sábado, 29 de agosto de 2026

44 ANOS DA ANE: UM ALMOÇO DE AFETOS E CULTURA

 

Celebrar 44 anos da Associação Niteroiense de Escritores (ANE) é celebrar também a força da literatura, da amizade e da cultura que se entrelaçam em Niterói. Sob a liderança firme e inspiradora de Leda Mendes Jorge, a instituição reafirma seu papel como guardiã da memória literária e como espaço de convivência que une gerações de escritores e amantes das letras. 

O almoço comemorativo realizado no Seven Grill da Rua Sete de Setembro, em Icaraí em 29 de agosto de 2026, sábado, foi mais do que um encontro festivo: foi um verdadeiro manifesto de afeto e cultura. Abraços calorosos, reencontros emocionantes e a energia contagiante que sempre acompanha os eventos da ANE marcaram a celebração. Ao longo dos anos, esses almoços se tornaram rituais de pertencimento, momentos em que a literatura se mistura com a amizade e a vida social da cidade. 

A presidente Leda Mendes Jorge, que conduz a instituição com dedicação e sensibilidade, destacou sua alegria ao ver tudo acontecer de forma tão harmoniosa. Sua liderança é reconhecida não apenas pela organização impecável dos eventos, mas também pela capacidade de manter viva a chama da literatura em Niterói. 

O almoço contou com representantes de instituições culturais e sociais que engrandeceram ainda mais a celebração:

Academia Fluminense de Letras, representada por sua presidente Márcia Pessanha, acompanhada de seu esposo Aldo Pessanha e familiares; Elos Internacional, Cenáculo, ABROL Estado do Rio, Rede Sem Fronteiras, núcleo representado por Matilde Carone Slaibi Conti; Rotary Novos Tempos, presidido por Angela Riccomi. 

Além das lideranças institucionais, estiveram presentes nomes que fazem parte da própria história da ANE e da cena literária niteroiense: Pedro Caldas, vice-presidente da ANE, Lucia Romeu, Maria Otilia Camillo, Beatriz Vasconcellos, Hana Hamalho, que compartilharam fotos assim podemos fazer este registro, Gracinha Rego,  Riva Costa, Zeneida Apolônio Seixas, Dulce Mattos, Leonila Murinelly, Irinéia Pereira Gomes, além de familiares como Regina, irmã da presidente, e Ana Regina acompanhada do esposo Jefferson. Também marcou presença Lucilia Dowslley, do movimento cultural Um Brinde à Poesia e outras importantes presenças. 

Mais do que uma associação, a ANE é um patrimônio cultural de Niterói. Os 44 anos celebrados representam resistência, dedicação e paixão pela literatura. Cada abraço trocado no almoço simboliza a força dos vínculos humanos que sustentam a instituição. A ANE é, ao mesmo tempo, memória e futuro: preserva tradições e abre caminhos para novas gerações de escritores. 

A presidente Leda Mendes Jorge merece destaque especial. Sua atuação incansável, sua visão de integração e sua capacidade de unir pessoas em torno da literatura fazem da ANE uma entidade viva, pulsante e respeitada. Sob sua liderança, a associação não apenas sobreviveu às transformações do tempo, mas se fortaleceu, ampliando sua relevância e consolidando-se como referência cultural.

As fotos cedidas por Beatriz Vasconcellos, Maria Otilia Camillo, Zeneida Seixas e Hanna Hamalho eternizaram o momento, permitindo que a celebração seja lembrada e divulgada. A revista cultural Focus Portal Cultural, que acompanha cada passo da instituição, reforça o papel da ANE como guardiã da memória literária de Niterói.

