quarta-feira, 4 de novembro de 2026

BORBOLETRANDO NAS ÁGUAS DA MEMÓRIA - ASAS QUE REFLETEM POESIA, O LEGADO DE MÁRCIA PESSANHA

O reflexo azul e cristalino da borboleta tocando as águas límpidas traz uma quietude que imediatamente desarma os dias corridos. Retorno com estas palavras ao deparar-me com este vídeo no Facebook, cuja beleza e leveza logo me reportaram à obra e à essência da nossa eterna borboletranda, Márcia Pessanha.

Em seu livro Borboletrando, com poesias memoriais, sociais e pessoal, Márcia realizou a proeza de transformar a própria existência em poesia, voando por entre memórias afetivas, reflexões sociais contundentes e confissões íntimas de uma alma que transborda sensibilidade. 

Ler Márcia é como assistir ao bater de asas retratado nessas imagens: um movimento suave, mas capaz de gerar ondas profundas de transformação ao nosso redor. Ela nos ensinou que poetizar é um ato de coragem e doação. Ao revisitar suas páginas, percebemos que sua arte não se encerrou; ela continua planando viva, tocando corações e lembrando-nos de que a verdadeira beleza habita nas coisas mais simples e verdadeiras da vida. Uma obra inesquecível, cuja sensibilidade permanecerá eternamente ecoando em nossos voos.

© Alberto Araújo



terça-feira, 3 de novembro de 2026

PROFESSOR MARCO ANTONIO MARTINS PEREIRA



Professor Marco Antônio Martins Pereira

Reconhecimento: Professor Laureado, Detentor da Cruz do Mérito Cultural e da Medalha Almeida Victor. Membro do Conseil Internacional de La Langue Française. No ano de 1998 é convidado pelo Ministro de Estado da Cultura Francisco Correia Welfort para a entrega do Prêmio Ministério da Cultura, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Destaque no IV Concurso Nacional de Crônicas (1995), Membro da Société Des Études Latines, Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Pós-Graduado em Latim pela Université De Nancy - França.




 

A PRESIDENTE DO ELOS INTERNACIONAL MATILDE CARONE SLAIBI CONTI MARCA PRESENÇA EM EVENTO NO CONSULADO DE ANGOLA, NO RIO DE JANEIRO

 

A Diretoria de Cultura do Elos Internacional informa a participação de nossa presidente, Matilde Carone Slaibi Conti, no evento promovido pelo Consulado-Geral da República de Angola no Rio de Janeiro em celebração ao Mês da Consciência Negra. 

Sempre ativa e comprometida com o fortalecimento dos laços culturais e institucionais, nossa presidente marca presença em iniciativas que valorizam a história, a diversidade e o intercâmbio entre os povos. Sua participação neste importante encontro reafirma o compromisso do Elos Internacional com a promoção da cultura, da memória e do diálogo entre diferentes nações e tradições. 

Realizado em 3 de novembro, no Espaço Cultural do Consulado-Geral de Angola, o evento reúne autoridades, pesquisadores, representantes da sociedade civil e convidados especiais em uma programação dedicada à reflexão sobre a herança africana e afro-brasileira. 

A programação inclui a abertura da exposição "Valongo: Justiça pela Memória do Cais", iniciativa que destaca a importância da preservação da memória histórica e da valorização das contribuições dos povos africanos e afrodescendentes, além da mesa de debates "Histórias e Vivências Afrodescendentes", com a participação de renomados estudiosos da temática.

Na postagem encontramos fotos: Presidente Matilde ao lado de Mateus de Sá Miranda Neto – Cônsul-Geral de Angola e Sabrina Campos da Cunha – Membro da Diretoria do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói e outras. 

A presença de Matilde Carone Slaibi Conti representa o constante empenho do Elos Internacional em apoiar ações que promovam o intercâmbio cultural, o respeito à diversidade e o fortalecimento das relações entre culturas, contribuindo para a construção de uma sociedade mais consciente, inclusiva e plural. 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional











SÉRGIO DA COSTA E SILVA RECEBE MEDALHA DE OURO DA SOCIÉTÉ D’ENCOURAGEMENT AU PROGRÈS


Ao longo de quase três décadas, Sérgio da Costa e Silva transformou a música de concerto em uma experiência acessível, democrática e sem fronteiras. Criador do projeto Música no Museu, consolidou uma trajetória marcada pelo compromisso com a cultura, pela formação de plateias e pela valorização de artistas de diferentes nacionalidades, aproximando públicos diversos da riqueza da música clássica. 

Agora, esse trabalho exemplar recebe reconhecimento internacional com a Medalha de Ouro da Société d’Encouragement au Progrès, uma das mais tradicionais distinções francesas dedicadas a personalidades que contribuem para o avanço da cultura, da ciência e da sociedade. A honraria celebra não apenas a visão e a dedicação de Sérgio, mas também o impacto duradouro de uma iniciativa que fez da música um instrumento de encontro, conhecimento e cidadania.

Ao ingressar em uma galeria de homenageados que inclui nomes como Tom Jobim, Joãozinho Trinta e o médico Deusdeth Gomes do Nascimento, Sérgio da Costa e Silva reafirma o valor da perseverança e da paixão pela cultura. Sua Medalha de Ouro representa uma conquista pessoal, mas também um reconhecimento à importância da arte como patrimônio universal e força transformadora da sociedade. Parabéns por essa merecida distinção. 

#MúsicaNoMuseu

#MedalhaDeOuro

#SociétéDEncouragementAuProgrès














segunda-feira, 2 de novembro de 2026

MATILDE CARONE SLAIBI CONTI: ENTRE RAÍZES, LETRAS E O DIREITO

Natural de Visconde do Rio Branco, em Minas Gerais, Matilde Carone Slaibi Conti traz em sua trajetória uma rica combinação de valores, cultura e dedicação intelectual. Nascida na Zona da Mata Mineira, em um município de profunda relevância histórica, fundado como São João Batista do Presídio e elevado à condição de vila e cidade ao longo do século XIX, até adotar sua atual denominação em 1943, Matilde carrega em sua essência a serenidade, a sensibilidade e os valores característicos do povo mineiro. Sua história, contudo, projeta-se para além das montanhas de sua terra natal, alcançando horizontes culturais e intelectuais amplos e significativos.

Pelas linhagens paterna e materna, Matilde ostenta com orgulho suas raízes libanesas. Trata-se de uma herança marcada pelo afeto, pelo respeito e pela profunda admiração ao Líbano, país cuja memória, história e tradição ela cultiva e homenageia continuamente. Essa ligação com a cultura libanesa reflete-se em sua atuação literária e cultural, destacando-se sua participação na Coletânea da Amizade Brasil-Monte Líbano 2024. 

Entre suas publicações, destaca-se a obra Ode à Ancestralidade – A Escola de Direito de Beirute, lançada sob o selo da Editora Comunità, de Niterói.

Existem obras que transcendem a condição de simples livros e se transformam em testemunhos vivos da memória, da cultura e da história. Ode à Ancestralidade nasce desse espírito. A obra constitui um tributo às raízes familiares da autora e, simultaneamente, uma homenagem à grandiosa Escola de Direito de Beirute, instituição que, na Antiguidade, rivalizou em importância com Roma e recebeu a alcunha de “Relicário das Constituições”. 

Grandes juristas e líderes religiosos passaram por suas salas, entre eles São Gregório, que lecionou Direito e deixou como legado o célebre Código Gregoriano. Ao resgatar essa tradição, Matilde entrelaça sua própria ancestralidade à herança cultural libanesa, demonstrando que a memória é uma força capaz de sustentar o presente e inspirar o futuro.

A obra celebra a justiça, a identidade e a gratidão às gerações que antecederam a nossa. Mais do que um livro, representa um convite à valorização das origens e à compreensão de que o conhecimento constitui uma poderosa ponte entre povos, culturas e épocas. 

Apesar do forte vínculo com sua terra natal e com suas ancestralidades, Matilde tornou-se niteroiense de coração. Foi em Niterói e no Estado do Rio de Janeiro que consolidou uma trajetória de destaque, atuando de forma expressiva na advocacia, na literatura, na cultura e no meio acadêmico. 

Como jurista e escritora, publicou recentemente a obra A Lei das Sete Partidas. Nesse trabalho, desenvolve uma abrangente análise histórica acerca do Direito e das concepções sociais da legislação, reunindo importantes reflexões sobre a elaboração desse célebre código jurídico, cuja influência alcançou diversos sistemas legislativos ao longo dos séculos.

Sua presença institucional e cultural é ampla e marcante. Matilde preside a Federação Internacional Elos da Comunidade Lusíada, o Cenáculo Fluminense de História e Letras, a Academia Brasileira Rotária de Letras do Estado do Rio de Janeiro e o Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói.

No âmbito jurídico e associativo, exerce o cargo de vice-presidente da OAB-Niterói, onde também atua como Delegada de Assuntos Culturais. Além disso, desempenha relevantes funções de liderança como Diretora Jurídica da União Brasileira de Escritores (UBE-RJ) e Assessora da Presidência da Casa da Amizade. 

Sua paixão pelas letras, pela cultura e pelo serviço à comunidade é reforçada por sua participação em reconhecidas instituições, entre as quais se destacam a Academia Fluminense de Letras, a Academia Niteroiense de Letras, o Instituto Histórico e Geográfico de Niterói, a Academia Rio-Branquense de Letras, o Instituto Histórico de Rio Branco, a Associação Niteroiense de Escritores e o Rotary Club de Niterói.

