sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O CANTO DAS ÁGUAS DIVIDIDAS - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO - INSPIRADA NO ESTUÁRIO DO RIO PARNAÍBA

O vento que sopra na foz do Parnaíba não carrega apenas o sal do Atlântico; ele carrega o peso do tempo, o pó das margens ancestrais e o segredo de um rio que se recusa a morrer num leito só. Anos atrás, estive ali. Naquela terra de fronteiras fluidas, onde o mapa perde a soberania e a geografia se torna um exercício de imaginação, percebi que o mundo não é feito de linhas retas, mas de encruzilhadas líquidas.

 

O Delta do Parnaíba, o único em mar aberto das Américas, é um delírio cartográfico. Quando o rio, após atravessar sertões e savanas, cansa de sua própria marcha solitária, ele não desemboca simplesmente no mar: ele se fragmenta. Rasga-se em dezenas de braços, canais, igaraçus e ilhas efêmeras como o Caju e as Canárias. É como se o gigante de água doce, ao vislumbrar a imensidão salgada do oceano, hesitasse, multiplicando-se em mil caminhos para prolongar o abraço.

 

A visitar aquela zona estuarina é, antes de tudo, suspender a certeza de onde começa a terra e onde termina o mar. Ali, o horizonte é uma promessa borrada. As marés respiram com a força de um fôlego milenar: duas vezes por dia, o oceano avança, empurrando o rio de volta para o continente, forçando-o a subir, a refluir, a negociar seu espaço. É um balé de forças invisíveis, um embate perpétuo e amoroso entre a doçura da nascente e a voracidade do abismo azul.

 

Lembro-me do silêncio denso dos manguezais. Suas raízes aéreas, expostas como garras nodosas, parecem deitar-se sobre a lama fértil numa vigília eterna. O mangue é o berço e o túmulo, o laboratório da vida que se transforma. É ali que a matéria orgânica apodrece para renascer em cardumes prateados, em caranguejos que marcham em silêncio, em aves marinhas que recortam o céu cor de fogo ao entardecer. No estuário, nada se perde; tudo se dissolve na alquimia das marés.

 

Sob o amparo da Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba, a região resiste como um santuário de resiliência. Enquanto o mundo exterior acelera, cimentando margens e canalizando destinos, o Parnaíba insiste em seu direito de divagar. Seus canais mudam de desenho a cada estação das chuvas; bancos de areia nascem e desaparecem ao capricho da correnteza. É a natureza exercendo sua soberania inegociável, lembrando aos homens que o controle é apenas uma ilusão passageira.

 

Caminhar por aquelas paragens é sentir a própria identidade se diluir. Diante da vastidão daquele labirinto verde e azul, compreendi que as grandes passagens da vida, assim como o estuário, não são lugares de chegada, mas zonas de transição. É na mistura das águas, no choque fecundo entre o que é doce e o que é salgado, que a verdadeira vida acontece. O Parnaíba nos ensina que crescer é aprender a se abrir, a perder contornos rígidos e a desaguar, corajosamente, na imensidão. 

 

© Alberto Araújo

 



MARIA IZABEL DE BRAGANÇA – A INFANTA PORTUGUESA QUE MOROU NO BRASIL E FOI RAINHA DA ESPANHA - JULIANA BEZERRA DE MENEZES PINTO - UM MARCO PARA O UNIVERSO CULTURAL BRASILEIRO -

Que privilégio ter participado desse grande acontecimento em 05 de agosto de 2026, na OAB-Niterói! Antes mesmo do momento do lançamento oficial, tivemos acesso a um “spoiler” generoso da autora Juliana Bezerra de Menezes Pinto, que nos permitiu mergulhar nas páginas de Maria Izabel de Bragança – A infanta portuguesa que morou no Brasil e foi rainha da Espanha. Esse vislumbre antecipado já revelava a força da obra e a relevância de sua contribuição para o universo cultural brasileiro. 

O livro não é apenas uma narrativa histórica; é um convite a compreender os laços entre Brasil, Portugal e Espanha, mostrando como figuras aparentemente distantes da nossa realidade tiveram papel decisivo na formação de identidades e na construção de pontes culturais. Participar desse lançamento foi testemunhar a celebração da memória, da pesquisa e da dedicação em trazer à tona uma história que merece ser conhecida e valorizada.

