terça-feira, 6 de janeiro de 2026

CARTA ABERTA - O LEGADO ETERNO DA FAMÍLIA GOULART - © ALBERTO ARAÚJO – FOCUS PORTAL CULTURAL

É impossível falar da história da teledramaturgia e do teatro brasileiro sem reverenciar o sobrenome Goulart-Bruno. Hoje, o Focus Portal Cultural dedica estas palavras a uma família que não apenas interpreta personagens, mas que personifica a própria essência da arte em nosso país.

A partida física de Nicette Bruno e Paulo Goulart deixou uma lacuna imensa, mas o que eles construíram em mais de 60 anos de união e palco é indestrutível. Paulo, com sua voz potente e presença serena, e Nicette, com sua doçura inabalável e talento magistral, formaram mais do que um casal; eles fundaram uma escola de dignidade artística.

Vemos esse DNA de talento pulsar em seus filhos: Beth Goulart, Bárbara Bruno e Paulo Goulart Filho e também em seus netos. Todos escolheram o ofício de atuar, honrando a máxima de que a arte é uma missão. Assistir a Beth Goulart falar de sua mãe não é apenas ver uma filha com saudade; é testemunhar a transferência de uma tocha de luz que continua a iluminar o público.

O Focus Portal Cultural reconhece que a Família Goulart representa o que há de mais nobre na cultura: a união entre o profissionalismo impecável e os valores humanos. Nicette nos ensinou sobre a fraternidade; Paulo nos ensinou sobre a solidez. Juntos, eles deixaram para nós um roteiro de amor, ética e dedicação.

Aos Goulart, o nosso respeito. A Nicette e Paulo, o nosso aplauso eterno, de pé, sob as luzes da eternidade. A Família, além de Beth, os irmãos Bárbara Bruno e Paulo Goulart Filho são atores e diretores renomados. Os netos (como Vanessa Goulart) também seguem a carreira.

TRANSCRIÇÃO: HOMENAGEM DE BETH GOULART A NICETTE BRUNO

"É, mãe... Há cinco anos atrás você estava nos deixando. Há cinco anos eu não pude mais te abraçar. Há cinco anos eu convivo com essa saudade, com a presença da sua ausência.

E o tempo é tão relativo, né? Ele vive com a intensidade daquilo que a gente está sentindo, sabe? Então hoje, eu me lembro da sua partida, não tem como não lembrar, mas eu também lembro do seu sorriso. Eu também me lembro das mensagens lindas que você nos dava.

Eu também me lembro da alegria da festa de Natal que você tanto gostava de fazer e nos reunir. Então, nesse Natal, você que tanto orava por nosso mestre Jesus, vai sentir em seu espírito a nossa oração por você. Nossa saudade, a nossa gratidão por você ter sido essa luz nas nossas vidas. Essa luz na arte brasileira, em tantos corações.

Você alimentou tantas coisas lindas nas pessoas. Você lembrou a importância da alegria, a importância da generosidade, da solidariedade. Você, que falava tanto sobre a fraternidade, nos ensinou com o seu exemplo esse sentimento tão lindo, que é o que devemos alimentar todos os dias: o sentimento de que fazemos parte da grande família humana, de que podemos nos ajudar uns aos outros nessa caminhada terrena.

De que a dimensão espiritual está mais perto do que a gente imagina, está dentro de nós. E que agora, mesmo não podendo te abraçar fisicamente, eu te abraço espiritualmente. Eu te abraço com o meu amor, com a minha lembrança, com a minha saudade. Eu te abraço com a eternidade da minha alma.

Eu te amo, minha mãe. Te amo hoje e sempre. Continuarei te amando. Obrigada."


UMA MENSAGEM SOBRE O LEGADO DE NICETTE BRUNO

Nicette Bruno não foi apenas uma atriz; ela foi um pilar da cultura e da sensibilidade brasileira. Sua partida deixou um vazio, mas o que ela construiu em décadas de carreira permanece vivo em cada cena, em cada sorriso e na doçura que era sua marca registrada.

Sentir saudades de Nicette é, de certa forma, celebrar a vida. Ela nos ensinou que a arte deve ser generosa e que o palco é um lugar de união. Através de personagens inesquecíveis, como a Dona Benta, ela se tornou a "avó" e a "mãe" de todo o Brasil, levando conforto e alegria para dentro de nossas casas.

O trabalho magnífico de Nicette e seu legado de fraternidade e luz continuam a nos inspirar. Ela nos mostrou que o amor transcende o tempo e que aqueles que amamos nunca partem verdadeiramente enquanto suas lições de bondade continuarem a ecoar em nossos corações.

