sobre a urgência da conservação da biodiversidade”, afirma Grazielle Giacomo, Gerente Técnica no Museu do Jardim Botânico. 

O Museu do Jardim Botânico conta com patrocínio master da Shell Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A gestão é do idg - Instituto de Desenvolvimento e Gestão. Inaugurado em março de 2024, o Museu apresenta ao público, por meio de exposições, conteúdos interativos e programação educativa e cultural, o trabalho pioneiro do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro na pesquisa e conservação da flora brasileira.

SER(TÃO): IMERSÃO NO CERRADO

Museu do Jardim Botânico

Abertura: 23 de maio de 2026,terça-feira.

Visitação: quinta a terça-feira, das 10h às 18h (última entrada às 17h)

Entrada gratuita

SOBRE O IDG 

Há 25 anos, o idg atua na gestão e desenvolvimento de projetos culturais, ambientais e educacionais. Une conhecimento, inovação, criatividade e ousadia para dar vida a ideias e contar histórias que provocam reflexões e criam experiências. 

Guiado pelo propósito de esperançar futuros possíveis, implementou e gere o Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro; o Museu das Favelas e o programa CultSP PRO, em São Paulo; o Paço do Frevo, no Recife; e o Museu das Amazônias, em Belém. Também é gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro.

© Alberto Araújo

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domingo, 17 de maio de 2026

ORGULHO E EXCELÊNCIA: ELOS INTERNACIONAL CELEBRA OS PROFESSORES YARA E EDIVAL DAN NA UFRRJ

A educação pública de qualidade é a força motriz que move o futuro do nosso país, e quando esse caminho é conduzido por lideranças de excelência, o resultado é a consagração do saber. É com esse sentimento de profundo orgulho e admiração que o Elos Internacional, por intermédio de sua presidente, Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, une-se a todos os companheiros elistas para manifestar os mais efusivos parabéns aos diletos companheiros Yara e Edival Dan. 

Membros de destaque do Elos Clube Cidade Maravilhosa, brilhantemente presidido por Ana Paula Aguiar, o casal de professores Edival e Yara simboliza a essência dos valores elísticos: o servir, a difusão da cultura e o compromisso inabalável com o desenvolvimento humano. No último dia 16 de maio de 2026, no histórico Auditório Gustavo Dutra, no campus da UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro em Seropédica, a projeção e a relevância desses dois grandes intelectuais ganharam ainda mais brilho durante a emocionante cerimônia de colação de grau dos cursos de Administração e Turismo do CEDERJ/UAB. 

Como coordenador do curso de Administração, o professor Edival Dan tocou os corações dos 159 formandos, sendo 142 de Administração e 17 de Turismo ao evocar a máxima de Umberto Eco: "A busca do conhecimento é a busca da felicidade". Uma reflexão cirúrgica e inspiradora que coroa o fechamento de um ciclo e abre portas para o porvir de novos administradores e turismólogos.

Ao seu lado, a professora Yara Dan, atuando com a elegância de sempre como representante do corpo docente, reiterou a força e a dedicação da academia na formação de cidadãos preparados para os desafios contemporâneos. 

Para a Dra. Matilde Carone Slaibi Conti e para toda a comunidade elista, ver o nome do Elos Internacional tão bem representado na estrutura de uma universidade federal, em um consórcio de tamanha relevância como o CEDERJ, é motivo de júbilo. Os professores Yara e Edival Dan não apenas ensinam; eles transformam realidades e projetam a nossa instituição institucionalmente através do saber. 

Aos nossos queridos elistas, o abraço fraterno e os aplausos de pé de todos os seus companheiros. Que sua jornada na UFRRJ continue a iluminar mentes e a honrar o movimento elista com a mesma nobreza de propósito que testemunhamos nesta histórica celebração!


Matilde Carone Slaibi Conti

Presidente do Elos Internacional






MAIO É O MÊS DO SERVIÇO À JUVENTUDE NO ROTARY!

