sexta-feira, 17 de julho de 2026

ELOS INTERNACIONAL EM MOVIMENTO: MATILDE CARONE SLAIBI CONTI REPRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL EM ITABORAÍ

A Diretoria de Cultura do Elos Internacional tem o prazer de compartilhar com seus membros e amigos as recentes atividades de nossa presidente, Matilde Carone Slaibi Conti, que também atua como vice-presidente da OAB-Niterói. 

Na sexta-feira, 17 de julho de 2026, a agenda institucional foi marcada pela participação estratégica na Reunião Zonal da OAB, realizada na sede da 25ª Subseção da OAB-Itaboraí. O encontro, convocado pelo presidente da subseção de Niterói, Dr. Pedro Gomes, reuniu lideranças fundamentais para o fortalecimento da advocacia regional. 

O evento contou com a presença ilustre da presidente da OAB-RJ, Dra. Ana Tereza Basilio, e integrou as diretorias da Seccional com as Subseções de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Rio Bonito. Representando a OAB-Niterói, além de nossa presidente, estiveram presentes: Dr. Pedro Gomes - presidente da OAB-Niterói; Dr. Júnior Rodrigues, diretor-tesoureiro da subseção e diretor-geral da Escola Superior de Advocacia (ESA), e o Dr. Antônio Marconi, secretário-geral, Dr. Rafael Lopes, Coordenador da C.E. da Região Metropolitana entre outros renomados profissionais. 

Durante o encontro, Matilde Carone registrou momentos significativos da integração institucional, destacando o diálogo aberto com as autoridades locais. Entre os registros, destaca-se sua reunião com o Secretário de Cultura de Itaboraí, Roberto Costa, reforçando os laços do Elos Internacional com as esferas culturais e públicas da região.

Para o Elos Internacional, acompanhar essas andanças é reafirmar nosso compromisso com a articulação de rede e com a representatividade de nossos líderes em espaços de decisão e debate jurídico-social. Seguimos avançando com o propósito de ampliar horizontes e promover conexões transformadoras. 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional 

















O PANTHEON DA ÉTICA: WALDENIR DE BRAGANÇA, O ESTADISTA DA ALMA FLUMINENSE - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

A história não é feita apenas de grandes eventos, mas da estatura dos homens que a sustentam. Em 17 de julho de 2026, a biografia de Waldenir de Bragança alcança a nobre cifra dos 95 anos, revelando-se como um verdadeiro monumento de coragem e retidão cívica. Mais do que uma marca cronológica, este dia convida a um olhar atento sobre uma vida edificada com a argamassa do serviço e o prumo da moralidade. Ele é o testemunho vivo de que, para além das contingências, a integridade é o único alicerce capaz de atravessar as eras com a mesma dignidade de sua origem. 

Esta data não é um registro comum no fluxo incessante dos calendários; é o momento em que o tempo, com a reverência de quem reconhece um mestre, curva-se para celebrar a trajetória de alguém que decidiu, desde o despertar em Araruama, sob o sol da aurora de 1931, que a vida só é plenamente realizada quando transborda os limites do ego para fertilizar o campo alheio. Waldenir é a essência viva de um ideal, uma sinfonia de dedicação que, ao longo de quase um século, foi regida pela batuta inabalável da erudição e de um humanismo intransigente. 

Falar de Waldenir de Bragança é discorrer sobre uma paisagem humana onde a ciência médica se encontra com o rigor da lei, onde a política deixa de ser o jogo de conveniências para se converter em instrumento de redenção social, e onde as letras, esse santuário da alma, encontram um zeloso guardião. 

Ele atravessou décadas, testemunhou as metamorfoses do Brasil e, em cada travessia, manteve a bússola apontada para o bem comum. Sua vida é um tecido denso de realizações que se entrelaçam como fibras de uma tapeçaria nobre: a medicina, que lhe conferiu o toque de cura; a advocacia, que lhe deu o sentido da justiça; o magistério, que lhe permitiu semear o futuro; a cultura, que lhe deu a voz dos séculos; e o Rotary, que lhe deu a bandeira do servir desinteressado. 

Não se trata, aqui, de medir o homem pelo tamanho de suas conquistas, embora estas sejam vastas e notáveis, mas de perceber a textura de sua moral. Em um mundo frequentemente esgarçado pela insolência e pela transitoriedade dos valores, Waldenir permanece como uma montanha de princípios: inabalável, perene, um holofote cujas luzes não oscilam com as tempestades políticas ou os ventos das conveniências. Ele é o testemunho vivo de que o envelhecer não é um processo de subtração, mas de acúmulo de luz e de sabedoria. Aos 95 anos, cada ruga em seu rosto é uma linha de um poema épico que ele continua a escrever com a força da sua lucidez e a generosidade da sua presença.