Que a luz de Nicette Bruno continue a brilhar, lembrando-nos sempre da importância de um abraço, seja ele físico ou espiritual.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

20 de dezembro de 2025












LITERATURA NO CINEMA - CRISES, BASTIDORES E TRANSFORMAÇÕES

Podemos olhar para esses filmes de forma diferente, agrupando-os não apenas como títulos isolados, mas como experiências que revelam facetas distintas da relação entre literatura e vida. 

Há os que mergulham na crise criativa dos escritores, como Meia-Noite em Paris, em que um roteirista busca inspiração nos fantasmas do passado, ou Shakespeare Apaixonado, que mostra o bloqueio de um gênio até que o amor reacende sua escrita. Outros expõem os bastidores do mercado editorial, como A Proposta, em que uma editora manipula seu assistente para evitar a deportação, ou O Mestre dos Gênios, que retrata o papel fundamental de Max Perkins na carreira de Hemingway e Fitzgerald. 

Também há os filmes em que livrarias se tornam palco de encontros e romances, como Mensagem Para Você, que mostra a disputa entre pequenas e grandes livrarias, ou Um Lugar Chamado Notting Hill, em que uma livraria de viagens vira cenário para uma história de amor improvável. 

Nas cinebiografias literárias, vemos vidas inteiras dedicadas às palavras, como em Capote, que acompanha o processo de escrita de A Sangue Frio, em Sylvia, que retrata a intensidade e tragédia da poeta Sylvia Plath, ou em Mary Shelley, que mostra a juventude da autora de Frankenstein. 

Já em Cora Coralina – Todas as Vidas, a poesia brasileira ganha forma em um docfic que mistura atrizes e versos para contar a trajetória da autora. 

Por fim, há os filmes em que a literatura transforma vidas, como Encontrando Forrester, em que um jovem descobre seu talento ao lado de um escritor recluso, Minhas Tardes com Margueritte, que mostra como a leitura pode abrir mundos para quem nunca os conheceu, ou O Carteiro e o Poeta, que narra a amizade improvável entre Pablo Neruda e um carteiro. 

Assim, em vez de apenas listar, essa seleção revela como o cinema usa os livros para falar de crises, bastidores, romances, biografias e transformações pessoais, mostrando que a literatura não é apenas tema, mas força vital que atravessa personagens e espectadores.

 

SELEÇÃO DOS FILMES LITERÁRIOS

 

11 ESCRITORES EM CRISE CRIATIVA

 

Meia-Noite em Paris (2011) – roteirista que sonha em ser escritor e encontra inspiração no passado.

Shakespeare Apaixonado (1999) – bloqueio criativo até o amor reacender sua escrita.

Desconstruindo Harry (1998) – escritor que transforma sua vida caótica em literatura.

Mais Estranho Que a Ficção (2007) – protagonista descobre que é personagem de um livro em andamento.

 

2. EDITORAS E BASTIDORES DO MERCADO LITERÁRIO 

A Proposta (2009) – editora poderosa que manipula seu assistente para evitar deportação.

O Mestre dos Gênios (2016) – editor Max Perkins e sua relação com Hemingway, Fitzgerald e Wolfe.

A Garota do Livro (2016) – assistente editorial enfrentando traumas ligados ao mundo editorial.

As Palavras (2012) – dilemas éticos de publicar um texto que não é seu.

 

3. LIVRARIAS COMO CENÁRIO DE ROMANCE

 

Mensagem Para Você (1999) – disputa entre pequena livraria e rede gigante.

Um Lugar Chamado Notting Hill (1999) – livraria de viagens vira palco de romance improvável.

Nunca Te Vi, Sempre Te Amei (1987) – correspondência entre escritora e livreiro.

A Livraria (2018) – luta de uma mulher para manter sua livraria contra a comunidade conservadora.

 

4. BIOGRAFIAS E CINEBIOGRAFIAS LITERÁRIAS

 

Capote (2006) – processo de escrita de A Sangue Frio.

Sylvia (2003) – vida intensa e trágica de Sylvia Plath.

Além das Palavras (2016) – retrato da poeta Emily Dickinson.

Miss Potter (2006) – criadora de Peter Rabbit.

Mary Shelley (2018) – juventude da autora de Frankenstein.

Cora Coralina – Todas as Vidas (2017) – docfic sobre a poeta brasileira.