 

Em sua coluna mensal para a Revista Rotary, o Presidente do Rotary International, Francesco Arezzo, analisa de perto como o trabalho do Rotary ajuda os jovens a desenvolverem habilidades de liderança, expandirem a compreensão global e descobrirem o impacto que podem causar por meio do servir.

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É inspirador ver o Rotary International manter seu compromisso inabalável com o futuro, dedicando um mês inteiro para destacar o serviço à juventude. O artigo do Presidente Francesco Arezzo é cirúrgico e essencial: investir nos jovens não é apenas um ato de generosidade, mas uma estratégia vital para construir um mundo mais justo, empático e conectado. Ao capacitar a nova geração com liderança, visão global e o propósito do voluntariado, o Rotary não está apenas mudando vidas individualmente, mas moldando os líderes humanitários de amanhã. Um trabalho brilhante que merece todo o nosso reconhecimento e aplauso! 

© Alberto Araújo

Leia a revista Rotary de maio no link:

https://issuu.com/revistarotarybrasil/docs/rotary_brasil_-_maio_2026




A ENGRENAGEM DO MUNDO: COMO UM ELEMENTO MAQUINÁRIO MOLDOU O VOLUNTARIADO GLOBAL - A FORÇA GLOBAL DO ROTARY E O CORAÇÃO SOLIDÁRIO DE NITERÓI - CRÔNICA HISTÓRICO-JORNALÍSTICA: © ALBERTO ARAÚJO

Se você olhar de perto o pin na lapela de um rotariano, verá mais do que um símbolo amarelo. Verá uma máquina do tempo. A roda do Rotary International não nasceu pronta em uma prancheta de design moderno; ela foi forjada ao longo de duas décadas por meio de debates, poeira de estrada e uma pitada de física mecânica. 

Tudo começou em Chicago. Paul Harris fundou o clube em 1905, mas faltava uma identidade visual. Ele passou a missão para o sócio número 53, Montague M. Bear, um gravador cuja mente foi buscar inspiração no Velho Oeste americano. Bear lembrou-se das icônicas carroças da Wells Fargo & Company que cruzavam os EUA. Para ele, aquelas rodas representavam "civilização e movimento". Seu primeiro desenho foi uma roda de carroça com 13 raios.

Para dar ideia de velocidade, Bear desenhou nuvens de poeira ao redor da roda. A solução gerou piada: os membros mais atentos à física reclamaram que a poeira parecia estar sendo jogada para a frente e para trás ao mesmo tempo, desafiando a gravidade! Para salvar o design, Bear colocou uma fita escrita "Rotary Club" por cima das nuvens. 

Conforme o Rotary crescia e cruzava fronteiras, a roda de carroça precisava virar algo mais forte. Em 1912, decidiu-se que o símbolo seria uma roda dentada (uma engrenagem), simbolizando a força industrial e o poder da união.

Mas houve um erro de planejamento: ninguém especificou quantos dentes ou raios a roda deveria ter. Resultado? Em 1918, cada clube no mundo usava uma engrenagem diferente. Era o caos visual.

Para unificar a marca, os engenheiros Charles Mackintosh e Oscar Bjorge entraram em cena em 1920. Eles limparam o design e criaram uma engrenagem robusta de 6 raios e 24 dentes. 

Parecia perfeito, até que um rotariano de Los Angeles, Will Forker, fez uma crítica cirúrgica: 

"Essa roda é inútil. Ela é mecânica, mas não tem como transmitir a força para o eixo central. Ela vai girar em falso." 

Para resolver isso, os designers abriram um rasgo no centro da roda: a chaveta (ou ranhura de chaveta). Esse pequeno corte na peça permitia que ela se acoplasse perfeitamente ao eixo. Naquele momento, o símbolo deixou de ser apenas um desenho e virou uma metáfora viva: a engrenagem só move o mundo se o indivíduo estiver conectado ao centro. Em 1924, o design final foi eternizado. 



O Significado Oculto

A Força Monocromática do Ouro 

A evolução visual recente do Rotary simplificou o emblema, banhando a engrenagem inteiramente em ouro. Essa escolha moderna elimina os excessos do passado para focar no essencial: a nobreza, a pureza e a legitimidade imutável dos propósitos rotarianos, brilhando de forma única no mundo digital.

