domingo, 11 de janeiro de 2026

DALMA NASCIMENTO – SACERDOTISA DA PALAVRA – CELEBRA 91 ANOS EM TRANÇAS DE LUZ E MEMÓRIA

No dia 9 de janeiro, o tempo se dobrou em reverência, como as ondas da Baía da Guanabara que sussurram segredos às montanhas e devolvem ao vento a música da eternidade. Dalma Nascimento, a Sacerdotisa da Palavra, completava 91 primaveras, não como quem soma anos, mas como quem tece claridades em fios de versos e prosas que atravessam gerações. Sua vida é um tear invisível, onde cada linha borda memória, cada ponto é poesia, cada trama é cultura. 

Não foi aniversário comum, mas um ritual surpresa, orquestrado pelo filho Claudio Nascimento, maestro de afetos, que reuniu mãos carinhosas: Ana Maria Tourinho, Izaura Sousa e Silva, Lynnea Hassen, os filhos Noel e Leon Nascimento, e o toque afetuoso de Cristiana Silva, secretária fiel, guardiã dos mistérios do cotidiano de Dalma como quem protege relíquias. 

Às 17h, com pontualidade britânica que Machado ironizaria como “exagero de relógio”, tudo se armou em cenário de devoção: mesas que prometiam o doce paraíso fluminense, flores como oferendas à sacerdotisa, perfumes que se confundiam com lembranças de infância. Chegaram os convocados pelo afeto, não convidados, mas chamados pela força invisível da amizade e da palavra: Izaura Sousa e Silva; Ana Maria Tourinho e o esposo, Euderson Kang Tourinho; Márcia Pessanha; Lucia Regina de Lucena; Ângela Guerra; eu, Alberto Araújo, com minha Shirley; os editores Mauro Carreiro Nolasco, Paulo Carvalho e Valéria Albuquerque, filha de Izaura. Lynnea Hassen, Noel e Leon, Cristiana, todos, astros de uma constelação cultural que se alinhava em torno da estrela maior. 

O ambiente era de festa, mas também de rito. Cada gesto parecia carregado de simbolismo: o bolo personalizado por Lynnea, altar doce; o champanhe de Izaura, borbulhando como risos eternos; o pudim de Ana Tourinho, lembrança de aconchego; a musse de Lucia Regina, delicadeza em forma de sabor; as guloseimas de Cristiana, pequenas oferendas de ternura. Tudo se transformava em metáfora: doces como a vida de Dalma, tranças de beleza e carinho, 91 anos de fogo ensaístico que não se apaga, mas se multiplica em centelhas. 

Dalma surgiu, elegante como uma rainha ensaística, o corpo marcado pela enfermidade que a limita, mas o espírito intacto, erguendo-se altivo como palmeira no sertão que desafia a seca e resiste ao tempo. Sua presença irradiava dignidade, e os aplausos que a envolveram eram cálidos como abraços de mãe, ternos como o colo que embala. Seus olhos vibraram, estrelas piscando emoção, cintilando como constelações que se acendem no céu da memória. Os convidados a cercavam com souvenires e apertos de mão que diziam sem palavras: “Você é eterna”. Abraços que curam, presentes que cantam, gestos que transformavam o instante em rito de consagração. 

O ato desdobrou-se em sinfonia afetiva e cultural, lira de Orfeu afinada nas claves de um salão niteroiense. Primeiro, os netos: Noel Nascimento, maestro de dons divinos, dedos de um “divo” no piano, evocou melodias que bailavam como rios fluminenses e nordestinos, correndo livres entre serras e mares. Cada nota era pétala, cada acorde, sopro de eternidade. Performance impecável, que fez o silêncio se curvar em reverência. 

Depois, Leon, voz de veludo que encarna Elvis Presley renascido, ergueu-se como jovem Orfeu diante do destino. Interpretou “My Way” com vigor divino, cada verso atravessando o ar como flecha de emoção. Os aplausos trêmulos ecoaram como trovões brandos, celebrando não apenas a música, mas a coragem de cantar a vida em sua plenitude. Era como se o tempo se dissolvesse, e naquele instante Dalma fosse coroada não só pela família, mas pela própria arte, que a reconhecia como sacerdotisa da palavra e guardiã da memória. 

Ana Maria Tourinho ergueu-se, voz cintilante como folha ao vento do Piraí, lendo mensagem que brotava do coração, um elixir de afeto para os 91 anos de Dalma Nascimento. “Hoje, acordei pensando em você, amada Dalma”, iniciou, tecendo o 9 de janeiro como Dia do Fico e aniversário, refrão em vasto poema fluminense. Dalma, estrela no firmamento da cultura brasileira, árvore frondosa nascida na confluência dos rios Paraíba e Piraí: raízes profundas em bilhetes amorosos da juventude, folhas vibrantes em análises literárias que devoram o mundo, como a releitura de “Pérolas & Pimentas”, eternizada no Facebook. 