 

5. LITERATURA TRANSFORMANDO VIDAS

 

Encontrando Forrester (2000) – amizade entre jovem talentoso e escritor recluso.

Minhas Tardes com Margueritte (2010) – leitura como descoberta tardia da vida.

O Carteiro e o Poeta (1994) – amizade entre Pablo Neruda e um carteiro.

O Clube de Leitura de Jane Austen (2007) – livros como cura e conexão entre pessoas.

A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata (2018) – literatura como resistência em tempos de guerra.

 

© Alberto Araújo 



 






NOITE E VENTO NA LITERATURA BRASILEIRA: MACHADO DE ASSIS, NÉLIDA PIÑON, CLARICE LISPECTOR ENSAIO DE © ALBERTO ARAÚJO

A literatura brasileira, em sua diversidade e riqueza, sempre encontrou na noite e no vento símbolos privilegiados para pensar a memória, a subjetividade e a vida social. Esses elementos, aparentemente simples, carregam uma força simbólica que atravessa séculos e estilos, funcionando como metáforas da transitoriedade, da revelação e da ironia. A noite, com seus silêncios e sombras, é espaço de introspecção, mas também de encontros clandestinos e de permanências culturais. O vento, por sua vez, é movimento, sopro que espalha lembranças, que convoca fantasmas e que desestabiliza certezas. 

Ao observarmos três autores centrais da tradição literária brasileira: Nélida Piñon, Clarice Lispector e Machado de Assis percebemos como cada um deles mobiliza esses símbolos de maneira singular. Nélida Piñon, em sua escrita marcada pela fusão entre mito e memória, transforma a noite em território de permanência e o vento em arqueiro dos ancestrais. Clarice Lispector, com sua prosa introspectiva e epifânica, vê na noite o espaço da revelação íntima, onde o vento é metáfora da inquietação existencial. Machado de Assis, mestre da ironia, utiliza a noite urbana como palco das contradições humanas, e o vento como força que desmonta pretensões e expõe fragilidades. 

Este ensaio, portanto, busca analisar como esses três autores reinterpretam a noite e o vento, oferecendo múltiplas leituras da experiência brasileira. Mais do que imagens poéticas, tais símbolos se tornam chaves interpretativas da cultura: mito, epifania e ironia. Ao cruzar essas perspectivas, revelamos não apenas a riqueza da literatura nacional, mas também a forma como ela traduz a complexidade da vida noturna e da memória coletiva. 

A noite e o vento são imagens recorrentes na literatura, símbolos de memória, inquietação e transitoriedade. No contexto brasileiro, esses elementos ganham significados próprios, ligados à cultura urbana, à tradição oral e à introspecção existencial. Este ensaio busca explorar como Nélida Piñon, Clarice Lispector e Machado de Assis reinterpretam tais símbolos, oferecendo múltiplas visões da experiência noturna. 

MACHADO DE ASSIS - IRONIA E CIDADE 

Machado de Assis oferece a chave da ironia. Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, escreve:

 

“Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.” 

Essa frase mostra como a noite urbana pode ser palco das contradições humanas. O vento que percorre as ruas é metáfora da instabilidade: desmonta pretensões, expõe fragilidades, revela o ridículo das ambições. A cidade noturna machadiana é espaço de encontros fortuitos e paixões clandestinas, sempre sob o olhar irônico do narrador. 

NÉLIDA PIÑON - A MEMÓRIA COMO MITO 

Nélida Piñon trabalha a memória como força viva que sustenta a identidade coletiva. Em A República dos Sonhos, afirma: 

“Se a memória simula esquecer os mortos, o amor, albergado no coração e sempre à espreita, a qualquer sinal açoita quem sobrevive às lembranças.”  

Aqui, a noite é território de permanência, e o vento atua como guardião dos mitos que atravessam gerações. A narrativa piñoniana transforma o silêncio noturno em espaço de convocação dos ancestrais. 

CLARICE LISPECTOR - EPIFANIAS ÍNTIMAS 

Clarice Lispector explora a noite como espaço de revelação interior. No conto Amor, a personagem Ana experimenta um instante de epifania:

“A vida se lhe tornara evidente. O mundo se lhe oferecia, e ela não tinha armas contra ele.” 

O vento, nesse contexto, é metáfora da inquietação íntima, daquilo que desestabiliza o sujeito e o obriga a se confrontar com sua própria estranheza. A noite clariceana é feita de gestos mínimos que revelam abismos existenciais. 