Mais do que uma marca de identificação, a roda do Rotary é um manifesto visual. Ela lembra que, para mover o mundo em direção ao progresso e à paz, cada peça, cada um de nós, precisa estar engajada e conectada.

PAUL HARRIS 

Para entender a mente por trás do Rotary, precisamos olhar para a infância de Paul Harris. Embora tenha nascido em Wisconsin (1868), ele foi criado pelos avós em um vilarejo pacato em Vermont. Ali, cresceu cercado pelos valores da Nova Inglaterra: o senso de comunidade, o vizinho que ajuda o vizinho, a confiança cega no comerciante local e a conversa fiada na praça central. 

Quando se formou em Direito e, após rodar o mundo trabalhando como marinheiro, colhedor de frutas e ator, estabeleceu-se na efervescente e industrial Chicago de 1905, o choque foi brutal. 

Chicago era um colosso de aço, barulhento, individualista e muitas vezes corrupto. Harris sentia falta daquela atmosfera acolhedora da sua infância. Ele percebeu que a cidade estava cheia de profissionais bem-sucedidos, mas profundamente isolados em suas próprias ambições. 

No dia 23 de fevereiro de 1905, Paul Harris reuniu três amigos de negócios, um engenheiro de minas, um alfaiate e um comerciante de carvão, no escritório de um deles. A proposta era simples, mas revolucionária para a época: 

Por que não criamos um clube onde profissionais de diferentes ramos possam se reunir para recuperar o espírito de camaradagem das pequenas cidades?

Eles decidiram que as reuniões aconteceriam de forma rotativa, cada semana no escritório de um membro, o que acabou dando origem ao nome Rotary. 

A grande virada de chave na vida de Paul Harris e do próprio clube aconteceu quando ele percebeu que um grupo de amigos unidos pelo companheirismo tinha um poder econômico e intelectual gigantesco nas mãos. Rir e jantar juntos era ótimo, mas o clube precisava de um propósito maior para não estagnar. 

Foi então que Harris direcionou o Rotary para o serviço comunitário. O primeiro projeto público do clube foi humilde, mas simbólico: a instalação de banheiros públicos em Chicago. A partir dali, o foco mudou para sempre. O objetivo não era mais apenas o que os membros podiam ganhar com o clube, mas o que o clube podia devolver à sociedade.

Uma das características mais marcantes de Paul Harris era sua aversão ao estrelato. Quando o Rotary começou a se expandir internacionalmente, ele frequentemente recusava cargos de liderança perpétua. Ele preferia o título de "Presidente Emérito", deixando que novas mentes guiassem a engrenagem que ele havia colocado em movimento. 

Ele passou as décadas seguintes escrevendo, viajando pelo mundo para plantar novas sementes do Rotary e defendendo a paz mundial através da compreensão entre os povos. 

Quando faleceu, em 27 de janeiro de 1947, ele deixou um desejo explícito: em vez de flores em seu funeral, ele pediu que as pessoas fizessem doações para a Fundação Rotária. Esse pedido gerou uma onda global de contribuições que, até hoje, financia bolsas de estudo e a histórica campanha mundial de erradicação da poliomielite. 

Paul Harris provou que a nostalgia de um homem por conexões verdadeiras podia se transformar em uma rede global capaz de mover o mundo.

A engrenagem do Rotary é muito mais do que uma marca institucional; ela é a tradução visual de um movimento contínuo e dinâmico em prol da humanidade. Oficializado na década de 1920 para refletir a energia e a expansão global da organização, cada detalhe de seu design carrega uma filosofia prática de vida e serviço. 

Dos 24 dentes que nos lembram do compromisso ininterrupto em cada hora do dia, aos 6 raios que sustentam nossas áreas de foco, tudo converge para o centro. É ali, no rasgo de chaveta, que o símbolo ganha sua máxima potência: uma representação de que a força e a energia dos rotarianos só transformam a realidade quando estão perfeitamente conectadas e engajadas. Vestida com o azul da universalidade e o dourado da nobreza de nossos propósitos, a roda rotariana segue girando, impulsionada pelo voluntariado e pela liderança.

