A recente publicação do jornalista José Andrade no portal Portuguese Times, intitulada "Três professores açorianos no Brasil", percorrida em inúmeros países pelo mundo, trouxe à luz trajetórias de vida que são, por si sós, pontes culturais erguidas entre os Açores e o Brasil. O artigo, que integra a inspiradora seção "Décima Ilha", celebra a contribuição de três personalidades açorianas que, radicadas em diferentes estados brasileiros, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo, mantêm pulsante a essência de sua terra de origem.
Na crônica de José Andrade, o percurso de dois ilustres açorianos é destacado, simbolizando, ao lado de nossa companheira, a força inabalável da diáspora:
Conceição Flores: Natural da ilha do Faial e residente em Natal, Rio Grande do Norte, desde 1983. Mestre em Literatura Comparada e Doutora em História da Educação, dedica-se profundamente à produção literária feminina e à memória cultural, sendo sócia do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.
Manuel de Medeiros: Natural da ilha de São Miguel, emigrou para o Brasil em 1956, estabelecendo-se em São Paulo. Com uma formação vasta que inclui Engenharia, Matemática, Física, Pedagogia e Direito, foi um visionário empresarial e educacional. Além de fundador da empresa "Equipamentos para Pintura MAJAM", teve papel fundamental na preservação cultural como fundador da Casa dos Açores de São Paulo e responsável pela inclusão das festas do Divino Espírito Santo no calendário oficial da capital paulista.
Entre os nomes reverenciados, destaca-se com brilho singular a companheira desse jornalista que escreve crônica, a elista e cenaculista, Idalina Andrade Gonçalves. Nascida em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, Idalina iniciou os seus estudos no antigo Liceu de Angra antes de cruzar o oceano para se estabelecer no Brasil ainda jovem.
Sua trajetória é um lírico entrelaçar de ciência e arte, marcada por uma sólida base acadêmica e uma busca incessante pelo conhecimento. Idalina licenciou-se em Psicomotricidade, Biomedicina e Ciências Biológicas, acumulando pós-graduações que formam um arcabouço intelectual vasto: Biomedicina, Neurofisiologia, Geriatria e Gerontologia, Saúde e Envelhecimento do Idoso, Biologia Molecular, Musicoterapia, Educação e Pesquisa Genética.
Um dos pontos mais realçados pelo jornalista José Andrade foi o labor científico de Idalina na pós-graduação de Neurologia da Universidade Fluminense, onde, durante 11 anos, investigou a Doença de Machado-Joseph, uma patologia com forte ligação aos Açores. Além da ciência, Idalina transita com a leveza de uma artista pelas artes e pela diplomacia cultural: Sociedade Eça de Queiroz: Secretária Executiva; Real Gabinete Português de Leitura: Secretária-adjunta; Academia Luso-Brasileira de Letras: Secretária-adjunta; Consulado Português no Rio de Janeiro: Membro Consultivo; Associação das Jornalistas e Escritoras do Brasil: Integrante; Elos Clube e Cenáculo Fluminense de História e Letras é Membro
Como autora das obras Coimbra Século XIX e O Caminho Une o Tempo, e idealizadora do projeto "Associação dos Ilustres Poetas da Escola", Idalina solidifica o seu papel como incentivadora literária e guardiã das letras.
A matéria de José Andrade, baseada no livro de sua autoria, “Conversas da Diáspora – 50 Açorianos pelo Mundo (2024)”, eterniza esses exemplos de vida, celebrando o impacto imensurável de Idalina Andrade Gonçalves na preservação e na difusão da alma açoriana em terras brasileiras.
Leia
a matéria completa de José Andrade no jornal “Portuguese Times”:
https://portuguesetimes.com/tres-professores-acorianos-no-brasil/
©
Alberto Araújo
Focus
Portal Cultural
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