Ofertou um lindo lenço de seda; Dalma, frenética de alegria, cingiu-o ao pescoço, feito manto de sacerdotisa viniciana, ecoando sonetos trocados por páginas insaciáveis. Dalma, voz essencial em universidades, academias e associações, promoveu aulas como melodias suaves nos corredores da UFRJ; sob os legados de Clarice Lispector e Nélida Piñon, é guardiã viva de suas histórias. Dama da Literatura Fluminense no ano passado, prenúncio de novas primaveras. Ponte entre oceanos de cultura. “Que cada amanhecer traga inspiração”, rogou Ana, “sua luz brilha apesar das dificuldades, crônica escrita em letras de amor.” “Amo-te, Dalma! Feliz aniversário!” 

Então, o vídeo de Lisboa: Dyandreia Portugal, presidente da Rede Sem Fronteiras, enviava bênçãos transatlânticas. Dalma ouviu, fisionomia banhada em lágrima feliz. 

Lucia Regina de Lucena, acadêmica de alma generosa e coração que pulsa em compassos de poesia, foi convidada por Ana para entregar honrarias que mais parecem relíquias de um templo cultural à aniversariante. Emocionada, com mãos que tremiam como folhas ao vento, impôs a Medalha de 50 Anos da ANLA – Academia Nacional de Letras e Artes, instituição que preside com devoção, e o Diploma de Mérito Cultural. “Este mérito é para quem tece o universo cultural brasileiro”, proclamou, voz ecoando como sino de mosteiro, reverberando nos corações presentes. 

Ângela Guerra, Diretora Social, ergueu o diploma e o leu como quem decifra pergaminho de glória: nele, o nome de Dalma se entrelaça aos gigantes da letra, como hera que se prende às colunas eternas da tradição. Lucia observou que, sobre o piano, repousava a estatueta “Rosa de Píndaro”, pomo de ouro colhido nos jardins míticos, nome escolhido pela mestra Stella Leonardos e moldado nas digitais de Dorée Camargo Correa, artista de renome internacional. Símbolo raro, entregue pela UBE-RJ quando Lucia a presidia, reservado apenas aos grandes escritores que sabem transformar silêncio em verbo e verbo em eternidade. As lentes capturaram o instante: poses para fotos, sorrisos suspensos, o tempo cristalizado em imagens que se tornam memória. Lucia, em sua aura da arte de dizer a palavra, declamou versos em homenagem a Dalma, a viniciana suprema. “Cotidiano” e “Soneto de Fidelidade” surgiram como navalhas doces, cortando o ar com ternura: “Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure.”

Dalma, especialista em Vinicius de Moraes, anunciou o preparo de “A Lira de Orfeu nas Claves de Vinicius”, volume que promete desvendar o cotidiano em sonetos, revelando o sublime no simples.

Eis que se revela a grande surpresa, ato de pura consagração cultural, clímax de um Macunaíma mítico que se ergue como insígnia de brasilidade. Mauro Carreiro Nolasco, editor visionário, aproximou-se com gestos ritualísticos: primeiro, rodeou a cena com chocolates, oferendas doces à sacerdotisa da palavra, como pequenos cálices de ambrosia. Em seguida, com solenidade festiva, entregou o presente tão aguardado, embrulhado em papel cintilante e fitas que lembravam serpentinas de carnaval: o volume recém-nascido, “Macunaíma – Mundo Mágico-Mítico em Tranças de Memórias Culturais” com 330 páginas, as lindas ilustrações do artista plástico Luiz Zatar e com o selo da Parthenon Centro de Arte e Cultura, sob os designers de Mauro Carreiro Nolasco. Dalma, ao receber, abriu o livro com olhos esbugalhados em êxtase, como quem contempla um relicário. Ali repousava o fruto de sua própria essência herói-mítica: páginas que se entrelaçam em tranças de folclore brasileiro, memórias que dançam como mulatas no terreiro, girando saias de cores vivas sob o tambor ancestral. O ambiente tornou-se solene, impregnado de emoção: aplausos irromperam como fogos de artifício, ecoando em ondas de entusiasmo. Claudio, de coração em festa, vibrou e distribuiu exemplares como quem espalha sementes de imortalidade, lançando ao vento promessas de eternidade literária. 

Nós, da editoria do Focus Portal Cultural, recebemos o nosso exemplar como quem recolhe uma estrela caída do céu, ainda quente de luz, ainda vibrante de eternidade. O livro, tão aguardado, pulsa em nossas mãos como coração recém-nascido, e, já em leitura ávida, se deixa devorar, revelando segredos, mitos e memórias que se entrelaçam em tranças de brasilidade. Uma resenha, certamente já em gestação, prestes a nascer como fruto crítico e amoroso, testemunho de que a obra não é apenas papel e tinta, mas chama que arde no espírito coletivo. 

O instante, marcado por rituais e símbolos, transcende o simples ato editorial: é celebração da memória, da mitologia e da cultura que se perpetua. Macunaíma, herói sem nenhum caráter e, ao mesmo tempo, espelho de todos nós, renasce em páginas que se tornam altar, e Dalma, sacerdotisa da palavra, consagra-se como guardiã desse mito que nunca se apaga. Sua presença é rito, sua voz, cântico, sua obra, oferenda.

Cantam-se os “Parabéns”, vozes em coral que se erguem como hinos de gratidão. As mesas convidam ao banquete da vida: bolo personalizado por Lynnea Hassen; champanhes cintilantes de Izaura Sousa e Silva; pudim delicado de Ana Tourinho; musse suave de Lucia Regina; guloseimas de Cristiana. Cada doce é metáfora, cada sabor é lembrança: doces como a vida de Dalma, tranças de açúcar e palavra, 91 anos de fogo poético que não se consome, mas se multiplica em centelhas. 

E, como se o céu de Copacabana se abrisse em música, Ângela Guerra, em gesto espontâneo, oferece uma palhinha a capela: entoa o hino “Dio Come Ti Amo”, de Gigliola Cinquetti, voz solta como pássaro em voo, celebrando Dalma com notas que se confundem com ondas, eternizando em canto o que já estava gravado em poesia. 

Dalma, Sacerdotisa, sua luz não apaga. Ilumina Niterói, o Brasil, o mundo. Sua trajetória é holofote que guia navegantes da literatura, sua voz é ponte que liga passado e futuro, sua escrita é chama que doma o caos, como Macunaíma rindo do destino. 

Assim, entre livros, doces e cantos, Dalma se eterniza. Sua vida é poema em movimento, sua obra é canto que não se cala. E nós, leitores e amigos, celebramos não o tempo que passa, mas o tempo que permanece: o tempo da palavra, o tempo da poesia, o tempo da cultura que se perpetua. Dalma se eternizou mais uma vez, guardiã da memória literária, senhora de 91 primaveras.

E nós, testemunhas desse momento, sentimos que não participamos apenas de uma festa, mas de uma cerimônia sagrada, onde cada gesto é símbolo, cada aplauso é oração, cada sorriso é promessa de continuidade. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO)




 



 

O MOSAICO DO TETO DO BATISTÉRIO NEONIANO, EM RAVENA, ITÁLIA

É uma obra-prima da arte paleocristã e um testemunho vívido da espiritualidade e estética do século VI. Este batistério, também conhecido como Batistério Ortodoxo, foi construído durante o domínio do Império Bizantino e é considerado um dos mais antigos e bem preservados exemplos de arquitetura cristã primitiva. Em 1996, foi reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO, junto com outros monumentos paleocristãos de Ravena. 

No centro da cúpula, o mosaico retrata o batismo de Jesus por João Batista no rio Jordão. Jesus é representado como um jovem imberbe, submerso até a cintura nas águas estilizadas do rio, enquanto João, à sua direita, derrama água sobre sua cabeça. Acima deles, o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba, descendo em direção a Cristo, simbolizando a presença divina e a consagração espiritual. Essa cena central é cercada por uma coroa de doze apóstolos, dispostos em círculo, caminhando em direção ao trono de Cristo. Eles são representados com vestes brancas e douradas, em estilo bizantino, e cada figura é marcada por uma individualidade sutil, refletindo a tentativa dos artistas de transmitir personalidade e hierarquia espiritual.

O fundo azul profundo da cúpula contrasta com os tons dourados e brancos das figuras, criando uma atmosfera celestial. A composição radial reforça a ideia de unidade e centralidade de Cristo na fé cristã. Os detalhes ornamentais, como as palmeiras entre os apóstolos e os padrões geométricos que emolduram a cena, revelam a influência da arte romana tardia e bizantina, além de técnicas refinadas de mosaico com tesselas de vidro e ouro. 

Este mosaico não é apenas uma representação religiosa, mas também uma afirmação teológica: ele reflete a ortodoxia cristã em oposição às doutrinas arianas que também circulavam em Ravena na época. O Batistério Neoniano, portanto, é um marco da resistência doutrinária e da expressão artística cristã, preservando até hoje a beleza e a profundidade espiritual de uma era de transição entre o mundo antigo e o medieval.

 

© Alberto Araújo


 

sábado, 10 de janeiro de 2026

MATILDE SLAIBI CONTI EM PUERTO LIMÓN – A CIDADE DA VIDA

 

No dia 10 de janeiro de 2026, a presidente do Elos Internacional, historiadora e líder cultural Matilde Slaibi Conti, esteve em Puerto Limón, capital da província de Limón, na Costa Rica. Acompanhada de seu irmão Nagib Slaibi Filho e de Karin Dias, musa inspiradora de Nagib, Matilde prossegue sua viagem em cruzeiro pelo Caribe, que tem revelado cidades históricas e paisagens culturais de grande relevância. 

Puerto Limón é o principal porto caribenho da Costa Rica e símbolo da diversidade cultural do país. Fundada no final do século XIX, a cidade recebeu trabalhadores jamaicanos que vieram construir a estrada de ferro ligando San José a Limón. Essa presença afrodescendente moldou a identidade da região, tornando-a o coração da cultura caribenha costarriquenha. 

A cidade foi batizada como “Cidade da Vida”, título que reflete sua energia vibrante e multicultural. Puerto Limón é também um espaço de memória: em 1942, marinheiros atracados no porto perderam a vida durante a guerra, e a cidade mantém homenagens a esses homens. 