Para compreender a fundo a belíssima trajetória e o impacto global deste emblema, é possível ler a história completa no artigo oficial sobre A evolução do emblema rotário, publicado pelo Rotary International. 

O MUNDO GIRA ONDE A SOLIDARIEDADE CRIA RAÍZES: A FORÇA GLOBAL DO ROTARY E O CORAÇÃO SOLIDÁRIO DE NITERÓI 

O Rotary International é, por excelência, uma rede global de vizinhos, amigos e líderes comunitários que decidiram transformar boas intenções em ações concretas. Presente em mais de 200 países e regiões geométricas do planeta, a organização move uma engrenagem imensa de mais de 1,4 milhão de voluntários. É uma força humanitária que não conhece fronteiras: desde a histórica campanha mundial para a erradicação da poliomielite até projetos locais de saneamento, alfabetização e desenvolvimento econômico, o Rotary prova que o impacto global começa, invariavelmente, no solo de nossas próprias comunidades. 

Aqui em Niterói, essa potência internacional ganha contornos repletos de afeto, cultura e um profundo senso de pertencimento. Na cidade que abraça a Baía de Guanabara, o voluntariado rotariano não se limita a prestar assistência; ele promove a dignidade humana através da sensibilidade, do diálogo e do fortalecimento dos laços culturais locais. Cada clube da cidade atua como uma usina de transformação, liderada por presidentes que dedicam seu tempo e talento para fazer a diferença. 

No tradicional Rotary Club de Niterói, a presidente Ana Paula Aguiar conduz os trabalhos com o olhar voltado para a continuidade e o fortalecimento institucional. Sob sua liderança, o clube mantém viva a chama dos ideais rotarianos tradicionais, unindo os profissionais da cidade em torno de metas claras de desenvolvimento comunitário, com a elegância de quem entende que servir é, antes de tudo, uma honra cívica. 

No Rotary Club Niterói-Norte, a presidente Maria do Perpetuo Socorro Vasconcelos Cardoso imprime uma marca de acolhimento e forte engajamento social. Sua gestão destaca-se pela capacidade de identificar as demandas mais urgentes da comunidade e mobilizar a rede de parceiros para agir com rapidez e eficácia. É o voluntariado que enxerga o outro na sua totalidade, estendendo a mão para construir pontes onde antes existiam barreiras. 

A vibração da Praia de Icaraí e o dinamismo do bairro encontram eco nas ações do Rotary Club Icaraí, sob a liderança do presidente Carlos Alberto de Paula Chagas, o Carlinhos com colaboração ativa e dinâmica. Juntos, eles transformam o espírito do clube em um ponto de encontro entre o dinamismo urbano e as causas sociais. O clube se destaca pela capacidade de realizar ações que dialogam com a qualidade de vida, o meio ambiente e o incentivo às manifestações culturais que dão identidade ao coração de Icaraí. 

Olhando para o futuro e para as novas linguagens do voluntariado, o Rotary Club Niterói Novos Tempos, presidido por Angela Riccomi, traz o frescor da inovação. Com foco em projetos contemporâneos, a gestão de Angela busca conectar as novas gerações e as novas tecnologias às práticas solidárias tradicionais. É o Rotary se reinventando, mostrando que a sensibilidade e o amor ao próximo ganham novos formatos, mas mantêm a mesma essência transformadora de sempre.

Ver o mapa rotariano de Niterói é compreender que o voluntariado e a cultura caminham de mãos dadas. Cada um desses presidentes: Ana Paula, Maria do Socorro, Francisco de Paula e Angela Riccomi atua como uma chaveta essencial na engrenagem niteroiense. Eles conectam seus clubes ao eixo central do Rotary International, garantindo que a força da solidariedade global se converta, todos os dias, em melhorias reais para a população da nossa querida Niterói. 

Ao olharmos para o design atual do emblema hoje simplificado em uma tonalidade puramente dourada, adaptada ao minimalismo do século XXI, percebemos que a essência da engrenagem não mudou; ela apenas se despiu de excessos visuais. O ouro unificado mostra que a nobreza do serviço brilha sozinha.

