sexta-feira, 29 de maio de 2026

CRA-RJ ITINERANTE - COMPROMISSO COM A VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL E PROXIMIDADE

O Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ) reafirma o seu compromisso com a categoria ao promover a iniciativa CRA-RJ Itinerante.

Sob a gestão do presidente Administrador Wagner Siqueira, o Conselho tem buscado incansavelmente a descentralização dos serviços, levando a estrutura administrativa para mais perto de profissionais e estudantes em todo o estado. 

Esta unidade móvel é a prova de que o CRA-RJ está em constante movimento, transformando o conceito de administração pública em ações de valorização real para o administrador.  

Recentemente, a unidade móvel esteve em Niterói, proporcionando aos profissionais da região uma série de atendimentos essenciais, como a emissão da Carteira de Identidade Profissional, solicitação de segunda via de documentos e a emissão de certidões para pessoas jurídicas. 

A conselheira do CRA-RJ, Adm. Valmira Cristofori, acompanhou de perto toda a operação na unidade móvel, reforçando a importância do suporte direto aos registrados ao realizar, pessoalmente, a entrega das Carteiras de Identidade Profissional. A relevância dessa ação foi destacada pela mídia, contando com a cobertura da TV Cultura, que entrevistou a conselheira Valmira Cristofori, além da presença do Focus Portal Cultural, que documentou todos os momentos dessa importante iniciativa para a classe. 

CALENDÁRIO DE JUNHO  O CRA-RJ CHEGA ATÉ VOCÊ! 

Para dar continuidade a esse ciclo de atendimentos e facilidades, a unidade móvel já tem agenda confirmada para o próximo mês. Prepare-se para atualizar sua documentação e utilizar os serviços do Conselho perto de você: 

Macaé: A unidade estará presente nos dias 10 e 11 de junho de 2026. 

Barra da Tijuca: O atendimento será realizado no dia 17 de junho de 2026.

Nova Friburgo: A equipe do CRA-RJ atenderá nos dias 24 e 25 de junho de 2026. 

Não perca a oportunidade de contar com o suporte da equipe do CRA-RJ para regularizar sua situação profissional ou sanar dúvidas sobre o exercício da profissão. O CRA-RJ Itinerante existe para facilitar a sua vida e fortalecer a classe. Lembre-se: do conceito à execução, tudo é Administração!  

Para mais detalhes sobre os locais exatos e horários, acompanhe sempre os canais oficiais de comunicação do CRA-RJ.

INSTAGRAM: https://www.instagram.com/cra_rj/  


Wagner Siqueira - Presidente do CRA-RJ






 

47 - A ALEGORIA DA CAVERNA: UMA JORNADA EM DIREÇÃO À LUZ - ENSAIO FILOSÓFICO-LITERÁRIO © ALBERTO ARAÚJO


A Alegoria da Caverna é um diálogo alegórico de Platão que serve como metáfora epistemológica para a ascensão humana da ignorância à luz do conhecimento verdadeiro. Neste ensaio, analisamos como este conceito atravessa os séculos e se mantém imprescindível na nossa sociedade. 

A Alegoria da Caverna, narrada por Platão no livro VII de A República, figura como um dos pilares mais sólidos e instigantes da filosofia ocidental. Ao utilizar a forma do diálogo para descrever uma situação hipotética de prisioneiros acorrentados em uma gruta, observando apenas sombras projetadas em uma parede, Platão não busca apenas contar uma fábula; ele estabelece uma metáfora densa e poderosa sobre a condição humana, a natureza do conhecimento e o papel do filósofo na sociedade. 

O Cenário da Ignorância: As Sombras e as Correntes 

Na narrativa, os prisioneiros vivem em um estado de imobilidade desde a infância. Eles estão de costas para a entrada e não possuem qualquer referência do mundo exterior. Diante deles, veem apenas sombras projetadas no fundo da caverna, causadas por objetos que passam diante de uma fogueira posicionada atrás deles. Para esses prisioneiros, aquelas sombras não são meras projeções; elas são a realidade. 