Ao celebrarmos este nonagésimo quinto aniversário, rendemos homenagem a um homem que entendeu, talvez melhor do que ninguém, que o verdadeiro poder reside na capacidade de servir. Waldenir de Bragança não é apenas um cidadão de Niterói ou do Rio de Janeiro; ele é um cidadão do mundo que fez da ética o seu lugar de morada e do serviço ao próximo a sua oração diária. Que este 17 de julho seja, portanto, o eco de uma gratidão coletiva, a celebração de um monumento humano que, entre a lucidez do intelecto e a ternura do coração, nos ensina, dia após dia, que a vida, quando vivida com retidão, torna-se, por si mesma, a mais elevada de todas as obras de arte. 

A biografia de Waldenir de Bragança é um caleidoscópio de facetas, onde médico, advogado, professor, escritor e político se fundem em uma unidade harmônica. No entanto, mais do que os títulos que acumulou, é o espírito com que os portou que define a sua estatura. 

Por trás do homem público de moral ilibada, existe o homem de laços. Casado desde 1º de setembro de 1956 com Maria Eliza Ranzeiro de Bragança, Waldenir celebra uma jornada de 70 anos, as Bodas de Vinho. Como o bom vinho, o amor do casal transmutou-se, com o passar das décadas, em algo mais rico, profundo e indissolúvel. Seus filhos, Silvia Helena, Célia Regina, Ana Lucia, Luiz Antônio e Fernando César, são os guardiões de um legado que começa no calor do lar e se expande para toda a sociedade. 

A trajetória política e administrativa de Waldenir de Bragança é uma lição de coragem. Como Prefeito de Niterói (1983-1988), ele navegou pelos mares revoltos da crise financeira com uma bússola de inovação. Sua gestão é lembrada, sobretudo, pela visão estratégica na luta pelos royalties do petróleo, uma conquista que moldou a prosperidade e a infraestrutura que sustentam o futuro da cidade até hoje. Antes disso, como Secretário Municipal de Saúde e Deputado Estadual, provou que a política, quando praticada como serviço, é a ferramenta mais potente de transformação social. 

Sua sensibilidade com o próximo transbordou também para o campo acadêmico e social. Em 1993, a fundação da Universidade Aberta da Terceira Idade de Niterói (UNIVERTI) foi um marco na dignidade do envelhecimento. Por quase três décadas, sob sua presidência, milhares de idosos encontraram na educação um antídoto contra a invisibilidade, reafirmando que o conhecimento não conhece o ocaso. 

Se a medicina lhe deu o domínio sobre o corpo e a política sobre a cidade, a literatura deu a Waldenir a compreensão da alma. Como presidente da centenária Academia Fluminense de Letras, ele não se limitou a preservar o passado; ele oxigenou o presente. O I Congresso Brasileiro das Academias de Letras, organizado por ele em 2017, consolidou-se como um grito em favor da “Educação, Cultura e Ética”, resultando na Carta de Niterói, um documento que permanece como bússola para a valorização da língua portuguesa. 

Seu título de Presidente de Honra da Academia, concedido sob a gestão da atual presidente Márcia Pessanha, veio na mesma hora em que a instituição recebia o selo de Patrimônio Imaterial Cultural de Niterói. Era o reconhecimento de que a Academia, sob seu pulso, tornara-se um espaço de convivência democrática, onde a ciência, a arte e a cidadania dialogam com as urgências da vida cotidiana. 

A lista de condecorações, da Medalha Tiradentes à Grã-Cruz da Ordem do Mérito Arariboia é, na verdade, uma lista de gratidão de um povo. Seja como fundador da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (ACAMERJ) ou como Presidente de Honra da Academia Brasileira Rotária de Letras, Waldenir de Bragança deixou sua marca na fundação de um Brasil mais erudito e mais humano. 

Ao observarmos a imensidão dessa trajetória, compreendemos que homenagear Waldenir de Bragança aos 95 anos é, na verdade, um exercício de renovação da nossa própria esperança no gênero humano. Como bem definiu o jornalista e escritor Alberto Araújo, do Focus Portal Cultural, "Waldenir de Bragança é mais do que um nome inscrito na história: é a personificação do homem íntegro, de moral ilibada e de espírito elevado". Sua vida não é apenas um repositório de feitos, mas um testemunho vivo de que a honra, quando cultivada com a constância de uma vida inteira, torna-se a linguagem universal do serviço.