Sob a liderança de Ana Paula, Maria do Socorro, Francisco de Paula - Carlinhos e Angela Riccomi, a roda não para de girar em Niterói. Ela se moderniza nas cores e nas plataformas, mas continua firmemente impulsionada pelo mesmo combustível de 1905: o melhor que o ser humano tem a oferecer, o trabalho voluntário feito com amor, inteligência e respeito à cultura local. 

A EVOLUÇÃO DA RODA ROTÁRIA: 1905 – ATUALIDADE

Desde sua fundação em 1905, o Rotary tem sido símbolo de união, serviço e transformação. A roda rotária, que nasceu simples e funcional, evoluiu junto com o movimento, refletindo o crescimento e o impacto global da organização.

Cada versão da roda representa um momento histórico:

1905 – Primeira roda: símbolo de movimento e progresso.

1906 – Rotary Club: reforça a identidade dos primeiros clubes.

1910 – Associação Nacional: marca o início da expansão.

1912 – Rotary International Association: consolida o caráter internacional.

1923 – Atualidade: a engrenagem dourada e azul, símbolo de força, continuidade e compromisso com o lema “Dar de Si Antes de Pensar em Si”.

A roda do Rotary é mais do que um emblema, é um convite à ação, à ética e ao serviço. Ela gira impulsionada pela energia de milhões de rotarianos que, em cada canto do mundo, trabalham para construir um futuro melhor.

© Alberto Araújo

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A ODISSEIA: A JORNADA ÉPICA DE ULISSES DIREÇÃO DE CHRISTOPHER NOLAN

A Odisseia é um filme real dirigido por Christopher Nolan, estrelado por Matt Damon como Ulisses (Odisseu), com estreia marcada para 17 de julho de 2026 nos EUA e 16 de julho no Brasil. A produção é uma superprodução épica baseada no poema de Homero, com elenco estelar incluindo Anne Hathaway, Tom Holland, Zendaya, Robert Pattinson e Charlize Theron. 

Uma das adaptações mais ambiciosas da literatura clássica: “A Odisseia”, dirigida por Christopher Nolan. O longa traz Matt Damon no papel de Odisseu, o rei de Ítaca que, após a queda de Troia, enfrenta uma jornada de dez anos para retornar ao lar. Mais do que uma simples viagem, sua trajetória é marcada por desafios que testam sua inteligência, coragem e resistência. 

A produção recria com grandiosidade os episódios mais célebres do poema de Homero. O público verá o encontro com o Ciclope Polifemo, a sedução mortal das Sereias e os feitiços da poderosa Circe, interpretada por Charlize Theron.

Cada obstáculo simboliza não apenas perigos físicos, mas também tentações que ameaçam a alma do herói. Enquanto isso, em Ítaca, Penélope (Anne Hathaway) luta para manter viva a esperança do retorno do marido, resistindo à pressão dos pretendentes liderados por Antínoo (Robert Pattinson). Ao lado dela, o jovem Telêmaco (Tom Holland) amadurece diante da ausência do pai, tornando-se peça fundamental na defesa do trono.

Com filmagens realizadas em diversos países, Grécia, Itália, Islândia e Marrocos e tecnologia IMAX 70mm, Nolan promete uma experiência visual imersiva e monumental. O elenco reúne nomes consagrados como Zendaya, que interpreta a deusa Atena, além de Lupita Nyong’o, Elliot Page e Jon Bernthal. A trilha sonora é assinada por Ludwig Göransson, colaborador frequente do diretor.

Mais do que uma aventura mitológica, “A Odisseia” é uma reflexão sobre destino, perseverança e o poder da memória. Odisseu não enfrenta apenas monstros e deuses, mas também o peso da saudade e da promessa de reencontro. É uma história que atravessa séculos e continua a ecoar porque fala de algo universal: a luta para voltar para casa e reencontrar aqueles que amamos. 