Este cenário é uma representação do que Platão denomina doxa, opinião ou senso comum. Vivemos, na maior parte do tempo, sob o império da aparência. Aceitamos o que nos é apresentado como verdade absoluta sem questionar a fonte, a causa ou a substância das coisas. As "correntes" que prendem os prisioneiros são as convenções sociais, os preconceitos herdados e o conforto que a ignorância oferece. É muito mais simples aceitar uma sombra do que empreender o esforço intelectual necessário para investigar o objeto que a origina. 

A Ascensão: O Conflito do Conhecimento 

O ponto de virada na alegoria ocorre quando um dos prisioneiros se liberta. O processo de ascensão para fora da caverna não é um ato gratuito ou fácil; é doloroso. A luz, que aqui simboliza o conhecimento verdadeiro e a busca pela verdade, agride os olhos do prisioneiro, acostumados à penumbra. Esse desconforto ilustra o choque que o indivíduo sente ao abandonar dogmas e percepções sensoriais errôneas em direção à realidade inteligível.

Platão nos ensina que a filosofia é, antes de tudo, uma ruptura. Conhecer exige que sejamos capazes de suportar o "ofuscamento" que a verdade causa. Quando o ex-prisioneiro finalmente consegue observar os objetos reais e, eventualmente, olhar para o Sol, que Platão identifica como a ideia do Bem, o princípio ordenador de tudo o que existe, ele alcança o estágio máximo da sabedoria. Ele compreende que as sombras na caverna eram apenas imitações pálidas da realidade. 

O Retorno e o Destino do Filósofo 

O aspecto mais trágico e, ao mesmo tempo, heroico da alegoria é o retorno. Ao perceber a realidade exterior, o ex-prisioneiro sente compaixão por aqueles que ainda estão presos. Ele decide voltar para libertá-los. Contudo, ao retornar, seus olhos, agora acostumados à luz solar, não conseguem mais ver com clareza na escuridão da caverna. 

Essa é a grande ironia platônica: aquele que possui o saber, ao tentar explicá-lo aos ignorantes, corre o risco de ser ridicularizado ou, pior, perseguido. Os prisioneiros, apegados à sua realidade de sombras, julgam que o retorno causou o "estragar da visão" do libertado. Platão, através da voz de Sócrates, faz aqui uma referência direta ao destino de seu próprio mestre. Sócrates foi aquele que tentou "tirar as pessoas da caverna" em Atenas, questionando as certezas e desafiando a vaidade dos cidadãos. Por esse motivo, foi condenado à morte sob a acusação de impiedade e corrupção da juventude. 

A Caverna e o Mundo Contemporâneo 

A relevância da Alegoria da Caverna permanece intacta no século XXI. Se substituirmos as sombras da caverna pelas telas de dispositivos digitais, pelas bolhas ideológicas das redes sociais e pelo excesso de informações não verificadas (as fake news), percebemos que a caverna apenas se modernizou. 

Vivemos hoje em um ambiente onde o senso comum e a opinião imediata (a doxa) ganham status de verdade absoluta. A velocidade com que a informação circula muitas vezes impede a reflexão profunda. O "conforto da caverna" hoje se manifesta na facilidade de consumir apenas conteúdos que confirmam nossas próprias convicções, ignorando a complexidade do mundo real. 

A mensagem de Platão, portanto, continua sendo um imperativo ético: somos convidados a questionar a natureza das "sombras" que nos cercam. O papel do filósofo, e de qualquer indivíduo que busca a autonomia intelectual, é exercer o pensamento crítico. Sair da caverna é uma tarefa diária, um exercício de resistência contra a passividade. 

Conclusão 

A Alegoria da Caverna é, em última análise, um convite à superação da mediocridade. Ela nos lembra de que a realidade não é aquilo que se apresenta de forma imediata aos nossos sentidos, mas aquilo que se revela através do esforço da razão. Platão nos convoca a uma jornada constante de libertação, onde o conhecimento não serve apenas para o engrandecimento individual, mas para o compromisso de iluminar o caminho daqueles que ainda se encontram mergulhados na escuridão da ignorância. 

Embora o filósofo possa enfrentar a incompreensão ou a resistência, o valor da busca pela verdade é o que confere dignidade à existência humana. Ao final, a caverna de Platão não é um lugar físico, mas um estado mental que só pode ser superado pelo amor ao saber e pela coragem de encarar, face a face, a luz da verdade. 

