A criança corre pela praia molhada,
pés descalços marcando o rastro do
mar.
Pega conchas, ri com o vento salgado,
e acha uma gaivota cansada na areia.
Com cuidado, solta-a ao céu,
e a ave sobe, gritando liberdade.
Eu vejo de longe,
e volto no tempo:
minha terra natal,
o jardim em flor.
Lá, um colibri veio, verde e rápido,
bebia o néctar da jabuticaba madura.
Pousei o olhar, e ele voou leve,
ligando o ontem ao agora,
num bater de asas.
A criança aplaude o voo da gaivota,
e eu sorrio: as coisas pequenas nos
salvam.
@ Alberto Araújo
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