quinta-feira, 28 de agosto de 2025

EFEMÉRIDES - 28 DE AGOSTO — DIA DE SANTO AGOSTINHO - O DOUTOR DA GRAÇA E DA INQUIETUDE DA ALMA

A igreja católica celebra a memória litúrgica de Santo Agostinho de Hipona (354–430), um dos maiores doutores da igreja. 

Ele é conhecido como Doutor da Graça, filósofo, teólogo, escritor e bispo, autor das famosas Confissões e de A Cidade de Deus. Sua vida é marcada pela busca intensa da verdade e pela conversão depois de uma juventude inquieta, guiado pelas orações de sua mãe, Santa Mônica, cuja festa é celebrada no dia anterior, 27 de agosto. 

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Hoje, o Focus Portal Cultural rende justa homenagem a Santo Agostinho de Hipona (354-430), um dos maiores Doutores da Igreja e luminar do pensamento cristão e universal. 

Filho das lágrimas e orações de Santa Mônica, cuja memória celebramos ontem, Agostinho percorreu os caminhos inquietos da juventude até encontrar, na fé em Cristo, o repouso para sua alma sedenta da verdade. 

Filósofo, teólogo, bispo e escritor fecundo, deixou-nos obras que atravessam os séculos, como as Confissões — onde revela sua intimidade com Deus — e A Cidade de Deus, que ilumina os fundamentos da fé e da civilização. 

Com razão é chamado “Doutor da Graça”, pois sua vida e sua obra testemunham que o coração humano só encontra descanso no Criador:

Fizeste-nos para Ti, Senhor, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em Ti.”

No dia de Santo Agostinho, celebramos a busca pela verdade, a força da oração e a beleza da conversão. Sua herança espiritual continua a inspirar crentes, pensadores e artistas no mundo inteiro. 

Reverência ao santo que uniu fé e razão, palavra e silêncio, inquietude e eternidade. 

©Alberto Araújo, jornalista cultural

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SANTO AGOSTINHO DE HIPONA 

Nascido em 13 de novembro de 354, em Tagaste, uma pequena cidade na Numídia, atual Argélia, Agostinho foi fruto de um lar marcado pela fé de sua mãe, Santa Mônica, e pelo paganismo tardio de seu pai, Patrício, que viesse a abraçar o cristianismo apenas à beira da morte  

Brilhante e inquieto, Agostinho mergulhou no hedonismo, na retórica e, por certo tempo, no maniqueísmo. Sua conversão plena, aos 32 anos, foi desencadeada por uma intensa angústia interior e pelas poderosas pregações de Santo Ambrósio, em Milão, onde foi batizado em 387  

Retornando à África, vendeu seus bens, partilhou com os pobres e se dedicou à vida clerical. Ordenado padre em 391 e bispo de Hipona em 397, Agostinho se tornou pastor fervoroso, escritor incansável e defensor da fé contra heresias como o maniqueísmo, pelagianismo e donatismo  

Autor de mais de 113 obras, 224 cartas e mais de 500 sermões, sua produção intelectual é imensa  

Confissões: sua autobiografia espiritual, escrita entre 397 e 400, onde revela sua alma inquieta em busca de Deus. É reconhecida como a primeira autobiografia ocidental e uma das grandes obras da literatura cristã  

A Cidade de Deus (De Civitate Dei): um tratado monumental sobre a relação entre a cidade dos homens e a cidade celestial, com reflexões profundas sobre história, moralidade, tempo e Providência  

Agostinho faleceu em 28 de agosto de 430, em Hipona, data que se tornou também sua memória litúrgica na Igreja Católica. 

© Alberto Araújo 


 








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