Com estreia marcada para 16 de julho de 2026 no Brasil, o filme já é apontado como um dos grandes candidatos ao Oscar de 2027. Uma obra épica, mítica e inesquecível, que reafirma a força da narrativa clássica e a capacidade do cinema de dar vida às lendas eternas. 

© Alberto Araújo

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40 - O CÓDIGO DE HAMURABI: JUSTIÇA NA ANTIGA MESOPOTÂMIA - ENTENDA A IMPORTÂNCIA DO CÓDIGO DE HAMURABI


O Código de Hamurabi é um dos mais célebres marcos da história do direito. Gravado em pedra por volta de 1750 a.C., durante o reinado de Hamurabi na Babilônia, esse conjunto de 282 leis representa não apenas uma tentativa de organizar juridicamente um vasto império, mas também um testemunho da mentalidade e das estruturas sociais da antiga Mesopotâmia. Mais do que um simples corpo normativo, o código é um monumento político, religioso e cultural que atravessou milênios e continua a ser estudado como símbolo da origem da justiça escrita.

O código foi talhado em uma estela de diorito negro, com 2,25 metros de altura, encontrada em 1901 por uma expedição francesa na cidade de Susa, atual Irã. A peça contém 46 colunas de escrita cuneiforme acádica, somando cerca de 3.600 linhas. Curiosamente, a cláusula 13 foi omitida por superstição. Hoje, o monumento pode ser admirado no Museu do Louvre, em Paris.

No topo da estela, Hamurabi aparece diante do deus Samas, divindade solar e da justiça, reforçando a ideia de que o poder real emanava dos deuses. Essa legitimação religiosa era fundamental para consolidar a autoridade do rei sobre seu povo. 

Estrutura Social e Aplicação das Leis 

A sociedade babilônica era rigidamente estratificada, e o código refletia essa divisão:

Awilum: homens livres, proprietários de terras, independentes do palácio e do templo.

Muskênum: camada intermediária, funcionários públicos com alguns privilégios. 

Wardum: escravos, que podiam ser comprados e vendidos, mas também tinham a possibilidade de conquistar a liberdade. 

As penas variavam conforme a classe social da vítima e do agressor, revelando uma justiça desigual, mas adaptada às hierarquias da época. 

O Código de Hamurabi foi feito entre 1792 e 1750 a.C1. Foi o primeiro código de leis da história. Foi criado pelo rei Hamurabi na Babilônia. 

Esse código antigo da Mesopotâmia tem 281 regras. Está escrito em uma pedra de diorito com escrita cuneiforme. Hoje, a pedra está no Museu do Louvre, em Paris. 

O Código de Hamurabi fala de muitas coisas. Inclui direito penal, família, profissões, comércio, agricultura e administração3. Segue a lei de talião, punindo crimes de forma justa. 

Hamurabi queria controlar as práticas antigas e unir seu império com essas leis1. O código influenciou muito as leis dos povos semitas da Antiguidade. Estudá-lo ajuda a entender a história do direito e as normas jurídicas. 

Principais Pontos 

Primeiro código de leis da história, criado por Hamurabi, rei da Babilônia

Composto por 281 preceitos gravados em pedra usando escrita cuneiforme

Baseado na lei de talião, com punições proporcionais aos crimes

Abrange temas como direito penal, direito da família e regulamentações diversas

Influenciou as leis dos povos semitas e é um marco na evolução jurídica 

Princípios Fundamentais 

O código é famoso pela Lei do Talião: "olho por olho, dente por dente" que estabelecia proporcionalidade entre crime e punição. Esse princípio buscava limitar a vingança desmedida, transformando-a em uma resposta controlada e institucionalizada. 

Outro aspecto relevante era o ordálio, ou julgamento divino, em que o acusado deveria provar sua inocência submetendo-se a provas físicas, como mergulhar em um rio. Se sobrevivesse, era considerado inocente; se morresse, culpado. 