Na tradição brasileira, a lua não é apenas astro distante: é cúmplice dos encontros, testemunha dos segredos, guardiã dos silêncios. Para Nélida, ela é mito; para Clarice, epifania íntima; para Machado, cenário irônico das paixões humanas. A lua tropical, iluminada pelo vento da madrugada, guarda os fragmentos da vida noturna: cheiros de comida de rua, ecos de música, passos de dança, silêncios de alcova. 

Ao reunir Nélida Piñon, Clarice Lispector e Machado de Assis, a noite e o vento deixam de ser apenas imagens poéticas e se tornam símbolos culturais múltiplos: mito, introspecção e ironia. O vento brasileiro não apaga, mas espalha; ele transforma fragmentos em narrativa, ruínas em festa, silêncio em epifania. 

A análise da noite e do vento na obra de Nélida Piñon, Clarice Lispector e Machado de Assis revela que esses elementos transcendem sua dimensão natural para se tornarem metáforas culturais de grande potência. Em Nélida, o vento convoca os mitos e a noite guarda os ancestrais, reafirmando a memória como fundamento da identidade. Em Clarice, o vento é inquietação íntima e a noite é epifania, espaço de revelação súbita e de confronto existencial. Em Machado, o vento sopra como ironia e a noite urbana expõe as contradições sociais, revelando o ridículo das ambições humanas. 

Assim, mito, epifania e ironia se entrelaçam como três dimensões complementares da experiência brasileira. A noite não é apenas ausência de luz, mas território de permanência, introspecção e crítica. O vento não é apenas movimento físico, mas força simbólica que espalha, convoca e desnuda. Ao reunir esses autores, percebemos que a literatura brasileira constrói uma rapsódia própria da madrugada: feita de fragmentos, de silêncios, de vozes múltiplas que resistem ao esquecimento.

Em última instância, a noite e o vento nos lembram de que a literatura é sempre diálogo entre permanência e transitoriedade. Eles nos convidam a pensar o Brasil não apenas como espaço geográfico, mas como território simbólico, onde mito, subjetividade e ironia se encontram para narrar a complexidade da vida. A rapsódia brasileira da noite e do vento, portanto, é também uma rapsódia da memória coletiva, que insiste em sobreviver e se reinventar a cada sopro da madrugada.


REFERÊNCIAS

 

PIÑON, Nélida. A República dos Sonhos. Rio de Janeiro: Record, 1984.

LISPECTOR, Clarice. Laços de Família. Rio de Janeiro: Rocco, 1960.

MACHADO DE ASSIS. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Garnier, 1881.


 

RETROSPECTIVA CULTURAL DE ANA MARIA TOURINHO



RETROSPECTIVA DE MOMENTOS CULTURAIS – ANA MARIA TOURINHO

Vídeo com a jornada que celebra a vida familiar e cultural de Ana Maria Tourinho, uma artista que transformou sua sensibilidade em poesia, cultura e inspiração. Nascida em Belém do Pará, Ana Maria trouxe consigo não apenas o calor humano e a força da sua terra natal, mas também uma inteligência criativa e um carisma que conquistaram o povo fluminense e ultrapassaram fronteiras, alcançando o mundo.

Este vídeo especial reúne os momentos mais marcantes de sua trajetória cultural, revelando uma mulher que fez da palavra e da arte instrumentos de conexão e esperança. Ana Maria não apenas escreveu versos que tocam a alma, mas também se dedicou a promover a cultura como espaço de encontro, diversidade e celebração da vida. Sua atuação em colunas literárias, eventos e projetos culturais consolidou seu nome como referência de autenticidade e paixão pela arte.

Mas a retrospectiva não seria completa sem destacar sua vida amorosa ao lado de seu grande muso e companheiro, Euderson Kag Tourinho. Juntos, eles construíram uma história de afeto e cumplicidade que se reflete em cada gesto, em cada poema e em cada celebração. O amor que os une é também inspiração para sua produção artística, mostrando que a cultura não se faz apenas de ideias, mas também de sentimentos que florescem e se transformam em legado.

Ao assistir a esta retrospectiva, você será convidado a reviver instantes de beleza, emoção e intensidade que marcaram a caminhada de Ana Maria Tourinho. É um convite para celebrar não apenas sua obra, mas também sua essência: uma mulher que vive a cultura com alegria, coragem e esperança, sempre acompanhada pelo brilho do amor e pela força da arte.

Que este vídeo seja um presente para todos que acreditam que a vida é feita de cores, versos e momentos inesquecíveis.

