Hoje, 22 de janeiro, o entardecer está mais silencioso. O tempo parece suspenso, como se o universo tivesse parado por um instante para reverenciar a partida de um homem cuja presença era sinônimo de serenidade, respeito e luz. Paulo Roberto Teixeira Seixas nos deixou, e com ele se vai uma parte preciosa da nossa história, da nossa convivência e da nossa memória afetiva.
Paulo era daqueles seres raros que não precisavam de palavras grandiosas para marcar presença. Sua índole era feita de gestos simples, de olhares sinceros, de uma escuta atenta e de uma sabedoria que não se impunha, mas se revelava nas entrelinhas da convivência. Homem de princípios, de postura ética inabalável, de coração generoso e espírito fraterno, ele foi um exemplo silencioso de virtude.
Sempre ao lado de sua amada esposa, nossa companheira Zeneida Apolônio Seixas, e de seu filho Charles Seixas, Paulo era presença constante nos eventos culturais, nas celebrações comunitárias, nas rodas de conversa onde a arte, a história e a memória ganhavam vida. Era impossível não notar o brilho nos olhos de Paulo ao ouvir uma boa música, ao assistir a uma peça, ao participar de uma homenagem. Ele compreendia o valor da cultura como quem entende que ela é o alimento da alma.
A simplicidade era sua marca. Não aquela simplicidade que se confunde com ausência, mas a que se traduz em elegância discreta, em humildade verdadeira, em uma forma de estar no mundo que não exige aplausos, mas que conquista respeito. Paulo não buscava protagonismo, mas era protagonista de uma vida vivida com dignidade, afeto e compromisso com o bem.
Hoje, nos despedimos dele com o coração apertado, mas também com a certeza de que sua passagem por esta vida foi luminosa.
O sepultamento será amanhã, dia 23 de janeiro de 2026, às 11 horas, no Cemitério Parque da Paz, em Pacheco, São Gonçalo.
Lá, entre árvores e silêncio, entregaremos seu corpo à terra, mas manteremos sua memória viva em cada gesto de carinho, em cada lembrança compartilhada, em cada ensinamento que ele nos deixou.
Neste momento de dor, queremos abraçar com ternura Zeneida e Charles, estendendo nosso apoio e nossa solidariedade. Que o amor que Paulo semeou em vida seja agora o consolo que os envolve. Que a paz que ele transmitia seja agora o alento que os sustenta.
E para honrar sua partida, recorremos
às palavras do poema atribuído a Santo Agostinho, que nos ensina a olhar para a
morte com olhos de esperança:
“A morte não é nada.
Eu somente passei para o outro lado do
caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, eu
continuarei sendo.
Me deem o nome que vocês sempre me
deram,
Falem comigo como vocês sempre
fizeram.
Não mudem o tom de voz,
Não fiquem solenes ou tristes.
Continuem a rir daquilo que nos fazia
rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Que meu nome seja pronunciado como
sempre foi,
Sem ênfase de nenhum tipo,
Sem sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre
significou.
O fio não foi cortado.
Por que eu estaria fora dos seus
pensamentos,
Apenas porque estou fora da sua vista?
Eu não estou longe,
Apenas estou do outro lado do caminho…”
Paulo Seixas está agora do outro lado do caminho. Mas sua luz, sua presença e seu legado continuam entre nós. Que o Grande Arquiteto do Universo, o Nosso Bom Deus o receba em Sua Glória e que nós, aqui, saibamos honrar sua memória com a mesma simplicidade e grandeza que ele nos ensinou.
Descanse em paz, querido amigo.
© Alberto Araújo
Focus Portal Cultural



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