domingo, 11 de janeiro de 2026

AREIA E ASAS - POEMA DE ALBERTO ARAÚJO


A criança corre pela praia molhada,

pés descalços marcando o rastro do mar.

Pega conchas, ri com o vento salgado,

e acha uma gaivota cansada na areia.

Com cuidado, solta-a ao céu,

e a ave sobe, gritando liberdade.

 

Eu vejo de longe,

e volto no tempo:

minha terra natal,

o jardim em flor.

Lá, um colibri veio, verde e rápido,

bebia o néctar da jabuticaba madura.

 

Pousei o olhar, e ele voou leve,

ligando o ontem ao agora,

num bater de asas.

A criança aplaude o voo da gaivota,

e eu sorrio: as coisas pequenas nos salvam.

 

@ Alberto Araújo


 

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