Matilde Carone Slaibi Conti consolida-se, assim, como uma das expressivas representantes da integração entre o Direito, a cultura, a literatura e a preservação da memória histórica. Sua trajetória exemplifica o diálogo harmonioso entre tradição e contemporaneidade, fortalecendo os laços entre diferentes povos, culturas e gerações. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 

CENA DO FILME "CASABLANCA" DE 1942


Cena icônica do filme clássico Casablanca (1942) momento em que a personagem Ilsa Lund (interpretada por Ingrid Bergman) pede ao pianista Sam (interpretado por Dooley Wilson) para tocar a célebre canção "As Time Goes By" no Rick's Café Américain. Enquanto Sam toca e canta ao piano os versos iniciais da canção, a câmara foca-se no rosto expressivo e nostálgico de Ilsa, evocando o passado romântico que partilhou com Rick Blaine em Paris.

 


 

domingo, 1 de novembro de 2026

UM PEDAÇO DE GIZ PARA MARCAR O MUNDO - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO

Antes de habitar livros, observatórios e satélites, muitas das ideias que mudaram nossa compreensão do cosmos surgiram como marcas brancas sobre um quadro escuro. Atrás delas estava Albert Einstein. À frente delas, um simples pedaço de giz. 

É curioso pensar nisso. A humanidade costuma imaginar os grandes gênios cercados de máquinas extraordinárias, instrumentos sofisticados e laboratórios futuristas. No entanto, boa parte das ideias que transformaram a ciência moderna nasceu do encontro entre uma mente inquieta e um objeto tão comum que qualquer professor poderia carregar no bolso. 

O quadro-negro era seu território. 

Ali, o mundo perdia suas aparências. O que para a maioria das pessoas era apenas rotina, para Einstein transformava-se em pergunta. Por que a luz se comportava daquela forma? O que era, afinal, a gravidade? O tempo corria igualmente para todos? O universo possuía limites? Entre uma questão e outra, o giz avançava. 

Traços rápidos. Equações. Setas. Correções. Linhas apagadas antes mesmo de serem concluídas. O quadro tornava-se uma espécie de mapa provisório de um território ainda desconhecido. Cada símbolo representava uma tentativa de enxergar além do horizonte das certezas. 

Quem entrasse numa sala depois de uma de suas aulas talvez encontrasse apenas um emaranhado de números e fórmulas. Nada particularmente impressionante aos olhos de um leigo. Mas a história costuma esconder seus momentos decisivos atrás de aparências modestas. Nem toda revolução veste uniforme. Nem toda descoberta anuncia a chegada com fanfarras. 

Algumas começam no silêncio. 

O giz que riscava o quadro era o mesmo utilizado por milhares de professores em escolas espalhadas pelo mundo. A diferença não estava no instrumento, mas na inquietação de quem o segurava. Einstein desconfiava das respostas definitivas. Quando uma ideia parecia encerrada, ele encontrava uma nova pergunta para abri-la novamente. 

Talvez por isso suas descobertas continuem fascinando tantas gerações. A ciência não avançou porque ele aceitava o mundo como era. Avançou porque ele insistia em perguntar se o mundo poderia ser diferente. 

Foi dessa desconfiança criativa que nasceram conclusões surpreendentes. O espaço deixou de ser uma espécie de palco imóvel. O tempo deixou de fluir como um rio igual para todos. Ambos tornaram-se partes de uma mesma realidade dinâmica, capaz de se deformar e influenciar tudo o que existe. 

Hoje essas ideias parecem familiares. Estão em documentários, livros didáticos e reportagens científicas. Mas, quando surgiram, desafiaram séculos de compreensão acumulada. O universo precisou ser redesenhado. 

E foi. 

Primeiro em traços de giz. 

Depois na mente dos cientistas. 

Por fim, na forma como a humanidade passou a olhar para o céu.

O mais interessante, porém, não é apenas o que Einstein descobriu. É a maneira como descobriu. Cada teoria carregava as marcas de inúmeras tentativas fracassadas. O pó branco espalhado sobre o quadro era também o vestígio dos erros. Equações abandonadas. Hipóteses corrigidas. Caminhos que não levavam a lugar algum. 

Costumamos admirar os resultados e ignorar os rascunhos. Fotografamos o momento da vitória, mas raramente prestamos atenção aos dias de dúvida que a antecederam. Admiramos a teoria pronta e esquecemos a folha amassada. Celebramos a conquista e ignoramos as horas de incerteza. 

O giz nos lembra justamente disso. 

Sua função não era escrever verdades eternas. Era permitir tentativas. Uma linha podia ser apagada. Outra poderia surgir logo ao lado. Nada era definitivo. Nada estava protegido da revisão. O conhecimento avançava porque alguém tinha coragem de admitir que talvez estivesse errado. 

