domingo, 24 de maio de 2026

A ANATOMIA DO AFETO E O LEGADO DA LUZ: UMA HOMENAGEM A TARCÍSIO RIVELLO DE AZEVEDO

 

Falar de Tarcísio Rivello de Azevedo é evocar, de imediato, a presença de um autêntico gentleman. Em uma época em que as relações humanas muitas vezes se desgastam na pressa e no pragmatismo, ele mantinha a têmpera dos homens de coração profundamente bondoso, qual a sua fidalguia não vinha de títulos, mas da pureza e da integridade de seu caráter. Em 2026, quando o calendário nos aponta o curso de três anos desde o seu encantamento, resgatar a sua trajetória não é um mero ato de nostalgia, mas sim um dever de cultura, de afeto e de justiça com um homem que fez da vida um exercício contínuo de lealdade. 

Quem caminha pela Praia de Icaraí, em Niterói, com os olhos voltados para o contorno suave da Baía de Guanabara, consegue quase tatear a elegância que ali habitava. Era ali, diante desse cenário poético, que Tarcísio residia com sua esposa, a adorável Rita Rivello. Mais do que companheiros de jornada, Tarcísio e Rita traduziam uma união harmoniosa, admirada por todos os amigos e profundamente reverenciada pela comunidade rotariana, onde Rita atua como uma valorosa companheira. 

A integridade foi a grande bússola de Tarcísio, tendo a justiça como norte em toda a sua carreira. Ele possuía o olhar generoso do verdadeiro mestre: jamais perseguiu um funcionário sequer sob sua liderança; ao contrário, identificava o potencial nos olhos de cada aluno e o incentivava, com entusiasmo e firmeza, a seguir e progredir na carreira escolhida. 

A história desse grande nome da medicina fluminense começou a ser desenhada nos pátios da juventude. O jovem Tarcísio iniciou sua formação escolar em colégio particular, tendo concluído o curso primário no tradicional Colégio Salesiano de Santa Rosa, em Niterói. Foi nessa mesma instituição que ele deu os primeiros passos no curso ginasial, uma etapa fundamental para consolidar seus valores humanos e intelectuais.

Posteriormente, o destino o conduziu ao Colégio Plínio Leite, onde completou seus estudos ginasiais e cursou o antigo Científico. Ali, cercado por livros e fórmulas, o jovem estudante refinou sua inclinação natural pelas ciências biológicas, preparando o espírito para o grande desafio que bateria à sua porta no meio daquela década.

O ano de 1966 marcou a grande travessia de sua vida. Após ser aprovado no rigoroso exame vestibular, Tarcísio ingressou no primeiro ano do Curso de Medicina na Faculdade Fluminense da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói. A faculdade tornava-se o palco definitivo de sua consagração e o solo onde ele esculpiria seu destino profissional. 

Durante o Curso de Medicina, sua busca por conhecimento prático foi incansável. Compreendendo que a arte de curar exige vivência prática além das atividades curriculares, ele frequentou diversos serviços de saúde para completar sua formação, voltada desde o início para a Cirurgia. Essa obstinação o levou a especializar-se em Angiologia e Cirurgia Vascular, especialidades que exerceu com maestria e dedicação ininterrupta a partir de 1971. 

Ainda no período formativo do final dos anos 1960, Tarcísio demonstrou uma energia admirável. Entre 20 de novembro e 22 de dezembro de 1967, realizou o Curso de Extensão Universitária sobre "Eletrocardiografia", promovido sob os auspícios do Diretório Acadêmico Barros Terra. Em janeiro de 1968, buscou novos horizontes na 13ª Enfermaria da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, completando o Curso Básico de Anestesiologia e realizando um valioso estágio naquele serviço do Dr. Darcy Monteiro durante os anos de 1967 e 1968.

A colação de grau ocorreu em 1970, marcando o encerramento de um ciclo brilhante na Faculdade Fluminense de Medicina da UFF. Longe de acomodar-se com o diploma, o recém-formado dedicou o ano de sua formatura a uma verdadeira maratona de aperfeiçoamento no Rio de Janeiro. Em março de 1970, concluiu o Curso de Angiologia do Hospital da Gamboa, promovido pela Sociedade Brasileira de Angiologia. Entre junho e dezembro, frequentou o Curso de Cirurgia Vascular Periférica da Academia Brasileira de Medicina Militar. Em julho, somou ao currículo o Curso Internacional sobre Afecções Vasculares Periféricas no Hospital da Beneficência Portuguesa e, em agosto, o Curso de Atualização sobre Cirurgia do Aparelho Digestivo na Academia Nacional de Medicina. Para coroar esse ano profícuo, em outubro, participou do III Curso de Atualização em Cirurgia Vascular Periférica do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

Com essa bagagem robusta, em 1971, participou do Curso de Especialização em Angiologia da Escola de Pós-Graduação da PUC-RJ. O reconhecimento oficial veio em 1973, quando prestou exames escritos, prático-orais e provas de títulos, obtendo o cobiçado título de especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Angiologia & Cirurgia Vascular.

Paralelamente ao médico e cirurgião habilidoso, habitava em Tarcísio a alma generosa do educador. Seu interesse pelo ensino manifestou-se de forma precoce, quando ainda era estudante de medicina. Em 1967, atuando como Monitor de Anatomia Regional (Topográfica), ele já ministrava aulas de aplicação médico-cirúrgico para o curso excedente do segundo ano médico da Faculdade de Medicina da UFF, atividade realizada sob a respeitada chefia do Professor Dioclécio Dantas de Araújo. Essa dedicação repetiu-se em 1968, ano em que acumulou a função de preparar peças anatômicas e ministrar aulas para o curso normal do segundo ano da faculdade, sempre sob a orientação do mesmo chefe. 

O vínculo de Tarcísio com o Departamento de Morfologia da UFF foi sólido e multifacetado nos anos finais de sua graduação: atuou como Auxiliar Acadêmico no Departamento de Morfologia (Anatômico) do Instituto Biomédico de 1º de janeiro de 1968 a 16 de dezembro de 1970; trabalhou como Monitor de Anatomia Humana de junho de 1969 a dezembro de 1970; e concluiu esse ciclo como Interno do Departamento de Morfologia no período de junho a dezembro de 1970. 

Ao colar grau, a transição para o magistério superior foi um passo natural. Iniciou suas atividades docentes na UFF como Professor Auxiliar de ensino em 1973. Com o amadurecimento de sua didática e a dedicação contínua à pesquisa, passou a Professor Assistente em 1980 e, em janeiro de 1985, conquistou o cargo de Professor Adjunto, mantendo-se sempre ligado à área de Anatomia Humana do Curso de Medicina, disciplina na qual viria a se consagrar como Professor Titular.

Sua preocupação com a qualidade e o aprimoramento do Ensino Superior o levou a buscar ferramentas pedagógicas modernas. Em 1976, concluiu o curso de aperfeiçoamento em Metodologia do Ensino Superior, promovido pela Faculdade de Educação da UFF, perfazendo um total de 180 horas-aula. No ano seguinte, em 1977, ingressou no curso de Pós-Graduação - Mestrado em Educação na UFF. Escolhendo a área de Administração de Sistemas Educacionais como sua concentração, Tarcísio defendeu a tese intitulada "Um diagnóstico do ensino médico no estado do rio de janeiro", obtendo o louvável conceito final 9 (nove). 

Expandindo ainda mais suas fronteiras acadêmicas e científicas, o professor obteve o título de Doutor em Ciências Morfológicas – Anatomia Humana pela renomada Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM). Esse sólido doutorado evidenciou seu compromisso inabalável com a excelência científica, com a promoção do conhecimento médico e com o aprimoramento constante da prática clínica. 

A liderança de Tarcísio Rivello de Azevedo na Universidade Federal Fluminense foi marcante e abrangeu as mais diversas instâncias administrativas. Ao longo de sua carreira, ele atuou em múltiplos cargos de destaque, incluindo o de chefe de departamento, diretor do Centro de Ciências Médicas e membro ativo do valioso Conselho de Curadores da instituição. Fora dos muros universitários, sua relevância científica foi reconhecida ao exercer o cargo de presidente do Conselho Científico da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro e ao atuar como professor titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. 

Contudo, foi na gestão hospitalar que sua capacidade administrativa alcançou o ápice. Tarcísio foi o diretor do Instituto Biomédico da UFF entre os anos de 1999 a 2002, mas seu maior legado estrutural foi construído no Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP). Ele liderou o HUAP por impressionantes 16 anos, exercendo o cargo de Diretor Geral de 2006 até 2016 e, posteriormente, assumindo a função de Superintendente do hospital no período de 2016 a 2022.

Gerenciar um hospital desse porte exige coragem e sensibilidade, qualidades que Tarcísio demonstrou em abundância. Durante sua longa e vitoriosa trajetória na superintendência e diretoria, ele enfrentou com profundo comprometimento e determinação os desafios que se apresentaram. O momento mais agudo e dramático dessa jornada ocorreu diante da crise da Pandemia da Covid-19, um dos períodos mais difíceis da história da saúde mundial. Naquela circunstância sem precedentes, a liderança firme e a visão estratégica do Professor Tarcísio foram fundamentais para manter a eficiência da gestão hospitalar e garantir o atendimento seguro e humanizado à comunidade em meio à adversidade. 

No dia 19 de julho de 2023, aos 77 anos de idade, o Professor Tarcísio Rivello de Azevedo encerrou sua jornada terrena, deixando familiares, em especial sua amada esposa Rita Rivello, uma legião de amigos admirados e gerações de profissionais formados sob seus ensinamentos.