A "ALEGORIA DA CAVERNA" 

O livro VII de A República começa com a célebre "Alegoria da Caverna", que, há mais de dois mil anos, tem sido considerada exposição paradigmática (e simultaneamente alegórica) da Teoria das Formas. Não podemos deixar de reproduzi-la aqui. 

Trechos do diálogo: 

"Depois disto – prossegui eu – imagina a nossa natureza, relativamente à educação ou à sua falta, de acordo com a seguinte experiência. Suponhamos uns homens numa habitação subterrânea em forma de caverna, com uma entrada aberta para a luz, que se estende a todo o comprimento dessa gruta. Estão lá dentro desde a infância, algemados de pernas e pescoços, de tal maneira que só lhes é dado permanecer no mesmo lugar e olhar em frente; são incapazes de voltar a cabeça, por causa dos grilhões; serve-lhes de iluminação um fogo que se queima ao longe, numa eminência por detrás deles. Entre a fogueira e os prisioneiros, há um caminho ascendente, ao longo do qual se construiu um pequeno muro, no gênero dos tapumes que os rapazes dos fantoches colocam diante de público, para mostrar as suas habilidades por cima deles. 

– Estou a ver – disse ele. 

– Visiona também, ao longo desse muro, homens que transportam toda a espécie de objetos, que o ultrapassam: estatuetas de homens e de animais, de pedra e de madeira, de toda a espécie de lavor; como é natural, dos que transportam, uns falam, outros seguem calados. 

– Estranho quadro e estranhos prisioneiros são esses de que tu falas – observou ele. 

– Semelhantes a nós – continuei. Em primeiro lugar, pensas que, nessas condições, eles tenham visto, de si mesmos e dos outros, algo mais que as sombras projetadas pelo fogo na parede oposta da caverna? 

– Como não – respondeu ele –, se são forçados a manter a cabeça imóvel toda a vida? 

– E os objetos transportados? Não se passa o mesmo com eles? 

– Sem dúvida. 

– Então, se eles fossem capazes de conversar uns com os outros, não te parece que eles julgariam estar a nomear objetos reais, quando designavam o que viam? 

– É forçoso. 

– E se a prisão tivesse também um eco na parede do fundo? Quando algum dos transeuntes falasse, não te parece que eles não julgariam outra coisa, senão que era a voz da sombra que passava? 

– Por Zeus que sim!

– De qualquer modo – afirmei –, pessoas nessas condições não pensavam que a realidade fosse senão a sombra dos objetos. 

– É absolutamente forçoso – disse ele. 

– Considera, pois – continuei –, o que aconteceria se eles fossem soltos das cadeias e curados da sua ignorância, a ver se, regressados à sua natureza, as coisas se passavam desse modo. Logo que alguém soltasse um deles e o forçasse a endireitar-se de repente, a voltar o pescoço, a andar e a olhar para a luz, ao fazer tudo isso, sentiria dor, e o deslumbramento o impediria de fixar os objetos cujas sombras via outrora. Que julgas tu que ele diria, se alguém lhe afirmasse que até então ele só vira coisas vãs, ao passo que agora estava mais perto da realidade e via de verdade, voltado para objetos mais reais? E se ainda, mostrando-lhe cada um desses objetos que passavam, forçassem-no com perguntas a dizer o que era? Não te parece que ele se veria em dificuldades e suporia que os objetos vistos outrora eram mais reais do que os que agora lhe mostravam? 

– Muito mais – afirmou. 

– Portanto, se alguém o forçasse a olhar para a própria luz, seus olhos doeriam e seus olhos se voltariam para buscar refúgio junto dos objetos para os quais podia olhar, e julgaria ainda que estes eram, na verdade, mais nítidos do que os que lhe mostravam? 

– Seria assim – disse ele. [...]

OBSERVAÇÃO: Esta postagem contém apenas o início, pois, o diálogo é longo.

O diálogo prossegue descrevendo o prisioneiro sendo arrastado para fora da caverna. Ele vê, primeiramente, as sombras e os reflexos na água (os seres humanos e objetos), depois os próprios objetos e, por fim, o Sol (que representa a Ideia do Bem, a causa de toda a verdade e razão). 