A obra se insere como marco no cenário literário e acadêmico, reforçando a importância de revisitarmos o passado para iluminar o presente. Um momento inesquecível, que ficará registrado como parte da nossa trajetória cultural. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural





 

PARABÉNS, ALICE FONTANELLA!

07 de agosto, um dia em que a música respira com mais doçura, porque celebra o nascimento de uma voz que suplanta o tempo e as fronteiras da emoção. Alice Fontanella, mezzo-soprano de alma luminosa, recebe hoje não apenas votos de felicidade, mas o reconhecimento por ser uma artista que transforma o silêncio em melodia e o instante em eternidade. 

Sua voz não é apenas som,  é essência, é ponte entre o humano e o divino. Cada nota que ecoa de seu canto carrega o perfume da sensibilidade e o vigor da entrega. Há em sua arte uma verdade que toca o invisível, uma força que desperta o que há de mais puro em quem a escuta. 

O Focus Portal Cultural celebra com alegria e admiração o aniversário dessa intérprete singular, cuja trajetória é marcada por disciplina, paixão e uma busca incessante pela beleza. Alice é presença que ilumina palcos e corações, levando consigo o brilho de quem entende que cantar é servir à arte e à vida com devoção. 

Que este novo ciclo seja repleto de descobertas, aplausos e horizontes abertos. Que sua voz continue sendo uma luz intensa para os que acreditam na arte como caminho de transcendência. Que a música siga sendo sua morada, sua missão e seu abraço ao mundo. 

Hoje, celebramos não apenas a artista, mas a mulher que, com generosidade e sensibilidade, faz da cultura um território de encontro e emoção.

Parabéns, Alice Fontanella, que sua voz continue habitando os silêncios da alma e revelando o infinito que existe dentro de cada nota. A voz que transforma o instante em eternidade. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

07 de agosto de 2026.

 

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

ELOS INTERNACIONAL DA COMUNIDADE LUSÍADA: 64 ANOS DE HISTÓRIA E CULTURA

Em 06 de agosto de 1962, na cidade de Santos, nasceu oficialmente o Elos Internacional da Comunidade Lusíada, fruto de um ideal que vinha sendo gestado desde meados da década de 1950. Sessenta anos depois, em 06 de agosto de 2022, durante Convenção Extraordinária realizada na sede do Elos Clube de São Vicente, a entidade passou a se chamar FEDERAÇÃO INTERNACIONAL ELOS DA COMUNIDADE LUSÍADA, reafirmando sua vocação universal e sua missão de integração cultural. 

Tudo começou por volta de 1956, quando o médico santista Eduardo Dias Coelho reuniu amigos ligados às tradições luso-brasileiras. Seu objetivo era claro: criar uma entidade que promovesse a aproximação entre Brasil e Portugal, preservando o patrimônio cultural e o humanismo herdado da civilização portuguesa. 

Três anos depois, em 8 de agosto de 1959, treze homens se reuniram na Av. Saturnino de Brito nº 759, em São Vicente, diante da enseada histórica onde, em 1532, aportaram as caravelas de Martim Afonso de Souza. Ali nasceu o embrião do movimento, inicialmente chamado Clube das Oliveiras, símbolo da paz e da união. 

Entre os fundadores estavam nomes como Manoel Antonio Marçal, Hermes Barsotti, José de Souza, Mario de Almeida Nunes, Manuel Antonio Gomes, Joaquim da Rocha Brittes, Arimondi Falconi, Aires Pedro dos Santos, Adelino Migués Picado, Waldemar da Cruz, Luiz Espinha e Henrique Martins, liderados por Eduardo Dias Coelho. Pouco depois, o nome foi alterado para Elos Clube, e o distintivo criado por Marco Antonio Coelho foi ajustado por Nelson Duarte Barbosa: dois ramos de oliveira unidos por dois elos, representando a paz e a ligação entre os povos.

O movimento cresceu rapidamente. Em 1960, chegou a São Paulo; em 1961, a Curitiba e Belo Horizonte. Em 1962, durante a primeira Convenção realizada em Santos, foi oficializada a internacionalização: nascia o Elos Internacional da Comunidade Lusíada. 