Sua trajetória, erguida sobre raízes profundas de ética e sabedoria, não se esgota no tempo; ela reverbera como uma semente de frutos perenes, nutrindo as gerações que hão de vir com o exemplo raro de uma liderança que nunca se curvou às tentações do poder ou à efemeridade dos aplausos. Waldenir nos ensina que a autoridade não nasce do cargo, mas da coerência entre o pensamento e a ação, entre a medicina que cura o corpo e a cultura que redime o espírito. 

Nesta celebração, não estamos apenas debruçados sobre o passado como quem admira uma obra concluída; estamos, antes, contemplando um holofote aceso para o futuro. Que a integridade, a coragem e a generosidade, tríade que sustenta o monumento de sua existência, continuem a ser as estrelas a guiar aqueles que, como ele, compreendem que a maior conquista de um homem não é o que ele acumula, mas a medida exata da sua contribuição ao bem comum.

Waldenir de Bragança permanece, assim, como uma referência luminosa para todos os que acreditam na força transformadora da dignidade. Sua caminhada, iniciada sob o sol de Araruama e espalhada por tantas frentes de luta e esperança, convida-nos a uma reflexão definitiva: se o mundo é o reflexo de nossas escolhas, ele nos provou, com a elegância dos grandes sábios, que é possível caminhar pelo mundo sem ser corrompido por ele, deixando, por onde se passa, o rastro inconfundível de quem viveu para servir e, ao servir, tornou-se imortal no afeto e na memória de seu povo.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 

 

Waldenir de Bragança com sua esposa Maria Eliza
 e filhos: Silvia Helena, Célia Regina, Ana Lucia, Luiz Antônio e Fernando César 



HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL



WALDENIR DE BRAGANÇA: A CELEBRAÇÃO DE UMA EXISTÊNCIA QUE É POESIA E SERVIÇO 

Por Alberto Araújo | Focus Portal Cultural 

No registro das trajetórias que desenham a alma da nossa cidade, poucas biografias guardam tamanha sintonia com a história fluminense quanto a do Dr. Waldenir de Bragança. Neste 17 de julho de 2026, ao alcançarmos a marca de seus 95 anos, o Focus Portal Cultural não se limita a assinalar uma efeméride; nós prestamos reverência à envergadura de um homem que converteu o próprio cotidiano em um apostolado de ética e erudição. 

Para nós, que compartilhamos o privilégio de sua convivência nos corredores e nas assembleias das Academias de Letras, Waldenir é, antes de tudo, o nosso Mestre. É o espírito que, com a sobriedade do estadista e a sensibilidade do humanista, nos demonstrou que a cultura é a coluna vertebral da dignidade de uma nação.

Quantas vezes, nas Academias, não fomos nutridos por sua palavra lúcida e acolhedora? Como meu dileto Companheiro em tantas jornadas acadêmicas e literárias, vi Waldenir transitar com a mesma elegância entre os desafios da ciência médica e o rigor da criação literária. Ele é o elo perene que une a Niterói que construímos à memória que preservamos, mantendo inabalável o compromisso com a língua portuguesa e com os valores que sustentam a nossa gente. 

Waldenir de Bragança detém a rara maestria de exercer a liderança sem artifícios, de transmitir saber sem arrogância e de servir como imperativo de alma. Ao contemplarmos seus 95 anos, não divisamos apenas o acúmulo de tempo, mas uma vida que se consolidou como uma obra autêntica,  um livro cujos capítulos, escritos com bravura e retidão, convidam-nos a compreender que a integridade é o único caminho para a perenidade. 

Mestre, sua caminhada é a referência que orienta as novas gerações de intelectuais e cidadãos. É uma honra, para este portal e para todos os confrades, celebrar a sua presença entre nós. Que este novo ciclo seja um reflexo da imensa nobreza do legado que o senhor, com dedicação inesgotável, continua a edificar na história do Brasil.

Feliz aniversário, querido Mestre e Companheiro. Niterói e a cultura brasileira celebram, com júbilo, a sua existência. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




JUSTIFICATIVA: O PANTHEON DA ÉTICA: WALDENIR DE BRAGANÇA, O ESTADISTA DA ALMA FLUMINENSE

Quando conferimos a Waldenir de Bragança o título de Pantheon da Ética, não estamos apenas honrando a longevidade de seus 95 anos; estamos reconhecendo a sacralidade de uma vida que escolheu a integridade como seu único dogma. Em um tempo marcado pela liquidez dos valores e pela transitoriedade das lealdades, Waldenir ergue-se como uma estrutura monumental, um templo vivo de princípios onde o cidadão encontra o estadista, e o médico encontra o humanista.