Uma das partes mais importantes que falta é o momento em que o prisioneiro, agora iluminado pela verdade, decide voltar para a caverna para tentar libertar seus companheiros. Platão descreve que, ao voltar, o prisioneiro que viu a luz é ridicularizado, considerado "louco" ou alguém com a "visão estragada" por seus companheiros, que continuam presos à escuridão. Eles chegam ao ponto de ameaçá-lo ou querer matá-lo, o que é uma alusão direta à condenação e morte de Sócrates pela sociedade ateniense da época. 

************************ 

A "ALEGORIA DA CAVERNA" é uma das metáforas mais influentes da filosofia ocidental, utilizada por Platão para explicar a diferença entre o mundo sensível (o que percebemos pelos sentidos) e o mundo inteligível (o mundo das ideias ou da verdade). 

Aqui estão os pontos principais do significado filosófico desse trecho: 

A maioria das pessoas vive limitada pelas aparências e opiniões do dia a dia, acreditando que as sombras (as percepções sensoriais) são a única realidade existente. O aprendizado e a filosofia são descritos como um processo doloroso, pois exigem que o indivíduo "saia da sua ignorância" e force o olhar para uma realidade mais complexa e verdadeira, algo que inicialmente causa desconforto e deslumbramento. A luz fora da caverna representa o conhecimento verdadeiro e a realidade, enquanto os objetos físicos representam as formas ou ideias que dão origem ao que vemos no mundo material. O texto sugere que, ao perceber a verdade, o indivíduo passa a questionar as crenças anteriores e entende que o que antes considerava "real" era, na verdade, apenas um reflexo limitado. 

Em essência, Platão usa essa história para argumentar que a verdadeira sabedoria não está em observar o que está diante de nós de forma passiva, mas em buscar o conhecimento racional que está além das aparências superficiais


PLATÃO: O ARQUITETO DAS IDEIAS

Platão (c. 427 a.C. – 347 a.C.) não foi apenas um pensador; foi o homem que deu a linguagem e a forma para o que hoje chamamos de Filosofia Ocidental. Nascido em Atenas, em uma família da aristocracia política, seu destino parecia traçado para os cargos públicos. No entanto, o encontro com um homem incomum mudou o curso de sua vida e da história da humanidade. 

A vida de Platão divide-se, em essência, pelo seu encontro com Sócrates. Jovem, dotado de espírito crítico e sensibilidade poética (diz-se que ele escrevia tragédias antes de conhecer o mestre), Platão viu em Sócrates não apenas um professor, mas o próprio método de busca pela verdade. 

Quando Sócrates foi condenado à morte em 399 a.C. por um tribunal que temia suas perguntas, o trauma foi profundo. O mentor foi silenciado pelo veneno, mas a indignação de Platão tornou-se a força motriz de sua obra. Ele compreendeu que a política sem a ética e a verdade é apenas a manutenção de sombras. Foi a partir da morte do mestre que ele passou a dedicar sua vida a transpor os ensinamentos de Sócrates para a forma escrita. 

Após a morte de Sócrates, Platão iniciou uma longa jornada. Viajou pelo Egito, pela Itália e pela Sicília. Nesses anos, entrou em contato com o pensamento pitagórico que introduziu a importância da matemática e da imortalidade da alma e com as complexidades da política real. Ele tentou, inclusive, aconselhar tiranos em Siracusa, uma tentativa audaciosa que terminou em fracasso e, por vezes, em exílio, confirmando sua crença de que governantes precisariam ser, antes de tudo, sábios. 

Ao retornar a Atenas, Platão fundou a Academia, a primeira instituição de ensino superior do mundo ocidental. Localizada em um bosque dedicado ao herói Academos, não era uma escola de dogmas, mas um centro de investigação. Lá, as artes, a matemática, a astronomia e a filosofia floresciam como degraus para a compreensão do Mundo das Ideias. 

A Academia não visava apenas formar políticos, mas preparar almas para a "ascensão", o processo de recordar a verdade absoluta. Ali, ele escreveu quase toda a sua obra em formato de diálogos, o que permite ao leitor até hoje sentir a vivacidade da conversa socrática. 