Cristóvão Colombo descobriu esta região em sua quarta viagem às Américas e ficou tão impressionado com sua riqueza natural que a chamou de Costa Rica. Montanhas elevadas, florestas tropicais com mais de 2.000 variedades de orquídeas e praias ensolaradas compõem o cenário que fascina visitantes até hoje. 

Puerto Limón é lar da maioria dos habitantes de descendência africana da Costa Rica, e sua cultura é marcada pela música Calypso, pelas danças do Congo — reconhecidas como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO — e pela gastronomia rica em cacau e frutos do mar. 

A cidade é também um polo econômico: a Costa Rica é um dos maiores exportadores de banana do mundo, e o porto de Limón desempenha papel central nesse comércio. Além disso, o café costarriquenho é famoso internacionalmente por seu sabor rico e aromático, tornando-se uma experiência obrigatória para quem visita a região. 

Natureza exuberante. A província de Limón possui a maior porcentagem de terras protegidas da Costa Rica. O Parque Nacional Braulio Carrillo marca o início da viagem de San José até Limón, atravessando selvas densas e montanhas imponentes.

No norte da província, o Parque Nacional Tortuguero é considerado a área mais importante da costa atlântica para a desova da tartaruga verde. Ao sul, vilas como Cahuita e Puerto Viejo oferecem praias paradisíacas, recifes de coral e águas calmas ideais para snorkeling. O Parque Nacional de Cahuita protege uma vasta cadeia de corais e peixes tropicais, enquanto o Refúgio Gandoca-Manzanillo preserva 4.500 hectares de praias e manguezais, habitat de aves e répteis. 

Esses cenários naturais fazem de Limón um verdadeiro paraíso caribenho, onde a biodiversidade se encontra com a cultura. 

FRASES DA PRESIDENTE MATILDE SLAIBI CONTI 

Durante sua visita, Matilde destacou o valor cultural e histórico de Puerto Limón com palavras de impacto:

“Puerto Limón é a Cidade da Vida: aqui, cada rosto e cada canto revelam a força da diversidade.”

“Ao contemplar estas praias e florestas, sinto que a natureza é a guardiã da memória da Costa Rica.” 

“O povo limonense, com sua música e sua alegria, mostra que a cultura é o verdadeiro patrimônio da humanidade.”

Puerto Limón não é apenas uma parada turística, mas um marco na missão cultural da presidente Matilde Slaibi Conti. Como historiadora e líder do Elos Internacional, sua presença reforça o compromisso de valorizar o mundo lusófono e dialogar com culturas irmãs. 

Não se trata de um diário de bordo, mas de um acompanhamento institucional das ações culturais de nossa presidente. Cada passo é um elo entre culturas, um gesto de diplomacia e uma extensão do compromisso com a Língua Portuguesa e o mundo lusófono.

Puerto Limón, com sua história de resistência, sua natureza exuberante e sua riqueza cultural, foi palco de mais uma etapa da missão de Matilde Slaibi Conti, que certamente trará relatos enriquecedores sobre esta experiência caribenha.

 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional

 













EFEMÉRIDES - 07 DE JANEIRO DE 2025 - WALDENIR DE BRAGANÇA- 55 ANOS DE VIDA ROTÁRIA E UMA TRAJETÓRIA DE HONRA


Há nomes que se inscrevem na história não apenas pela relevância de seus feitos, mas pela integridade com que conduzem cada passo de sua jornada. O estimado rotariano Waldenir de Bragança é um desses homens, a sua vida se enlaça com o ideal de servir. Médico, acadêmico, escritor, político e líder comunitário, Waldenir construiu uma trajetória marcada pela ética, pelo compromisso social e pela dedicação incansável ao bem comum. Hoje, ao celebrarmos seus 55 anos de vida rotária, prestamos uma homenagem que transcende o Rotary: celebramos um exemplo de cidadania, liderança e humanidade. Um homem de moral ilibada. 

No dia 07 de janeiro de 1971, a convite do Companheiro Nelson Lamy, Waldenir ingressou no quadro associativo do Rotary Club de Niterói-Norte, sob o número de inscrição internacional 47.288. Desde então, sua caminhada foi pautada pelo lema maior da instituição: “Dar de Si Antes de Pensar em Si”. 

Com a classificação de Clínica Médica, Waldenir rapidamente se destacou pela dedicação e pelo espírito de companheirismo. Em pouco tempo, assumiu responsabilidades que o levariam a ocupar todos os cargos rotários, sempre com brilho e competência. Foi presidente do clube no período 1974/1975, e coroou sua trajetória ao assumir o honroso posto de Governador do Distrito 4751 no ano rotário 2001-2002.

Por trás do líder público, há o homem de família. Casado com Maria Eliza Ranzeiro de Bragança, companheira de vida e de ideais, Waldenir construiu um lar sólido e afetuoso, desde 1º de setembro de 1956, há 70 anos, Bodas de Vinho, simboliza um relacionamento que, como o vinho, se torna mais forte, rico e valioso com o tempo, refletindo a durabilidade e a profundidade do amor e da jornada do casal, algo raro e digno de celebração. Seus filhos: Silvia Helena; Célia Regina; Ana Lucia; Luiz Antônio; Fernando César, são testemunhas vivas de sua dedicação e exemplo. A família, alicerce de sua caminhada, sempre esteve presente como suporte e inspiração em sua trajetória. 

