Hoje, 6 de janeiro, o calendário cristão nos convida a celebrar a Epifania, quando o Menino Jesus recebeu a visita dos três Reis Magos. Vindos de terras distantes, Gaspar, Baltazar e Melchior trouxeram não apenas presentes, mas símbolos que atravessaram os séculos: o incenso que revela a divindade, a mirra que anuncia o destino humano e o ouro que consagra a realeza.
Cada um deles representava um continente, uma raça, um pedaço da humanidade que se ajoelha diante da esperança recém-nascida. A tradição, consolidada no século VIII, transformou-os em santos, e desde então o dia 6 de janeiro marca o encerramento dos festejos natalinos: desmontam-se os presépios, recolhem-se os enfeites, mas permanece acesa a chama da fé.
No Brasil, a Folia de Reis ecoa como herança portuguesa, misturando devoção e folclore. Bandeiras coloridas, cantos e violas percorrem cidades e vilarejos, mantendo viva a memória dos Magos que viajaram guiados por uma estrela. É festa popular, é cultura, é religiosidade que se entrelaça com poesia.
Assim, o Dia de Reis não é apenas lembrança litúrgica, mas também um convite à contemplação: que cada um de nós, como Gaspar, Baltazar e Melchior, ofereça ao mundo o melhor de si, seja fé, seja cura, seja generosidade.
Que esta data seja celebrada como ponte entre o sagrado e o humano, entre a tradição e a cultura, entre o passado e o presente.
© Alberto Araújo
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