Platão nos deixou o fundamento de quase todo o debate filosófico posterior: 

O Dualismo: A distinção entre a impermanência do mundo sensível e a eternidade do mundo inteligível. 

A Ética: A convicção de que o conhecimento liberta e a ignorância aprisiona. 

A Política: O ideal de uma sociedade governada pela justiça e não pelo capricho ou pela força. 

Platão faleceu em Atenas por volta dos 80 anos. Diz a lenda que morreu em paz, em um banquete, como se, após uma vida inteira de escaladas intelectuais e busca pela luz, o mestre tivesse finalmente alcançado a unidade que tanto descreveu em seus mitos. 

Ele nunca criou uma "religião", mas deixou um mapa. Cada pessoa que, como você, Alberto, se senta para ler, pesquisar uma efeméride, fotografar a beleza do mundo ou editar um portal cultural, está, de certa forma, continuando a caminhada iniciada na Academia. 

FONTES E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

PLATÃO. A República. Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. (Esta é considerada a tradução de referência em língua portuguesa pela sua precisão filológica). 

Nota: O Mito da Caverna encontra-se no Livro VII, a partir da seção 514a. 

JAEGER, Werner. Paideia: A Formação do Homem Grego. São Paulo: Martins Fontes. 

REALE, Giovanni. Para uma nova interpretação de Platão. São Paulo: Loyola. 

ROSS, David. Teoria das Ideias de Platão. Lisboa: Dom Quixote. 

GUTHRIE, W. K. C. História da Filosofia Grega (Vol. IV: Platão). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 

HADOT, Pierre. O que é a Filosofia Antiga?. São Paulo: Edições Loyola. 

PLATÃO. Apologia de Sócrates.


© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 












TEMPORADA DE INVERNO: CAMPOS DO JORDÃO SE PREPARA PARA A “55ª FESTA DA CEREJEIRA EM FLOR”

Festa da Cerejeira de Campos do Jordão começa no dia 25 de julho. Foto: Cleverson Nunes

Anote na agenda: a tradicional Festa da Cerejeira acontece aos finais de semana, de 25 de julho a 16 de agosto, no Parque da Cerejeira. A programação inclui atrações típicas e gastronomia japonesa e regional, em um verdadeiro espetáculo da natureza, com a florada de 800 árvores de sakura. 

O inverno em Campos do Jordão (SP) ficará ainda mais encantador com a realização da “55ª Festa da Cerejeira em Flor", um dos eventos mais tradicionais da Serra da Mantiqueira. A celebração acontece nos finais de semana de 25 e 26 de julho e 1, 2, 8, 9, 15 e 16 de agosto, das 9h às 16h, no Parque da Cerejeira. Os ingressos já estão à venda pelo Sympla. 

Inspirada no tradicional Hanami japonês, celebração da florada das sakuras que significa “contemplar flores”, a festa proporciona uma verdadeira imersão na cultura oriental em meio ao espetáculo natural das cerejeiras em flor. O evento reúne tradição, beleza, renovação e esperança em um cenário deslumbrante durante a temporada mais fria do ano.

Em Campos do Jordão, o Parque da Cerejeira abriga cerca de 800 árvores de diferentes espécies de sakura, formando uma paisagem em tons de rosa que encanta visitantes de todas as idades. “As primeiras mudas de sakura foram plantadas em 1936”, destaca o coordenador do evento, Takahiko Yoshida. 

Atrativos para toda a família 

Além da beleza da florada, a programação contará com inúmeras atrações, incluindo apresentações de dança típica japonesa (odori), taikô (tambores japoneses), artes marciais, bazar cultural e o concurso de cosplay do 4º Sakura Anime Show. 

Outro charme da festa é a presença de visitantes e artistas vestidos com trajes tradicionais japoneses, tornando a experiência ainda mais especial e imersiva.

A gastronomia também é um dos grandes destaques do festival, com pratos tradicionais como sushi, tempurá, yakisoba, udon e o famoso mochi, além de opções típicas da Serra da Mantiqueira.

Para a organização, a expectativa é repetir o sucesso das edições anteriores. “É uma festa linda, preparada para toda a família”, afirma Yoshida. 