© Alberto Araújo

Clicar no link: 

https://youtu.be/UsCvrj0uIgs?si=gFFG3Kb2eQstT6FQ





MATILDE SLAIBI CONTI DESEMBARCA NA JAMAICA EM MISSÃO CULTURAL




Na terça-feira, 6 de janeiro, a presidente do Elos Internacional, Matilde Slaibi Conti, encontra-se em Falmouth, Jamaica, onde desembarcou como parte de um cruzeiro cultural que percorre os mares do Caribe. Com passagem comprada para conhecer os encantos e tradições locais, Matilde se prepara para mergulhar na riqueza histórica e artística da cidade jamaicana, reconhecida por sua musicalidade, arquitetura colonial e hospitalidade vibrante. 

A viagem da presidente Matilde, não se trata de um diário de bordo, mas de um acompanhamento institucional das ações culturais de nossa presidente. A Diretoria de Cultura do Elos Internacional tem como missão registrar e divulgar suas andanças, pois cada passo representa um elo entre culturas, um gesto de diplomacia e uma extensão do compromisso com a Língua Portuguesa e o mundo lusófono. Em breve será publicado um volumoso livro sobre a viagem cultural. 

Historiadora de renome, Matilde já presidiu o Instituto Histórico e Geográfico de Niterói e atualmente lidera o Elos Internacional, instituição voltada à valorização do mundo lusófono e à preservação da Língua Portuguesa, a língua de Camões, Fernando Pessoa, Florbela Espanca e tantos outros expoentes da literatura universal. Sua atuação transcende fronteiras, promovendo o diálogo entre culturas e o fortalecimento dos laços históricos que unem os povos de língua portuguesa. 

O Focus Portal Cultural, atento às movimentações de nossa maior liderança intelectual, fará questão de entrevistá-la assim que retornar ao Brasil. A expectativa é grande: Matilde, com seu olhar sensível e erudito, certamente trará relatos enriquecedores sobre a cultura jamaicana, suas expressões populares e os encontros que marcaram sua passagem.

A sua viagem, é mais do que turística, é um gesto de aproximação entre culturas, reafirmando o papel da presidente como embaixadora do saber e da diplomacia cultural. Que sua jornada inspire outros líderes a reconhecerem o valor da presença ativa nos cenários internacionais da cultura. 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional









 

FELIZ DIA DE REIS – HOMENAGEM DO BLOG ALBERTO ARAÚJO & AMIGOS

 

Hoje, 6 de janeiro, o calendário cristão nos convida a celebrar a Epifania, quando o Menino Jesus recebeu a visita dos três Reis Magos. Vindos de terras distantes, Gaspar, Baltazar e Melchior trouxeram não apenas presentes, mas símbolos que atravessaram os séculos: o incenso que revela a divindade, a mirra que anuncia o destino humano e o ouro que consagra a realeza. 

Cada um deles representava um continente, uma raça, um pedaço da humanidade que se ajoelha diante da esperança recém-nascida. A tradição, consolidada no século VIII, transformou-os em santos, e desde então o dia 6 de janeiro marca o encerramento dos festejos natalinos: desmontam-se os presépios, recolhem-se os enfeites, mas permanece acesa a chama da fé. 

No Brasil, a Folia de Reis ecoa como herança portuguesa, misturando devoção e folclore. Bandeiras coloridas, cantos e violas percorrem cidades e vilarejos, mantendo viva a memória dos Magos que viajaram guiados por uma estrela. É festa popular, é cultura, é religiosidade que se entrelaça com poesia.

Assim, o Dia de Reis não é apenas lembrança litúrgica, mas também um convite à contemplação: que cada um de nós, como Gaspar, Baltazar e Melchior, ofereça ao mundo o melhor de si, seja fé, seja cura, seja generosidade. 

Que esta data seja celebrada como ponte entre o sagrado e o humano, entre a tradição e a cultura, entre o passado e o presente. 

© Alberto Araújo 





 

SOB A ESTRELA, CANTOS E BANDEIRAS - @ ALBERTO ARAÚJO

No calendário das tradições, o Dia de Reis, celebrado em 06 de janeiro, é mais do que uma data: é um sopro de memória coletiva que atravessa séculos e se reinventa em cada canto do Brasil. É o dia em que se recorda a visita dos três magos ao Menino Jesus, trazendo ouro, incenso e mirra, símbolos de realeza, espiritualidade e humanidade. Mas, nas terras tropicais, essa narrativa bíblica se mistura ao batuque dos tambores, às fitas coloridas das folias e ao canto que ecoa pelas ruas, transformando fé em festa, devoção em poesia. 