Essa é uma das virtudes mais raras do ser humano. Reconhecer limites não reduz a inteligência. Ao contrário. Muitas vezes é o primeiro passo para ampliá-la. Einstein compreendia isso. Sua genialidade não estava apenas em formular respostas revolucionárias, mas em fazer perguntas que quase ninguém cogitava fazer. 

Num tempo em que tantas opiniões se apresentam como certezas absolutas, essa postura continua necessária. O progresso humano sempre dependeu de indivíduos capazes de olhar para aquilo que todos consideravam resolvido e perguntar, sem receio: "E se não for bem assim?" 

Einstein fez isso durante toda a vida.

Questionou o espaço.

Questionou o tempo.

Questionou as leis aparentemente imutáveis da natureza.

E cada novo questionamento deixava uma marca branca sobre o quadro-negro. 

No final do dia, o giz diminuía de tamanho. Tornava-se um fragmento cada vez menor entre os dedos. Bastava um movimento mais brusco para quebrá-lo. Sua existência era breve, quase insignificante. 

As ideias, porém, permaneciam. 

Continuavam viajando por laboratórios, universidades, observatórios e centros de pesquisa. Atravessavam fronteiras, idiomas e gerações. Inspiravam outros cientistas. Alimentavam novas descobertas. Produziam perguntas que conduziriam a outras respostas, e respostas que abririam espaço para novas perguntas. 

O pequeno pedaço de giz desaparecia.

A marca que deixava, não.

Talvez seja essa a beleza escondida nos objetos simples. Eles nos recordam que a grandeza raramente depende da grandiosidade dos meios. Uma ferramenta modesta pode participar de feitos extraordinários quando encontra uma mente capaz de enxergar além do óbvio. 

Nas mãos de Einstein, um pedaço de giz tornou-se muito mais que um instrumento de escrita. Transformou-se numa ponte entre a curiosidade humana e os mistérios do universo. 

E enquanto aquelas linhas brancas surgiam sobre o fundo escuro do quadro, algo muito maior estava sendo desenhado. 

Não eram apenas equações.

Era uma nova maneira de compreender o mundo. E talvez seja por isso que, mesmo depois de apagado o quadro, gasto o giz e encerrada a aula, aquelas marcas continuem visíveis. Não nos olhos, mas na história. Porque certas ideias deixam de pertencer ao seu tempo e passam a iluminar todos os tempos que vêm depois. E poucas foram tão luminosas quanto as que um dia nasceram de um simples pedaço de giz.

© Alberto Araújo




GUARDADOS NA MEMÓRIA DO TEMPO - TEXTO DE ALBERTO ARAÚJO

Crescer é um percurso inevitável, mas há um território no peito que a poeira dos anos não consegue cobrir: a infância. Aquela época luminosa trazia uma sabedoria límpida, em que os dias não eram medidos pelas horas do relógio, mas pela intensidade das descobertas. Tudo era vasto e pleno de sentido. O cheiro de terra molhada anunciando a chuva, a corrida descalça pelos caminhos de terra, o vento no rosto ao acompanhar o voo solto dos papagaios no horizonte e a risada franca ecoando pelo quintal desenhavam a arquitetura da nossa mais pura felicidade. 

Naquele tempo, os pequenos detalhes guardavam mistérios extraordinários. Uma pedra no chão virava tesouro, uma árvore antiga era fortaleza e o céu, ao entardecer, parecia pintado à mão só para nos fazer sonhar. Não existia a pressa de amanhã, apenas a urgência de viver o presente com o coração inteiro e a alma despida de qualquer peso. 

A infância tinha o dom raro de transformar o comum em extraordinário. Bastava um pedaço de madeira para se tornar espada, barco ou cavalo; uma caixa vazia podia ser castelo, nave espacial ou esconderijo secreto. A imaginação era a grande arquiteta daquele universo sem fronteiras, onde tudo era possível e os limites do mundo terminavam apenas onde a fantasia alcançava. Não precisávamos de muito para sermos felizes. A riqueza estava na capacidade de enxergar encanto onde os adultos viam apenas simplicidade. 

As tardes pareciam infinitas. O sol demorava a se despedir e cada minuto trazia uma nova aventura. Havia sempre um amigo chamando do outro lado do muro, uma brincadeira improvisada na rua, um desafio inventado na hora ou uma história fantasiada para preencher o tempo. O mundo era uma descoberta contínua. Cada canto escondia uma possibilidade e cada dia carregava a promessa de algo surpreendente.

Também eram preciosos os refúgios silenciosos. Sentar-se à sombra de uma árvore, observar as nuvens mudando de forma no céu ou ouvir o canto distante de um pássaro despertava sentimentos que ainda não sabíamos nomear. Existia uma conexão intuitiva com a natureza, uma proximidade espontânea com a beleza simples da vida. As estações do ano tinham personalidade própria, e cada uma delas deixava marcas afetivas guardadas para sempre na memória. 