A vida de Waldenir é marcada por conquistas que ultrapassam os limites do Rotary. Sua atuação como médico e líder comunitário lhe rendeu inúmeras condecorações: 

Medalha Tiradentes, concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro; Medalha Carlos Chagas, pela Academia de Medicina de Minas Gerais; Medalha José Clemente e Medalha Escritor José Cândido de Carvalho, pela Câmara Municipal de Niterói; Grã-Cruz da Ordem do Mérito Arariboia, pela Prefeitura Municipal de Niterói. 

Além disso, recebeu o título de Cidadão Honorário em diversas cidades, como Niterói, Vassouras, Nilópolis, Santo Antônio de Pádua, Rio Claro, Magé e Itaperuna. São reconhecimentos que refletem não apenas sua atuação profissional, mas sobretudo sua postura ética e seu compromisso com a sociedade. 

Entre 1983 e 1988, Waldenir assumiu a prefeitura de Niterói. Sua gestão é lembrada como uma das mais exitosas da história da cidade, marcada por coragem, inovação e responsabilidade. Posteriormente, presidiu o Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Municípios (ABM) no triênio 2006-2009, ampliando sua contribuição ao desenvolvimento municipalista no Brasil. 

Waldenir também se destacou como acadêmico e escritor. Presidiu e organizou congressos, jornadas e seminários médicos e culturais, participando de eventos nacionais e internacionais sobre Medicina, Saúde e Bem-Estar Social. 

Em 2017, organizou o I Congresso Brasileiro das Academias de Letras, realizado entre 20 e 22 de julho, cujo tema foi “Educação, Cultura e Ética”. O evento reuniu cerca de 150 participantes de diversas academias do país e resultou na Carta de Educação, Cultura e Ética de Niterói, documento que propôs medidas para valorização da língua portuguesa e fortalecimento da cultura nacional. 

Se a trajetória de Waldenir de Bragança já se mostrava grandiosa no campo da medicina, da política e do Rotary, sua atuação no universo cultural amplia ainda mais o alcance de sua obra. Ao longo de vários anos, Waldenir presidiu a Academia Fluminense de Letras, instituição centenária que representa o coração intelectual de Niterói e do Estado do Rio de Janeiro. Sob sua liderança, a Academia viveu momentos de renovação e fortalecimento, reafirmando sua missão de preservar e difundir a língua portuguesa, a literatura e os valores éticos que sustentam a vida cultural brasileira. 

Mais recentemente, Waldenir foi agraciado com o título de Presidente de Honra da Academia Fluminense de Letras por intermédio da atual Presidente Márcia Pessanha, com apoio íntegro de toda a diretoria da instituição, distinção que simboliza não apenas o reconhecimento por sua gestão exemplar, mas também a gratidão da instituição por sua dedicação incansável. Esse título foi concedido em ocasião memorável: quando a Academia Fluminense de Letras recebia da Prefeitura de Niterói o reconhecimento oficial como Patrimônio Imaterial Cultural da cidade. A cerimônia, carregada de simbolismo, marcou a união entre tradição e modernidade, e inscreveu definitivamente a Academia no rol das instituições que representam a identidade cultural de Niterói. 

Waldenir, como médico e escritor, sempre compreendeu que a cultura é um instrumento de transformação social. Presidiu congressos, seminários e encontros literários, aproximando gerações e promovendo o diálogo entre ciência, arte e cidadania. Sua visão integradora permitiu que a Academia se tornasse não apenas um espaço de erudição, mas também de convivência democrática, onde a literatura se encontra com a vida cotidiana e com os desafios contemporâneos. 

Ao receber o título de Presidente de Honra, Waldenir de Bragança consolidou sua imagem como defensor da memória e da cultura fluminense. Sua trajetória na Academia é marcada por respeito às tradições, mas também pela visão ideológica de propor novos caminhos, como demonstrou ao organizar o I Congresso Brasileiro das Academias de Letras, em 2017, cujo tema “Educação, Cultura e Ética” ecoa até hoje como um chamado à responsabilidade coletiva. 

Assim, ao celebrarmos seus 55 anos de vida rotária, somamos também o reconhecimento por sua contribuição à cultura e à literatura. Waldenir é exemplo raro de homem público que soube unir ciência, política, filantropia e arte em uma mesma caminhada. Sua presença na Academia Fluminense de Letras, agora como Presidente de Honra, é a prova de que sua obra transcende o tempo e se inscreve na história como patrimônio vivo da cidade e do país. 

Celebrar os 55 anos de vida rotária de Waldenir de Bragança é celebrar a própria essência do Rotary: o compromisso com o servir, a ética como guia e o companheirismo como prática cotidiana. Sua trajetória é um mosaico de conquistas pessoais, profissionais e comunitárias, que se entrelaçam para formar a imagem de um líder completo, cuja vida é exemplo para gerações. 

Ao olharmos para sua caminhada, vemos não apenas o médico, o prefeito, o acadêmico ou o rotariano. Vemos o ser humano que, com humildade e firmeza, soube transformar desafios em oportunidades e deixar marcas indeléveis na história de Niterói, do Rotary e do Brasil. 

O LEGADO VIVO DE WALDENIR DE BRAGANÇA 

A história de Waldenir de Bragança é feita de raízes profundas e frutos generosos. Médico, professor, acadêmico, escritor, político e líder comunitário, sua vida é um tecido de realizações que se entrelaçam em serviço e cultura. Cada etapa de sua trajetória revela não apenas a competência técnica, mas, sobretudo a integridade moral e o compromisso com o bem comum. 

Ainda jovem, presidiu a Associação Médica Fluminense (1968-1971), período em que se ergueu a Casa do Médico Fluminense, símbolo de valorização da classe e espaço de diálogo científico. Poucos anos depois, em 1974, foi protagonista na criação da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (ACAMERJ), que se tornou referência no pensamento médico e científico do país, consolidando-se como guardiã da memória e da ética na prática médica. 

Sua vida pública também se destacou. Como Secretário Municipal de Saúde de Niterói no governo Ronaldo Fabrício (1975-1977), como Deputado Estadual do Rio de Janeiro (1979-1982) e, por fim, como Prefeito de Niterói (1983-1988), Waldenir enfrentou tempos de penúria financeira e atraso estrutural. Sua gestão é lembrada como uma das mais exitosas da história da cidade, marcada pela coragem, inovação e responsabilidade. Foi nesse período que empreendeu a vigorosa luta pelos royalties do petróleo, conquista que hoje sustenta parte significativa do desenvolvimento municipal. Sua visão transformou um direito em benefício coletivo, garantindo prosperidade às futuras gerações. 

Em 1993, fundou a Universidade Aberta da Terceira Idade de Niterói (UNIVERTI), que presidiu por quase três décadas. Ali, milhares de idosos encontraram não apenas educação continuada, mas também amizade, descoberta de talentos e dignidade. O projeto tornou-se símbolo de inclusão e esperança, reafirmando sua crença de que o conhecimento é instrumento de libertação em todas as fases da vida. 

Professor da Escola de Serviço Social e da Faculdade de Medicina da UFF, Waldenir deixou marcas profundas na formação de gerações. Presidiu entidades de grande relevância, como a AFAERJ, a Federação Brasileira das Academias de Medicina, a Associação Fluminense de Reabilitação, a Sociedade Brasileira de Higiene e Saúde Pública e a Associação Brasileira de Municípios – Seção RJ, esta última fundamental para a luta dos royalties.

Foi agraciado com o título de Intelectual do Ano 2011, concedido pela Livraria Ideal e o Grupo Mônaco de Cultura em Niterói, por seu destaque na área cultural, como médico, sanitarista, professor, escritor e membro da Academia Fluminense de Letras.

No campo cultural, sua presença é igualmente marcante. Waldenir presidiu a Academia Fluminense de Letras, conduzindo-a em momentos de renovação e fortalecimento. Mais tarde, foi agraciado com o título de Presidente de Honra, justamente quando a instituição foi reconhecida como Patrimônio Imaterial Cultural de Niterói. Sua visão integradora fez da Academia não apenas um espaço de erudição, mas também de convivência democrática, onde literatura, ciência e cidadania se encontram.

Sua ligação com o universo rotário também se inscreve na história. Waldenir é Presidente de Honra da Academia Brasileira Rotária de Letras (nacional), além de Presidente Perpétuo da Seção Estado do Rio de Janeiro – atualmente presidida pela acadêmica Matilde Carone Slaibi Conti. 

Da Academia Brasileira Rotária de Letras nacional, fundada em 2011, foi Fundador-Presidente e hoje é Presidente de Honra, perpetuando o ideal de servir também através da palavra e da cultura. 

Por intermédio do Cenáculo Fluminense de História e Letras – presidente Matilde Carone Slaibi Conti, foi criada a Medalha Mérito Cultural Waldenir de Bragança, honraria concedida a jovens talentos, em especial a crianças e adolescentes. Esse gesto simboliza sua crença na juventude como guardiã do futuro e na cultura como instrumento de transformação social.  

Waldenir de Bragança é, portanto, mais que um homem público: é defensor da memória, custódio da ética e símbolo de dignidade. Sua trajetória é um poema vivo de coragem e generosidade, inscrito na história da medicina, da cultura e da política fluminense. Um exemplo raro de liderança serena e firme, que inspira confiança e respeito, e que permanecerá como referência luminosa para todos os que acreditam na força transformadora da integridade.

Que esta efeméride seja não apenas uma homenagem, mas um convite à reflexão: que cada um de nós possa se inspirar em Waldenir de Bragança para viver com integridade, servir com dedicação e construir, dia após dia, um mundo mais justo e humano. 