As Folia de Reis, com seus palhaços mascarados, bandeiras bordadas e violas dedilhadas, são uma expressão viva da cultura popular. Cada grupo que percorre casas e comunidades carrega consigo não apenas a lembrança dos Reis Magos, mas também a força da coletividade, o gesto de partilha e a alegria de cantar em coro. É como se o sagrado se vestisse de cores, e o mistério da estrela que guiou os magos se tornasse luz nas lanternas improvisadas, iluminando caminhos de esperança. 

O lirismo do Dia de Reis está na fusão entre o divino e o humano. É o menino que corre atrás da bandeira, é a senhora que abre a porta para receber a bênção, é o violeiro que improvisa versos sobre fé e vida. É também a resistência cultural: em tempos de pressa e esquecimento, manter viva a tradição é um ato de poesia. Cada canto entoado é uma oração que se expande, cada fita colorida é um traço de identidade, cada passo dançado é memória que se recusa a se apagar. 

Assim, o Dia de Reis não é apenas o fim do ciclo natalino, mas o início de um novo ciclo de esperança. É o convite para olhar o céu e buscar estrelas, para ouvir o som das violas e reconhecer que a cultura é o ouro que carregamos, o incenso que perfuma nossa história, a mirra que cura nossas saudades. No Brasil, o 06 de janeiro é mais do que tradição: é poesia viva, é fé que canta, é cultura que resiste.  

@ Alberto Araújo


Sobre a pintura é atribuída ao mestre renascentista italiano Sandro Botticelli e é conhecida como A Natividade Mística, criada por volta de 150 da única obra assinada por Botticelli, o que reforça seu valor histórico e pessoal, e está repleta de simbolismo religioso e profético. Realizada em óleo sobre tela, hoje se encontra na National Gallery, em Londres, sob o título original La Natività Mistica. 

Na cena central, vemos o nascimento de Jesus, com Maria, José e o Menino em destaque, cercados por uma multidão de anjos e pessoas em adoração, incluindo pastores e crianças. Botticelli acreditava estar vivendo tempos de tribulação e incorporou à obra elementos apocalípticos e escatológicos, como a inscrição em grego no topo, que remete à iminente chegada do Milênio de Cristo. O estilo combina a delicadeza lírica característica do artista com uma composição carregada de emoção e espiritualidade. 

Embora Botticelli seja mais lembrado por obras como O Nascimento de Vênus e A Primavera, A Natividade Mística se destaca por seu intenso conteúdo religioso e pela atmosfera de fé e esperança. Criada em um período de crise política e religiosa na Itália, fortemente influenciado pelas pregações de Savonarola, a obra reflete a profundidade espiritual e a visão profética do pintor, tornando-se um testemunho único de sua arte e de seu tempo. 

 

@ Alberto Araújo

06 de janeiro de 2025


 

DIA DE REIS - A LUZ QUE GUIA - @ ALBERTO ARAÚJO


06 DE JANEIRO. No Dia de Reis celebramos a chegada dos Magos ao Menino Jesus, guiados pela estrela que brilhou no céu. É o encontro da fé com a humildade, da busca com a revelação. 

"Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe; e, prostrando-se, o adoraram. Então abriram seus tesouros e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra." (Mateus 2:11) 

Que esta data nos inspire a oferecer também nossos presentes: gestos de paz, palavras de esperança e atitudes de amor. Que a estrela que guiou os Reis Magos continue a iluminar nossos corações.

@ Alberto Araújo 

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Sobre a imagem da postagem. A obra retrata a cena bíblica da Adoração dos Magos, momento em que os Três Reis do Oriente chegam para homenagear o Menino Jesus, oferecendo ouro, incenso e mirra.

No centro da composição, a Virgem Maria segura o Menino em seus braços, cercada por figuras em reverência, entre elas os Magos em trajes ricos e solenes. A presença de pombas brancas e vasos ornamentais reforça o simbolismo de pureza e oferenda. Acima, uma figura barbada observa do alto, sugerindo a presença divina que abençoa a cena. 

A pintura é atribuída a Leonardo da Vinci, criada por volta de 1481, e realizada em óleo sobre madeira. Mesmo inacabada, revela a genialidade do mestre renascentista em sua abordagem da luz, da anatomia e da espiritualidade. 

Celebrada no Dia de Reis, esta imagem nos convida à contemplação da fé, da humildade e da busca sincera pela luz que guia os corações. 