As vozes daqueles que cuidavam de nós também permanecem vivas. O chamado carinhoso vindo da cozinha, as histórias contadas antes de dormir, os conselhos simples e os gestos de proteção foram construindo silenciosamente quem nos tornaríamos no futuro. Muitas vezes, só compreendemos a profundidade desses momentos quando o tempo passa e a saudade lhes confere um brilho ainda mais especial.

Com o avanço dos anos, aprendemos responsabilidades, enfrentamos desafios e acumulamos experiências. Ganhamos maturidade, mas também carregamos o risco de perder a capacidade de nos maravilhar. A rotina, os compromissos e as preocupações frequentemente erguem muros onde antes existiam horizontes. Sem perceber, deixamos de observar o pôr do sol, de contemplar a chuva caindo sobre os telhados ou de celebrar as pequenas alegrias que ainda visitam nossos dias. 

Entretanto, a criança que fomos nunca desaparece por completo. Ela permanece em algum lugar da memória, guardando os valores mais puros que possuímos. É ela quem nos lembra da importância da curiosidade, da espontaneidade e da esperança. É ela que nos convida a acreditar novamente quando a vida parece excessivamente dura, a sorrir sem motivo aparente e a encontrar beleza nas coisas mais simples. 

Revisitar essa essência não significa viver preso ao passado nem alimentar um saudosismo estéril. Significa reconhecer que, por trás das camadas de obrigações e experiências, existe um núcleo de autenticidade que continua pulsando. A infância não é apenas uma fase distante; é uma fonte permanente de sensibilidade, imaginação e verdade. Quando nos reconectamos com ela, recuperamos parte da nossa humanidade mais genuína. 

Talvez a grande lição guardada na memória do tempo seja justamente essa: a felicidade raramente mora nos grandes acontecimentos. Ela costuma habitar os instantes discretos, os encontros sinceros, os afetos compartilhados e as emoções simples que muitas vezes passam despercebidas. Aquilo que nos encantava quando crianças continua existindo ao nosso redor; o que muda é a forma como olhamos para o mundo.

Por isso, mesmo quando os compromissos nos exigem passos firmes e decisões sérias, vale a pena preservar o brilho daquela criança interior. Ela nos recorda que a vida ainda pede encantamento, simplicidade e a coragem de sonhar. E enquanto conservarmos essa chama acesa, nenhum tempo será capaz de apagar completamente a beleza dos dias que ficaram guardados para sempre na memória do coração. 

© Alberto Araújo





 

sábado, 31 de outubro de 2026

O PULSO DO VERSO: CELEBRAR A POESIA É MANTER O MUNDO HABITÁVEL - CELEBRANDO O DIA NACIONAL DA POESIA



Celebrando o Dia Nacional da Poesia – 31 de outubro

Silêncios pesam como ferro e palavras desatam nós na garganta, redefinindo o contorno exato da nossa humanidade. Neste 31 de outubro, data em que o Brasil consagra o seu Dia Nacional da Poesia, em honra perpétua à genialidade de Carlos Drummond de Andrade, somos convidados a parar o passo e escutar o ritmo secreto que pulsa sob a casca dura dos dias. 

Para nós, do Focus Portal Cultural, e para quem caminha pelas veredas da escrita e do jornalismo literário, a poesia não é um ornamento distante, um luxo reservado às estantes empoeiradas. Ela é pulso vivo. É a respiração de quem recusa a banalidade do mundo e decide, com a coragem dos artesãos da alma, esculpir sentido no efêmero. Fazer poesia, ou dedicar a vida a registrar o seu eco, é um ato de resistência poética e cívica; é compreender que a linguagem, quando tocada pela beleza e pela verdade, tem o poder indomável de salvar o homem de si mesmo. 

Olhar para a poesia é lembrar que viemos de raízes profundas, do canto dos rios e do chão fértil da nossa memória, mas é também erguer os olhos para o horizonte, seja do alto de uma varanda debruçada sobre a baía ou na quietude de um gabinete de trabalho onde os livros conversam em segredo. É nessa intersecção entre o cotidiano e o sublime que a arte poética se instala e nos transforma por dentro. 

Por isso, o nosso mais profundo e emocionado cumprimento a todos os poetas e poetisas. A vocês que, com mãos delicadas e coragem intransigente, continuam a rasgar o véu do óbvio para nos mostrar o indizível. Cada verso lançado ao vento é uma semente de esperança plantada na terra árida do tempo presente. 