O jornalista e escritor Alberto Araújo, do Focus Portal Cultural, resumiu em palavras o que muitos pensam: Waldenir de Bragança é mais do que um nome inscrito na história: é a personificação do homem íntegro, de moral ilibada e de espírito elevado. Sua vida, marcada pela medicina, pela cultura e pelo Rotary, é um testemunho de honra e generosidade. Cada gesto seu traduz compromisso com o bem comum, cada palavra reflete ética e dignidade. Não é apenas lembrado por suas ações filantrópicas e humanas, mas reverenciado como exemplo raro de liderança serena e firme, capaz de unir ciência, política e arte em uma mesma caminhada. Em sua trajetória, encontramos o modelo de cidadão que inspira confiança, respeito e admiração, um verdadeiro símbolo de retidão e grandeza moral que permanecerá como referência para todos os que acreditam na força transformadora da integridade. 

Parabéns, Companheiro Waldenir! Sua vida é uma referência para todos nós. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 

CRÉDITOS ESPECIAIS 

Nenhum registro histórico se constrói sozinho. A memória é feita de vozes que se entrelaçam, de testemunhos que se somam e de olhares atentos que ajudam a compor o mosaico da verdade. Esta efeméride dedicada ao estimado Waldenir de Bragança só se tornou possível graças à colaboração generosa de pessoas que, com dedicação e sensibilidade, partilharam informações preciosas e contribuíram para que este relato ganhasse corpo, alma e fidelidade. 

Destacamos, com gratidão profunda, o papel da secretária Christiane Victer, cuja atenção aos detalhes e compromisso com a preservação da memória foram fundamentais para que cada linha aqui escrita tivesse consistência e autenticidade. Sua contribuição não foi apenas informativa, mas também afetiva, revelando o cuidado de quem compreende a importância de registrar a história com rigor e respeito.

Agradecemos igualmente a Riva Costa e Sylvia Fasciotti, que, com generosidade e espírito colaborativo, ofereceram dados, lembranças e referências que enriqueceram este trabalho. Cada informação cedida é como uma pedra preciosa que, lapidada, compõe o monumento literário que hoje erguemos em homenagem a Waldenir de Bragança.

Assim, este texto não é apenas fruto de pesquisa e escrita, mas também de uma rede de confiança e solidariedade. É justo e necessário reconhecer que sem essas contribuições, o registro não teria alcançado a plenitude que agora se apresenta. 

Reafirmando os créditos especiais: este trabalho só foi possível graças às informações de Christiane Victer, Riva Costa e Sylvia Fasciotti. A elas, os nossos mais sinceros agradecimentos. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


Waldenir de Bragança é homenageado em São Gonçalo.



Waldenir de Bragança com esposa e filhos.



Posse de Waldenir Bragança na Academia Nacional de Medicina



AFL Recebe Título de Patrimônio Imaterial Cultural de Niterói




MENSAGENS

Riva Costa disse: Que maravilhosa sua reportagem completa sobre nosso querido e estimado Dr. Waldenir de Bragança. Sabia , companheiro. , que só você , jornalista brilhante escreveria a vibrante jornada de vida de Dr. Waldenir. Parabéns e mto obrigada. Riva.

*******************

Presidente Matilde Carone Slaibi Conti disse: Leio com grande emoção o texto tão bem escrito por nosso correligionário e também confrade, o jornalista do Focus Portal Cultural, Alberto Araújo, que soube expressar com grande felicidade e profunda pesquisa, sobre o glorioso caminhar do nosso querido rotariano,  o médico Waldenir de Bragança, uma das maiores lideranças políticas desse Estado. Foi deputado estadual e prefeito de nossa ditosa cidade,  mas em tempos tão difíceis para a própria nação. A vida de Waldenir uma verdadeira epopeia, como só são, as vidas das grandes personalidades.

Waldenir é um homem reto, digno e probo,  assim mesmo, como se costumava dizer, desde Roma antiga. Elista de escol, também recebeu do Cenáculo Fluminense de História e Letras, em grande festa comemorativa do seu profícuo centenário, A Medalha de Honra ao Mérito em mãos, dessa instituição, chamada carinhosamente de “A Casa de Maurílio Gouveia” e na ocasião recebeu o Título de “Presidente Perpétuo” pela ABROL RJ – Academia Brasileira Rotária de Letras / Seção do Estado do Rio. Em tempo: ele foi Fundador, Presidente e é Presidente de Honra da ABROL Nacional. Diante de Waldenir de Bragança nos inclinamos respeitosamente e o saudamos com toda a força do nosso coração. Damos graças ao Senhor por tê-lo como fraternal amigo.

Aleluia!

Aleluia!. Matilde.


******************* 

Uyara Schiefer disse: Boa tarde, Alberto Araújo! Quero expressar minha emoção diante da belíssima homenagem prestada ao nosso querido amigo Dr. Waldenir de Bragança, intelectual que transcende o tempo e os títulos, e cuja vida é exemplo de ética e grandeza. Fiquei profundamente feliz ao ver registrada sua efeméride, celebrando os 55 anos de dedicação ao Rotary, instituição que tão bem reflete seu espírito de servir. Tive a honra de conhecê-lo em diferentes papéis: primeiro como meu professor na UFF, quando cursei Serviço Social, e mais tarde como meu aluno na Faculdade de Direito da Universo. Esse reencontro, tão singular, deu origem a uma amizade respeitosa e sincera, marcada pela admiração mútua e pelo reconhecimento de sua trajetória luminosa. Dr. Waldenir é daqueles homens que deixam marcas indeléveis na vida de quem cruza seu caminho, e eu tenho absoluta admiração por sua integridade, sua generosidade e sua capacidade de inspirar. Que sua história continue a ser celebrada com alegria e gratidão.