A corrente se expandiu para Lisboa (1963), Montes Claros (1963), Rio de Janeiro (1965), Beira – Moçambique (1968), Fortaleza (1969), Luanda – Angola (1969), São Vicente (1973), Praia Grande (1973), Brasília (1974), e muitos outros. Nos anos 1980 e 1990, o movimento alcançou cidades como Niterói, Umuarama, Maringá, Londrina, Faro, Tavira, Olhão, Grande ABC, Macau e Mandaguari. 

Mesmo enfrentando desafios políticos e econômicos, o Elismo manteve sua chama viva, realizando convenções internacionais a cada dois anos e reafirmando seu compromisso com a língua portuguesa e a fraternidade entre os povos. 

O DIA NACIONAL DO ELOS

O reconhecimento oficial veio em 2015, com a Lei Nº 13.108, que instituiu o Dia Nacional do Elos Internacional da Comunidade Lusíada, celebrado em 8 de agosto. A data rememora a fundação do Clube das Oliveiras em 1959, marco inicial de um movimento que se tornaria global. 

O IDEAL ELISTA 

O Elismo é mais do que uma associação cultural: é um movimento de congregação de valores humanos, predispostos a defender a aliança e promover a boa compreensão entre os povos de língua portuguesa. É veículo de propagação e defesa dos ideais da comunidade lusíada, e ao mesmo tempo, fonte de confraternização e amizade.

IMPACTO E LEGADO 

Eduardo Dias Coelho: fundador visionário, médico e humanista.

Clube das Oliveiras: símbolo inicial da paz e união.

Expansão internacional: presença em Portugal, África e até Macau.

Dia Nacional do Elos: reconhecimento oficial no Brasil.

Federação Internacional: nova fase iniciada em 2022

FEDERAÇÃO INTERNACIONAL ELOS DA COMUNIDADE LUSÍADA é uma ponte viva entre continentes, culturas e gerações. Nasceu da visão de um grupo de homens apaixonados pela herança luso-brasileira e se transformou em um movimento internacional que celebra a língua portuguesa, promove a fraternidade e defende os valores universais de paz e compreensão.

Sessenta e quatro anos depois, o sonho iniciado em São Vicente continua. O Elismo não é apenas memória: é futuro, é cultura, é humanidade em movimento.

 

ROTARY INTERNACIONAL - CONHEÇA OS NOVOS COORDENADORES REGIONAIS DA REGIÃO 31

O Rotary no Brasil parabeniza Erlon Cimardi e Patrícia Parreira, designados para o período de 2027 a 2030 como Coordenador Regional do Quadro Associativo e Coordenadora Regional da Imagem Pública, respectivamente, na Região 31 — Zonas 24 e 25, indicados pelo Diretor-Eleito do RI, Paulo Fonseca. 

Erlon, empresário, associado do Rotary Club de Timbó–Pérola do Vale, SC, foi governador do Distrito 4652 em 2022-23 e dará continuidade ao trabalho de Anne Gomes no fortalecimento e desenvolvimento dos clubes.

Patrícia, jornalista e associada do Rotary Club de Paraíso do Sul, RS, foi governadora do Distrito 4780 em 2024-25 e destacou-se na comunicação e na mobilização rotária durante as enchentes no Rio Grande do Sul. Será responsável pelo seguimento do trabalho da coordenadora Silmara Pazini. 

Saiba mais em: 

* (Facebook)







 

LANÇAMENTO DA OBRA: MARIA IZABEL DE BRAGANÇA: A INFANTA PORTUGUESA QUE MOROU NO BRASIL E FOI RAINHA DA ESPANHA, DE JULIANA BEZERRA DE MENEZES PINTO

Na tarde-noite de 05 de agosto de 2026, em que a memória se fez presente e a cultura encontrou abrigo, a OAB Niterói abriu suas portas para celebrar não apenas um livro, mas uma travessia histórica. O lançamento da obra: “Maria Izabel de Bragança: A Infanta portuguesa que morou no Brasil e foi Rainha da Espanha” escrita por Juliana Bezerra de Menezes Pinto, tornou-se um marco de encontro entre passado e presente, entre a tradição das letras e a vitalidade da pesquisa histórica.

