terça-feira, 11 de agosto de 2026

MUSEU DO INGÁ RECEBE EXPOSIÇÃO DE ARTISTA URUGUAIO DURANTE A SEMANA DO URUGUAI

“A paisagem que somos”, de Andrés Boero Madrid, reúne fotografias e gravuras e integra programação dedicada à cultura uruguaia no Rio de Janeiro

O Museu do Ingá recebe, a partir do dia 11 de agosto de 2026, a exposição “A paisagem que somos”, do artista visual uruguaio Andrés Boero Madrid, como parte da programação da Semana do Uruguai, que acontece entre os dias 10 e 16 de agosto no estado do Rio de Janeiro. Com curadoria de Victoria Ismach, a mostra reúne fotografias e gravuras que tratam de relações entre corpo, território e herança e permanece em cartaz até 10 de novembro. 

A exposição parte da ideia de que os seres são expressão da paisagem que habitam, explorando relações que transitam de território a memória e vínculos. As obras apresentam diferentes visões de corpos e paisagem, incluindo fotografias e gravuras relacionadas ao artista, seus filhos e seus ancestrais. 

Parte da mostra será construída durante o período de visitação com a participação do público. Uma atividade aberta, realizada em conjunto com o ateliê de gravura do Museu do Ingá, dará origem a uma obra coletiva formada por marcas de mãos de participantes do Brasil e do Uruguai, compondo um território compartilhado. A data da atividade será divulgada posteriormente.

A Semana do Uruguai reúne, ao longo de sua programação, atividades voltadas à cultura, turismo, negócios e intercâmbio entre os dois países sul-americanos. A exposição de Andrés Boero Madrid integra a programação cultural da iniciativa sediada na capital fluminense e em Niterói. 

Corpo, território e memória 

O percurso expositivo começa com uma fotografia de árvores e segue por imagens que relacionam corpo e paisagem, além de gravuras da família do artista. Ao final, uma fotografia da mão do artista com barro sobre a superfície da imagem retoma a relação entre corpo e terra. A proposta é que a exposição se transforme ao longo do período em cartaz por meio da participação dos visitantes.

SERVIÇO

Exposição: “A paisagem que somos”

Abertura: 11 de agosto de 2026

Período: 11 de agosto a 10 de novembro de 2026

Local: Museu do Ingá – Niterói/RJ

 

© Alberto Araújo

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MISSA DE 207 ANOS DA CÂMARA MUNICIPAL DE NITERÓI

A Câmara Municipal de Niterói celebrou em 11 de agosto de 2026 seus 207 anos de instalação com uma Missa em Ação de Graças, presidida pelo Padre José Marcelo Martins Gomes, conhecido como Padre Marcelo, capelão da Arquiconfraria Nossa Senhora da Conceição. A cerimônia ocorreu na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, reunindo autoridades e vereadores como Alan Lyra, Emanuel Rocha, Romero Duarte e o líder do governo Paulo Nogueira, sob a presidência de Milton Carlos da Silva Lopes, o Milton Cal (União Brasil), atual presidente da Mesa Diretora. 

Fundada em 1819, por determinação de Dom João VI através do Alvará Régio de 10 de maio, a então Câmara Legislativa da Vila Real da Praia Grande marcou o início da autonomia política da região. No mesmo ano, em 11 de agosto, foi erguido o Pelourinho e tomaram posse o primeiro juiz-de-fora e presidente da Câmara, José Clemente Pereira, além dos vereadores Pedro Henrique da Cunha, João Moura Brito, Quintiliano Ribeiro de Magalhães e o procurador Francisco Faria Homem. As primeiras reuniões ocorreram no Palacete Dom João VI e, posteriormente, no local onde hoje funciona o Hospital Santa Cruz. 