Cultura e solidariedade 

A Festa da Cerejeira é promovida pelo Sakura Home Residencial Sênior (@sakurahomeresidencial), instituição ligada à Associação Nipo-Brasileira de Assistência Social (Enkyo). Toda a renda arrecadada será destinada à manutenção do residencial e do Parque da Cerejeira (@parque.da.cerejeira), reforçando o compromisso da entidade com o cuidado às pessoas, os programas de longevidade e a preservação da cultura japonesa. 

Mais informações sobre a instituição estão disponíveis no site. 

INGRESSOS - O valor da entrada é de R$60 reais (inteira) e R$30 (meia para jordanenses e idosos), crianças até seis anos e idosos acima de 80 anos não pagam. Para excursões, acima de 15 pessoas o valor é de meia entrada. A compra deve ser realizada por uma pessoa representante da mesma. O estacionamento é pago à parte (R$40/carro e R$80/van).

Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente pelo Sympla. 

SERVIÇO 

55ª Festa da Cerejeira em Flor de Campos do Jordão

Datas: 25 e 26 de julho; 1, 2, 8, 9, 15 e 16 de agosto

Horário: das 9h às 16h

Local: Parque da Cerejeira, localizado à Avenida Tassaburo Yamaguchi, número 2.173, na Vila Albertina, Campos do Jordão/SP

Ingressos: R$60 (inteira) e R$30 (meia)

Estacionamento terceirizado pago à parte: R$40 (carro) e R$80 (van)

Vendas antecipadas pelo Sympla ou na bilheteria











CONVITE: EXPOSIÇÃO BRASILIDADES 2026

A Academia Fluminense de Letras (AFL), instituição centenária e reconhecida como Patrimônio Imaterial de Niterói, convida a todos para um momento de celebração da cultura e da identidade brasileira. Sob a gestão visionária de sua presidente, Márcia Pessanha, a Academia reafirma seu compromisso inabalável com a preservação histórica e o fomento artístico em nossa cidade. 

A AFL anuncia a abertura da exposição "BRASILIDADES 2026", um evento que propõe um diálogo sensível com as raízes e a rica diversidade do nosso país. A mostra será realizada no prédio que abriga a sede da Academia na Biblioteca Parque de Niterói, na Praça da República, 07, Centro de Niterói espaço que se consolida como um verdadeiro coração cultural de Niterói. 

DETALHES DA ABERTURA:

Data: 30 de maio de 2026, sábado.

Horário: 10h30min.

Local: Prédio da Sede da AFL e Biblioteca Parque de Niterói, Praça da República, 07, Centro de Niterói, RJ. 

A curadoria e coordenação desta exposição estão a cargo do Dr. Henrique Vianna e da Professora Flávia Margarida, profissionais cujas trajetórias são marcadas pela profunda dedicação ao ensino e à promoção das artes. O evento contará com a participação especial de talentosos estudantes de Artes Visuais e Música do Espaço Perspectiva, garantindo uma vivência estética rica e plural para todos os visitantes.

Dando continuidade à programação, logo após a abertura oficial, será promovida uma visita guiada à sede da Academia Fluminense de Letras. Esta será uma oportunidade única para o público em geral e para os participantes da exposição conhecerem de perto os objetivos, a trajetória centenária e o valoroso acervo desta instituição que é um pilar da literatura e do pensamento fluminense. 

Dada a extrema relevância deste encontro, reforça-se a importância da presença de todos os Acadêmicos da AFL. A participação dos confrades e confreiras é fundamental para recepcionar os estudantes e convidados, compartilhando com generosidade nossa história e acolhendo os novos talentos que se aproximam de nossa casa.

A exposição "BRASILIDADES 2026" permanece aberta ao público de 30 de maio a 20 de junho de 2026, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h, e aos sábados, das 10h às 14h. O evento é totalmente gratuito.

Contamos com a honrosa presença de todos.



 

VANGUART APRESENTA MÚSICAS DO ÁLBUM ‘ESTAÇÃO LIBERDADE’ NO CULTURA LIVRE, DA TV CULTURA - BANDA CONVERSA COM ROBERTA MARTINELLI SOBRE A NOVA FASE EM DUO E INTERPRETA FAIXAS DO DISCO MAIS RECENTE

Neste sábado (30/5), o Cultura Livre recebe a banda Vanguart. Com mais de 20 anos de carreira, o grupo conversa com Roberta Martinelli sobre o disco mais recente, Estação Liberdade, lançado no ano passado. A edição inédita vai ao ar às 19h30, na TV Cultura.