Com 44 anos de história, a ANE reafirma sua relevância como ponto de encontro de ideias, afetos e projetos. A festa no Seven Grill não foi apenas um almoço: foi um manifesto de amor à literatura e à cultura, um brinde à amizade e à continuidade de uma trajetória que honra Niterói e o estado do Rio de Janeiro. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural
































 

 

 

 

 

 

PAULO AUTRAN DECLAMA MEUS OITO ANOS DE CASIMIRO DE ABREU


MEUS OITO ANOS

Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã.
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberto ao peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

 



 

CÉLIA HELENA É HOMENAGEADA PELO PERSONA DOMINGO, 30 DE AGOSTO

PROGRAMA DA TV CULTURA REVISITA A TRAJETÓRIA DA ATRIZ NO CINEMA, NA TELEVISÃO E, PRINCIPALMENTE, NO TEATRO BRASILEIRO 

Uma das grandes referências do teatro brasileiro, Célia Helena, falecida em 1997, é homenageada pelo Persona neste domingo, 30 de agosto de 2026. Atriz marcante no cinema, na televisão e, principalmente, no teatro, ela também deixou uma importante contribuição para a formação de novas gerações de artistas. Apresentado por Atílio Bari, o programa vai ao ar às 21h, na TV Cultura, e revisita momentos importantes de sua carreira. 

Célia Helena iniciou sua trajetória no cinema nos anos 1950 e teve na atriz Cacilda Becker uma de suas principais referências. As duas trabalharam juntas no Teatro Brasileiro de Comédia e na Companhia Cacilda Becker, experiências que marcaram a formação e a carreira da atriz.

A homenagem também destaca sua atuação no Teatro Oficina e no Teatro Ruth Escobar, em montagens históricas como Pequenos Burgueses, Andorra e O Balcão. Em 1977, Célia Helena fundou, na Liberdade, em São Paulo, a escola de artes cênicas que leva seu nome e que permanece como importante espaço de formação de atores e educadores. 

O Persona celebra a trajetória de uma artista que dedicou a vida às artes cênicas e à formação de novas gerações, deixando um importante legado para o teatro brasileiro.

"Realização: TV Cultura, Ministério da Cultura".










 

MARIA BETHÂNIA EM "PRECE" DE FERNANDO PESSOA

 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

MEDALHA EXÉRCITO BRASILEIRO A DR. PAULO ROBERTO SAD DA SILVA

28 de agosto de 2026. Hoje, Niterói celebra um momento de grande significado e emoção. O Provedor da Associação da Irmandade de São Vicente de Paulo, Dr. Paulo Roberto Sad da Silva, foi agraciado com a Medalha Exército Brasileiro, uma das mais importantes distinções concedidas pela instituição militar. A homenagem reconhece sua trajetória marcada pela dedicação ao bem comum e pelos serviços prestados à sociedade, reafirmando o valor de quem coloca o próximo no centro de sua missão. 

A cerimônia contou com a presença de sua esposa, Maria Lucia Picanço, que compartilhou com ele a emoção desse instante especial. O gesto simboliza não apenas o reconhecimento individual, mas também a força dos vínculos familiares que sustentam e inspiram o compromisso com a solidariedade. 

O recebimento da Medalha Exército Brasileiro por Dr. Paulo é motivo de orgulho para todos que acompanham sua atuação à frente da Irmandade de São Vicente de Paulo. Sua liderança é marcada pela busca constante de soluções que promovam dignidade e qualidade de vida, especialmente para os mais vulneráveis. 

Mais do que uma condecoração, este reconhecimento traduz um princípio que nos une: servir ao próximo é também contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e humana. A trajetória de Dr. Paulo Roberto Sad da Silva inspira e fortalece a certeza de que o trabalho coletivo e solidário é capaz de transformar realidades.

Parabéns, Dr. Paulo, pelo merecido reconhecimento, que honra Niterói e reforça o compromisso de todos nós com o bem comum.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural







 

REITOR ANTÔNIO CLÁUDIO NÓBREGA ASSUME A SECRETARA DE ESTADO DE CIÊNCIA , TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

Antônio Nóbrega acaba de dar um passo marcante em sua trajetória profissional e acadêmica. Reconhecido por sua dedicação à educação e à ciência, ele foi convidado pelo governador em exercício, Ricardo Couto de Castro, para assumir a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro (SECTI-RJ). O convite, recebido com honra e entusiasmo, representa não apenas um reconhecimento de sua competência, mas também a abertura de um novo capítulo voltado ao fortalecimento da ciência e da inovação no estado. 

Com orgulho, Nóbrega aceitou o desafio de liderar a SECTI-RJ, destacando que sua gestão terá como prioridade um olhar amplo e humano sobre a ciência. Seu compromisso é garantir que o conhecimento e a tecnologia estejam sempre a serviço das pessoas, com o objetivo de transformar a vida dos cidadãos e promover avanços sociais e econômicos. 

A posse ainda não tem data definida, pois ocorrerá após o início da transição de gestão na Universidade Federal Fluminense (UFF), onde Nóbrega exerce atualmente o cargo de reitor. Durante seu afastamento, o vice-reitor, professor Fabio Passos, assumirá a Reitoria até o término do mandato vigente, assegurando a continuidade das atividades acadêmicas e administrativas da instituição.

Esse novo desafio simboliza a confiança depositada em sua liderança e reafirma sua missão de integrar ciência, tecnologia e inovação às necessidades da sociedade. Antônio Nóbrega segue firme em sua jornada, reforçando que o trabalho coletivo será a chave para alcançar resultados significativos e duradouros. 

© Alberto Araújo

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ESTREIA NO FESTIVAL RIO ELZA SOARES NARRA SUA PRÓPRIA HISTÓRIA EM NOVO FILME DIRIGIDO POR ERYK ROCHA

 

Produção da Aruac Filmes e da Maria Farinha Filmes, em coprodução com Globo Filmes e GloboNews faz sua estreia mundial na Première Brasil

O documentário “ELZA”, dirigido por Eryk Rocha, fará sua estreia mundial na Premiére Brasil do Festival do Rio, considerada a maior e mais importante vitrine do cinema nacional. No filme, é a própria Elza Soares quem conduz o relato de sua vida. O documentário constrói um retrato sensível e profundo, combinando imagens inéditas, imagens de arquivos raros e momentos marcantes da trajetória da cantora. 

“Elza Soares é um farol que até hoje nos guia por meio de sua arte e legado. Contar sua história é contar também a história do nosso país. Ter sua voz narrando ‘ELZA’ é poder, mais uma vez, mergulhar na generosidade desta imensa mulher e artista, é também honrar sua incansável dedicação à música e ao compromisso com tudo o que ela foi e até hoje representa. Estou muito emocionado em compartilhar este filme com todas e todos, e ter a voz de Elza cantando para o Brasil e para o mundo inteiro novamente", celebra o diretor Eryk Rocha, que acompanhou Elza por oito anos durante as filmagens do filme.

Por meio de arquivos raros e de conversas que a cantora teve com o diretor ao longo de seus últimos anos de vida, ‘ELZA’ é um retrato íntimo e poderoso que remonta os mais de 70 anos de carreira de um ícone, enquanto revela as reviravoltas e transformações da mulher por trás do ícone. Essa proposta se concretiza na narração em primeira pessoa que estrutura o documentário, em que Elza Soares revisita sua vida e obra, refletindo sobre os desafios, perdas, conquistas e reinvenções, com a música sempre presente.

“ELZA” é uma coprodução da Aruac Filmes, Maria Farinha Filmes, Globo Filmes e GloboNews. O documentário conta com distribuição da Gullane+ e Maria Farinha Filmes e deve chegar aos cinemas brasileiros ainda em 2026. 

SOBRE ARUAC FILMES 

A Aruac Filmes, produtora brasileira, fundada em 2002, vem desde o início de sua trajetória desenvolvendo projetos para diversos segmentos de expressão artística e audiovisual. Com foco na qualidade, tanto na apresentação como nos conteúdos artísticos, a Aruac alinha criação autoral visando ampla comunicação com o público.