O prédio atual da Câmara, projetado por Heitor de Melo e construído por Pedro Campofiorito, integra o conjunto arquitetônico da Praça da República, no Centro de Niterói, antiga capital do estado do Rio de Janeiro. Entre 1917 e 1975, abrigou a Assembleia Legislativa do Estado e hoje preserva não apenas a memória política da cidade, mas também exposições e o arquivo público. Em 1835, a Vila Real da Praia Grande foi elevada à condição de cidade com o nome de Nichteroy, tornando-se capital da província fluminense.

A celebração dos 207 anos reforça a importância histórica e cultural da Câmara Municipal de Niterói, que continua a exercer seu papel legislativo com 21 vereadores, mantendo viva a tradição iniciada há mais de dois séculos.

Créditos das Fotos: Sergio Gomes/ASCOM/CMN  

© Alberto Araújo

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CÂMARA MUNICIPAL DE NITERÓI - SOLENIDADE OFICIAL EM COMEMORAÇÃO AOS SEUS 207 ANOS DE HISTÓRIA

No dia 11 de agosto de 2026, terça-feira, a Câmara Municipal de Niterói realizou a Solenidade Oficial em comemoração aos seus 207 anos de história, tradição e compromisso com a cidadania. O evento ocorreu no Plenário Brígido Tinoco, na sede da Casa Legislativa, localizada na Avenida Amaral Peixoto, 625, no Centro da cidade. A cerimônia reafirmou o papel fundamental da Câmara na construção e fortalecimento do município ao longo de mais de dois séculos de atuação legislativa. 

Sob a condução do presidente Milton Carlos da Silva Lopes, o Milton Cal (União Brasil), a sessão solene destacou a importância da transparência, da proximidade com a população e da valorização do debate democrático. A liderança do presidente tem marcado um período de grande relevância para o parlamento municipal, consolidando a Câmara como espaço de diálogo e representação. 

Estiveram presentes na solenidade autoridades e convidados especiais, entre eles o vereador Renato Cariell, o secretário Paulo Bagueira, os vereadores Fabiano Gonçalves, Romero Duarte e Moret, além do Padre José Marcelo Martins Gomes, capelão da Arquiconfraria Nossa Senhora da Conceição. O momento foi enriquecido pela apresentação do Coral da Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN), acompanhado pela cantora gospel Michele, que trouxe emoção e espiritualidade à celebração.

A solenidade de 207 anos reforça a memória e a relevância da Câmara Municipal de Niterói como guardiã da democracia e da cidadania, mantendo viva a tradição iniciada em 1819 e projetando o futuro da cidade com responsabilidade e compromisso. 

Créditos das fotos: Sérgio Gomes – Fotografo oficial da CMN

Texto © Alberto Araújo

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CONFERÊNCIA “MANUEL SAID ALI”, POR RICARDO CAVALIERE

No dia 18 de agosto de 2026, às 16 horas, a Academia Brasileira de Letras, em parceria com o Ministério da Cultura, abre as portas para mais um encontro do ciclo Cadeira 41, coordenado pelos acadêmicos Antonio Carlos Secchin e Ana Maria Machado. Nesta edição, o linguista e acadêmico Ricardo Cavaliere conduzirá uma conferência dedicada a uma das presenças mais luminosas da tradição filológica brasileira: Manuel Said Ali. 

Manuel Said Ali foi um dos grandes arquitetos da reflexão sobre a língua portuguesa no Brasil, um estudioso que uniu rigor científico e sensibilidade literária. Sua obra, marcada por uma busca incessante pela clareza e pela precisão, ajudou a consolidar o estudo da gramática como campo de pensamento e não apenas de norma. Em tempos em que o idioma se transforma e se reinventa, revisitar Said Ali é reencontrar o espírito de uma língua viva, pulsante, que se faz e se refaz na voz do povo e na pena dos escritores. 

Manuel Said Ali nascido no final do século XIX, ele foi um dos primeiros intelectuais brasileiros a tratar a língua portuguesa não apenas como instrumento de comunicação, mas como organismo vivo, sujeito às pulsações do tempo e da história. Seu olhar sobre a gramática era o de um humanista: enxergava na estrutura da linguagem o reflexo da alma nacional, o modo como o Brasil pensa, sente e se expressa. 

Autor de obras fundamentais como Gramática Secundária da Língua Portuguesa e Dificuldades da Língua Portuguesa, Said Ali foi um pioneiro na busca por uma gramática científica, livre das amarras do purismo e aberta à observação real do uso. Sua escrita, precisa e elegante, conciliava o rigor do filólogo com a sensibilidade do escritor. Ele compreendia que a língua não é um monumento estático, mas um rio que se renova e que o papel do estudioso é acompanhar esse fluxo com inteligência e respeito. 

Ricardo Cavaliere, profundo conhecedor da história da linguística e da tradição gramatical brasileira, propõe nesta conferência uma leitura renovada do legado de Manuel Said Ali,  não apenas como gramático, mas como pensador da linguagem e da cultura. O encontro promete ser uma celebração da inteligência e da palavra, um convite à reflexão sobre o papel da língua como espelho da identidade nacional. 

Ao revisitar Said Ali, Ricardo Cavaliere nos convida a refletir sobre o valor da palavra como patrimônio cultural. Em tempos de comunicação instantânea e efêmera, o pensamento de Manuel Said Ali ressurge como um baluarte de lucidez: lembra-nos que dominar a língua é dominar o próprio pensamento, e que o estudo da gramática é, em última instância, um exercício de cidadania.

A entrada é franca, com inscrições pelo site www.academia.org.br, e transmissão ao vivo pelo canal https://www.youtube.com/@abletrasabl   

Uma oportunidade rara de mergulhar na história da língua portuguesa e na obra de um mestre que fez da gramática um gesto de amor à cultura.

 

© Alberto Araújo

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QUEM TEM MEDO DOS CLÁSSICOS? COM MARCELO MOARES CAETANO

Marcelo Moraes Caetano estreia na Revista Lume e retorna ao Focus com entrevista memorável 

Erudito de rara intelectualidade, o professor Marcelo Moraes Caetano acaba de inaugurar sua coluna “Quem tem medo dos clássicos?” na recém-criada Revista Lume, publicação que já se afirma como referência de excelência cultural.

Na ocasião em que proferiu palestra na Academia Brasileira de Letras, o professor Marcelo concedeu ao Focus Portal Cultural sua primeira entrevista, ampla e reveladora. Agora, ele retorna ao portal em um momento igualmente marcante: falar sobre a estreia de sua coluna, que não se limita à música, mas atravessa múltiplos campos culturais em ensaios fascinantes. 

Polímata de rara erudição, Caetano é autor de mais de 60 livros, psicanalista, filólogo e pianista premiado em palcos da Dinamarca, Viena e Paris. Sua trajetória intelectual e artística o consagra como uma das vozes mais representativas da cultura brasileira contemporânea. Nesta nova entrevista, ele reflete sobre o papel dos clássicos como forças vivas que iluminam o presente, oferecendo rigor e lirismo em cada reflexão. Prepare-se para uma conversa impactante que reafirma: os clássicos são bússolas e horizontes de nosso tempo. Aguardem!


I STILL HEAR YOUR VOICE (1965) [PODER DURADOURO] – HOMENAGEANDO A VOZ DESTEMIDA DE NINA SIMONE

 


Entre no ritmo e viaje de volta à era de ouro do funk, do soul clássico e das batidas marcantes dos anos 70 com o SoulTape Archives, um canal dedicado a preservar a sonoridade atemporal da cultura groove clássica. Cada mixagem é elaborada para capturar o calor das gravações analógicas, a emoção das sessões de estúdio ao vivo e a energia autêntica que definiu a era de ouro da música soul.

Neste vídeo, você descobrirá uma rica seleção de grooves de deep funk, baladas soul envolventes, sessões de fitas perdidas, a sonoridade única de vinis raros e releituras de clássicos. Inspirada pelos pioneiros do soul clássico e do funk retrô, cada faixa é cuidadosamente produzida para recriar a sensação de uma obra-prima esquecida que acaba de ser redescoberta.