E a você, jovem talento, que guarda no peito o fogo sagrado da criação e hesita diante da folha em branco: escreva. Não temas o peso da página nem o julgamento do mundo. O mundo precisa, hoje mais do que nunca, da sua voz inconfundível, do seu olhar único sobre as coisas, da sua coragem de nomear o amor, a dor, a esperança e o espanto. O verso que habita em ti é urgente e necessário. Pegue a pena, o teclado ou a voz e deixe o poema acontecer. 

Porque, enquanto houver quem escreva poesia, o ser humano continuará a ter onde morar. 

© Alberto Araújo

Diretor e Editor do Focus Portal Cultural


 

 

ONDE O SER HUMANO HABITA - POESIA DE ALBERTO ARAÚJO - HOMENAGEM AO DIA NACIONAL DA POESIA EM 31 DE OUTUBRO


Silêncios pesam como ferro.
Mas há palavras que cortam o ar,
que rasgam o óbvio
e devolvem o contorno exato à nossa humanidade.

Neste 31 de outubro,
consagramos o verso que respira.
Não como enfeite de estante,
mas como pulso vivo.

Para quem caminha na corda bamba da escrita,
escrever é recusar a banalidade do mundo.
É desatar o nó na garganta
e esculpir sentido no que passa rápido.

Um brinde aos que mantêm a escuta aberta.
E um chamado urgente a você,
que guarda um grito preso no peito
e olha para a página em branco com temor:

escreva.

O mundo precisa da sua voz exata,
sem disfarces.
Diga o nome do amor,
aponte a ferida,
mostre o espanto.

Enquanto houver alguém disposto a nomear o vento,
o ser humano terá onde morar.


© Alberto Araújo


 

EM TEMPOS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, LIVRO EXPLORA O PODER DA INTUIÇÃO, DA CRIATIVIDADE E DO BOM SENSO

O avanço da inteligência artificial coloca em discussão as habilidades necessárias para trabalhar, criar e tomar decisões em um cenário de rápidas mudanças. É nesse debate que se insere O poder da inteligência humana, de Angus Fletcher, lançamento do selo Principium, da Globo Livros. A obra investiga como a intuição, a imaginação, a inteligência emocional e o bom senso podem ajudar a enfrentar problemas para os quais a lógica e as informações disponíveis nem sempre oferecem uma resposta suficiente. 

Doutor em Neurociência pela Universidade de Michigan e em Literatura por Yale, Fletcher aproxima os dois campos para explicar o papel do pensamento narrativo na maneira como compreendemos experiências, imaginamos possibilidades e encontramos soluções. Sua proposta é mostrar como as capacidades que fazem parte da natureza humana podem ser desenvolvidas e aplicadas diante da incerteza. 

Com exemplos de artistas, cientistas, atletas, generais e CEOs, o autor aborda questões ligadas à inovação, à resiliência, à comunicação e à liderança. Ao longo do livro, apresenta práticas para exercitar essas habilidades, aprender com experiências e ampliar as possibilidades de ação em situações imprevisíveis. 

Organizada em três partes: Ativação, Aplicação e Ciência Primais, a obra retoma capacidades que foram fundamentais para a sobrevivência humana e discute sua relevância no presente. Em meio às transformações impulsionadas pela inteligência artificial, Fletcher propõe um olhar sobre os recursos humanos que ajudam a criar, adaptar-se ao inesperado e tomar decisões quando não há um caminho previamente traçado. 

SOBRE O AUTOR: 

Angus Fletcher é graduado e doutor em Neurociência pela Universidade de Michigan e doutor em Literatura por Yale. Atualmente é professor de Literatura Inglesa e Cinema na Universidade Estadual de Ohio. 

Título: O poder da inteligência humana

Autor: Angus Fletcher | Tradução: Gabriela Peres Gomes | Páginas: 336 | Formato: 14X21cm | Lançamento: 14/10/2026 

ISBN:  9786588132852 | Preço: R$ 64,90 | Preço e-book: R$ 49,90 

Assessoria de imprensa

Mariana Keller



 

FOCUS PORTAL CULTURAL


 

FAZER VALER A VIDA: A INSPIRADORA REFLEXÃO DE RICARDO FRANCO TEIXEIRA - RESENHA DA MATÉRIA: VOCÊ ACHA QUE O ANO PASSA RÁPIDO? TENHO UMA TEORIA... PUBLICADA NA EDIÇÃO: 1253 – NOVEMBRO 2026

 

A edição de novembro da revista Rotary Brasil traz, na mensagem do presidente Ricardo Franco Teixeira na pagina 17, uma reflexão inspiradora sobre a percepção do tempo e o verdadeiro significado da realização pessoal. Segundo o presidente, a sensação de que os anos passam cada vez mais rápido não está relacionada à duração do tempo em si, mas ao volume de objetivos que estabelecemos, às conquistas que alcançamos e ao entusiasmo com que encaramos a vida. Quanto maior é nosso envolvimento com causas, projetos e propósitos, mais intensa se torna a vontade de realizar, gerando a impressão de que o tempo é curto diante de tantas oportunidades de servir e construir algo relevante. 

A partir dessa reflexão, o texto conduz o leitor por uma rica apresentação dos principais temas da edição, evidenciando o dinamismo e a capacidade transformadora do Rotary. O presidente destaca a justa homenagem ao rotariano Henrique Vasconcelos, indicado para atuar como curador da Fundação Rotária no período de 2027 a 2031, reconhecimento que demonstra sua trajetória de liderança e dedicação ao ideal rotário. Também registra votos de sucesso ao casal Renata e Henrique Vasconcelos, ressaltando a importância de seu trabalho para a organização. 

Outro destaque é a matéria de capa sobre a Associação Brasileira da The Rotary Foundation (ABTRF), apresentada como uma das mais brilhantes iniciativas do Rotary brasileiro. O presidente relembra a visão de José Alfredo Pretoni, responsável por conceber uma estrutura transparente, ética e organizada para a captação de recursos destinados a projetos sociais. O texto também reconhece o trabalho de sucessivos líderes que deram continuidade a esse legado e enfatiza a gestão atual de Cláudio Takata, voltada para resultados, planejamento e expansão da atuação da entidade. 

A mensagem ainda evidencia o compromisso do Rotary com seu crescimento institucional, destacando iniciativas inovadoras para ampliação do quadro associativo, incluindo o uso de tecnologia para identificar milhares de potenciais novos integrantes. O autor também chama atenção para experiências bem-sucedidas, como o Rotary Club de Curitiba Corporativo Sanepar, exemplo de como modelos diferenciados podem fortalecer o serviço comunitário e a preservação ambiental. 

Especial destaque é dado ao protagonismo dos jovens do Rotaract, especialmente em projetos de alcance internacional. Entre os exemplos apresentados está uma iniciativa que uniu clubes de diferentes países para levar água limpa e saneamento a milhares de pessoas em Gana, demonstrando a força transformadora da cooperação global e o compromisso das novas gerações com o ideal de servir.

Ao final, Ricardo Franco Teixeira reforça uma mensagem de orgulho e pertencimento, lembrando que todas as ações apresentadas na revista têm um objetivo em comum: transformar vidas e beneficiar pessoas fora do movimento rotário. Trata-se de um convite à reflexão sobre o valor do serviço voluntário e sobre o impacto positivo que cada rotariano pode gerar na sociedade. 

Mais uma vez, a coluna do presidente se destaca pela qualidade de seu conteúdo, pela profundidade das reflexões e pela capacidade de conectar temas institucionais a valores humanos universais. Mês após mês, Ricardo Franco Teixeira oferece aos leitores artigos de excelência, bem escritos, motivadores e inspiradores, que valorizam o trabalho rotário e estimulam o engajamento em favor de uma sociedade melhor. Sua mensagem é sempre uma leitura enriquecedora, capaz de informar, emocionar e fortalecer o orgulho de pertencer à grande família do Rotary.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




NOVEMBRO, MÊS DA FUNDAÇÃO ROTÁRIA: MAIS DE UM SÉCULO TRANSFORMANDO VIDAS POR MEIO DO SERVIR - CELEBRANDO OS 109 ANOS DA FUNDAÇÃO ROTÁRIA

Novembro ocupa um lugar especial no calendário rotário mundial. Reconhecido oficialmente como o Mês da Fundação Rotária, este período é dedicado à celebração de uma das mais importantes organizações filantrópicas do planeta, responsável por apoiar milhares de projetos humanitários, educacionais e de desenvolvimento comunitário em todos os continentes. Mais do que uma data comemorativa, novembro é um convite para refletir sobre o impacto que a solidariedade organizada pode gerar quando pessoas comprometidas se unem em torno do ideal de servir.

A história da Fundação Rotária começou em novembro de 1917, quando Arch C. Klumph, então presidente do Rotary International, propôs a criação de um fundo destinado a fazer o bem no mundo. A ideia era simples, mas revolucionária: reunir contribuições voluntárias de rotarianos para financiar ações capazes de melhorar a vida das pessoas. Com o passar das décadas, aquele fundo inicial transformou-se em uma das mais respeitadas fundações humanitárias internacionais, tornando realidade projetos que alcançam comunidades em situação de vulnerabilidade nos mais diversos países. 

A missão da Fundação Rotária sempre esteve alinhada ao lema que inspirou sua criação: “Fazer o Bem no Mundo”. Graças a essa visão, milhões de pessoas foram beneficiadas por iniciativas voltadas à saúde, educação, acesso à água potável, saneamento básico, proteção ambiental, desenvolvimento econômico e promoção da paz. A Fundação tornou-se o principal instrumento pelo qual os Rotary Clubs conseguem ampliar seu alcance e transformar boas intenções em resultados concretos e duradouros. 