Com uma longa e consistente atuação no mercado audiovisual, teve seus filmes distribuídos comercialmente em cinemas do Brasil e outros países. Além dos principais festivais de cinema do Brasil, teve seus filmes selecionados em festivais internacionais renomados, como Cannes, Berlinale, Veneza, Telluride, IDFA e Rotterdam, Sundance, BAFICI, Locarno, New Directors/New Movies, MoMA, Tribeca (EUA), Guadalajara (México), CPH:DOX (Dinamarca), Havana, RIDM, DMZ Docs, Doc NY e recebeu diversos prêmios ao longo dessa trajetória, entre eles o prêmio de L'Œil d'or (Olho de Ouro) de melhor documentário no Festival de Cannes de 2016 com o filme ‘Cinema Novo’ de Eryk Rocha. 

Seus filmes também estão presentes nas principais plataformas de streaming, como Netflix, Amazon Prime Video, Dafilms e GloboPlay. Em produção para TV, já realizou séries e programas em parceria com o Canal Brasil, Canal Curta!, GloboNews, TV SESC e CineBrasil TV. 

Paralelamente à produção audiovisual, a Aruac vem nos últimos anos investindo na área de teatro e performance, cujos trabalhos foram apresentados nos festivais de teatro mais prestigiados do Brasil e em diversos países europeus na França, Portugal, Alemanha, Suíça e Áustria. Em 2024, lança a sua mais recente produção “A Queda do Céu”, uma coprodução com França e Itália', filme baseado na obra literária homônima do xamã e líder Yanomami Davi Kopenawa, e do antropólogo francês Bruce Albert e com direção de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha. 

Atualmente, a Aruac Filmes está em pós-produção do filme 'Elza', filme que acompanha os últimos 8 anos da vida e carreira da artista Elza Soares dirigido por Eryk Rocha e coproduzido com Globofilmes e Maria Farinha Filmes, o filme tem previsão de lançamento para 2026. 

SOBRE MARIA FARINHA FILMES 

Maria Farinha Filmes é uma empresa líder em entretenimento de impacto na América Latina, dedicada a criar histórias poderosas que entretêm e energizam nossa imaginação coletiva em direção a mudanças significativas. Com mais de 50 produções e 17 anos de experiência, a produtora brasileira se destaca por produções aclamadas, como a série Aruanas (Globoplay), assistida por 35 milhões de pessoas por episódio, e a franquia documental O Começo da Vida 1 e 2, lançada globalmente na Netflix, que deu início a um movimento envolvendo mais de 100 parceiros ao redor do mundo, reunindo organizações e marcas. 

Em 2024, a Maria Farinha Filmes expandiu globalmente com MFF & CO, um estúdio de entretenimento sediado em Los Angeles. Miura Kite, ex-executiva da Participant Media e com créditos em produções vencedoras do Emmy e do Globo de Ouro, serve como Presidente de Conteúdo Global da MFF & CO. No mesmo ano, a MFF & CO adquiriu uma participação na Violet Films, produtora sediada em Londres indicada quatro vezes ao Oscar® e fundada pela cineasta vencedora do Oscar®, Joanna Natasegara. 

SOBRE GULLANE+ 

Gullane+ é uma distribuidora de obras audiovisuais independentes, que faz parte do grupo Gullane e é liderada por Debora Ivanov. 

Os filmes distribuídos pela Gullane+ primam pela qualidade, pelo impacto social e cultural, e representam o melhor do cinema nacional.

A empresa tem um objetivo bem claro e inédito no mercado: promover o nosso cinema no Brasil e no mundo, apostando em inovação nos processos e experiências de lançamento e comercialização.

Seu catálogo tem mais de 40 títulos, incluindo filmes lançados em salas de cinema, conteúdos exibidos em canais de TV e plataformas de streaming, em mais de 70 países.

Dentre as obras em destaque estão filmes como “Que horas ela volta" de Anna Muylaert, “O Bicho de Sete cabeças" de Laís Bodanzky, “O Rio do Desejo" de Sérgio Machado, “A última Floresta" de Luiz Bolognesi, “Motel Destino" de Karin Ainoüz, “Milton Bituca Nascimento" de Flávia Moraes, “3 Obás de Xangô" de Sérgio Machado e “A Queda do Céu” de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha. 

Paralelamente vem investindo na distribuição e restauro de obras clássicas do cinema nacional, como “Iracema: uma transa amazônica” de Jorge Bodanzky, “Um céu de estrelas” de Tata Amaral e “Castelo Rá-tim-bum” de Cao Hamburger. 

SOBRE COPRODUÇÕES GLOBO FILMES E GLOBONEWS 

Globo Filmes e GloboNews assinam juntas a coprodução de mais de 100 documentários. São projetos artisticamente contundentes, diversos, atuais e que geram debates essenciais pra sociedade brasileira. Com linguagens e olhares que atravessam tempos e fronteiras, a parceria já alcançou mais de 15 milhões de pessoas em audiência e esteve em mais de 300 festivais no Brasil e no mundo, como Cannes, Hot Docs e IDFA, maior festival de docs do mundo. E ganhou prêmios em Veneza, na Berlinale e no É Tudo Verdade (ÉTV), maior festival de documentários do Brasil, que habilita o filme para o Oscar. 

Alguns destaques: "Sinfonia de um homem comum", de José Joffily (único brasileiro na mostra Frontlight do IDFA 2022, exibido no Hot Docs e Menção Honrosa do ÉTV 2022); "Marinheiro das Montanhas", Karim Aïnouz (aplaudido de pé por 15 minutos no Festival de Cannes 2021); "Espero tua (Re)volta", de Eliza Capai (vencedor de dois prêmios no Festival de Berlim 2019); “Menino 23”, de Belisário Franca (pré-lista do Oscar 2017); “Babenco - Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, de Bárbara Paz (Melhor Documentário sobre cinema da Venice Classics no Festival de Veneza 2019); “Libelu – Abaixo a Ditadura”, de Diógenes Muniz (vencedor ÉTV 2020); “Cine Marrocos”, de Ricardo Calil (vencedor do ÉTV 2019).

 


98 ANOS DE HISTÓRIA, SERVIÇO E INSPIRAÇÃO: ROTARY CLUB DE NITERÓI


Em setembro de 1928, nascia em Niterói um dos precursores do movimento rotário no Brasil: o Rotary Club de Niterói, o 6º clube fundado em território nacional. Desde então, há quase um século, o clube se tornou um verdadeiro marco de liderança comunitária, solidariedade e compromisso com valores éticos e humanitários. Hoje, celebramos com orgulho os 98 anos de existência, uma trajetória que honra o passado e projeta um futuro ainda mais promissor. 

Fundado em 04 de setembro de 1928, o Rotary Club de Niterói integrou desde cedo o Distrito 4751, consolidando-se como referência de organização e serviço. Suas reuniões tradicionais às quintas-feiras tornaram-se ponto de encontro de líderes, profissionais e voluntários que compartilham o mesmo ideal: servir acima de si mesmos. 

Na gestão 2026-2027, o clube é presidido pelo rotariano Paulo Corrêa Belchior, que dá continuidade ao legado de quase um século de dedicação. Sua liderança reafirma o compromisso de manter o Rotary como espaço de diálogo, ética e ação transformadora. 

O Rotary Club de Niterói é muito mais do que um espaço de encontros. É um laboratório de cidadania ativa, onde projetos se transformam em impacto real. 

Entre suas principais frentes: 

Serviços humanitários: apoio a comunidades vulneráveis, campanhas de arrecadação e iniciativas de inclusão social. 

Educação: programas de incentivo à leitura, bolsas de estudo e apoio a jovens talentos.

Saúde: campanhas de vacinação, prevenção de doenças e suporte a hospitais e instituições locais. 

Desenvolvimento comunitário: projetos voltados para sustentabilidade, capacitação profissional e fortalecimento da cidadania. 

Campanhas globais: destaque para a luta histórica pela erradicação da poliomielite, uma das maiores missões do Rotary Internacional.

Ao longo de 98 anos, o Rotary de Niterói construiu uma história de resiliência e impacto social. Cada presidente, cada voluntário e cada projeto somaram capítulos a essa história que transcende gerações. O clube não apenas acompanhou as transformações da cidade de Niterói, mas também ajudou a moldá-las, sempre com foco no bem comum.

Com quase um século de existência, o Rotary Club de Niterói reafirma sua vocação de ser ponte entre tradição e inovação. O desafio é continuar inspirando novas lideranças, ampliando parcerias e fortalecendo o espírito de serviço. A celebração dos 98 anos não é apenas uma homenagem ao passado, mas um convite para que todos se unam na construção de um futuro mais justo, solidário e humano. 

O Rotary Club de Niterói é símbolo de perseverança e dedicação. Seus 98 anos representam não apenas uma marca histórica, mas também um testemunho vivo de que a união de pessoas em torno de valores éticos pode transformar comunidades inteiras.

© Alberto Araújo

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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

A ATRIZ EUNICE MUNÕZ RECITA POESIAS DE FLORBELA ESPANCA



A ATRIZ EUNICE MUNÕZ RECITA POESIAS DE FLORBELA ESPANCA

Poesias recitadas

 

1. Amiga

2. De joelhos

3. Sem remédio

4. Fanatismo

5. O meu orgulho

6. Saudades

7. Ódio?

8. Versos de orgulho

9. Rústica

A um moribundo

 

Crédito do vídeo: Canal de José Daniel Ferreira, no Youtube.


 

QUANDO A ARTE TOCA A ALMA: A ARTE DE DECLAMAR COM OSMAR PRADO


Existem momentos na televisão e no teatro que ultrapassam a simples interpretação e se tornam verdadeira poesia em movimento. A declamação que o talentoso ator Osmar Prado faz do clássico poema "Poema em Linha Reta", assinado pelo heterônimo Álvaro de Campos (Fernando Pessoa), é sem dúvida uma das interpretações mais bonitas, intensas e emocionantes que já tivemos o privilégio de assistir. Na novela “O Clone” (2001), exibida pela TV Globo, na qual ele interpretava o brilhante advogado Lobato.

 

Com uma entrega visceral, tom preciso e uma expressividade ímpar, Osmar Prado consegue dar vida a cada verso com uma paixão contagiante. Ele humaniza as palavras de Fernando Pessoa de uma forma tão profunda que é impossível não se arrepiar ou sentir o coração bater mais forte a cada estrofe.

 

É uma celebração da grande literatura com o puro talento da atuação brasileira! Uma cena mágica e inspiradora que nos faz lembrar o quanto a arte tem o poder de nos tocar, transformar e encher o dia de admiração e alegria. 


O "POEMA EM LINHA RETA", escrito por Fernando Pessoa sob o heterônimo de Álvaro de Campos, é um desabafo irônico e profundo contra a hipocrisia social e a falsa perfeição das pessoas.

A expressão "linha reta" funciona como uma metáfora para uma vida supostamente perfeita, sem desvios, erros ou fraquezas.

O poema confronta a idealização humana. O eu lírico expressa cansaço de conviver com pessoas que se mostram infalíveis, enquanto ele carrega suas próprias falhas, vergonhas e derrotas.

O autor questiona onde estão as pessoas comuns, que erram, passam vergonha ou agem de forma ridícula. Na sociedade, todos fingem ser prósperos, nobres e perfeitos ("toda a gente com quem tenho falado (...) nunca foi senão campeão"). 

Ao se assumir imperfeito, o eu lírico sente-se um "estrangeiro" no mundo. Ele se vê como o único que comete erros crassos, enquanto os outros escondem suas próprias misérias sob aparências. 

É uma crítica ácida ao moralismo e às convenções sociais. As aparências são mantidas a todo custo para que ninguém pareça vulnerável ou derrotado. 

A escolha desse texto para o personagem foi cirúrgica. Como um dependente químico em recuperação, Lobato sentia na pele o julgamento de uma sociedade que se julgava "em linha reta" (perfeita, limpa e moral). Ao declamar o poema, ele expõe que o vício o torna vulnerável aos olhos do mundo, mas que os outros também são cheios de falhas ocultas.

© Alberto Araújo

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