A obra convida o leitor a percorrer os caminhos de uma personagem que, embora muitas vezes esquecida pelas narrativas oficiais, foi ponte viva entre três mundos: Portugal, Brasil e Espanha. Maria Izabel, filha da Casa de Bragança, traz em sua trajetória os deslocamentos de uma época em que as monarquias se entrelaçavam e os destinos individuais se tornavam símbolos de alianças políticas e culturais. Ao narrar sua vida, Juliana Bezerra resgata uma presença feminina de relevância e ilumina as sutilezas das relações luso-brasileiras, revelando como o Brasil esteve presente na tessitura das dinastias europeias. 

O Auditório da OAB Niterói, na Av. Ernani do Amaral Peixoto, 507, Centro, foi marcado por emoção, cultura e confraternização transformou-se em palco de solenidade e emoção. A mesa diretora, composta por Dr. Pedro Gomes, Presidente da OAB Niterói; Matilde Carone Slaibi Conti, Vice-presidente; Geraldo Bezerra de Menezes, advogado e jornalista; Heliane Abicalil, presidente da Casa da Amizade; Idalina Andrade Gonçalves, membro do Real Gabinete Português de Leitura; e a autora Juliana Bezerra, deu à cerimônia o tom de respeito e reconhecimento.

O evento iniciou-se com a execução técnica do Hino Nacional Brasileiro, momento em que todos se levantaram em reverência. Logo após, Dr. Pedro Gomes tomou a palavra e deixou transparecer sua emoção: saudou a advocacia, os presentes e, com especial carinho, a família Bezerra de Menezes, destacando o orgulho de acolher sua prima Juliana. Confessou que, embora já tenha discursado em diversos lugares, nunca se sentiu tão nervoso quanto naquele momento, pois falava diante da própria família. Ressaltou ainda a relevância da Infanta Maria Izabel de Bragança, lembrando que se tratava de uma princesa que se tornou rainha, uma mulher à frente de seu tempo, que inaugurou o Museu do Prado e deixou marcas profundas na cultura.

Em seguida, ouvimos as palavras da Vice-presidente Matilde Carone Slaibi Conti. Com voz carregada de emoção, evocou a beleza da noite invernal que, apesar do frio, estava aquecida pela alegria do encontro. Em tom poético, lembrou que Maria Izabel “viu e venceu” ao chegar à Espanha, sendo responsável por idealizar o Museu do Prado, gesto que revela sua força e pioneirismo em tempos em que poucas mulheres tinham espaço para iniciativas culturais. Ao final, dirigiu-se à autora com gratidão e reconhecimento, afirmando que a noite era marcada não apenas por um lançamento literário, mas por uma celebração da memória e da identidade. 

Após as falas institucionais, Juliana Bezerra foi convidada a compartilhar um “spoiler” de sua obra. Com entusiasmo e rigor histórico, apresentou ao público informações sobre a vida de Maria Izabel de Bragança, ilustrando sua fala com imagens projetadas em slides no DataShow. Cada fotografia e documento revelava fragmentos de uma trajetória que une Portugal, Brasil e Espanha, permitindo que os presentes visualizassem a dimensão cultural e política dessa infanta que se tornou rainha. 

Juliana destacou episódios marcantes da vida de Maria Izabel, mostrando como sua presença no Brasil deixou marcas sutis, mas significativas, e como sua atuação na Espanha foi decisiva para a criação do Museu do Prado e para iniciativas pioneiras, como o ensino de desenho para meninas carentes. A plateia acompanhava com atenção, absorvendo a riqueza de detalhes que a autora trouxe à tona. 

Ao final da apresentação, o professor Henrique Vianna brindou os presentes com uma interpretação ao violão da canção Garota de Ipanema. O momento musical trouxe leveza e poesia, criando um elo entre a história e a cultura brasileira contemporânea. Em seguida, todos foram convidados ao Salão Nobre Waldemar Zveiter, onde a autora recebeu os convidados para autógrafos. O ambiente se transformou em espaço de confraternização, com um delicioso coquetel que selou a noite de celebração. 