Ao longo de sua trajetória, a atuação da Fundação evoluiu para atender desafios cada vez mais complexos. Inicialmente concentrada em programas educacionais, a instituição expandiu suas ações para projetos humanitários a partir do final da década de 1960. Posteriormente surgiram iniciativas que marcaram a história do Rotary, como os programas de bolsas de estudo internacionais, os Centros Rotary pela Paz e, especialmente, o PolioPlus, considerado um dos maiores esforços de saúde pública já liderados por uma organização não governamental. 

O programa PolioPlus representa um dos maiores orgulhos do Rotary. Desde seu lançamento, mobilizou voluntários, governos e parceiros internacionais em uma campanha global para erradicar a poliomielite. O resultado desse trabalho é extraordinário: a doença foi reduzida em praticamente todo o mundo, aproximando a humanidade de um objetivo histórico que parecia impossível há algumas décadas. Além dos recursos financeiros investidos, milhões de horas de trabalho voluntário foram dedicadas à imunização infantil e à conscientização das comunidades. 

Outro aspecto fundamental da Fundação Rotária é seu compromisso com a construção da paz. Por meio de centros especializados e programas de formação de líderes, o Rotary investe na capacitação de profissionais capazes de atuar em mediação de conflitos, cooperação internacional e desenvolvimento social. A crença de que a paz é construída por meio da educação, do diálogo e do entendimento mútuo continua sendo uma das bases da organização. 

Durante o mês de novembro, clubes rotários de todo o mundo realizam campanhas de conscientização, eventos comemorativos, palestras e iniciativas de arrecadação de recursos destinados à Fundação. É também um momento para reconhecer os doadores, celebrar conquistas e reforçar o compromisso coletivo com os ideais rotários. Tradicionalmente, a terceira semana de novembro também é marcada pelas celebrações da Semana da Fundação Rotária, fortalecendo ainda mais o espírito de gratidão e serviço. 

Em 2026, o Rotary International vive um momento histórico sob a liderança de Olayinka Hakeem Babalola, da Nigéria, que assumiu a presidência mundial da organização em 1º de julho. Tornando-se apenas o segundo africano a ocupar o cargo, Babalola simboliza o caráter verdadeiramente global do Rotary e a crescente participação do continente africano nas decisões que moldam o futuro da instituição. 

Com uma trajetória marcada pelo compromisso com o desenvolvimento comunitário, a saúde pública e a promoção da paz, Babalola traz para sua gestão uma visão focada na geração de impacto duradouro. Sua mensagem destaca a importância de fortalecer comunidades locais, ampliar oportunidades de crescimento humano e incentivar a compreensão entre povos e culturas. Para ele, o Rotary possui um papel essencial em um mundo marcado por desafios sociais, econômicos e humanitários cada vez mais complexos. 

Engenheiro de formação e líder empresarial com décadas de experiência no setor de petróleo e gás, Babalola iniciou sua caminhada rotária ainda na juventude, por meio do Rotaract. Desde então, dedicou mais de quatro décadas ao ideal rotário, ocupando cargos de liderança e apoiando importantes iniciativas internacionais. Seu envolvimento com os programas de erradicação da poliomielite e com os Centros Rotary pela Paz demonstra sua convicção de que o serviço voluntário pode gerar transformações profundas e permanentes. 

Atualmente, o Rotary reúne cerca de 1,2 milhão de associados distribuídos em mais de 45 mil clubes ao redor do mundo. Apesar de sua dimensão global, a essência da organização permanece a mesma desde sua fundação: unir pessoas de diferentes profissões, culturas e nacionalidades em torno do propósito de servir. Essa capacidade de conectar indivíduos e transformar a boa vontade em ação concreta é o que mantém viva a relevância do Rotary ao longo de mais de um século.

Celebrar o Mês da Fundação Rotária é reconhecer a força da generosidade, da cooperação e da liderança servidora. É recordar que grandes mudanças começam com pequenas ações e que, quando homens e mulheres colocam em prática o lema “Dar de Si Antes de Pensar em Si”, comunidades inteiras podem prosperar. Novembro, portanto, é mais do que uma homenagem à Fundação Rotária. É uma celebração de todos aqueles que acreditam que servir é, acima de tudo, uma das formas mais nobres de transformar o mundo. 

O rotariano Henrique Vasconcelos, indicado para atuar como curador da Fundação Rotária no período de 2027 a 2031, reconhecimento que demonstra sua trajetória de liderança e dedicação ao ideal rotário. Também registra votos de sucesso ao casal Renata e Henrique Vasconcelos, ressaltando a importância de seu trabalho para a organização.

© Alberto Araújo

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