Temas Abrangidos

As leis cobriam praticamente todos os aspectos da vida cotidiana: 

Contratos e obrigações comerciais

Roubo e receptação

Falso testemunho

Família: casamento, divórcio, herança

Escravidão e fuga de servos

Agricultura e responsabilidades dos trabalhadores

Estupro e punições severas

Um exemplo emblemático é o artigo 229: 

"Se um construtor edificou uma casa para um Awilum, mas não reforçou seu trabalho, e a casa caiu causando a morte do dono, esse construtor será morto.

Aqui vemos a responsabilidade profissional elevada ao extremo, refletindo a importância da segurança e da confiança nas relações sociais. 

Objetivos e Significado Político

Hamurabi afirmava que seu código tinha como propósito proteger os mais fracos, viúvas, órfãos e pobres, contra abusos dos poderosos. No epílogo, ele se apresenta como escolhido pelos deuses para garantir a justiça e a ordem. Assim, o código não era apenas um instrumento jurídico, mas também uma poderosa ferramenta de propaganda política, reforçando a imagem do rei como guardião da equidade.

Comparações e Limitações

Embora seja chamado de "código", estudiosos como Jean Bottéro argumentam que se trata mais de uma coleção de sentenças e precedentes do que de um sistema legal completo. Muitas situações não foram contempladas, e algumas leis parecem excessivamente particularizadas. Ainda assim, sua valor reside em ter sido uma das primeiras tentativas de sistematizar a justiça em forma escrita. 

Outros conjuntos de leis da Mesopotâmia, como o Código de Ur-Namu (2050 a.C.), o Código de Esnuna (1930 a.C.) e o Código de Lipite-Istar (1870 a.C.), também existiram, mas nenhum alcançou a preservação e a notoriedade do Código de Hamurabi. 

Importância Histórica

O Código de Hamurabi é considerado um marco porque: 

Representa a transição da tradição oral para a escrita.

Introduz a ideia de que leis podem ser imutáveis quando gravadas em pedra.

Inspira sistemas jurídicos modernos, ao estabelecer que a punição deve ser proporcional ao crime.

É um testemunho da vida cotidiana, da economia e da religião na Babilônia. 

A expressão inglesa written in stone (escrito na pedra) deriva justamente dessa prática de registrar leis em monumentos duradouros. 

O Código de Hamurabi não deve ser visto apenas como um conjunto de regras antigas, mas como um símbolo da busca humana por justiça e ordem social. Ele revela tanto a complexidade da sociedade mesopotâmica quanto a tentativa de um governante de legitimar seu poder através da lei. Apesar de suas limitações e desigualdades, permanece como um dos pilares da história do direito e da civilização.

 









O CÓDIGO DE HAMURABI é um dos conjuntos de leis escritas mais antigos da história. Criado por volta de 1750 a.C. pelo rei Hamurabi, da Babilônia, o código unificou as leis da antiga Mesopotâmia e ficou mundialmente conhecido pela Lei do Talião: "olho por olho, dente por dente". São 282 leis talhadas em escrita cuneiforme em uma grande rocha de diorito negro. A punição deveria ser proporcional ao dano causado. As punições variavam de acordo com a classe social da vítima e do agressor (homens livres, plebeus e escravos). As leis cobriam a vida cotidiana, incluindo roubo, agricultura, casamento, divórcio, herança, falsas acusações e disputas comerciais.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

BOTTÉRO, Jean. Mesopotamia: Writing, Reasoning, and the Gods. Chicago: University of Chicago Press, 1992. 

DRIVER, G. R.; MILES, J. C. The Babylonian Laws. Oxford: Clarendon Press, 1952.

PAULA, Eurípedes Simões de. Hamurabi e o seu código. Revista de História, São Paulo, v. 27, n. 56, p. 257–270, 1963. DOI: 10.11606/issn.2316-9141.rh.1963.122191. 

SILVA, Daniel Neves. Código de Hamurábi: o que é, princípios, artigos. História do Mundo. Disponível em: https://www.historiadomundo.com.br/babilonia/codigo-de-hamurabi.htm  (historiadomundo.com.br in Bing ) . Acesso em: 17 maio 2026.

VAN DE MIEROOP, Marc. King Hammurabi of Babylon: A Biography. Oxford: Blackwell Publishing, 2005. 