Ele é, na acepção mais profunda do termo, o Estadista da Alma Fluminense. Sua liderança não se mede pelo poder que exerceu nas salas de governo, mas pela dimensão da esperança que restaurou em cada instituição que presidiu e em cada vida que tocou. Waldenir de Bragança não apenas presenciou a história; ele a esculpiu com a argamassa de um caráter que não conhece o atalho, fazendo de sua própria existência um lugar de culto à honradez. Chamar Waldenir de "Pantheon" é admitir que, em seu pensamento e em sua prática, reside o patrimônio ético que nos permite, ainda hoje, acreditar na grandeza da vocação pública e na perenidade da dignidade humana.

 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

CONVITE ESPECIAL: LANÇAMENTO DA OBRA: "MARIA IZABEL DE BRAGANÇA: A INFANTA PORTUGUESA QUE MOROU NO BRASIL E FOI RAINHA DA ESPANHA", ESCRITA POR JULIANA BEZERRA DE MENEZES PINTO.

A OAB NITERÓI tem a honra de promover um encontro cultural de notável relevância histórica com o lançamento da obra "Maria Izabel de Bragança: A Infanta portuguesa que morou no Brasil e foi Rainha da Espanha", de autoria da historiadora Juliana Bezerra de Menezes Pinto. O evento ocorrerá no dia 05 de agosto de 2026, às 16h30min, no Auditório e Salão Nobre da OAB Niterói (Av. Ernani do Amaral Peixoto, 507, Centro), celebrando a memória e a complexa identidade luso-brasileira. 

Maria Isabel de Bragança foi uma personalidade central no cenário ibero-atlântico. Nascida no Palácio Real de Queluz, filha de D. João VI e da rainha Carlota Joaquina, viveu uma infância atípica, marcada pela transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808. No Brasil, cresceu em um ambiente mais descontraído no Palácio de São Cristóvão, recebendo uma educação esmerada. 

Sua trajetória deu uma guinada ao casar-se com seu tio, o rei Fernando VII da Espanha, em 1816. Embora a recepção popular em Madrid tenha sido hostil, Maria Isabel conquistou seu espaço pela cultura e afeição pelas artes. Foi dela a iniciativa visionária de reunir as coleções reais para criar um museu, projeto que culminaria na fundação do prestigiado Museu do Prado. Inspirada pelo artista Francisco Goya, a rainha empenhou-se em resgatar e exibir obras negligenciadas durante os conflitos napoleônicos, deixando um legado inestimável para a humanidade. 

Sua vida foi tragicamente interrompida em 1818, aos 21 anos. Após uma gestação difícil, Maria Isabel entrou para a história como "a rainha que morreu duas vezes". Durante o parto de um bebê natimorto, a rainha sofreu uma complicação severa; os médicos, equivocadamente, a declararam morta e iniciaram uma cesariana post-mortem sem anestesia. Ao despertar de dor durante o procedimento, a rainha protagonizou um dos episódios mais dramáticos da realeza, falecendo logo após.

Obras como a de Juliana Bezerra são pilares fundamentais para a cultura. Ao resgatar essa trajetória, a autora não apenas descreve uma biografia, mas tece a rede complexa de relações diplomáticas e afetivas que definiram o mundo da época. Narrativas que focam em figuras femininas, frequentemente silenciadas pela historiografia oficial dominada por homens, são essenciais para uma compreensão holística do passado, conferindo humanidade aos grandes movimentos políticos e revelando as angústias de quem moldou nações. 

A importância de preservar essas histórias reside na capacidade de conectar gerações ao seu legado. Para a comunidade jurídica e acadêmica, o debate em torno desta obra é uma oportunidade de refletir sobre as raízes de nosso ordenamento e nossa formação social sob uma lente crítica e humanista.

A abertura contará com a presença de Pedro Gomes, Presidente da OAB Niterói, e Matilde Carone Slaibi Conti, Vice-presidente, reforçando o compromisso da OAB com o fomento ao saber. Contaremos também com a participação de Geraldo Bezerra de Menezes, advogado e jornalista, cuja contribuição será inestimável. 

Convidamos a advocacia, estudantes, pesquisadores e amantes da história a participarem. Este evento valoriza a pesquisa histórica rigorosa e o papel fundamental da literatura no fortalecimento da nossa cidadania. Contamos com sua presença para tornar este encontro um marco na agenda cultural de Niterói.





 

THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO 117 ANOS. Parabéns!


 

O DOCE ELO DA GRATIDÃO: QUANDO O AFETO ENOBRECE A ALMA INSPIRADA EM UMA EXPRESSÃO DA SABEDORIA POPULAR, CITADA POR MATILDE CARONE SLAIBI CONTI - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO


“Que Deus o pague, querido amigo Alberto. Só Ele, na sua infinita grandiosidade, pode, na verdade, aquilatar o meu reconhecimento para com você, nesta magnitude esplendorosa de seu coração, tão acarinhador e magnânimo. É conhecido um velho ditado, lá pelas plagas mineiras: 'Quem beija o meu filho, adoça a minha boca'. Assim seja para todo o sempre. 'Deo Gratias'. Matilde."

 

A gratidão, para mim, nunca foi um protocolo de boas maneiras; sempre a entendi como um acontecimento que, por vezes, consegue transpassar o plano do cotidiano para tocar algo sagrado. Recentemente, ao dedicar minhas palavras e meu olhar de jornalista ao Dr. Carlos Eduardo Slaibi Conti, eu não buscava nada além de registrar a importância de sua trajetória. No entanto, o retorno que recebi da Dra. Matilde Carone Slaibi Conti não foi apenas um agradecimento; foi uma lição de alma que ainda ecoa em meu escritório, aqui no terceiro andar em Icaraí.

 

Ao me escrever, ela não poupou na intensidade da gratidão. Entre palavras que emanavam uma sabedoria ancestral, ela resgatou um ditado que me marcou profundamente: "Quem beija o meu filho, adoça a minha boca". Ao ler a frase, parei o que estava fazendo. O café, que já esfriava à mesa, perdeu o protagonismo diante da verdade contida naquelas palavras vindas das plagas mineiras. Compreendi, naquele exato instante, que a escrita não é um ato solitário; ela é uma ponte.

 

Para uma mãe, o filho é a extensão mais pura de sua própria existência. Quando eu honro o Dr. Carlos Eduardo, não estou apenas fazendo um elogio público a um homem de valor; estou celebrando, ainda que de forma indireta, a própria essência de sua mãe. O "beijo" que ela menciona, traduzido aqui pelo meu esforço em registrar sua história, é o que adoça a sua boca, dissipando qualquer amargor que o tempo possa trazer. Percebi, então, que meu ofício, esse desejo constante de informar, de fotografar a luz de Niterói e de registrar as efemérides do mundo, serve, no fim das contas, para tornar a vida um pouco mais doce para quem a cerca.

 

Ela me disse que "só Deus, na sua infinita grandiosidade, pode aquilatar" a magnitude do que sentia pelo meu gesto. Aquilo me comoveu. Em um mundo onde o reconhecimento se tornou moeda de troca apressada e, por vezes, superficial, receber uma resposta que me coloca sob o olhar da transcendência é um privilégio. Senti, naquele momento, que todo o caminho percorrido desde a minha querida Luzilândia até o meu porto seguro em Niterói, converge para esses instantes de troca.

 

Ao concluir sua mensagem com um "Deo Gratias", Matilde selou um pacto de afeto. Sinto que, ao homenagear o filho, recebi de volta uma bênção que ilumina a minha própria jornada como escritor. Eu, que me perco em livros de Cecília Meireles e busco sempre uma nova crônica para o meu portal, percebi que a verdadeira crônica da vida é escrita com gestos.

 

Hoje, ao contemplar o pôr do sol na baía, entendo melhor a minha missão. A escrita é o meu instrumento, mas a conexão humana é o meu destino. Como acadêmico e cronista, entendo que a vida me deu a chance de ser, através das palavras, um agente de doçura. E, ao final, essa doçura acaba por inundar também a minha própria boca, provando que, na complexa e bela teia das relações humanas, dar é a forma mais sublime de receber.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural





quarta-feira, 15 de julho de 2026

MARIA AMÉLIA AMARAL PALLADINO: O LEGADO DE UMA LUZ NA LITEROCULTURA GLOBAL - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

O cenário cultural, não apenas do Brasil, mas do mundo, amanheceu mais silencioso e, simultaneamente, mais reflexivo. Despedimo-nos, no dia 14 de julho de 2026, de Maria Amélia Amaral Palladino, uma verdadeira baluarte da nossa literocultura, cujo nome agora se inscreve no panteão das presenças que, mesmo ausentes ao olhar, permanecem vigentes na alma da nossa identidade. 

