O Focus Portal Cultural presta uma homenagem especial à escritora Gina Manjua Amaral, cuja obra literária ultrapassa fronteiras e toca profundamente os corações de seus leitores.
Em reconhecimento à sua contribuição para a literatura lusófona, o portal tem a honra ter em seu acervo três obras, que foram recém-adquiridas da autora: A Menina Que Pensava Diferente, Resiliência e A Minha Vida Contada em Poesia. Esses títulos agora fazem parte do patrimônio cultural do Focus.
Gina Amaral é uma escritora que transforma experiências em palavras e compartilha sua voz com o mundo. Sua literatura é feita de coragem, ternura e verdade. Com uma escrita que transita entre o lírico, o íntimo e o universal, Gina constrói pontes entre gerações, culturas e sentimentos.
GINA MANJUA AMARAL - A VOZ DA RESILIÊNCIA
No coração de Faro, cidade portuguesa da região do Algarve, pertencente ao distrito com o mesmo nome e com cerca de 41.904 habitantes, nasceu uma mulher a qual a sua escrita viria a ecoar muito além das fronteiras lusitanas. Faro, capital administrativa e cultural do Algarve, é banhada pelo Oceano Atlântico e marcada por um clima mediterrâneo que inspira beleza e contemplação. Olhão, município vizinho de Faro, é o lugar onde Gina reside. Com suas ruas estreitas, casas caiadas de branco e uma ligação profunda com a pesca e a Ria Formosa, com suas ilhas Armona, Farol e Culatra, Olhão é uma terra de autenticidade e resistência. É nesse cenário que Gina encontra inspiração para escrever, entre os ventos que sopram da Ria Formosa e os murmúrios das lendas locais.
Gina Manjua Amaral é uma escritora de alma sensível e coragem indomável. Sua trajetória é marcada por desafios e superações, e sua obra é ao mesmo tempo testemunho de todo a sua vivência. Com palavras que curam, tocam e inspiram, Gina construiu um universo literário que celebra a diferença, a resiliência e o amor.
A MENINA QUE PENSAVA DIFERENTE - RESILIÊNCIA E INCLUSÃO
Com 56 páginas de ternura e força, A Menina Que Pensava Diferente é mais do que um livro infantil, é um manifesto pela aceitação e pela identidade. Gina narra, em terceira pessoa, a história de uma menina que nasceu pequena, com problemas de saúde e aparelhos auditivos, enfrentando o olhar cruel de uma sociedade que não compreende a diferença.
A
narrativa é lírica, mas não escapa à dureza da realidade. A escola, espaço que
deveria acolher, torna-se palco de exclusão. Gina é ignorada, ridicularizada,
empurrada para os cantos. Mas é nesse cenário que surge a figura luminosa da
avó Beatriz, cujo abraço transforma dor em coragem. O amor incondicional da avó
é a raiz que sustenta a menina e a mulher que ela virá a ser.
Mais tarde, já adulta, Gina encontra na cadelinha Minnie uma nova forma de amor, puro, instintivo, sem julgamentos. Minnie, com sua curiosidade e afeto, torna-se símbolo da aceitação que os humanos tantas vezes negam. Juntas, Gina e Minnie percorrem escolas, levando uma mensagem poderosa: ser diferente não é defeito, é identidade.
Este livro é uma ode à infância, à superação e à beleza da diversidade. Com linguagem acessível e poética, Gina constrói pontes entre gerações, convidando crianças e adultos a enxergarem o mundo com mais empatia.
RESILIÊNCIA: A BIOGRAFIA DE UMA LUTA SILENCIOSA
Na segunda edição de Resiliência, com 88 páginas, Gina Amaral abandona a ficção para se lançar em um relato íntimo e visceral. Escrito em primeira pessoa, o livro é um mergulho profundo na alma de uma mulher que enfrentou a vida com peito aberto e sorriso rasgado, mesmo quando o coração chorava em silêncio.
A obra é marcada por uma sinceridade comovente. Gina não esconde as dores, os diagnósticos médicos desalentadores, os dias em que quis desistir. Mas também não se rende. Cada página é um testemunho de resistência, de amor pela família, pelos outros e, sobretudo, por si mesma.
A narrativa é jornalística na precisão dos fatos, mas lírica na forma como os sentimentos são costurados. Gina transforma cada cicatriz em verso, cada queda em impulso. O livro não é apenas sobre sobrevivência é sobre renascimento.
Ao compartilhar sua história, Gina oferece ao leitor um espelho e uma lanterna. Um espelho para reconhecer suas próprias batalhas, e uma lanterna para seguir em frente, mesmo quando tudo parece escuro. Resiliência é um convite à coragem, à fé na própria força, à celebração da vida em sua forma mais crua e bela.