Em uma nova fase em duo, Helio Flanders e Reginaldo Lincoln falam sobre o momento atual da banda e apresentam três músicas do álbum Estação Liberdade. 

A obra traz canções bem resolvidas, flertes com o passado, refrões assobiáveis, reflexões profundas sobre partidas, chegadas, morte, vida, sonhos e a dura realidade do dia a dia. 

No repertório do programa estão as músicas Estação Liberdade, O Mais Sincero, Guaxinim e Intervenção Lunar. 

Além disso, a faixa bônus será exibida exclusivamente no canal do Cultura Livre no YouTube ao final da transmissão na TV, trazendo uma versão minimalista de uma das músicas do disco mais recente do Vanguart.




 

JOÃO RABELLO ESTREIA COMO CANTOR EM SHOW DO ÁLBUM CORAÇÃO SAUDADE NO SESC 24 DE MAIO

Após duas décadas como violonista, artista apresenta trabalho autoral que marca nova fase da carreira.   

O SESC 24 de Maio recebe o músico João Rabello no dia 05 de junho de 2026, às 20h, para a apresentação do show Coração Saudade. O projeto marca a estreia do artista como cantor, letrista e compositor, após mais de duas décadas dedicadas ao violão. 

Reconhecido por sua trajetória como instrumentista, especialmente por sua atuação ao lado de Paulinho da Viola, Rabello inicia uma nova fase na carreira com o lançamento de seu primeiro álbum que vai além do repertório instrumental. Em Coração Saudade (2025), o artista revisita suas referências e apresenta composições próprias inspiradas nos sambas produzidos entre 1965 e 1975. 

Com sonoridade essencialmente acústica, o trabalho combina elementos da bossa nova com percussões tradicionais do samba, resultando em um repertório intimista e contemporâneo. No show, o artista interpreta faixas autorais do disco, como Coração Saudade, Essas Coisas e Pássaro Triste, além de homenagear sua trajetória com releituras de composições de Paulinho da Viola e clássicos como Para um Amor no Recife e Coisas do Mundo, Minha Nega. 

A apresentação integra também circuito por outras unidades do Sesc, passando por Santo André (4/6) e Guarulhos (6/6). 

SERVIÇO 

João Rabello

Datas: 05/06, sexta-feira, às 20h

Local: Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô

Classificação: 12 anos 

Ingressos: disponíveis no site sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades Sesc SP - R$50 (inteira), R$25 (meia) e R$15 (Credencial Sesc). 

Duração do show: 90 minutos 

Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h. 

Acompanhe nossas redes:

facebook.com/sesc24demaio

instagram.com/sesc24demaio

sescsp.org.br/24demaio

SESC 24 DE MAIO

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300 

Mais informações à imprensa:

imprensa.24demaio@sescsp.org.br

 


RÁDIO CULTURA FM DEDICA SÉRIE ESPECIAL AO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE MARILYN MONROE - “CINCO VEZES MARILYN” ENTREVISTA CINCO ATRIZES BRASILEIRAS QUE LEVARAM A HISTÓRIA DO “MITO DE HOLLYWOOD” PARA OS PALCOS

 

De segunda 01 a 5 de junho de 2026, às 11h, a Rádio Cultura FM (103,3 MHz) apresenta a série especial Cinco vezes Marilyn, que celebra o centenário de nascimento de Norma Jeane Mortensen, eternizada como Marilyn Monroe. A produção dá voz a cinco atrizes brasileiras que materializaram a diva do século XX em montagens teatrais. São elas: Tainá Müller, Anna Sant’Anna, Amanda Acosta, Taryn Szpilman e Simone Spoladore. 

Cinco vezes Marilyn destaca aspectos da carreira e da biografia da atriz, nascida em 1º de junho de 1926, em Los Angeles (EUA). A estrela, que deixou o mundo aos 36 anos, personificou o glamour hollywoodiano dos anos 1950. Atraiu multidões aos cinemas com papéis em filmes como Os Homens Preferem as Loiras (1953), O Pecado Mora ao Lado (1955) e Quanto Mais Quente Melhor (1959). 