Sinta as linhas de baixo profundas, os metais cheios de alma, as texturas *vintage* aconchegantes e os ritmos atemporais que fizeram toda uma geração dançar. Seja para relaxar, estudar, trabalhar, dirigir à noite ou simplesmente curtir o momento, deixe o som levar você a uma jornada nostálgica de volta aos tempos em que a música era crua, emocionante e vibrante.

O SoulTape Archives é mais do que uma playlist: é uma homenagem ao espírito da cultura groove clássica, onde cada faixa parece uma joia escondida em uma coleção de vinis empoeirados.


THURGOOD MARSHALL: O ENGENHEIRO DA JUSTIÇA SOCIAL

Thurgood Marshall ocupa um lugar singular na história dos Estados Unidos. Muito antes de vestir a beca da Suprema Corte, ele já era conhecido como “Sr. Direitos Civis”, por sua atuação incansável contra a segregação racial. Como advogado da NAACP, foi protagonista no caso Brown v. Board of Education, que derrubou a legalidade da segregação escolar e redefiniu o futuro da democracia americana.

O documentário Becoming Thurgood: America’s Social Architect, exibido pela PBS, não se limita às vitórias jurídicas que o tornaram famoso. Ele mergulha em suas origens: o nascimento em Baltimore, a influência das universidades historicamente negras e o papel decisivo de seu mentor, Charles Hamilton Houston, que dizia que “um advogado é um engenheiro social ou um parasita da sociedade”. Marshall escolheu ser ENGENHEIRO. 

O professor Bobby Donaldson, da Universidade da Carolina do Sul, reforça essa visão ao liderar o Center for Civil Rights History and Research. Para ele, Marshall não foi apenas um jurista brilhante, mas também um símbolo de como pessoas comuns, com preparação e coragem, podem transformar a realidade. Afinal, em 1908, nada indicava que aquele jovem de Baltimore, neto de escravizados, se tornaria o primeiro afro-americano a ocupar um assento na Suprema Corte. 

Marshall entendia que conquistas como a Lei dos Direitos Civis de 1964 e a Lei do Direito ao Voto de 1965 só foram possíveis graças à estratégia, à construção de alianças e à luta de milhares de cidadãos. Suas vitórias jurídicas não aconteceram isoladamente: foram fruto da mobilização coletiva e da persistência de uma geração que acreditava na mudança. 

Mais do que um ícone congelado no tempo, Marshall foi um ser humano com ambições, desafios e decepções. Reconhecer sua humanidade é essencial para que estudantes e cidadãos percebam que grandes líderes não nascem prontos, eles se formam ao longo de uma trajetória marcada por esforço e visão. O legado de Marshall nos lembra de que a luta pela igualdade exige tanto ação popular quanto fundamentos legais sólidos. Ele foi, acima de tudo, um arquiteto de possibilidades, que desenhou caminhos para que a democracia americana pudesse se aproximar de seus ideais. 

UM POUCO SOBRE THURGOOD MARSHALL 

Thurgood Marshall entrou para a história como o primeiro juiz afro-americano da Suprema Corte dos Estados Unidos, cargo que ocupou entre 1967 e 1991 após ser nomeado pelo presidente Lyndon B. Johnson. Reconhecido como “Mr. Civil Rights”, destacou-se por sua atuação em casos decisivos contra a segregação racial. Como advogado da NAACP, foi responsável por vitórias históricas, incluindo o caso Brown v. Board of Education (1954), que declarou inconstitucional a segregação escolar. 

Marshall é lembrado como um herói nacional e um verdadeiro arquiteto da luta pelos direitos civis. Não há registros de escândalos pessoais ou polêmicas que tenham manchado sua imagem pública. Sua nomeação para a Suprema Corte enfrentou resistência de senadores conservadores, mas essa oposição refletia o racismo institucional da época, e não qualquer aspecto negativo de sua trajetória. 

Além de sua atuação nos Estados Unidos, Marshall contribuiu para a independência do Quênia, participando da elaboração da Carta de Direitos da constituição do país em 1963. Defendia que o papel do advogado deveria ser o de engenheiro social, alguém capaz de transformar a sociedade por meio da justiça. Sua visão e sua prática inspiraram gerações de juristas e ativistas, consolidando sua imagem como símbolo de justiça e igualdade. 

HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL 

Este texto é oferecido como uma singela homenagem do Focus Portal Cultural à memória e ao legado de Thurgood Marshall, figura que transcende o tempo e continua a inspirar gerações. Ao recordar sua trajetória, não buscamos apenas enaltecer o jurista e o ícone dos direitos civis, mas também celebrar o ser humano que, com coragem e sensibilidade, abriu caminhos para que a justiça pudesse se aproximar da igualdade. 

Marshall foi mais do que um advogado brilhante; foi um arquiteto social que acreditava na força da educação, na dignidade da luta e na esperança como instrumento de transformação. Sua vida nos lembra que grandes conquistas nascem de pequenos gestos, de persistência silenciosa e da fé inabalável em um futuro melhor. Ele nos ensina que a verdadeira grandeza não está apenas nas vitórias jurídicas, mas na capacidade de inspirar pessoas comuns a acreditarem que podem mudar o mundo. 

Ao prestar esta homenagem, o Focus Portal Cultural deseja envolver o leitor em palavras suaves e respeitosas, livres de polêmicas, mas cheias de significado. É um convite à reflexão sobre como figuras históricas, como Marshall, nos mostram que a justiça é uma construção coletiva, feita de sonhos, sacrifícios e esperança. É também um lembrete de que cada um de nós pode ser parte dessa construção, seja pela educação, pela solidariedade ou pela coragem de defender o que é justo.

Assim, celebramos Thurgood Marshall não apenas como o primeiro afro-americano na Suprema Corte dos Estados Unidos, mas como símbolo universal de resistência pacífica e de fé na humanidade. Que sua história continue a iluminar os caminhos da cultura, da justiça e da memória, inspirando novas gerações a acreditar que a igualdade é possível e que a dignidade humana deve sempre ser preservada.

© Alberto Araújo

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A VOZ DA JUSTIÇA E O CANTO DA CIDADE - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL AOS ADVOGADOS

Hoje, 11 de agosto, o ar de nossa cidade e de nossos tribunais veste-se de uma gravidade diferente, feita de história, de letras e de compromisso. Ao celebrar o Dia da Advocacia, o Focus Portal Cultural olha para a trajetória que trouxe a classe até aqui e sente pulsar em cada profissional a mesma chama que acendeu as primeiras Arcadas, lá em 1827. 

Ser advogado não é apenas manejar códigos ou decifrar a frieza dos artigos. É, antes de tudo, um ato de escuta e de coragem. É emprestar a própria voz para que a justiça encontre eco naqueles que o silêncio tentou calar. Em cada petição, em cada tribuna, em cada defesa intransigente da liberdade e da democracia, esses profissionais escrevem, no papel do cotidiano, a poesia viva da cidadania. 

Nesta data tão cara à nossa tradição, o jornalista e escritor Alberto Araújo, por meio do Focus Portal Cultural, dirige-se a cada um de vocês, operadores do direito. Vocês que, com ética, sensibilidade e firmeza, enfrentam os labirintos jurídicos para fazer da lei um instrumento de dignidade humana. Que saibam honrar esse legado não apenas com a técnica que os distingue, mas com a poesia da esperança que os move adiante.

Que o caminhar da advocacia continue sendo um holofote, e que a beca tecida com o fio invisível da justiça social, seja sempre a veste altaneira daqueles que não temem sonhar e construir um mundo mais justo. 

Parabéns, advogados e advogadas. Que a voz da justiça jamais emudeça. 

© Alberto Araújo

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