@ Alberto Araújo



segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

JORNAL DR1- EDIÇÃO: 336 – CEO ANA CRISTINA CAMPELO, PÁGINA 11 – DE 03 A 09 DE JANEIRO DE 2026.

 


RESENHA DE “MUNDO EM TONS DE ROSA” DE ANA MARIA TOURINHO © ALBERTO ARAÚJO


Destacamos a coluna versos e diversos de Ana Maria Tourinho, no Jornal DR1- edição: 336 – CEO Ana Cristina Campelo, página 11 – de 03 a 09 de janeiro de 2026.

Na coluna Versos e Diversos, Ana Maria Tourinho convida o leitor a refletir sobre o tempo e a celebrar o presente. Seu poema valoriza a vida em cada instante, exaltando o aprendizado, as memórias e os sonhos que projetam novos caminhos. Entre imagens de cores vibrantes e metáforas sobre o ciclo das festas, a autora transmite uma mensagem de otimismo e gratidão, lembrando que o agora é um presente e que o futuro pode ser vivido com esperança e alegria.

 

MUNDO EM TONS DE ROSA

 

As festas de fim de ano são um convite à reflexão e à celebração, marcando um ciclo que se encerra e outro que se inicia. É um momento em que nos reunimos com amigos e familiares, compartilhando risos, memórias e a esperança de dias melhores. Esse período nos lembra da importância de valorizar o presente e de olhar para o futuro com otimismo. 

No espírito dessas festividades, escrevi o poema "Mundo em Tons de Rosa", que captura a essência da vida, a passagem do tempo e o desejo de celebrar a cada instante. Convido nossos leitores a abraçar o agora, a vibrar em cada aprendizado e a sonhar com novas possibilidades. Que esse poema inspire todos a vivenciar as festas com alegria e amor, enquanto aguardamos o Ano Novo com corações cheios de esperança e gratidão. 

Desejo que as cores vibrantes das comemorações reflitam a beleza da vida e a promessa de um futuro radiante. Felizes Festas! 

MUNDO EM TONS DE ROSA 

Quantos anos carrego em meu ser?

Essa conta se dissolve no ar.

Só sei que respiro,

que vibro em cada instante.

Amo viver!

Para quê marcar o passado,

se o agora é um presente?

Busco o momento,

o aprendizado que floresce,

enquanto espero o que virá.

Estou bem! Pés enraizados na terra,

neurônios dançando em sinfonias,

acompanhando a melodia da vida.

Penso, crio, escrevo

poemas de amor e de existência,

sorrindo nas memórias,

nas travessuras que marcaram meu caminho.

Vejo o mundo tingido de rosa,

mas anseio por cravos azuis,

que brotam em meus pensamentos,

como sonhos que desafiam a lógica.

E o tempo, ah, esse viajante impiedoso?

No passado, era um amigo,

dançando ao nosso redor,

teimando em não se esvair.

Agora, ele galopa,

superando limites,

é a vida em sua velocidade estonteante.

Ontem era Ano Novo,

hoje, clamo a Papai Noel,

que nos cubra de presentes,

pois já é Natal!

Mais um ciclo se completou,

desejo festas vibrantes, lindas

como as cores do amanhecer,

e que o Ano Novo estoure

em fogos de artifício,

queimando o tempo,

trazendo vida,

alegria e amor sem fim.




 

BOLETRAS - BOLETIM DA AFL Nº 49 - EDITORIAL: DEZEMBRO, MÊS DE RETROSPECTIVAS E PRENÚNCIOS DE RECOMEÇO RESENHA DE © ALBERTO ARAÚJO

O BOLETRAS nº 49, lançado em dezembro de 2025, é mais do que um periódico cultural: é um verdadeiro retrato da vitalidade intelectual e artística de Niterói e da região fluminense. Com a redação e diagramação da competente Christiane Victer e coordenação da presidente Márcia Pessanha, o boletim reúne em suas 11 páginas um mosaico de poesia, memória, solidariedade e celebrações. Cada edição reafirma o papel da AFL como defensor da tradição literária e promotora de encontros que unem passado e presente, sempre com olhar atento para o futuro. 

O Boletim abre com o editorial da presidente Márcia Pessanha. Inspirado pelo poema “Dezembro em silêncio”, o texto reflete sobre a dualidade do mês que encerra ciclos e anuncia novos começos. A presidente destaca o contraste entre o barulho das festividades e o silêncio poético das despedidas, evocando versos que traduzem saudade, promessa e esperança. A referência à canção Como uma onda, de Lulu Santos e Nelson Motta, reforça a ideia de transitoriedade e renovação. O editorial também relembra a importância do Natal e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948, e conclui com uma afirmação poderosa: “Se o mundo lá fora é hostil, a arte é resistência. É grito de liberdade!”. 