Uyara Schiefer. 







sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

MATILDE SLAIBI CONTI EM COLÓN – PORTA DO CARIBE PANAMENHO

 

No dia 9 de janeiro de 2026, a presidente do Elos Internacional, historiadora e líder cultural Matilde Slaibi Conti, esteve em Colón, Panamá, acompanhada de seu irmão Nagib Slaibi Filho e de Karin Dias, musa inspiradora de Nagib. A visita integra a viagem de Matilde em um cruzeiro cultural pelo Caribe, que tem revelado cidades históricas e paisagens marcantes da região. 

Colón é a segunda maior cidade do Panamá, localizada na extremidade caribenha do Canal do Panamá. Fundada em 1850, no término da ferrovia do Panamá, recebeu inicialmente o nome de Aspinwall, em homenagem a William Aspinwall, um dos fundadores da ferrovia. Em 1890, o governo panamenho renomeou a cidade para Colón, forma hispanizada de Colombo. Desde então, tornou-se um porto estratégico, centro comercial e destino turístico. Em 1953, foi transformada em zona de comércio livre, consolidando-se como um dos maiores portos “duty-free” do mundo, atraindo milhares de visitantes interessados em compras e negócios. 

A província de Colón é pequena em extensão, mas rica em história e cultura. Situada na costa caribenha central do Panamá, abriga parte do Canal do Panamá, uma das maiores obras de engenharia do mundo, que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico. O clima é quente e úmido, com temperaturas médias entre 24°C e 30°C durante todo o ano, tornando a região convidativa para o turismo. 

Entre os destaques estão cidades caribenhas como Portobelo e La Guaira, que oferecem ao visitante a vibrante magia caribenha, marcada pela gastronomia, pela música tradicional Calypso e pelas danças do Congo, declaradas Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO. O legado africano é celebrado na Casa de la Cultura Congo, onde oficinas e artesanatos mantêm viva a memória e a criatividade popular.

Colón também é porta de entrada para belas ilhas como Isla Grande e Isla Mamey, ideais para mergulho com snorkel, caiaque e passeios de barco. Para quem busca tranquilidade, as praias de areia branca oferecem descanso sob o sol caribenho. 

Além das praias, a província guarda tesouros naturais como o Parque Nacional de Portobelo, com trilhas que levam a cachoeiras escondidas em meio às florestas tropicais. A natureza exuberante se soma ao patrimônio histórico, criando uma experiência completa para o visitante. 

A história de Colón e da província é marcada por fortificações coloniais. Os fortes de San Lorenzo e Portobelo, construídos pelos espanhóis nos séculos XVII e XVIII, são exemplos magníficos da arquitetura militar da época. Em 1980, a UNESCO declarou esses sítios como Patrimônio da Humanidade, reconhecendo sua importância histórica e cultural. 

A cidade de Colón, como capital da província, está a menos de uma hora de atrações como a Estrada de Ferro do Panamá, a Eclusa do Lago Gatún e o próprio Forte San Lorenzo, além de oferecer acesso rápido às águas cristalinas do Caribe. 

A culinária de Colón reflete sua diversidade cultural. Embora seja fácil encontrar cozinhas americana, francesa e espanhola, o destaque está nos sabores locais. Frutos do mar frescos são abundantes, e o ceviche, peixe marinado em limão e temperos é uma especialidade regional. Para quem prefere outras opções, as empanadas recheadas com carne ou queijo são igualmente tradicionais e saborosas. 

PALAVRAS DA PRESIDENTE MATILDE SLAIBI CONTI

Durante sua visita, nossa presidente destacou o valor cultural e histórico de Colón com frases de impacto: 

Colón é uma porta aberta para o Caribe e para a história: aqui o passado e o presente se encontram em harmonia.”

“Ao contemplar as fortificações coloniais, sinto que a memória da América Latina se ergue em pedra e resistência.”

O povo de Colón, com sua música, sua dança e sua alegria, mostra que a cultura é a verdadeira riqueza de uma nação.”

A presença de Matilde Slaibi Conti em Colón não é mero turismo: é parte de um acompanhamento institucional das ações culturais da presidente, que reforça o papel do Elos Internacional na valorização da Língua Portuguesa e no diálogo com culturas irmãs. Cada visita é um elo entre povos, um gesto de diplomacia cultural e uma extensão do compromisso com o mundo lusófono.

Colón, com sua história de resistência, suas paisagens tropicais e sua riqueza cultural, foi palco de mais uma etapa da missão de Matilde Slaibi Conti, que certamente trará relatos enriquecedores sobre esta experiência caribenha.

 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional