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Uma data que se transforma em celebração
No dia 27 de janeiro de 2026, o mundo celebra os 270 anos do nascimento de Wolfgang Amadeus Mozart. Poucos nomes na história da música carregam tanto peso simbólico quanto o do compositor austríaco. Sua obra, escrita em apenas 35 anos de vida, permanece como um dos pilares da cultura ocidental. Mozart é sinônimo de genialidade, equilíbrio e beleza. Sua música atravessa séculos e continua a emocionar públicos de todas as idades e culturas.
Neste contexto, a pianista Licia Lucas oferece ao público um registro histórico que se transforma em homenagem: a execução do Concerto nº 26 em Ré Maior KV 537 “Coroação”, realizada em São Paulo, em 08 de abril de 2000, com a Orquestra Sinfônica da USP sob regência do maestro Eduardo Rahn.
Hoje, ao revisitar esse momento, Licia Lucas “coroa” Mozart, reafirmando sua relevância eterna.
O CONCERTO Nº 26 “COROAÇÃO”
O Concerto nº 26 em Ré Maior KV 537 foi composto em 1788, período em que Mozart enfrentava dificuldades financeiras e buscava reafirmar sua posição em Viena. A obra ficou conhecida como “Coroação” por ter sido associada às festividades imperiais, especialmente à coroação de Leopoldo II em Frankfurt, em 1790.
O concerto é marcado por uma escrita brilhante, que combina solenidade e lirismo. É uma obra que exige do intérprete não apenas virtuosismo técnico, mas também compreensão profunda da linguagem mozartiana.
I – Allegro: abertura majestosa, marcada por energia e vitalidade. O piano dialoga com a orquestra em clima de celebração.
II – Larghetto: momento de introspecção, onde o piano canta com delicadeza, criando atmosfera contemplativa.
III – Allegretto: conclusão festiva, com espírito dançante e luminoso, reafirmando o caráter jubiloso da obra.
A execução de 2000, em São Paulo, trouxe à tona toda essa riqueza, com Licia Lucas ao piano e Eduardo Rahn conduzindo a orquestra em perfeita sintonia.
LICIA LUCAS – A PIANISTA
Licia Lucas é uma das grandes intérpretes brasileiras, reconhecida por sua dedicação ao repertório clássico e pela busca incansável da excelência. Sua carreira é marcada por apresentações em importantes palcos nacionais e internacionais, sempre com o compromisso de difundir a música erudita.
Licia Lucas construiu trajetória sólida, marcada por estudos rigorosos e por uma sensibilidade artística que a tornou referência no cenário pianístico brasileiro. Sua interpretação de Mozart é descrita como refinada e vigorosa, equilibrando técnica e emoção.
No
concerto de 2000, sua performance foi exemplo de maturidade artística.
Revisitar esse registro em 2026 é reafirmar sua contribuição para a cultura
brasileira e para a memória musical de Mozart.
EDUARDO RAHN – O MAESTRO
O maestro Eduardo Rahn, de origem venezuelana, construiu carreira internacional sólida. Estudou no Conservatório Nacional de Paris e se especializou em regência na Juilliard School, em Nova York. Atuou por sete anos na Europa e três nos Estados Unidos, absorvendo tradições diversas e ampliando sua visão artística.
No Brasil, colaborou com orquestras como a Sinfônica da USP e a Sinfônica de Santo André, sempre trazendo sua versatilidade e rigor técnico. Sua parceria com Licia Lucas é exemplo de diálogo entre culturas e talentos, resultando em interpretações memoráveis.
Rahn é reconhecido por sua capacidade de unir disciplina e emoção, conduzindo a orquestra com clareza e paixão. No concerto de 2000, sua regência foi fundamental para dar vida ao espírito festivo e solene da obra de Mozart.
A ORQUESTRA SINFÔNICA DA USP
Fundada em 1975, a Orquestra Sinfônica da USP consolidou-se como uma das principais formações musicais do país. Seu papel é difundir repertórios clássicos e contemporâneos, formando público e promovendo a cultura musical.
No concerto de 2000, a orquestra mostrou sua maturidade e versatilidade, acompanhando Licia Lucas com precisão e sensibilidade sob a batuta de Eduardo Rahn. Foi um momento de afirmação da qualidade artística da formação paulista.
O Concerto de 08 de abril de 2000. Naquele dia, São Paulo foi palco de um encontro especial entre solista, maestro e orquestra unidos em celebração a Mozart. O público pôde testemunhar a força da música como elo entre épocas e culturas.
O registro desse concerto é mais que memória, é patrimônio cultural, que hoje ganha novo significado ao ser revisitado no aniversário de 270 anos de Mozart.
A atmosfera era de solenidade e entusiasmo. O piano de Licia Lucas, a regência firme e sensível de Eduardo Rahn e a resposta da orquestra criaram uma experiência única. O público, emocionado, reconheceu naquele momento a grandeza da música como expressão universal.
O início dos anos 2000 foi um período de efervescência cultural em São Paulo. A cidade consolidava-se como centro musical, com instituições como a USP, a Orquestra Sinfônica Municipal e a OSESP ampliando sua atuação.
Concertos como o de 2000, com Licia Lucas e Eduardo Rahn, refletiam essa vitalidade. A presença de solistas renomados e maestros internacionais contribuía para elevar o nível artístico e para formar público cada vez mais exigente.
Esse contexto reforça a importância do registro, não se trata apenas de uma execução de Mozart, mas de um momento que simboliza a maturidade da vida musical paulistana.
MOZART – 270 ANOS
Wolfgang Amadeus Mozart nasceu em 27 de janeiro de 1756, em Salzburgo. Sua obra atravessou fronteiras e séculos, permanecendo como símbolo de genialidade. Dos concertos e sinfonias às óperas, sua música é universal, capaz de emocionar públicos diversos.
Celebrar seus 270 anos é reconhecer que sua arte continua viva. Cada execução é uma coroação simbólica, reafirmando sua relevância eterna. Mozart é patrimônio da humanidade, e cada intérprete que o revisita contribui para manter sua chama acesa.
No repertório pianístico, Mozart ocupa lugar central. Seus concertos para piano são obras-primas que exigem do intérprete equilíbrio entre técnica e expressão. São peças que revelam a essência da música clássica e que continuam a desafiar pianistas em todo o mundo.
Hoje, 27 de janeiro de 2026, Licia Lucas coroa Mozart com sua interpretação. Ao revisitar o concerto de 2000, realizado em São Paulo com a Orquestra Sinfônica da USP e regência de Eduardo Rahn, a pianista reafirma a força da música como ponte entre passado e presente.
Este Especial cultural e jornalístico do Focus Portal Cultural é uma homenagem ao grande compositor, à pianista que o interpreta com paixão e ao maestro que o conduz com maestria. É também um tributo à música como expressão universal, capaz de atravessar séculos e continuar a emocionar.
©
Alberto Araújo
Focus
Portal Cultural


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