segunda-feira, 25 de maio de 2026

25 DE MAIO. O PULSAR DA TERRA-MÃE E O BRILHO DO DIA DA ÁFRICA. EFEMÉRIDE DO FOCUS PORTAL CULTURAL

No dia 25 de maio, o mundo inteiro volta os seus olhos e o seu coração para o continente africano para celebrar o Dia da África. Esta não é uma mera marcação no calendário; é um portal para a nossa memória coletiva, uma luz que ilumina a história, a resiliência e a genialidade de povos que moldaram o destino da humanidade. É com o peito cheio de um orgulho indescritível e uma honra profunda que o quadro EFEMÉRIDES do Focus se abre hoje para compartilhar, celebrar e reverenciar este momento lindo da cultura africana. 

Falar de África é falar do berço da própria vida. É saudar uma força vital que reverbera na música que nos move, na complexidade das estruturas sociais, na riqueza da oralidade e na beleza inabalável de nações que ensinaram ao mundo o verdadeiro significado de superação e reinvenção. Celebrar esta data é reconhecer que a seiva da árvore africana nutre a cultura global de formas que a história oficial, por muito tempo, tentou silenciar. Hoje, erguemos a nossa voz para exaltar essa herança viva, pulsante e transformadora. 

O Dia da África não se restringe aos gabinetes diplomáticos ou aos tratados assinados. A verdadeira essência desta efeméride pulsa nas ruas, nos mercados, nas savanas, nas metrópoles efervescentes e nas manifestações artísticas que cruzam oceanos. Que privilégio e que honra é contemplar as coisas lindas que emanam dessa terra! 

África é a explosão de cores dos tecidos Kente e Ankara, cujos padrões não são meras decorações, mas provérbios visuais e histórias de linhagem tecidas em fios de algodão. África é a filosofia do Ubuntu, a profunda compreensão de que "eu sou porque nós somos", uma lição civilizatória de empatia, humanidade e coletividade que o mundo urge por aprender e vivenciar todos os dias. 

Olhar para a cultura africana é maravilhar-se com a polirritmia que deu origem ao jazz, ao samba, ao blues, ao marrabenta, ao semba e ao afrobeat. O continente é um manancial inesgotável de poetas do som e da palavra, cujos talentos moldaram e continuam a moldar a sensibilidade do planeta. 

É na literatura poderosa que o continente mostra a soberania da sua própria narrativa. Deixemo-nos encantar pela escrita magistral de gigantes como: 

Chinua Achebe e Chimamanda Ngozi Adichie, que redefiniram a potência da literatura nigeriana e global; 

Wole Soyinka, o primeiro autor africano a ser laureado com o Prêmio Nobel de Literatura;

Mia Couto (Moçambique) e José Eduardo Agualusa (Angola), que pintam a língua portuguesa com as cores, as metáforas e os mitos da terra africana;

Nadine Gordimer e J.M. Coetzee, vozes sul-africanas incontornáveis da literatura contemporânea; 

A poesia eterna de Agostinho Neto e as crônicas identitárias de Paulina Chiziane, a primeira mulher africana a vencer o Prêmio Camões. 

Esses autores reescrevem as páginas do mundo com a crueza e a beleza de quem é, por direito e herança, dono da sua própria voz. 

Se a literatura é a alma de África, a música é o seu sistema nervoso. Que riqueza incalculável encontramos ao sintonizar as melodias que nascem desse solo! Celebramos a imortalidade artística de:

Cesária Évora, a "diva dos pés descalços" de Cabo Verde, que levou a melancolia e a beleza da morna aos palcos mais prestigiados do mundo; 

Miriam Makeba, a eterna Mama Africa, cuja voz potente ecoou como um hino de liberdade e dignidade; 

Fela Kuti, o gênio revolucionário da Nigéria que deu vida ao Afrobeat, fundindo jazz, funk e ritmos tradicionais; 

Youssou N'Dour (Senegal) e Salif Keita (Mali), com suas vozes celestiais que carregam a ancestralidade dos griots; 

Bonga e Waldemar Bastos, que sintetizam a alma, a saudade e a alegria do semba angolano; 

A nova geração efervescente de artistas como Burna Boy, Wizkid e Angelique Kidjo, que dominam as paradas globais e mostram que o ritmo do futuro é, inequivocamente, africano. 

Celebrar o Dia da África no Focus é um ato de amor histórico e cultural. É rejeitar o olhar reducionista que muitas vezes a grande mídia insiste em perpetuar: o olhar da escassez ou da passividade. A história real nos aponta para a grandiosidade dos impérios antigos, do Egito ao Mali, de Axum ao Grande Zimbábue, reinos prósperos que provam que a ciência, a arquitetura, a metalurgia e a astronomia floresceram sob o sol africano muito antes de a Europa se projetar ao mar.

A África de hoje, herdeira desse passado glorioso, é o continente mais jovem do planeta. É um polo vibrante de inovação tecnológica, onde soluções pioneiras de engenharia e economia digital nascem criadas por mentes brilhantes. É a terra da Agenda 2063, o plano mestre para consolidar o continente como a grande potência global do futuro. É um ecossistema de pura criatividade, onde a juventude recria a alta-costura, a política e o cinema, vide o gigantismo de Nollywood, a efervescente indústria cinematográfica nigeriana, com uma coragem e uma estética contagiantes.

Terminamos esta efeméride com o coração transbordando de gratidão, maravilhamento e reverência. Estender os parabéns a África é saudar os nossos antepassados, abraçar as potências do presente e semear os caminhos do futuro. Que a beleza, a sabedoria, a sofisticação artística e a força inabalável do continente africano continuem a inspirar o mundo a ser mais humano, mais digno, mais generoso e infinitamente mais vibrante. 

Aos nossos irmãos africanos em todo o continente e na vasta diáspora espalhada pelo mundo: Feliz Dia da África! Que o vosso tambor continue a ditar o ritmo da nossa admiração e que o vosso brilho jamais seja ofuscado. É uma honra absoluta celebrar esta história viva, rica e colorida aqui, no nosso espaço de reflexão e cultura. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


 






ROCK IN RIO TRANSFORMA CAMPANHA EM ESPETÁCULO MUSICAL

 

O filme “Rock in Rio. O lugar que quero estar” inaugura conceito “Fábrica dos Sonhos” e expõe, pela primeira vez, a engrenagem criativa do festival 

Em contagem regressiva para sua próxima edição, o Rock in Rio dá um passo além na sua forma de se comunicar e transforma campanha em experiência de entretenimento. Com “Rock in Rio. O lugar que quero estar”, o festival leva para a publicidade a mesma potência emocional que vive no palco e com o público, apostando em uma narrativa inspirada na linguagem dos musicais para revelar, pela primeira vez, os bastidores e o processo criativo por trás das experiências que movimentam milhares de pessoas a cada edição. 

Com nove meses de desenvolvimento, o filme, com duração de 3 minutos, convida o público a entrar na engrenagem criativa que dá vida ao festival e entender por que ele é, cada vez mais, o lugar onde as pessoas querem estar. Abusando de referências lúdicas e grandiosas dos musicais da Broadway, a peça provoca desde já as pessoas a sentirem um pouco do que elas vão viver no festival e reforça esse chamado através do slogan “Você vai cantar. Você vai dançar. Você vai vibrar. O Rock in Rio é o lugar que você quer estar”. 

Criada pelo Rockers, hub do Grupo Dreamers dedicado à comunicação de plataformas como Rock in Rio, The Town e Lollapalooza, a campanha marca também a estreia do conceito “Fábrica dos Sonhos”. A proposta desloca o olhar do público do line-up para o processo, estruturando uma nova camada narrativa para o Rock in Rio, em que o entretenimento passa a ser entendido como resultado de uma engrenagem criativa em operação constante. 

 “A Fábrica De Sonhos do Rock in Rio não é apenas uma campanha. Ela é parte da nossa vida, todos os dias, no planejamento e execução do festival, já que o maior desafio criativo dos nossos times é pensar como fazemos para, a cada nova edição, surpreender, inovar e emocionar ainda mais o nosso público. Ter a oportunidade de abrir nossos bastidores e apresentar essa visão dentro de uma narrativa tão mágica quanto a que estamos colocando no ar não apenas nos enche de orgulho, como reforça nossa crença de que conteúdo, experiência e entretenimento são, cada vez mais, os maiores pilares da nossa marca, tanto no produto quanto na comunicação”, afirma Ana Deccache, Diretora de Marketing da Rock World, do Rock in Rio, do The Town e do Lollapalooza Brasil. 

O filme se insere em uma sequência de campanhas em que o Rock in Rio investe em linguagem autoral e execução fora do padrão publicitário tradicional. A escolha estética aproximou a peça de um conteúdo cinematográfico, ampliando seu alcance para além da lógica promocional.

“Quando decidimos contar essa história como um musical, não foi só uma escolha estética. Essa linguagem traduz a alegria que o festival provoca nas pessoas e se conecta com o convite que guia a peça publicitária, de cantar, dançar e vibrar. O Rock in Rio já é, por essência, uma experiência coreografada de emoções, encontros e energia, e o desafio foi levar essa pulsação para a comunicação sem perder a alma do festival. Mais do que mostrar bastidores, a ideia foi dar forma àquilo que todo mundo reconhece quando sente”, comenta Gustavo Tirre, diretor-executivo do Rockers.

A iniciativa inaugura uma série de ativações previstas para os próximos meses, com desdobramentos em diferentes pontos de contato e pilares de marcas e comunicação, como novas campanhas, conteúdos Always on, ativações pela cidade e colaborações com parceiros como marcas, artistas, influenciadores e fandons.

 

FICHA TÉCNICA

Criação geral: Roberto Medina

Chief Artistic Office (CAO): Zé Ricardo

Direção Artística e Consultoria Artística: Charles Möeller

Direção de Cenografia: Ana Biavaschi

Direção de Marketing: Ana Deccache

Direção Executiva de Criação: Gustavo Tirre

Direção audiovisual: Kiko Lomba

Direção de Produção: Ana Clara Chermont

Coreografia: Mariana Barros

Figurino: Fábio Namatame

Protagonista 1: Malu Rodrigues

Protagonista 2: Pierre Baitelli

Protagonista 3: Giulia Nadruz

Protagonista 4: Fegab

 

Artístico:

Chief Artistic Office (CAO): Zé Ricardo

Direção Artística e Consultoria Artística: Charles Moeller

Coordenação de Relacionamento Artístico: Isabela Souza

Assistência de Direção Artística: Tina Salles

 

Bailarinos:

 

Amaury Soares

Andreina Szoboszlai

Beatriz Takahashi

Bia Marques

Bruno Albuquerque

Caike Danths

Cesar Augusto

Dani Berti

Danilo Barbieri

Débora Polistchuck

Della

Diego Lemos

Duda Gouvea

Hugo Lopes

Isabella Magalhães

Jefferson Felix

Johnny Baroli

Júlia Camargo

Lucas Nunes

Luisa Biella

Malcolm Matheus

Marih Barros

Mauricio Reducino

Monique Soares

Murilo Ohl

Naísa Marques

Paula Miessa

Paulo Victor Souza

Rebô

Sofia Biella

Thaís Ribeiro

Thiago Alves

Thiago Garça

Vic Carvalho

Victor Vargas

Vivian Bugno

Trilha sonora:

Produção Musical e Arranjo: Zé Ricardo

Composição: Zé Ricardo

Composição: Maurício Piassarollo

 

Músicos

Piano / Regência: Maurício Piassarollo

Baixo acústico: Marcelo Linhares

Bateria: Wallace dos Santos Batista

Guitarra: Helton Fagundes

Violino: Luísa Neiva de Castro

 

Violino: Keeyth Annie Vieira Vianna

Violino: Renata Ribeiro Athayde

Violino: Talita Vilar Vieira

Viola: Diego Pereira da Silva

Viola: Jocelynne Marly Huiliñir Cardenas

Violoncelo: João Victor de Oliveira Campos

Violoncelo: Thais dos Santos Ferreira

Cenografia

Diretoria de Cenografia: Ana Biavaschi

Gerência de Cenografia: Giulia Palermo

Cenógrafa: Caroline Nogueira

 

Cenógrafa: Isadora Ferraz

Cenógrafo: Yan Barros

Assistente de Cenografia: Pedro Moreira

Studios

Gerência de Arte: Indio San

Cordenação de Projetos: Marisa Peixoto

Marketing

Diretoria de Marketing: Ana Deccache

Gerência de Marketing: Camila Romana

Gerência de Growth Marketing: Sara Gobbi

Gerência de influência: Joana Cardoso

Coordenação de Marketing: Mariana Sena

Coordenação de Marketing: Mariana Camargo

Equipe Tycoon Estúdios

Direção audiovisual: Kiko Lomba

Assistente de Direção: Catharina Bergo

Diretor de Fotografia: Leo Kawabe

Edição: Marcelo Perrone Filho

Pós-Produção: Biz Produções

Direção de Produção & Atendimento: Bia Pimenta

Campanha publicitária: Rockers

Direção Executiva: Gustavo Tirre e Thaissa Mirabelli

Direção de Criação: Arthur Pires

Direção de arte: Arthur Pires, Pedro Gomes e Andre Duarte

Redação: Gustavo Tirre, Betoca Jencarelli e Leo Valpassos

Atendimento: Thaissa Mirabelli e Fabiana Barnard

Gerente de Projetos: Anna Beatriz de Assis

Mídia: Tainá Cavalcanti

RTVC: Camila Naito, Felipe Cunha e Patricia Cortes

Creative Data: Juliana Reis

Direção de Criação de Conteúdo: Ana Flavia Lira

Direção de Arte Digital: Artur Bueno, Arthur Benting, César Maia, Bernardo Costa

Community Manager: Luiza Stefano e Amanda Sousa

Estratégia Digital: Marianna Fernandes e Nicole Moraes

Assessoria de Imprensa:

CEO Approach Comunicação: Beth Garcia

Sócia diretora Approach Comunicação: Fabiana Guimarães

gerente Approach Comunicação: Marina Milhazes

Produção Artística:

Diretoria de Produção: Anna Clara Chermont

Gerência de Produção: Flávia Machado

Coordenação de Produção: Fabiane Rocha

Coordenação Técnica: Daniel Torres

Produção Geral: Matheus Brito

Produção Artística: Juliana Santana

Produção Backstage: Elaine Doria

Coordenação de Transporte: Dax Fernandes

 

Produção de Elenco:

Bruno Avellar

 

Figurino e Visagismo

Figurinista e Visagista: Fabio Namatame

 

Assistência de Figurino: Andre Von Schimonsky

Costureira: Noêmia Ribeiro

Camareira: Eliana Ruth

Camareira: Elisa Oliveira

Camareira: Indiana Brasil

Camareira: Luciana Meneses

Camareiro: Mateus Cardoso

Camareiro: Paulo França

Direção de Operações:

Pedro Marques

Gerência do Projeto:

Jessica Cavalcanti

Coordenação do Projeto:

André Barros

Gerência A&B:

Stéfannie Gschliffner

 

Coordenação de A&B:

Leandro Melo de Oliveira

Coordenação de Sustentabilidade Operacional:

Tayran Bezerra

 

Infraestrutura:

Engenheiro: Patrick Alex

Estágio de Engenharia: Arnaldo Jolig

 

Analista de Operações: Kauê Lima

Contrarregra: Felipe Coutinho Pipo

Contrarregra: Gilles Andrade

Contrarregra: Rogerio da Silva

Contrarregra: Victor Lucena

Fornecedores

Estúdio Audiovisual: Casablanca

Beleza: Bello Management

Catering: Well Done Buffet

Transporte Terrestre: On The Road

Som: Lang Brothers

Led: Tokyo Eventos / Apple Produções

Backline: Star no Palco / Gut Pianos

Passa-Cabos: Stage Rio

Praticáveis: Práticas Shows

Conteúdo Criativo de Arte Imersiva : LightWire





O FUTURO DO SERVIR: A ESPERANÇA E A INSPIRAÇÃO DE UM NOVO ANO ROTÁRIO - POSTAGEM EXCLUSIVA DO FOCUS PORTAL CULTURAL

O FUTURO DO SERVIR: A ESPERANÇA E A INSPIRAÇÃO DE UM NOVO ANO ROTÁRIO

Por redação jornalístico e cultural 

do Focus Portal Cultural 

O Rotary International sempre foi mais do que uma organização de serviços; é uma rede global de corações voluntários unidos pela audácia de transformar o mundo. Para nós, que vivemos a energia vibrante do Rotaract, cada mudança de liderança não representa apenas uma transição de cargos, mas a renovação de um compromisso inabalável com a humanidade. É sob essa atmosfera de renovação e imensa expectativa que nos preparamos para o dia 1º de julho de 2026. 

Nesta data, um novo capítulo começará a ser escrito sob a liderança do companheiro Olayinka Hakeem Babalola. Vindo do Rotary Club Trans Amadi, na Nigéria, Yinka Babalola assume a Presidência Internacional trazendo consigo a força, a resiliência e a riqueza cultural do continente africano. Sua eleição pela diretoria é o reflexo de uma trajetória marcada pelo verdadeiro sentido de "Dar de Si Antes de Pensar em Si". 

Como Rotarianos e, acima de tudo, vivemos o dia a dia do servir, olhamos para a chegada de Yinka com profunda admiração. Sabemos que os desafios globais exigem sensibilidade, inovação e uma conexão genuína com as novas gerações. A Nigéria, berço de tanta superação histórica e de uma luta exemplar pela erradicação da pólio, nos oferece um líder que entende o valor da persistência e da ação local com impacto global.

Estamos na expectativa de sua administração, ansiosos pelas diretrizes e pelo lema que guiará nossos projetos. O aguardamos com o respeito de quem reconhece o seu legado e com o entusiasmo de quem está pronto para ir a campo e transformar suas metas em realidade. Que a gestão 2026-2027 seja um marco de união entre Rotary e Rotaract. Presidente Yinka Babalola, a juventude rotária está pronta para caminhar ao seu lado, inspirada pelo seu exemplo e movida pela paixão de servir!

A DIMENSÃO GLOBAL DO ROTARY INTERNATIONAL: UMA FORÇA INABALÁVEL A SERVIÇO DA HUMANIDADE

Falar do Rotary International é falar de uma das maiores e mais longevas redes de solidariedade e liderança do planeta. O que começou em 1905, em Chicago, na visão de Paul Harris e mais três amigos, transformou-se em um movimento global que transcende fronteiras geográficas, barreiras linguísticas e diferenças culturais. O Rotary não é apenas um clube de serviços; é um ecossistema mundial de transformação, onde mais de 1,4 milhão de vizinhos, amigos e líderes comunitários se unem para criar mudanças positivas e duradouras em si mesmos, em suas comunidades e no mundo todo. 

A verdadeira dimensão do Rotary se revela na sua impressionante capilaridade. Presente em mais de 200 países e regiões geográficas, a organização se desdobra em mais de 46.000 clubes. Essa estrutura garante que o Rotary tenha uma característica única: a capacidade de pensar globalmente e agir localmente. 

Por trás de cada clube, existe a força dos distritos rotários, que organizam e potencializam o trabalho dos voluntários. Além disso, a engrenagem se expandiu para abraçar as novas gerações. Através do Rotaract (para jovens líderes e profissionais) e do Interact (para jovens de 12 a 18 anos), o Rotary garante a renovação do seu DNA, trazendo a energia, a inovação e a paixão da juventude para o centro das tomadas de decisão. Juntos, somos uma família global de mais de 1,2 milhão de rotarianos e centenas de milhares de rotaractianos e interactianos. 

Nenhum ideal se sustenta sem ferramentas sólidas de execução. É aí que entra a Fundação Rotária, o braço filantrópico do Rotary International. Reconhecida mundialmente pela sua transparência, eficiência e governança exemplar, a Fundação transforma doações em projetos de alto impacto. 

Através de Subsídios Globais e Distritais, ela financia soluções sustentáveis para problemas crônicos. A atuação do Rotary é estrategicamente focada em Sete Áreas de Enfoque, que cobrem as necessidades mais urgentes da condição humana: 

Paz e prevenção/resolução de conflitos.

Prevenção e tratamento de doenças.

Água, saneamento e higiene.

Saúde materno-infantil.

Alfabetização e educação básica.

Desenvolvimento econômico comunitário.

Apoio ao meio ambiente. 

Não se pode mensurar a dimensão do Rotary sem citar o programa PolioPlus. Lançado em 1985, este compromisso audacioso de erradicar a paralisia infantil do planeta tornou-se a maior iniciativa de saúde pública da história liderada pelo setor privado. 

Como parceiro fundador da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio (GPEI) ao lado da OMS, UNICEF, CDC e, posteriormente, da Fundação Bill & Melinda Gates, o Rotary reduziu os casos da doença em mais de 99,9% em todo o mundo. Bilhões de crianças foram imunizadas graças aos recursos arrecadados e ao trabalho incansável de rotarianos que foram a campo, muitas vezes arriscando a própria vida, para garantir que nenhuma criança fosse deixada para trás. O Rotary está prestes a entregar à humanidade um mundo livre da pólio, um feito histórico inestimável. 

A relevância e a dimensão diplomática do Rotary são tão profundas que a organização possui uma ligação histórica com a criação da Organização das Nações Unidas (ONU). Em 1945, dezenas de rotarianos serviram como delegados, assessores e consultores na conferência de fundação da ONU em São Francisco. 

Hoje, o Rotary mantém o mais alto status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da ONU. Isso permite que a voz dos voluntários ecoe nos corredores das decisões globais, estabelecendo parcerias estratégicas com governos, agências internacionais e grandes corporações para maximizar o alcance de suas ações. 

Apesar dos números astronômicos, dos bilhões de dólares investidos e da presença em palcos internacionais, a verdadeira dimensão do Rotary International reside no indivíduo. Ela se manifesta no sorriso de uma criança que aprende a ler, na saúde de uma mãe que recebe atendimento médico, na água limpa que chega a um vilarejo isolado e no crescimento de um jovem rotaractiano que descobre o seu potencial de liderança. 

O Rotary é gigante porque é feito de pessoas comuns dispostas a fazer coisas extraordinárias. Sob o lema eterno de "Dar de Si Antes de Pensar em Si", esta gigantesca rede global prova, dia após dia, que a boa vontade e a ação humanitária são as forças mais poderosas para transformar o mundo.

BIOGRAFIA OLAYINKA HAKEEM BABALOLA

A liderança global exige, acima de tudo, a capacidade de responder prontamente aos desígnios da história. Quando o Conselho Diretor do Rotary International se reuniu em sessão extraordinária para definir os rumos da gestão 2026-2027, a escolha de Olayinka Hakeem Babalola não foi apenas uma resposta institucional a uma transição inesperada; foi a confirmação de que o movimento rotário pauta seu futuro na solidez, na experiência multicultural e no compromisso de vida. 

Engenheiro por formação e líder por vocação, Babalola assumirá a presidência da maior rede de voluntariado do mundo no dia 1º de julho de 2026. Sua trajetória, no entanto, começou a ser desenhada muito antes, nos bancos universitários e nas fileiras da própria juventude rotária. Entre 1988 e 1994, ele viveu a efervescência do Rotaract, uma escola que lapidou o seu olhar para o impacto social e que hoje confere um simbolismo único à sua ascensão: Yinka é a prova viva de que a juventude é a base de sustentação do Rotary. 

No campo profissional, Babalola construiu uma carreira robusta e de alta complexidade. Durante um quarto de século, atuou no competitivo setor de petróleo e gás, ocupando posições de destaque na Shell PLC, onde coordenou projetos de infraestrutura que cruzaram quatro continentes. Essa visão macroeconômica e a capacidade de gerenciar crises globais o impulsionaram a empreender, fundando a Riviera Services Ltd. e a Lead and Change Consulting, esta última voltada ao desenvolvimento de lideranças e alta performance organizacional. 

Sua mente analítica, chancelada por instituições como a Sociedade Nigeriana de Engenheiros e a Associação de Praticantes de Gerenciamento de Mudanças, sempre esteve emparelhada com o desenvolvimento de sua terra natal. Como membro do prestigiado Jericho Business Club, Babalola historicamente atua na formulação e no aconselhamento de políticas públicas econômicas e sociais junto a governos.

Seus laços com o Rotary Club de Trans Amadi, na Nigéria, estreitaram-se em 1994. Desde então, sua ascensão interna foi natural e profícua: foi Governador de Distrito (2011-12), Diretor Internacional (2018-20) e Vice-Presidente do RI (2019-20).

Contudo, é no front humanitário que seu nome ganha contornos históricos. Babalola tornou-se uma das mentes estratégicas na reta final da erradicação da paralisia infantil no continente africano e no mundo. Sua atuação na Comissão "Elimine a Pólio Agora" e na Comissão Nacional Pólio Plus da Nigéria consolidou sua reputação como um articulador incansável da saúde pública global. Esse esforço monumental lhe rendeu honrarias de grande magnitude, como o Prêmio Heróis do Centenário da África e o Prêmio Regional por Atuação em Prol de um Mundo Livre da Pólio. 

Casado, pai e filantropo convicto, Yinka Babalola expressa sua responsabilidade social também através das finanças humanitárias. Membro da Sociedade Arch Klumph, ele perpetuou seu apoio à Fundação Rotária por meio de um subfundo no Fundo de Dotação, garantindo que o bem comum continue sendo financiado para as próximas gerações. Além disso, estende suas mãos a outras frentes internacionais de socorro, atuando como curador da ShelterBox Reino Unido e diretor do projeto Safe Blood Africa.

Detentor da Menção por Serviços Meritórios e da máxima honraria rotária, o prêmio Dar de Si Antes de Pensar em Si, Olayinka Babalola chega à presidência internacional não apenas como um gestor de currículo impecável, mas como um humanista testado pelo tempo e pelas grandes causas. O mundo observa com respeito e profunda expectativa o início de sua jornada. 

CLASSIFICAÇÃO DA MATÉRIA

Conteúdo Informativo: Biografia Perfilada / Seção de Cultura e Terceiro Setor.

Fonte: Site do Rotary International

Foto: Inspirada no Rotary Club de Itaí

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural



PROFESSOR MARCELO MORAES CAETANO FALA SOBRE O LIVRO: “LÍNGUA PORTUGUESA: GEO-HISTÓRIA FILOLÓGICA DO LATIM AO PRESENTE” - EDITORA: EdUERJ

Entrevista cedida à EdUERJ - Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro 

QUAL É O ASPECTO PRINCIPAL CONTEMPLADO PELO LIVRO?

Resposta: Ele difere da grande maioria dos livros de história da língua, como salientam Bechara e Cavaliere no prefácio da obra, porque eu observei não apenas o eixo diacrônico da deriva linguística, mas também o eixo sincrônico. Também enfatizei bastante aspectos socioculturais ao longo de mais de 2.000 anos de percurso da língua. 

POR QUE A LÍNGUA PORTUGUESA É UM TEMA TÃO FASCINANTE?

Resposta: Porque é uma língua com uma história sui generis entre as línguas românicas, em grande parte em razão das especificidades de seu processo colonizatório nos séculos XVI e, depois, XIX e XX. Isso porque, nesses contatos linguísticos, o português foi sendo sincretizado com as línguas que já eram faladas nesses locais. 

QUAL O LEITOR VOCÊ GOSTARIA DE ALCANÇAR COM ESSA PUBLICAÇÃO?

Resposta: Os interessados, especialistas ou diletantes, em língua, literatura, cultura, história, sociologia, antropologia. 

Marcelo Moraes Caetano. Doutor em estudos de linguagem pela UERJ e coordenador do Centro Filológico Clóvis Monteiro (ILE/UERJ)

LANÇAMENTO E PALESTRA

PALESTRA: LÍNGUA PORTUGUESA DO BRASIL: PASSADO E PRESENTE A EXPLICAR A NOSSA (MULTI)CULTURA 

LIVRO: “LÍNGUA PORTUGUESA: GEO-HISTÓRIA FILOLÓGICA DO LATIM AO PRESENTE” - EDITORA: EdUERJ - Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Palestrante: Marcelo Moraes Caetano

Data/Hora: 28 de maio de 2026, quinta-feira, às 17h30min

Local: Academia Brasileira de Letras

A entrada é franca

e as inscrições podem ser feitas pelo link: https://www.even3.com.br/lingua-portuguesa-do-brasil.../


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LÍNGUA PORTUGUESA

DUAS PALAVRAS

Confira prefácio inédito escrito pelo professor Evanildo Bechara, falecido em 2025, para o novo livro de Marcelo Moraes Caetano, Língua portuguesa: geo-história filológica do latim ao presente. A obra será lançada na quinta, 28 de maio), às 17h30min, na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro.

"O professor Marcelo Moraes Caetano, cuja competência e atividade docente o levaram ao campo dos estudos diacrônicos, projeta uma larga obra no cenário da morfologia da língua portuguesa, de cuja primeira parte se ocupa o volume Língua portuguesa: geo-história filológica do latim ao presente. 

Estamos a ver que se trata de obra de largo fôlego, para cuja realização não faltam preparo e talento do jovem e experiente professor universitário. 

Para mergulhar no amplo campo de seu objeto, escolheu a área da morfologia verbal que, como sabemos, é o mais rico domínio que se apresenta a qualquer investigador, sobressaindo esta importância na escolha da categoria dos verbos, vista como alma de toda a engrenagem da organização gramatical de uma língua, especialmente de uma rica língua neste campo como é a portuguesa.

Como filólogo, não é difícil entender que seu interesse se volte preferentemente para uma visão diacrônica do problema, preparando o leitor para entender melhor os resultados dessa organização gramatical nos resultados explicitados na realidade sincrônica.  

Para tão vasta amplidão de pesquisa, arma-se o professor Marcelo de uma rica bibliografia voltada para os estudos morfológicos e filológicos numa visão diacrônica e sincrônica, não só consultando as obras consagradas pela tradicional investigação linguística, mas também pelo que vieram acrescentar ao tema os novos conceitos para a modernização trazida pela investigação mais recente.

Por tudo isto terá o leitor a certeza de que, lendo a obra, estará adquirindo informações e conhecimentos para usufruir o que expõe este trabalho, bem como se preparando para compreender melhor os temas que comporão partes subsequentes – assim prenunciamos. 

Sabedoria e modéstia são fatores que esperamos contribuam para o êxito desta jornada. São os votos deste primeiro leitor atento e desde já agradecido."

Evanildo Bechara foi professor emérito da UERJ e da UFF e membro da Academia Brasileira de Letras, da Academia Brasileira de Filologia e da Academia das Ciências de Lisboa.


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O prefácio do saudoso professor Evanildo Bechara disponibilizado na página de Marcelo Caetano no Le Monde Diplomatique para o seu livro, funciona como a passagem de um testemunho entre dois grandes nomes da nossa filologia. Ao apresentar “Língua Portuguesa: geo-história filológica do latim ao presente”, que ganha lançamento na Academia Brasileira de Letras, o professor Bechara reconhece no autor o fôlego e o rigor para decifrar a morfologia verbal, definida por ele como a própria "alma da engrenagem" do idioma. Com sensibilidade, o saudoso acadêmico exalta o equilíbrio de Marcelo ao fundir as fontes clássicas às investigações mais modernas. Ao saudar a "sabedoria e modéstia" do experiente professor, o professor Bechara entrega as chaves da nossa herança linguística a mãos profundamente dignas e prontas para o porvir. Alberto Araújo.

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Se a filologia brasileira tem um nome que, hoje, brilha com vigor e genialidade, esse nome é Marcelo Moraes Caetano. Sua palestra na ABL, no dia 28, é um evento obrigatório para todos que valorizam a nossa língua. É inspirador ver um fenômeno desta grandeza falar ao público em um lugar que é, por excelência, o templo de consagração da língua portuguesa. 

Abraços Alberto Araújo.




domingo, 24 de maio de 2026

A ANATOMIA DO AFETO E O LEGADO DA LUZ: UMA HOMENAGEM A TARCÍSIO RIVELLO DE AZEVEDO

 

Falar de Tarcísio Rivello de Azevedo é evocar, de imediato, a presença de um autêntico gentleman. Em uma época em que as relações humanas muitas vezes se desgastam na pressa e no pragmatismo, ele mantinha a têmpera dos homens de coração profundamente bondoso, qual a sua fidalguia não vinha de títulos, mas da pureza e da integridade de seu caráter. Em 2026, quando o calendário nos aponta o curso de três anos desde o seu encantamento, resgatar a sua trajetória não é um mero ato de nostalgia, mas sim um dever de cultura, de afeto e de justiça com um homem que fez da vida um exercício contínuo de lealdade. 

Quem caminha pela Praia de Icaraí, em Niterói, com os olhos voltados para o contorno suave da Baía de Guanabara, consegue quase tatear a elegância que ali habitava. Era ali, diante desse cenário poético, que Tarcísio residia com sua esposa, a adorável Rita Rivello. Mais do que companheiros de jornada, Tarcísio e Rita traduziam uma união harmoniosa, admirada por todos os amigos e profundamente reverenciada pela comunidade rotariana, onde Rita atua como uma valorosa companheira. 

A integridade foi a grande bússola de Tarcísio, tendo a justiça como norte em toda a sua carreira. Ele possuía o olhar generoso do verdadeiro mestre: jamais perseguiu um funcionário sequer sob sua liderança; ao contrário, identificava o potencial nos olhos de cada aluno e o incentivava, com entusiasmo e firmeza, a seguir e progredir na carreira escolhida. 

A história desse grande nome da medicina fluminense começou a ser desenhada nos pátios da juventude. O jovem Tarcísio iniciou sua formação escolar em colégio particular, tendo concluído o curso primário no tradicional Colégio Salesiano de Santa Rosa, em Niterói. Foi nessa mesma instituição que ele deu os primeiros passos no curso ginasial, uma etapa fundamental para consolidar seus valores humanos e intelectuais.

Posteriormente, o destino o conduziu ao Colégio Plínio Leite, onde completou seus estudos ginasiais e cursou o antigo Científico. Ali, cercado por livros e fórmulas, o jovem estudante refinou sua inclinação natural pelas ciências biológicas, preparando o espírito para o grande desafio que bateria à sua porta no meio daquela década.

O ano de 1966 marcou a grande travessia de sua vida. Após ser aprovado no rigoroso exame vestibular, Tarcísio ingressou no primeiro ano do Curso de Medicina na Faculdade Fluminense da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói. A faculdade tornava-se o palco definitivo de sua consagração e o solo onde ele esculpiria seu destino profissional. 

Durante o Curso de Medicina, sua busca por conhecimento prático foi incansável. Compreendendo que a arte de curar exige vivência prática além das atividades curriculares, ele frequentou diversos serviços de saúde para completar sua formação, voltada desde o início para a Cirurgia. Essa obstinação o levou a especializar-se em Angiologia e Cirurgia Vascular, especialidades que exerceu com maestria e dedicação ininterrupta a partir de 1971. 

Ainda no período formativo do final dos anos 1960, Tarcísio demonstrou uma energia admirável. Entre 20 de novembro e 22 de dezembro de 1967, realizou o Curso de Extensão Universitária sobre "Eletrocardiografia", promovido sob os auspícios do Diretório Acadêmico Barros Terra. Em janeiro de 1968, buscou novos horizontes na 13ª Enfermaria da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, completando o Curso Básico de Anestesiologia e realizando um valioso estágio naquele serviço do Dr. Darcy Monteiro durante os anos de 1967 e 1968.

A colação de grau ocorreu em 1970, marcando o encerramento de um ciclo brilhante na Faculdade Fluminense de Medicina da UFF. Longe de acomodar-se com o diploma, o recém-formado dedicou o ano de sua formatura a uma verdadeira maratona de aperfeiçoamento no Rio de Janeiro. Em março de 1970, concluiu o Curso de Angiologia do Hospital da Gamboa, promovido pela Sociedade Brasileira de Angiologia. Entre junho e dezembro, frequentou o Curso de Cirurgia Vascular Periférica da Academia Brasileira de Medicina Militar. Em julho, somou ao currículo o Curso Internacional sobre Afecções Vasculares Periféricas no Hospital da Beneficência Portuguesa e, em agosto, o Curso de Atualização sobre Cirurgia do Aparelho Digestivo na Academia Nacional de Medicina. Para coroar esse ano profícuo, em outubro, participou do III Curso de Atualização em Cirurgia Vascular Periférica do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

Com essa bagagem robusta, em 1971, participou do Curso de Especialização em Angiologia da Escola de Pós-Graduação da PUC-RJ. O reconhecimento oficial veio em 1973, quando prestou exames escritos, prático-orais e provas de títulos, obtendo o cobiçado título de especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Angiologia & Cirurgia Vascular.

Paralelamente ao médico e cirurgião habilidoso, habitava em Tarcísio a alma generosa do educador. Seu interesse pelo ensino manifestou-se de forma precoce, quando ainda era estudante de medicina. Em 1967, atuando como Monitor de Anatomia Regional (Topográfica), ele já ministrava aulas de aplicação médico-cirúrgico para o curso excedente do segundo ano médico da Faculdade de Medicina da UFF, atividade realizada sob a respeitada chefia do Professor Dioclécio Dantas de Araújo. Essa dedicação repetiu-se em 1968, ano em que acumulou a função de preparar peças anatômicas e ministrar aulas para o curso normal do segundo ano da faculdade, sempre sob a orientação do mesmo chefe. 

O vínculo de Tarcísio com o Departamento de Morfologia da UFF foi sólido e multifacetado nos anos finais de sua graduação: atuou como Auxiliar Acadêmico no Departamento de Morfologia (Anatômico) do Instituto Biomédico de 1º de janeiro de 1968 a 16 de dezembro de 1970; trabalhou como Monitor de Anatomia Humana de junho de 1969 a dezembro de 1970; e concluiu esse ciclo como Interno do Departamento de Morfologia no período de junho a dezembro de 1970. 

Ao colar grau, a transição para o magistério superior foi um passo natural. Iniciou suas atividades docentes na UFF como Professor Auxiliar de ensino em 1973. Com o amadurecimento de sua didática e a dedicação contínua à pesquisa, passou a Professor Assistente em 1980 e, em janeiro de 1985, conquistou o cargo de Professor Adjunto, mantendo-se sempre ligado à área de Anatomia Humana do Curso de Medicina, disciplina na qual viria a se consagrar como Professor Titular.

Sua preocupação com a qualidade e o aprimoramento do Ensino Superior o levou a buscar ferramentas pedagógicas modernas. Em 1976, concluiu o curso de aperfeiçoamento em Metodologia do Ensino Superior, promovido pela Faculdade de Educação da UFF, perfazendo um total de 180 horas-aula. No ano seguinte, em 1977, ingressou no curso de Pós-Graduação - Mestrado em Educação na UFF. Escolhendo a área de Administração de Sistemas Educacionais como sua concentração, Tarcísio defendeu a tese intitulada "Um diagnóstico do ensino médico no estado do rio de janeiro", obtendo o louvável conceito final 9 (nove). 

Expandindo ainda mais suas fronteiras acadêmicas e científicas, o professor obteve o título de Doutor em Ciências Morfológicas – Anatomia Humana pela renomada Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM). Esse sólido doutorado evidenciou seu compromisso inabalável com a excelência científica, com a promoção do conhecimento médico e com o aprimoramento constante da prática clínica. 

A liderança de Tarcísio Rivello de Azevedo na Universidade Federal Fluminense foi marcante e abrangeu as mais diversas instâncias administrativas. Ao longo de sua carreira, ele atuou em múltiplos cargos de destaque, incluindo o de chefe de departamento, diretor do Centro de Ciências Médicas e membro ativo do valioso Conselho de Curadores da instituição. Fora dos muros universitários, sua relevância científica foi reconhecida ao exercer o cargo de presidente do Conselho Científico da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro e ao atuar como professor titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. 

Contudo, foi na gestão hospitalar que sua capacidade administrativa alcançou o ápice. Tarcísio foi o diretor do Instituto Biomédico da UFF entre os anos de 1999 a 2002, mas seu maior legado estrutural foi construído no Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP). Ele liderou o HUAP por impressionantes 16 anos, exercendo o cargo de Diretor Geral de 2006 até 2016 e, posteriormente, assumindo a função de Superintendente do hospital no período de 2016 a 2022.

Gerenciar um hospital desse porte exige coragem e sensibilidade, qualidades que Tarcísio demonstrou em abundância. Durante sua longa e vitoriosa trajetória na superintendência e diretoria, ele enfrentou com profundo comprometimento e determinação os desafios que se apresentaram. O momento mais agudo e dramático dessa jornada ocorreu diante da crise da Pandemia da Covid-19, um dos períodos mais difíceis da história da saúde mundial. Naquela circunstância sem precedentes, a liderança firme e a visão estratégica do Professor Tarcísio foram fundamentais para manter a eficiência da gestão hospitalar e garantir o atendimento seguro e humanizado à comunidade em meio à adversidade. 

No dia 19 de julho de 2023, aos 77 anos de idade, o Professor Tarcísio Rivello de Azevedo encerrou sua jornada terrena, deixando familiares, em especial sua amada esposa Rita Rivello, uma legião de amigos admirados e gerações de profissionais formados sob seus ensinamentos.

A UFF reconheceu de forma solene a contribuição inestimável do Professor Tarcísio para a educação, para a saúde pública e para a construção da história da instituição. Sua memória jamais será apagada; ela será eternamente lembrada e honrada por meio da continuidade de seu trabalho pedagógico e do compromisso constante de oferecer serviços de excelência à comunidade e à sociedade. 

Para o Focus Portal Cultural, registrar a biografia de Tarcísio é celebrar o humanismo em sua forma mais pura. Ele foi o exemplo vivo de que a ciência e a gestão pública ganham alma quando conduzidas por um coração bondoso, íntegro e leal. Que o seu exemplo continue a circular como sangue novo pelas artérias da nossa cultura e do nosso saber.

© Alberto Araújo

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