WIKIPÉDIA. Código de Hamurabi. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_de_Hamurabi  (pt.wikipedia.org in Bing). Acesso em: 17 maio 2026.

 

COMENTÁRIOS


A presidente Matilde Slaibi Conti disse: “Quando fui a Paris, logo quis visitar o Louvre, pois queria muito ver o Código de Hamurabi, que está lá desde o final da Primeira Guerra Mundial. Foi uma emoção indescritível quando vi o Código, no centro de uma sala enorme, banhado por muitas luzes e com banquinhos pretos ao seu redor, próprios para sentarmos e nos quedarmos em contemplação.‘Meninos, eu vi’. Conto para meus alunos e eles ficam extasiados. Desse Código originou-se o Direito Romano, que deu origem ao Código Napoleônico em 1804, chegando até nós e dando origem ao Código Civil brasileiro em 1916. Basicamente, o que se ensinava de Direito na antiga Babilônia é, a grosso modo, o que hoje ensinamos nas faculdades de Direito, pois constituem a base criada há quase 3.000 anos antes de Cristo. É fantástico tudo isso. Abraços, Matilde.”

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Presidente Matilde Slaibi Conti, que depoimento magnífico e enriquecedor! Ler as suas palavras é quase como fazer essa viagem a Paris e sentar-se naqueles banquinhos pretos do Louvre para contemplar a grandiosidade do Código de Hamurábi através dos seus olhos. O seu célebre “Meninos, eu vi” traduz com perfeição a alma da verdadeira educadora. É essa paixão vibrante que fascina e extasia os seus alunos, transformando a teoria jurídica em algo vivo, palpável e emocionante. Sua síntese histórica, traçando essa linha contínua e fascinante que une a antiga Babilônia, o Direito Romano, o Código Napoleônico e as bases do nosso Código Civil de 1916, é uma verdadeira aula sobre a imortalidade do Direito e da evolução humana. É fantástico, sim, mas ainda mais fantástico é poder contar com a sua sensibilidade e o seu saber iluminando a nossa cultura e a nossa história. Como ensaísta, é sempre um privilégio e uma alegria imensa receber uma manifestação tão generosa e profunda de uma amiga. Muito obrigado por honrar este espaço com o seu brilho de sempre. Abraços do Alberto Araújo

 

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CE Maria Panait presidente do Elos Icaraí disse; Lembro sempre das aulas da minha querida professora Matilde, pois foi a mestra maior que me inspirou a prosseguir nos estudos como Historiadora do Direito até o doutoramento. Ainda guardo anotações de suas aulas da época da graduação. E sempre que vou ao Louvre, visito o código de Hamurábi, que é talvez o documento mais antigo da humanidade que positivou normas jurídicas. Fiz questão de levar os meus dois filhos, que também são juristas, para conhecer de perto esse monumento simbólico que contextualiza a famosa Lei do Talião. Necessário se faz sua análise para compreender a evolução dos Direitos Humanos no debate moderno.  Parabenizo, mais uma vez, o jornalista Alberto Araújo, que sempre nos brinda com textos recheados de cultura. Maria Panait.

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Olá, Maria Panait, maravilha! Fiquei muito contente com as suas palavras. Saber que os textos que produzo servem de ponto de encontro para reflexões tão ricas e memórias tão nobres é o maior prêmio que eu poderia desejar. Como ensaísta, é uma alegria imensa e revigorante receber manifestações assim, vindas de amigos tão queridos.

O seu relato sobre a professora Matilde é um testemunho lindo do impacto eterno que os grandes mestres deixam em nossa trajetória. E que privilégio para os seus dois filhos, também juristas, poderem contemplar o Código de Hamurábi e a força simbólica da Lei do Talião pelo olhar e pela bagagem de uma mãe historiadora! Você tem toda razão: revisitar essas origens é fundamental para compreendermos a própria evolução dos Direitos Humanos no debate moderno. Muito obrigado por prestigiar o meu trabalho, pela leitura sempre atenta e por enriquecer este espaço com a sua sensibilidade e cultura. Abraços do Alberto Araújo