Um dos destaques do boletim é a cerimônia de outorga do título de Intelectual do Ano 2025 ao Acadêmico Célio Erthal Rocha. A solenidade, realizada em 13 de dezembro, reuniu diversas personalidades de entidades culturais de Niterói e região. O homenageado foi saudado por Cleber Francisco Alves, que ressaltou sua trajetória como jornalista, defensor público e escritor. Erthal, emocionado, recordou influências de personalidades como Alberto Francisco Torres e Waldenir de Bragança. A sessão foi encerrada com um recital da Acadêmica Magda Belloti, coroando o evento com música e poesia. 

No dia 16 de dezembro, a AFL promoveu seu tradicional almoço de confraternização em parceria com entidades coirmãs, como o Cenáculo Fluminense de História e Letras e a Academia Niteroiense de Letras. O encontro, realizado no Restaurante Buzin, foi marcado por sorteios, homenagens e celebrações da amizade e da cultura. A Acadêmica Matilde Conti conduziu a saudação e distribuiu brindes, reforçando o espírito de união entre os presentes. 

A solidariedade também teve espaço no boletim, com o relato do “Natal do Poeta”, promovido pela Associação Niteroiense de Escritores em 22 de dezembro. O evento beneficente arrecadou brinquedos para crianças carentes e contou com a parceria da União Brasileira de Trovadores. Trovas, músicas e poesias deram o tom da celebração, que homenageou personalidades como Antonio Machado e Shirley Araújo. A presença de um animado Papai Noel e o apoio de parceiros como o Buffet da Chef Valéria Gervásio reforçaram o caráter festivo e comunitário da iniciativa. 

O boletim registra ainda a participação da presidente Márcia Pessanha na sessão solene da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, celebrada em 10 de dezembro. A cerimônia homenageou ex-presidentes e concedeu o título de Acadêmico do Ano a Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro. A AFL esteve representada por diversos membros, reafirmando sua integração com outras instituições científicas e culturais. 

A literatura contemporânea ganhou destaque com o lançamento da coletânea Quarteto Fora de Si, realizada em 19 de dezembro na Sociedade Fluminense de Fotografia. A obra reúne minicontos de Márcia Pessanha, Leonila Murinelly, Iran Pitthan e Mauro Carreiro Nolasco. O livro celebra a estética da concisão e da criatividade, oferecendo ao leitor narrativas breves e intensas. O evento contou com a presença de diversos acadêmicos e personalidades culturais, consolidando o espírito de amizade e colaboração entre escritores.

O editorial de Márcia Pessanha sintetiza o espírito do boletim: dezembro é tempo de balanço, mas também de esperança. A arte, como resistência, ilumina caminhos e fortalece laços. O BOLETRAS encerra 2025 com a certeza de que a cultura é ponte entre passado e futuro, e que cada gesto artístico é um prenúncio de recomeço. 

Ao final da leitura do BOLETRAS nº 49, o que se percebe é a força da cultura como elo de resistência e esperança. Entre editoriais poéticos, homenagens a intelectuais, confraternizações, ações solidárias e lançamentos literários, o boletim traduz o espírito de dezembro: despedida e recomeço. A AFL, sob a liderança de Márcia Pessanha e com o trabalho cuidadoso de Christiane Victer na diagramação, reafirma sua missão de iluminar caminhos através da arte e da palavra. O BOLETRAS encerra 2025 como testemunho de que a literatura e a cultura são pontes vivas entre memória e futuro, entre tradição e renovação. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural








MENSAGEM

Presidente da AFL, Márcia Pessanha disse: Boa tarde, prezado editor do Focus Portal Cultural, jornalista, amante das Letras e confrade Alberto Araújo. A AFL agradece seu empenho constante de divulgação das atividades das instituições culturais. E o destaque que você tem dado ao BOLETRAS expressa bem o valor que você atribui à leitura, aos eventos acadêmicos e artísticos de nossa  instituição, contribuindo para sua maior visibilidade e interação com a sociedade. Seus registros são preciosos, ilustram  e  colaboram para a preservação da história da AFL. Nossos reiterados agradecimentos. Que Deus continue a iluminar sua trajetória. Márcia.