Mais do que uma personalidade das letras, Maria Amélia foi um ícone cuja existência deixou marcas indeléveis na tapeçaria cultural da humanidade. Sua trajetória, dedicada ao fomento do pensamento, da sensibilidade e da valorização da palavra, transformou o panorama intelectual que ela percorreu. Em sua gestão, a Academia Luso-Brasileira de Letras não foi apenas um espaço de erudição, mas um holofote de acolhimento e de expansão criativa. 

Como jornalista e escritor, sinto a responsabilidade, e a profunda honra, de registrar a passagem de uma presença que compreendeu, como poucos, que a cultura é a ponte mais sólida entre as nações e entre as gerações. Ela não apenas observou o mundo; ela o ajudou a construir significados através da literatura e da arte, sendo a ourives da palavra que soube, com elegância singular, unir o rigor do saber à delicadeza do afeto. 

Guardo comigo, com um zelo especial, a memória de um momento que hoje ganha a dimensão de uma despedida solene: o nosso último encontro sob a sua liderança, na Sede da Academia Carioca de Letras. Recordo-me da posse de Tania Zagury, evento em que a firmeza e a doçura de Maria Amélia conduziram a cerimônia com a maestria de quem rege uma orquestra de ideias. Naquela tarde-noite de 22 de julho de 2025, enquanto a luz da tarde e da noite filtrava-se pelo ambiente, registrada, por meio da lente atenta da minha esposa Shirley Araújo, não apenas um registro institucional, mas o retrato de uma liderança que, em sua essência, personificava o amor às letras. Olhar para aquela fotografia hoje é ver a personificação de um tempo onde a cultura era celebrada como um ato de fé. 

Hoje, ao prestarmos esta última homenagem, não celebramos apenas a memória de quem partiu, mas a perenidade de sua obra e a força de sua influência. Que seu legado continue a iluminar os caminhos da literocultura global, inspirando os que acreditam, como ela acreditava, que a palavra é a ferramenta mais poderosa de transformação social e humana. 

Nesta nova etapa da jornada, há o reencontro que a alma tanto anseia. Maria Amélia parte agora para os braços de seu amado Jácomo Palladino, que a precedeu no caminho para preparar, com o zelo de quem ama, o jardim da eternidade. Lá, onde o tempo não impõe distâncias, eles se reencontram para, juntos, caminharem sob o olhar sereno dos anjos e a luz infinita do Senhor do Universo, perpetuando o diálogo de amor e sabedoria que aqui, entre nós, ela iniciou. 

Maria Amélia, seu legado permanece vivo em cada página lida e em cada diálogo que floresce sob a égide da cultura. Você foi, e será sempre, o nosso exemplo de como fazer da vida um poema, e da gestão cultural, um exercício de eternidade. 

Foto registrada por Shirley Araújo, na Sede da Academia Carioca de Letras, durante a posse de Tania Zagury na Academia Luso-Brasileira de Letras, sob a presidência de Maria Amélia Palladino, em 22 de julho de 2025. 

Esta fotografia não é apenas um registro de luz e sombra; ela é um fragmento de tempo que escolhi suspender para que nunca se perca. Olho para este instante e vejo o sorriso de Maria Amélia, um sorriso que, por si só, traduzia a hospitalidade de quem fez das letras o seu maior lar. 

Essa imagem será congelada em minha mente para sempre, como um guardião silencioso de um momento de rara beleza. Ficará eternizada, não apenas no papel ou nos arquivos digitais, mas na memória afetiva daquilo que é, verdadeiramente, imperecível. Por isso a disponibilizo aqui: para que todos possam partilhar desse instante de encontro, onde o respeito e o carinho se encontram em um só registro. É a minha forma de dizer que certos momentos não passam; eles se transformam em memória, e a memória, como ela bem nos ensinou, é o terreno onde a vida continua a florescer, muito além do tempo. 

INFORMAÇÕES SOBRE A DESPEDIDA:

Cemitério: São João Batista

Capela: 2

Data: 16/07/2026 – quinta-feira

Horário da Despedida: 09h às 12h

Endereço: Rua Lacerda de Almeida, nº 3 - Botafogo, Rio de Janeiro – RJ.

© Alberto Araújo

 

terça-feira, 14 de julho de 2026

MARIA AMÉLIA AMARAL PALLADINO: O VOO DA PALAVRA NA ETERNIDADE DAS LETRAS - HOMENAGEM (IN MEMORIAM) DO FOCUS PORTAL CULTURAL © ALBERTO ARAÚJO

Esta é uma ode à passagem, não um lamento. Hoje, 14 de julho de 2026, o silêncio que se instala não é de ausência, mas de uma plenitude que se transfigura. Maria Amélia Amaral Palladino, nossa querida e inesquecível companheira de letras, não partiu; ela apenas se retirou para a biblioteca infinita onde as grandes almas, finalmente, podem ler os originais de todas as poesias que aqui apenas vislumbramos. 

Falar de Maria Amélia é falar de uma luz que não se apaga, apenas muda de plano, como o sol que se põe para incendiar o horizonte de cores que nossos olhos, ainda terrenos, mal podem descrever. Ela foi, entre nós, o verbo que se fez carinho, a arquitetura de uma civilidade que parecia tecida em fios de seda e resistência. 

Nas academias que frequentamos, nas salas onde o ar vibrava com o peso das tradições e a leveza das novas ideias, a presença de Maria Amélia era um centro de gravidade. Não era uma liderança imposta por decretos, mas exercida pela força magnética de sua doçura culta. 

Lembro-me de vê-la entre os pares. Ela não entrava em um recinto; ela o iluminava. Havia nela uma dança silenciosa entre a autoridade de quem detém o saber e a humildade de quem está sempre aprendendo. Sentada à mesa, com aquela postura altiva que herdou da nobreza das letras, ela ouvia. E como ela ouvia! Quando falava, sua voz tinha a cadência de uma partitura bem executada. Ela não apenas debatia temas literários ou protocolos acadêmicos; ela dava vida ao pensamento. 

Para ela, a Academia não era um museu de mármore frio, mas um jardim. Um jardim onde cada escritor, cada acadêmico, era uma flor diferente que ela, como a jardineira mais dedicada, sabia regar com elogios precisos e críticas tão gentis que pareciam pétalas caindo sobre o nosso ego. Ela vivia o cotidiano acadêmico como uma celebração. Cada posse, cada conferência, cada café nos intervalos, era para ela um momento de comunhão. Ela via em nós, seus pares, seus amigos, a continuidade do que ela tanto amou: o idioma. 

Maria Amélia possuía o dom alquímico de transformar a formalidade em afeto. Quem a conheceu sabe: ela não tratava ninguém como uma peça em um tabuleiro institucional. Para Maria Amélia, cada pessoa era um livro aberto que ela fazia questão de ler com atenção. 

Havia em seu olhar um convite constante à amizade. Ela nos amava com a generosidade de quem entende que o amor é a única coisa que realmente justifica o esforço de escrever. Ela não escrevia apenas para os leitores; ela escrevia para nós, seus contemporâneos, deixando rastros de seu carinho em cada prefácio, em cada nota de rodapé, em cada bilhete manuscrito que, hoje, guardamos como relíquias. 

Sua vivência nas academias foi um testemunho de que o intelecto e o coração podem habitar a mesma morada. Ela provou que se pode ser rigorosa na gramática e infinita na ternura. Ela nos ensinou que a nossa pátria, a Língua Portuguesa, é um país sem fronteiras, onde o único documento de identidade exigido é a capacidade de se emocionar com uma metáfora bem colocada. 

Ao olharmos para a Cadeira que ela ocupava, para o lugar que ela habitava nas instituições que tanto amou, não vemos um vazio. Vemos a marca indelével de sua passagem. Ela nos deixou o mapa de um caminho que agora nos cabe trilhar com a mesma elegância. 

Maria Amélia é a brisa que sopra nas estantes da Academia. É o eco de um verso de Fernando Pessoa, Olavo Bilac, Luiz de Camões que ela declamava com um brilho singular nos olhos. É a segurança de sabermos que, mesmo na finitude do corpo, a palavra, essa que ela tanto honrou, permanece como um monumento inabalável. 

Não nos despedimos hoje de uma mestre; celebramos a existência de uma amiga que nos ensinou a arte de ser, de estar e de sentir. Ela foi a nossa bússola lírica. E, embora a ausência física seja um dado inevitável da nossa condição humana, o sentimento que nos une a ela é imortal. 

Maria Amélia, receba nosso preito de gratidão não como uma despedida, mas como um agradecimento pelo banquete que foi conviver com a sua alma. Que sua jornada agora seja de luz, de poesia e de toda a beleza que você, tão generosamente, semeou em nossos corações. Você continua viva em cada vírgula que colocamos, em cada palavra que escolhemos para expressar o que é belo. Você é, e sempre será, a nossa eterna e inesquecível companheira de letras.

Que o silêncio de hoje seja apenas o intervalo necessário para que a próxima estrofe de sua vida eterna comece a ser escrita. Nós seguiremos aqui, guardando a sua voz e celebrando, em cada encontro, o privilégio imenso que foi caminhar ao seu lado. O amor que sentimos não conhece a morte; ele se transforma em memória, e a memória, como você bem sabia, é a forma mais elevada de permanência. 

Nesta nova etapa da jornada, há o reencontro que a alma tanto anseia. Maria Amélia parte agora para os braços de seu amado Jácomo Palladino, que a precedeu no caminho para preparar, com o zelo de quem ama, o jardim da eternidade. Lá, onde o tempo não impõe distâncias, eles se reencontram para, juntos, caminharem sob o olhar sereno dos anjos e a luz infinita do Senhor do Universo, perpetuando o diálogo de amor e sabedoria que aqui apenas começaram a escrever.

Descanse em paz, querida e adorável companheira Maria Amélia. Ou melhor: siga em frente, na luz, onde os poetas nunca se calam. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 


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LOCAL DO VELÓRIO: Cemitério: São João Batista - Capela: 2 - Data: 16/07/2026 – quinta-feira-  Horário da Despedida: 09 às 12h - Endereço: Rua Lacerda de Almeida, nº 3 - Botafogo, Rio de Janeiro - RJ






INÍCIO DE SEMANA DE CELEBRAÇÃO E FILANTROPIA: CASA DA AMIZADE DE NITERÓI REAFIRMA SEU PAPEL SOCIAL E CELEBRA LEGADO HISTÓRICO

A cidade de Niterói acompanhou, nos dias 13 e 14 de julho, um exemplo emblemático de como o companheirismo e a dedicação voluntária transformam a realidade local. A Casa da Amizade de Niterói, sob a atual presidência de Heliane Abicalil, abriu suas portas para dois eventos distintos que sintetizaram, com precisão, a missão da instituição: promover a integração comunitária através do engajamento social e honrar o histórico de serviço de suas integrantes. 

Na segunda-feira, dia 13, a sede da instituição foi palco da tradicional "Tarde de Prêmios". O evento, que já se consolidou como uma das principais agendas de convivência da entidade, superou as expectativas de público. Com o salão completamente lotado, cento e dez pessoas reuniram-se em um ambiente marcado pela descontração e pelo espírito de colaboração. 

Mais do que o entretenimento proporcionado pelas rodadas de bingo e a oportunidade de confraternização, o evento desempenhou uma função estratégica para a continuidade das ações filantrópicas da Casa. A expressiva participação da comunidade niteroiense reitera o prestígio da instituição, transformando cada cartela adquirida em um investimento direto nos projetos assistenciais conduzidos pela organização. O sucesso de público evidenciou que a Casa da Amizade permanece como um polo de coesão social, onde o companheirismo e a ajuda mútua caminham lado a lado. 

Se a segunda-feira foi dedicada à dinâmica social, a terça-feira, dia 14 de julho, reservou um momento de profunda emoção e reconhecimento histórico. A Casa da Amizade celebrou, com uma cerimônia repleta de significado, o aniversário de 102 anos da amiga Lourdes Araújo. 

A celebração enlaçava a marca centenária; tratava-se de um tributo a uma trajetória de vida indissociável da própria história da entidade. Com 60 anos dedicados à Casa da Amizade, Lourdes Araújo representa a alma do voluntariado niteroiense. Mesmo após seis décadas de atuação ininterrupta, ela mantém-se como uma força ativa, colaborando constantemente com a "Obra do Berço", um dos pilares assistenciais da Casa da Amizade. 

O evento contou com uma expressiva presença de amigas e voluntárias, transformando o aniversário em um ato de reverência. Para a atual gestão, celebrar uma decana como Lourdes é um exercício de honra e um lembrete do impacto que o serviço voluntário dedicado produz ao longo das décadas.

A longevidade de sua atuação e sua lucidez na continuidade dos trabalhos demonstram que, na Casa da Amizade, o tempo atua não como um fim, mas como um fortalecimento do propósito de servir. 

Sob a liderança da presidente Heliane Abicalil, a Casa da Amizade de Niterói demonstra um dinamismo que equilibra a tradição das homenagens históricas com a eficiência das ações de mobilização social. O início da semana dia 13 e 14 de julho não foi apenas um registro cronológico de eventos, mas uma reafirmação de que a instituição segue viva, relevante e essencial para o tecido social de Niterói.

Ao unir a comunidade em torno de causas nobres e celebrar aqueles que dedicaram suas vidas ao trabalho voluntário, a Casa da Amizade continua a cumprir seu papel de ser um agente de transformação, inspirando as futuras gerações através do exemplo vivo de suas integrantes. 

Créditos das fotos, compartilhadas à nossa editoria por Angela Cristina Ferreira de Siqueira

© Alberto Araújo

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