A UFF reconheceu de forma solene a contribuição inestimável do Professor Tarcísio para a educação, para a saúde pública e para a construção da história da instituição. Sua memória jamais será apagada; ela será eternamente lembrada e honrada por meio da continuidade de seu trabalho pedagógico e do compromisso constante de oferecer serviços de excelência à comunidade e à sociedade. 

Para o Focus Portal Cultural, registrar a biografia de Tarcísio é celebrar o humanismo em sua forma mais pura. Ele foi o exemplo vivo de que a ciência e a gestão pública ganham alma quando conduzidas por um coração bondoso, íntegro e leal. Que o seu exemplo continue a circular como sangue novo pelas artérias da nossa cultura e do nosso saber.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural











A MEMÓRIA QUE FLUI: UMA ODISSEIA LÍRICA E CULTURAL EM LUZILÂNDIA, SOB AS ÁGUAS DO VELHO MONGE E A LUZ DE SANTA LUZIA - CRÔNICA INSPIRADA PELA FOTOGRAFIA DE ANTÔNIO LOPEZ, PUBLICADA NA PÁGINA 'IMAGENS DE LUZILÂNDIA' E DEDICADA A MARIA

Diante de mim, uma janela para o passado, para o agora, para o sempre. Uma imagem, um registro efêmero em sua essência digital, capturado no Instagram de Antônio Lopez e compartilhado na página 'Imagens de Luzilândia', que se recusa a ser apenas um dado em um servidor. Esta fotografia de minha Luzilândia natal não é um mero conjunto de pixels. É um pórtico emocional, uma porta de entrada para um universo de memórias tateáveis, sons esquecidos e cheiros que insistem em permanecer no fundo da alma. É a terra de minha mãe, Maria, e cada centímetro dessa paisagem tem seu nome gravado em silêncio.

Ao olhar para esta imagem, sinto o peso suave da história e a leveza da beleza. Vejo as cores do céu em uma dança de deuses caídos: o azul profundo e melancólico, os tons de lavanda e o ouro-velho que marcam o crepúsculo. O rio, espelho quebrado e refeito a cada instante, acolhe essas cores e as transforma em poesia líquida. E ali, como um braço estendido entre o que fomos e o que somos, a ponte se estende, um símbolo de união que vai além do asfalto e do concreto. No canto, o barranco com seu calçamento de pedras irregulares, a vegetação ribeirinha e os vestígios da atividade humana, uma estrutura de madeira, um poste ancoram a imagem na realidade do cotidiano. E no rodapé, as palavras sagradas que confirmam o local de culto: "Imagens de Luzilândia". 

Esta crônica é um ato de adoração e de escavação arqueológica sentimental. Quero mergulhar nessa imagem, nadar em suas águas, caminhar por suas margens e, ao final, entender um pouco mais de quem sou, de onde vim e de quem é a Maria de quem fui moldado. 

Não se pode falar de Luzilândia sem, antes de qualquer oração, saudar o Rio Parnaíba. Chamar este corpo d’água majestoso apenas de "rio" é pouco. Para nós, ele é o Velho Monge. O nome é uma reverência, um reconhecimento de sua ancestralidade, de sua sabedoria silenciosa, de sua presença que precede qualquer cidade e que continuará depois que a última pedra tiver caído. 

A imagem captura o Velho Monge no momento de maior introspecção do dia: o crepúsculo. As águas, geralmente marrons e vigorosas durante o dia, transformam-se em uma paleta de sonhos. Elas refletem o céu em uma união carnal e mística. O rio absorve o violeta e o rosa, criando um fluxo de cores hipnótico. É neste espelho líquido que a cidade inteira, suas dores, suas alegrias e seus segredos, são depositados e lavados. 

O Velho Monge não é apenas uma barreira física; é o elemento que define a identidade da terra. Foi ele quem trouxe os primeiros viajantes, quem alimentou gerações, quem viu nascer e morrer sonhos. A estrutura de madeira no barranco, que aparece no canto direito da foto, é um vestígio das  embarcações improvisadas que ainda hoje cruzam suas águas para levar pescadores ou ribeirinhos de um ponto a outro. É uma conexão primitiva que a modernidade da ponte, ao fundo, não conseguiu extinguir totalmente. 

Para Maria, minha mãe, e para todas as mães de Luzilândia, o Velho Monge é uma figura paterna, um avô que conta histórias com o bater das ondas nas canoas. Nele, banharam-se e levaram as primeiras roupas para lavar. Nele, aprenderam a respeitar a força da natureza. A imagem, ao capturar esta imensidão d’água sob o crepúsculo, nos lembra de que somos efêmeros, mas o rio é eterno. 

Se o Velho Monge é o corpo físico de Luzilândia, Santa Luzia é sua alma. E, embora a padroeira não esteja visivelmente pintada na ponte ou nas águas, sua presença permeia cada detalhe do crepúsculo capturado por Antônio Lopez. A luz que domina a cena é, em sua essência, a luz de Santa Luzia. 

O nome da cidade, Luzilândia, é um amálgama direto da padroeira. Santa Luzia é a protetora dos olhos, a portadora da luz que guia os cegos e ilumina as trevas. Na imagem, essa luz não é a do sol ofuscante do meio-dia, mas uma luz mansa, de fim de tarde, que permite a transição suave entre o dia e a noite. É uma luz que não brilha "sobre" a paisagem, mas que emana "dela". 

As nuvens, em sua complexidade de tons e formas, parecem estar sob a regência de um maestro invisível, que dispersa as trevas e permite que o lavanda e o ouro-velho ocupem o horizonte. É uma luz que traz conforto, que sugere que, mesmo que a noite venha e ela virá na metade superior da foto, há uma promessa de retorno e de guia. 

Para Maria, minha mãe, e para a devoção que corre nas veias da terra, Santa Luzia é mais do que uma santa em um altar. É a força que lhe deu resiliência. Em cada crepúsculo como este, minha mãe via o olhar da padroeira, um olhar que não julga, mas que entende. O olhar que nos ensinou a "ver" não apenas com os olhos físicos, mas com os olhos do coração a ver a beleza na simplicidade de um barranco, na constância de um rio e na promessa de um amanhã. A luz de Luzilândia, capturada aqui, é a luz de Santa Luzia, a luz da clarividência da alma.

A fotografia não é apenas um registro geográfico ou espiritual; é uma dedicatória a Maria. Maria, minha mãe, e Maria, a terra que a gerou. Há uma simbiose indissociável entre elas. Minha mãe é a própria Luzilândia em forma humana. 

O calçamento de pedras irregulares que aparece no canto inferior da foto, o barranco que sofre com a erosão mas se mantém firme, a vegetação que insiste em crescer, todos esses elementos são metáforas para a vida de Maria. Uma vida feita de trabalho, de sol causticante, de lutar contra as marés, mas de uma beleza rústica e inegável. 

Para minha mãe, cada por do sol era um momento de reflexão sobre o Velho Monge. O rio que via seus filhos nascerem e que, em muitos casos, os levava para o mundo ou, tragicamente, para o fundo. Ela me contava histórias de cheias e secas, de como a cidade se transformava com os humores das águas. A ponte, na foto, é uma inovação relativamente recente na história dela, um símbolo de um progresso que ela viu chegar com espanto e alívio, unindo as margens que antes dependiam das balsas. 

Ao olhar para esta ponte, vejo a união de dois mundos na vida de Maria: o mundo antigo, rústico e místico da margem onde a cidade começou, e o mundo novo, conectado e veloz do asfalto. Ela transitou por esses dois mundos, mantendo sua essência ribeirinha intocada. E ao ver a inscrição "Imagens de Luzilândia", sei que ela se via ali. Maria não apenas vivia em Luzilândia; ela era Luzilândia. Seus olhos tinham a luz de Santa Luzia, sua resiliência tinha a força do Velho Monge, e sua beleza era a simplicidade do crepúsculo. Dedicar esta crônica a ela é um ato de justiça poética. 

A postagem desta imagem na página 'Imagens de Luzilândia' e o crédito a Antônio Lopez são detalhes cruciais que merecem análise cultural. O Facebook e o Instagram, que trazem o selo no rodapé da imagem, funcionam como as novas praças da cidade, as novas margens do rio onde a comunidade se encontra para ver e ser vista. 

Antônio Lopez, ao capturar este momento, age como um historiador visual. Ele não apenas tirou uma foto, mas fixou uma emoção coletiva. A página 'Imagens de Luzilândia' é um repositório de memória viva, onde o passado se mistura com o presente através de comentários, curtidas e compartilhamentos. O crédito é essencial porque reconhece o papel do indivíduo na construção da narrativa coletiva. No entanto, ao final, a imagem pertence a todos nós. Ela é a identidade de um povo que se recusa a ser esquecido em um mundo cada vez mais globalizado. 

Esta rede digital que sustenta a imagem é, de certa forma, uma nova ponte. Uma ponte que atravessa as distâncias físicas e une os filhos de Luzilândia que, como eu, estão longe, mas mantêm o cordão umbilical prendido ao Velho Monge. É por meio de páginas como esta que me reconecto, que vejo a cidade de minha mãe resistindo ao tempo, sob a luz que nunca se apaga. O crédito é um ponto de partida, mas a imagem é um destino comum.

A imagem no rodapé confirma: "Imagens de Luzilândia". Mas, para mim, ela é muito mais que um dado geográfico. É o Velho Monge me chamando em segredo, é o olhar de Santa Luzia me dando as boas-vindas, e é o rosto de minha mãe, Maria, refletido em cada nuance de cor e sombra.

Esta crônica foi uma tentativa de decodificar uma única foto em toda a sua complexidade lírica e cultural. De entender que, diante de nós, não temos apenas um belo crepúsculo, mas um compêndio de história, de fé e de amor. Uma história de um rio que é pai, de uma santa que é luz, e de uma mãe que é terra. 

A fotografia de Antônio Lopez, ao congelar este momento de emoção em um único instante visual, nos faz entender o verdadeiro significado de "saudade". Saudade não como uma tristeza paralisante, mas como a prova de que amamos e de que fomos amados por um lugar e por uma mulher que se tornaram um só. Luzilândia, minha terra natal, eu nunca a deixei de fato. Enquanto as águas do Velho Monge continuarem a correr e a luz de Santa Luzia a brilhar, o coração de minha saudosa mãe Maria e o meu coração sempre estarão lá. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural



UMA PONTE ENTRE DOIS MUNDOS: PASSADO E PRESENTE NO CANTO DO RIO - CRÔNICA HISTÓRICA E MEMORIALISTA DE © ALBERTO ARAÚJO




Era uma vez em Nictheroy... Olhe atentamente para esta imagem, tem uma que data: Dezembro de 1920.

O que você vê hoje como um cenário urbano pulsante, há pouco mais de um século era um reduto de calmaria, moldado pelas águas e pela força da natureza. 

Neste registro precioso do mestre Augusto Malta, capturamos o exato momento em que um bonde atravessa a antiga ponte do Canto do Rio. Ele segue seu destino rumo a São Francisco, prestes a virar à direita para serpentear a Estrada Leopoldo Fróes, contornando a imponência do Morro da Fazenda Cavalão. 

O Tempo Passa, a História Fica. O que mais impressiona os olhos contemporâneos? 

Ao fundo, o morro exibe uma vegetação completamente intacta, densa e soberana, antes de dar espaço à expansão da cidade. A ponte, elegante em seu arco, desafiava o tempo. Hoje, quem passa apressado pelo local talvez não imagine que, sob o asfalto e a modernidade, ainda resistem vestígios dessa mesma estrutura. 

Mais do que um cartão-postal antigo, essa foto é um testemunho silencioso de como Icaraí cresceu. O bonde se foi, a paisagem mudou, mas a alma de Niterói permanece guardada em cada centímetro dessas memórias. 

CICATRIZES DE CONCRETO: OS VESTÍGIOS INVISÍVEIS DA NITERÓI DE ONTEM

Há quem diga que as cidades esquecem o próprio passado, soterradas pelo asfalto e pela pressa do progresso. Mas, se olharmos com atenção mística, descobrimos que a história se recusa a desaparecer por completo. Ela deixa pistas, sussurros e, às vezes, cicatrizes físicas que insistem em permanecer bem debaixo dos nossos olhos. O Canto do Rio, em Icaraí, guarda um desses segredos. 

Nas imagens que ilustram esta crônica urbana, capturadas no silêncio da noite contemporânea, a iluminação pública e os carros que cruzam a avenida parecem ditar o ritmo absoluto da modernidade. Uma grade amarela, gasta pelo tempo e pela maresia, delimita a calçada. Para a maioria dos pedestres que passam apressados, em busca do calçadão ou voltando do trabalho, ali existe apenas um canal, um recuo escuro. No entanto, aquele concreto antigo carrega o peso de um século. 

Ali estão os vestígios reais da antiga ponte do Canto do Rio, aquela mesma estrutura elegante e arqueada que o mestre Augusto Malta fotografou em dezembro de 1920. É um choque de realidade perceber que, onde hoje vemos essa estrutura esquecida sob as sombras das árvores, outrora deslizavam os bondes barulhentos em direção a São Francisco, contornando a Estrada Leopoldo Fróes. 

Tocar aquele parapeito ou observar a base que resiste ao fluxo das águas e do tempo é como tocar na pele de uma Niterói que já não existe mais na superfície. É a engenharia da década de 1920 servindo de fundação invisível para a cidade de 2026. 

Niterói não é feita apenas de belas paisagens e praias imponentes; ela é feita de camadas. Cada passo que damos por Icaraí ecoa sobre o trilho de ontem, sobre as pedras moldadas por operários de outra era, sob o olhar de um morro cuja vegetação um dia foi completamente intacta. 

Esses vestígios são um chamado ao pertencimento. Eles nos lembram de que a modernidade passa, as frotas mudam, as gerações se sucedem, mas a alma da cidade permanece ali, teimosa e resiliente, guardada no concreto que o progresso não conseguiu apagar. Da próxima vez que passar pelo Canto do Rio, diminua o passo. A história está viva, bem ali, sob as sombras da noite. 

ÁGUAS OCULTAS DO CANTO DO RIO EM ICARAÍ 

Eu não nasci embalado pelas ondas da Baía de Guanabara, nem trago na infância os passos pelas calçadas de Niterói. Sou nordestino, feito de outras terras, outras secas e outras belezas. Minha esposa também traz o Nordeste costurado em sua essência. Quando ela aportou e eu aqui em Icaraí, a cidade já se apresentava para nós com sua imponência contemporânea: o vaivém frenético dos automóveis, os edifícios altos que recortam o céu e o ritmo acelerado de quem corre pelo calçadão à beira-mar. Para quem vem de fora, o Canto do Rio parece apenas um belo e definitivo cartão-postal do presente, uma engrenagem urbana perfeitamente ajustada aos novos tempos.

No entanto, quem convive com a sensibilidade da arte e com o fôlego da literatura enxerga muito além do asfalto. Há dias, ao mostrar para minha esposa aquela fotografia icônica de dezembro de 1920, um registro precioso onde um bonde elegante cruzava uma ponte arqueada rumo a São Francisco, contornando a Estrada Leopoldo Fróes, ela me olhou com a sabedoria de quem repara nas entrelinhas da história. "Você sabia que os vestígios físicos dessa ponte ainda estão de pé?", ela me disse. 

Aquilo acendeu em mim o faro do jornalista, o instinto do cronista que precisa documentar as permanências do tempo. Não esperei o sol nascer. Fui até lá na penumbra da noite, guiado pela indicação dela. Diante daquela grade amarela, gasta pelo tempo e salpicada pela maresia, apontei a lente da minha câmera. Sob as sombras densas das árvores, o que para muitos pedestres apressados é invisível ou apenas um recuo escuro na calçada, para nós revelou-se como uma cicatriz real. Uma estrutura centenária de concreto que resiste, teimosa, conectando a Nictheroy de Augusto Malta ao nosso caminhar de hoje.

Mas a revelação da minha esposa não parou na arquitetura da ponte. Ela me trouxe uma camada ainda mais profunda, resgatada das páginas da saudosa escritora e memorialista niteroiense Yara Vidal em sua obra: “A Casa do Portão Vermelho”. Em suas memórias, a autora reconstrói a crônica de uma cidade que existia antes de ser sufocada pela canalização e pelo concreto. Aquela vala que corre hoje sob a grade amarela e sob os nossos pés, frequentemente diminuída pela pressa urbana sob o rótulo de "valão", é, na verdade, o leito histórico do Rio Icaraí. 

Houve um tempo em que o Rio Icaraí fazia jus ao seu nome indígena, que remete a "água santa" ou "rio sagrado". Antes de ser retificado e emparedado pelo crescimento imobiliário, ele era o coração pulsante do Jardim Icaraí. Suas águas límpidas desciam livremente, atravessavam o terreno que hoje abriga o Campo de São Bento, alimentando os seus lagos e banhando sua vegetação primitiva e seguiam seu curso natural até desaguar de forma sinuosa e bela ali, no Canto do Rio, exatamente onde a ponte de 1920 foi erguida para permitir que o progresso passasse por cima dele. 

Como bem lembra a literatura local, aquele espaço hoje cinzento já foi um cenário de idílio romântico. Famílias inteiras se reuniam às suas margens. Adultos conversavam à sombra das árvores enquanto patos e marrecos deslizavam suavemente pela correnteza. O rio era um playground natural: crianças de pés descalços brincavam em suas águas, pescavam pequenos peixes e acompanhavam o ritmo natural da maré que subia e descia, integrando a natureza ao cotidiano do bairro. O Rio Icaraí era vivo, limpo e comunitário. 

Olhar para as fotos noturnas que tirei, sabendo agora que aquele canal escuro guarda a memória dos patinhos de Yara Vidal e dos banhos de rio das crianças de outrora, muda completamente a nossa percepção de pertencimento. Niterói não é uma cidade feita apenas de cartões-postais estáticos; ela é um organismo vivo feito de camadas sobrepostas. O progresso escondeu o rio sob o concreto, transformou a ponte em um detalhe quase invisível na paisagem e substituiu o tilintar do bonde pelo ronco dos motores modernos. Mas a alma do lugar recusa-se a desaparecer. 

Tocar naquele parapeito de ferro oxidado ou observar a base de concreto que resiste à força das marés no Canto do Rio é um exercício místico de arqueologia urbana. É perceber que o Nordeste que nos habita encontrou abrigo em uma terra que também sabe guardar suas próprias raízes. Os vestígios da ponte e o fluxo contínuo do rio sufocado são um chamado sutil para diminuirmos o passo. Eles provam que, por mais que a modernidade tente padronizar as metrópoles, a história real permanece ali, resiliente, teimosa e poética, esperando apenas por um olhar atento para voltar a fluir. 

A ORIGEM DA FAZENDA CAVALÃO E O DONO IMPERIAL

Quando o bairro de Icaraí ainda era um vasto areal selvagem, coberto por pitangueiras, cactos e vegetação de restinga, a região foi dividida em grandes propriedades. Em 1808, quando a corte de D. João III e o Coronel Luís da França organizaram o registro oficial das propriedades da região, a Fazenda do Morro do Cavalão constava como propriedade do Tenente-Coronel Antônio José Cardoso Ramalho. 

Ela dividia os limites da região com a Fazenda de Icaraí, que pertencia a Estanislau Teixeira da Mata e as terras dos jesuítas e dos índios Temiminós de Arariboia. 

Existem duas versões históricas muito fortes na historiografia de Niterói para o nome "Cavalão": 

A versão dos animais de carga: Devido à topografia muito acidentada e às péssimas condições dos caminhos primitivos que ligavam Icaraí a São Francisco, a travessia da encosta só podia ser feita por cavalos muito robustos e fortes, os "cavalões". O termo acabou batizando a fazenda e o morro. 

Antigos moradores e geógrafos apontavam que, quando vista de determinados ângulos do mar ou da praia, a silhueta do morro lembrava o dorso ou a cabeça de um grande cavalo deitado. 

A antiga Fazenda do Cavalão e a sua mata virgem, aquela mesma que você reparou que estava intacta na foto de 1920, sempre foram um reduto de beleza cênica que atraiu grandes artistas:

No século XIX, o famoso pintor alemão Johann Georg Grimm, fundador do Grupo Grimm e inovador da pintura de paisagem no Brasil mudou-se para Niterói e imortalizou o local na tela "Vista do Morro do Cavalão, Niterói, RJ", fascinado pela luz e pela vegetação do lugar. 

Mais tarde, o poeta Vinícius de Moraes visitou o mirante do morro e, tocado pela paisagem e pelo poente, escreveu o poema chamado "Balada do Cavalão", onde canta: “A tarde morre bem tarde / No morro do Cavalão… / Tem um poder de sossego / Dentro do meu coração.” 

Com o fim do período colonial e o loteamento das terras no final do século XIX, a fazenda foi desmembrada. A Estrada Leopoldo Fróes abriu caminho contornando a propriedade para ligar os bairros, e as encostas começaram a ser ocupadas no século XX por trabalhadores, transformando a antiga fazenda na comunidade que conhecemos hoje. 

Foto antiga: Augusto Malta (Dezembro de 1920)

Resgate histórico: Memórias de Nictheroy. 

Foto atual 2026 e Texto de

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 









Vista da Ponta de Icaraí, 1884
Georg Grimm - Óleo sobre tela, c.i.d.
81,40 cm x 152,00 cm


Canto do Rio, Praia de Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro 

| Enciclopédia Itaú Cultural







A FORÇA DA CULTURA ELISTA ELOS PRAIA GRANDE E ELOS JOVEM PRAIA GRANDE - TRADIÇÃO E JUVENTUDE EM MOVIMENTO - INFORMATIVO DO ELOS INTERNACIONAL

 

24 de maio de 2026. Hoje, a história e o dinamismo da comunidade elista ganham as ruas da capital paulista em uma celebração duplamente especial. Em uma iniciativa memorável, o Elos Clube de Praia Grande realiza o seu Passeio Cultural do Dia das Mães em São Paulo, contando com a participação vibrante e essencial dos Elos Jovem de Praia Grande e de outros membros elistas. 

Mais do que uma simples viagem de turismo, este evento representa a materialização dos pilares mais nobres da cultura elista e lusófona: a exaltação da família através da figura materna, a salvaguarda do nosso patrimônio imaterial e o fortalecimento dos laços fraternos entre diferentes gerações.

Para a comunidade elista mundial, a realização de atividades desta magnitude reafirma o compromisso de manter viva a chama da nossa herança cultural. Quando o Elos Clube e o Elos Jovem caminham juntos, testemunhamos a perfeita sinergia entre a experiência dos que pavimentaram o caminho e o entusiasmo dos que conduzirão o nosso movimento rumo ao futuro. É a lusofonia em sua forma mais viva, pulsante e transformadora. 

O passeio foi cuidadosamente planejado para oferecer uma imersão profunda na riqueza histórica, artística, esportiva e arquitetônica de São Paulo, uma metrópole que acolhe uma das maiores comunidades de descendentes de portugueses do mundo. 

Os participantes do Elos Clube e do Elos Jovem que fazem parte do Elos Internacional sob a presidência da Elista-mor Matilde Carone Slaibi Conti exploram pontos emblemáticos da cidade, unindo a tradição da Avenida Paulista à memória afetiva do país: 

Museu do Futebol: Localizado no histórico Estádio do Pacaembu, o espaço descortina a história do esporte que se transformou em parte indissociável da identidade e da cultura do povo brasileiro, dialogando diretamente com a paixão popular. 

Casa das Rosas: Um casarão histórico imponente na Avenida Paulista, dedicado à poesia e à literatura. Para os defensores da Língua Portuguesa, caminhar por seus jardins e salas é tocar a essência da palavra escrita e da preservação da nossa memória artística. 

Itaú Cultural: Um baluarte de vanguarda que mapeia a arte e a cultura nacional, oferecendo exposições que celebram a ancestralidade e a evolução da identidade do Brasil. 

Japan House: Um centro que promove o intercâmbio cultural e o diálogo entre povos, mostrando como a congregação das nações enriquece o patrimônio humano universal.

Mirante do SESC: Proporcionando uma das vistas panorâmicas mais deslumbrantes da metrópole, onde os elistas puderam contemplar de cima a imensidão de São Paulo e os horizontes do futuro. 

Almoço de Congraçamento: Para selar o espírito de união e celebrar as mães elistas, o grupo se reúne no acolhedor Restaurante Villa San Pietro, um momento de celebração por adesão que fortalece os laços afetivos e fraternos. 

Cada parada deste roteiro funciona como uma sala de aula sem paredes, onde os jovens elistas podem absorver cultura e os adultos podem compartilhar vivências. 

Elos Clube de Praia Grande: 32 Anos de História e Devoção 

Anfitrião e organizador deste brilhante passeio, que teve sua partida festiva às 8h da manhã na Praça 19 de Janeiro, no Boqueirão, o Elos Clube de Praia Grande é um dos pilares de sustentação do movimento elista no estado de São Paulo. Com sede na próspera cidade de Praia Grande, o clube celebra uma trajetória de respeito, relevância social e dedicação comunitária. 

Fundado em 23 de fevereiro de 1994, o Elos Clube de Praia Grande completa 32 anos de existência neste ano de 2026. São mais de três décadas dedicadas de forma ininterrupta a promover o bem, aproximar corações e exaltar os valores humanos fundamentais. 

Ao longo de sua história, o clube tem sido um fanal de cultura na Baixada Santista, promovendo eventos, ações sociais e encontros que mantêm acesos os ideais do Elos Internacional. A longevidade do clube é o reflexo direto do amor e do trabalho voluntário de seus membros, que entendem a importância de se associar em prol de causas maiores. 

O sucesso de eventos como o passeio de hoje ecoa as diretrizes e a missão maior do Elos Internacional. Como uma instituição de caráter global, o Elos atua como um escudo e um promotor de valores que são a base de uma sociedade justa e harmoniosa. 

O movimento elista apoia-se em quatro pilares inegociáveis: 

1. A Defesa da Família: Entendida como o núcleo formador do indivíduo e a base para a construção de uma sociedade solidária, aqui homenageada no abraço caloroso do Dia das Mães. Entendendo que a família é a base da sociedade. A mola propulsora de toda a nossa história. 

2. A Promoção da Paz: Cultivando a tolerância, o diálogo e o entendimento mútuo entre os povos. 

3. A Congregação dos Homens: Criando pontes de amizade, cooperação e fraternidade universal, independentemente de fronteiras geográficas.

4. A Salvaguarda do Patrimônio Imaterial: Tendo como foco absoluto a Defesa da Língua Portuguesa, o idioma que nos une, nos define e expressa a nossa alma coletiva pelo mundo. 

Por trás de grandes realizações, há sempre uma liderança inspiradora e comprometida. Este passeio cultural e a própria vitalidade do Elos Clube de Praia Grande trazem a marca da dedicação do nosso estimado Vice-presidente, Sidney Cardoso da França. Mais do que um elista exemplar, Sidney é um educador de alma e coração. Sua atuação profissional se enlaça com a sua missão de vida: transformar a sociedade por meio do conhecimento e dos valores éticos. 

Sidney Cardoso da França é Vice-presidente do Elos Internacional; Professor e Gestor Educacional; Proprietário do Colégio França e França Kids; Referência em ensino particular na Baixada Santista. 

O Colégio França e o França Kids são instituições de ensino tradicionais e amplamente respeitadas em Praia Grande. Sob a liderança do professor Sidney, a escola oferece uma formação completa, que vai desde o berçário até o Ensino Médio, unindo a excelência acadêmica à formação humana e cidadã.

É essa visão pedagógica e humanista que o Vice-presidente Sidney Cardoso da França transporta para o Elos Internacional. Ao incentivar a participação ativa do Elos Jovem em eventos culturais e familiares como o de hoje, ele aplica na prática o conceito de que o futuro se constrói agora, oferecendo à juventude as ferramentas necessárias para que se tornem os embaixadores da lusofonia de amanhã.

A Diretoria do Elos Internacional parabeniza o Elos Clube de Praia Grande, o Elos Jovem e todas as mães homenageadas nesta jornada cultural em São Paulo neste domingo, 24 de maio de 2026. 

Ao unirmos a celebração da família, o conhecimento histórico, a liderança educacional e o entusiasmo da juventude, mostramos que o Elos continua firme em seu propósito de aproximar os seres humanos através da cultura, do afeto e do orgulho pela nossa Língua Portuguesa. Que as memórias colhidas na Casa das Rosas, no Museu do Futebol e em cada canto visitado ecoem por muito tempo em nossos corações. 

Cultura, Fraternidade e Lusofonia: Este é o nosso Elo. 

Diretoria de Cultura do Elos Internacional:

Unindo Gerações, Preservando a Língua e Fortalecendo a Lusofonia.