Eternizada como ícone pop pelo artista americano Andy Warhol (1928-1987), Marilyn também foi uma mulher de desafios pessoais. Enfrentou problemas emocionais e relacionamentos tumultuados, o que a tornou ainda mais humana e, paradoxalmente, mais admirada. 

A série de entrevistas revela aspectos menos conhecidos na carreira da atriz, como o desejo de interpretar personagens densos no cinema e se livrar do estigma de “loira burra”. Cansada de papéis limitados, ela criou a própria produtora, a “Marilyn Monroe Productions”, em 1955. Culta e politizada, posicionou-se de forma pioneira na indústria de celebridades contra o machismo e o racismo, em contraponto ao estereótipo difundido pela imprensa da época. 

As intérpretes de Marilyn: 

Cinco Vezes Marilyn estreia na segunda (1/6) com a gaúcha Tainá Müller, apresentadora do “Café Filosófico”, na TV Cultura. Nascida no mesmo dia da americana, Tainá interpretou Marilyn Monroe na peça Os Desajustados, de Luciana Pessanha, em 2019. O espetáculo dirigido por Daniel Dantas foca na intimidade e nas contradições da estrela. “A beleza da Marilyn é do tamanho da tragédia dela. Por isso ela se tornou um mito: são duas faces muito contrastantes”, afirma Tainá, que completa: “ela foi devorada pelo sistema patriarcal”. 

Na terça-feira (2/6) vai ao ar a entrevista com a paulista Anna Sant’anna, protagonista do espetáculo Marilyn por Trás do Espelho, vencedor de dois prêmios Cenym, com dramaturgia de Daniel Dias da Silva e direção de Ana Isabel Augusto. Ela representa as histórias menos conhecidas de Norma Jeane Mortenson: os desafios pessoais, os desejos e as fraquezas. “A Marilyn era uma mulher forte, que lutou muito para conseguir o seu espaço, muito inteligente, de muita fibra, mas muito vulnerável”. 

A paulistana Amanda Acosta fala sobre o perfil poético de Marilyn Monroe na entrevista da quarta (3/6). A atriz interpretou o furacão Marilyn na peça Insignificância, de Terry Johnson, que aborda as consequências da fama num hipotético encontro entre a estrela, o cientista Albert Einstein, o senador Joe McCarthy e o jogador de beisebol Joe Dimaggio (ex-marido de Marilyn). “Eu tive acesso ao livro ‘Fragmentos’, com poemas e cartas que nos aproximam do íntimo da Marilyn, mostrando as fragilidades e dúvidas”, afirma Amanda.

A atriz e cantora carioca Taryn Szpilman é a entrevistada na quinta-feira (4/6), abordando a participação de Marilyn Monroe nos musicais hollywoodianos da década de 1950. Ela também fala da aproximação da estrela com personagens do jazz, como a cantora Ella Fitzgerald (1917-1996). Taryn Szpilman vive Marilyn no espetáculo Luz & Sombras, destacando a dualidade da personagem. “Ela tinha uma força enorme, mas era ao mesmo tempo emocionalmente frágil e instável”, pontua. 

Por fim, na sexta (5/6), a participação é da atriz paranaense Simone Spoladore, que foca na permanência do mito Marilyn e na atuação da artista diante das câmeras. “Ela tinha um jeito único de interpretar, um talento muito intuitivo e natural; o jeito que usava a máscara fácil era muito exclusivo”, afirma. Simone Spoladore interpretou a personagem inspirada em Marilyn Monroe em Depois da Queda, peça de Artur Miller com direção de Felipe Vidal. Pelo espetáculo foi indicada ao Prêmio Shell (2013) e também conquistou o Prêmio APTR de Teatro (2012), como melhor atriz coadjuvante. 

SERVIÇO:

Cinco Vezes Marilyn

Série especial sobre o centenário de nascimento de Marilyn Monroe

De 1 a 5 de junho, às 11h, no programa Estação Cultura.

 

Reapresentação: 6 de junho, às 13h

Produção e apresentação: Cirley Ribeiro

Cultura FM - 103,3 MHz

App: Cultura Play

www.culturafm.com.br