A MINHA VIDA CONTADA EM POESIA: VERSOS DE SUPERAÇÃO
Na obra A Minha Vida Contada em Poesia, Gina Amaral revela sua faceta mais lírica e introspectiva. Com 80 páginas, o livro é uma coletânea de poemas que narram, em versos livres e sinceros, a trajetória de uma mulher que aprendeu a transformar tempestades em aprendizado.
Os poemas são curtos, mas densos. Cada estrofe carrega o peso de uma vivência, a leveza de uma descoberta, a profundidade de uma reflexão. Gina escreve sobre dor, mas também sobre esperança. Sobre quedas, mas também sobre reconstrução. Sobre dúvidas, mas, sobretudo sobre escolhas.
A poesia
de Gina é despretensiosa, mas poderosa. Não busca ornamentos, busca verdade. E
é nessa verdade que reside sua força. Ao ler seus versos, o leitor é convidado
a revisitar suas próprias memórias, a reconhecer suas fragilidades e a celebrar
sua capacidade de reerguer-se.
Este livro é um abraço em forma de palavras. Um gesto de acolhimento para todos que já se sentiram pequenos demais para caber no mundo. Gina mostra que a poesia pode ser ferramenta de cura, de empoderamento, de transformação.
Gina Manjua Amaral não é apenas uma escritora, é uma voz que ecoa. Nascida em Faro e residente em Olhão, cidade autêntica e resiliente como ela, Gina carrega em sua escrita a alma do Algarve. Suas obras são impregnadas da luz das ilhas, da força das lendas locais e da resistência histórica de um povo que não se curva. Cada página que escreve é atravessada pela memória das ruas caiadas de branco, pelo sopro da Ria Formosa e pela herança cultural de uma região que aprendeu a sobreviver entre o mar e a terra.
Participante ativa do cenário literário, Gina levou sua palavra a eventos internacionais por intermédio da Rede Sem Fronteiras, presidida por Dyandreia Portugal, uma organização que promove a integração cultural e literária entre países de língua portuguesa e comunidades espalhadas pelo mundo. Através dessa rede, Gina participou de encontros marcantes como a Feira do Livro de Lisboa, a Festa do Livro de Belém, a Feira Amazônica e a prestigiada Feira de Frankfurt, onde sua presença reafirmou o papel da literatura portuguesa no diálogo cultural global. Em cada feira, Gina não compartilhou apenas seus livros, mas sua essência: a coragem de transformar dor em palavra e palavra em ponte.
Sua participação na literatura lusófona é um testemunho da força coletiva de autores que, como ela, escrevem para dar voz às diferenças, às memórias e às identidades. Gina representa uma geração de escritores que não se limitam às fronteiras físicas, mas que se expandem pelo mundo através da língua portuguesa, criando uma rede de afetos e de resistência cultural. A Rede Sem Fronteiras, nesse sentido, é mais do que uma plataforma: é um espaço de internacionalização da literatura, onde Gina se posiciona como representante da resiliência e da ternura que caracterizam sua obra.
Gina escreve para si e para o mundo. Para crianças que se sentem diferentes. Para mulheres que enfrentam batalhas silenciosas. Para todos que buscam sentido em meio ao caos. Sua literatura é ponte, é farol, é casa. Ao lado de outros escritores lusófonos, reafirma que a língua portuguesa é um território de afetos e de resistência, capaz de unir culturas diversas sob o mesmo horizonte literário. Sua obra, marcada pela coragem e pela sensibilidade, é um convite à reflexão e à celebração da vida. Mais do que livros, Gina oferece gestos de amor e resistência, lembrando que ser diferente não é defeito, mas identidade.
As obras de Gina Manjua Amaral são mais do que livros são gestos de amor. Amor pela vida, pela diferença, pela palavra. Com uma escrita que transita entre o jornalístico, o lírico e o cultural, Gina constrói um universo onde cada leitor encontra abrigo.
A Menina Que Pensava Diferente, Resiliência e A Minha Vida Contada em Poesia são capítulos de uma mesma jornada: a de uma mulher que escolheu transformar dor em coragem, silêncio em voz, exclusão em pertencimento.
Ao ler Gina, somos lembrados de que a literatura pode ser resistência, cura e celebração. Que cada história tem valor. Que cada diferença é potência. Que cada vida merece ser contada, e lida, com o coração aberto.
Gina
Manjua Amaral é, sem dúvida, uma voz mais autêntica e necessária da literatura
contemporânea lusófona. E sua obra, um presente para o mundo.
© Alberto
Araújo
Focus Portal Cultural





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