O livro Maria Izabel de Bragança: A Infanta portuguesa que morou no Brasil e foi Rainha da Espanha, publicado pela Editora Paco, reúne 292 páginas de pesquisa minuciosa e narrativa envolvente. Ao revelar sua contribuição para a fundação do Museu Nacional do Prado e sua dedicação ao ensino artístico para meninas desfavorecidas, Juliana Bezerra resgata não apenas uma figura feminina de liderança, mas também um elo cultural que conecta o Brasil às grandes dinastias europeias. 

Mais do que uma biografia, a obra é um convite à reflexão sobre o papel das mulheres na História, sobre os vínculos entre culturas e sobre a importância de preservar memórias que, muitas vezes, permanecem invisíveis. É um gesto de reconhecimento e de valorização da identidade luso-brasileira, que ganha nova luz através da pesquisa e da escrita.

Maria Izabel de Bragança (1797–1818) permanece, até hoje, uma presença desconhecida para a maioria dos brasileiros, apesar de ter vivido no Rio de Janeiro por oito anos e de ter sido rainha da Espanha. Filha da infanta espanhola D. Carlota Joaquina e do príncipe português D. João, cresceu em Portugal ao lado dos irmãos, entre eles o futuro imperador do Brasil, D. Pedro I. 

Aos dez anos, viu-se obrigada, pela força das invasões napoleônicas, a atravessar o Atlântico e instalar-se no Brasil, onde completaria sua formação, enfrentando ao mesmo tempo as crises de epilepsia que marcaram sua existência. 

Com a queda de Napoleão em 1814, os países ibéricos buscavam reconstruir-se após os anos de ocupação francesa. Nesse contexto, Fernando VII da Espanha encontrava-se viúvo, e sua irmã, D. Carlota Joaquina, ofereceu uma de suas filhas em casamento. Escolhida pelo tio, em 1816, Maria Izabel partiu para a Espanha, onde se dedicou a projetos educacionais e artísticos, tornando-se protagonista na criação do Museu Nacional do Prado e na promoção do ensino de desenho para meninas carentes, iniciativas visionárias para uma mulher de sua época.

O momento literário ganhou contornos ainda mais afetivos pela presença de seus familiares. A Rosa Maria, a mãe, o esposo Alexandre e o filho Leandro da autora acompanharam cada instante com carinho, desde as apresentações até o momento dos autógrafos, tornando o evento não apenas uma celebração literária, mas também um encontro de afetos e raízes. No salão nobre, entre abraços e dedicatórias, muitos leitores tiveram seus exemplares autografados, guardando consigo não apenas um livro, mas a memória viva de uma noite cultural.

A solenidade reuniu nomes de destaque da cena cultural e acadêmica: Márcia Pessanha, presidente da Academia Fluminense de Letras; Jocelin Marry Nery, presidente do Elos de Niterói; Nagela Bouvier, presidente do Elos de São Gonçalo, representando também os Elos Universitário e Itaipu; além da presença marcante da Dra. Zezé Gomes, Regina Coeli V. Silveira e Silva representando o Rotary Niterói-Norte, Maria Otilia Camillo representando a ANE, Regina Tauil da Casa da Amizade, Verônica Costa, a professora Verônica Palladino, Conselheira Rejane Goulart, a mariana Conselheira da Instituição, Márcio Selles, Ernesto Guadalupe e tantos outros que abrilhantaram o encontro.

Entre discursos, música e confraternização, o lançamento se transformou em um mosaico de cultura e memória. A autora, ao lado de sua família, irradiava gratidão e orgulho, enquanto os convidados celebravam não apenas a biografia de uma infanta esquecida, mas também o gesto de resgate histórico que conecta Brasil, Portugal e Espanha. A noite encerrou-se com o sabor do coquetel, o calor dos diálogos e a certeza de que a literatura, quando se alia à história e ao afeto, é capaz de criar pontes que atravessam o tempo e permanecem na alma. 

O lançamento foi registrado com sensibilidade pelo Focus Portal Cultural, sob o olhar atento do jornalista e escritor Alberto Araújo e a fotógrafa Lilian da Costa  que eternizou em palavras e imagens a atmosfera de emoção que tomou conta da OAB Niterói.

Uma tarde-noite memorável, em que literatura e história se entrelaçaram para dar vida a uma personagem que merece ser lembrada e celebrada. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural