Hoje,
09 de janeiro, o calendário não marca apenas o tempo: ele abre um palco onde a
vida de DALMA NASCIMENTO se transforma em espetáculo de cultura e memória. O
sol que nasce sobre Niterói não ilumina apenas ruas e praças; ele acende a
chama de uma trajetória que fez da literatura um templo, da pesquisa um rito, e
da docência uma oferenda.
Dalma
é mais que autora, mais que professora: é SACERDOTISA DA PALAVRA. Seus livros
não repousam em estantes, mas respiram como organismos vivos, pulsando entre
mito e história, feminino e sagrado, medieval e contemporâneo. Cada obra é um
cântico, cada ensaio uma travessia, cada aula um rito de iniciação.
Seus
estudos sobre Nélida Piñon são constelações que brilham no céu da crítica
literária, revelando não apenas a grandeza da romancista, mas também a
delicadeza de quem sabe escutar o coração da narrativa. Já sua paixão pelos
goliardos e pelos Carmina Burana é um gesto de ousadia: trazer à cena
brasileira a rebeldia medieval, mostrando que o riso, a sátira e o desejo são
eternos companheiros da humanidade.
Dalma
Nascimento é ponte: entre gerações, entre culturas, entre mundos. É raiz que se
aprofunda no solo fértil da tradição e é asa que se abre para o voo da
imaginação. Sua presença no PEN Clube do Brasil, na Academia Niteroiense de
Letras, na Rede Sem Fronteiras, e recente condecorada com o título A DAMA DA
CULTURA FLUMENSE com a iniciativa da Rede Sem Fronteiras e com apoio incondicional
de inúmeras instituições fluminense é mais que título; é reconhecimento de uma
voz que ecoa além das fronteiras.
Neste
aniversário natalício, celebramos não apenas a mulher, mas o mito que ela
própria construiu: mito de resistência, de beleza, de erudição. Que sua pena
continue a desenhar labirintos de sentido, que sua voz siga encantando
auditórios e páginas, que sua vida permaneça como um holofote para todos que
buscam na literatura não apenas conhecimento, mas revelação.
Parabéns,
Dalma Nascimento. Hoje, o Rio de Janeiro, Niterói, além, o Brasil inteiro é
convidado a brindar com você: ao feminino que floresce, ao sagrado que inspira,
ao medieval que ressurge, à cultura que se eterniza.
© Alberto Araújo
Focus Portal Cultural
DALMA NASCIMENTO - O ANIVERSÁRIO NATALÍCIO COMO LABIRINTO DE MEMÓRIAS ETERNAS
No dia 9 de janeiro, quando o sol de Niterói se derrama como mel dourado sobre a Baía de Guanabara, celebra-se não apenas o ciclo de mais um ano, mas o florescimento perene de uma alma que tece a tapeçaria da cultura brasileira com fios de mito, sagrado e feminino. Dalma Nascimento, essa proeminente autora, pesquisadora e professora, emerge como uma constelação no firmamento intelectual do Brasil, iluminando caminhos onde a literatura se entrelaça com a história, o desejo e o destino. Seu aniversário natalício, esse portal cósmico de renascimento, nos convida a percorrer os labirintos de sua obra, onde cada página é uma rosa desabrochada, pétalas de erudição exalando o perfume da paixão inabalável.
Imagine uma jornada que começa nas brisas do Nordeste brasileiro, ecoando as vozes ancestrais de cordéis e maracatus, e se desdobra nos salões acadêmicos do Rio de Janeiro, onde Dalma Nascimento, com a delicadeza de uma tecelã de sonhos, constrói uma vasta bibliografia. Seus livros não são meros volumes encadernados; são portais vivos, portais que abrem para a complexidade da condição humana, como rios caudalosos que serpenteiam pela alma coletiva. Autora de uma prosa rica em matizes, ela mergulha nas profundezas dos grandes nomes da literatura, desvendando camadas ocultas com a precisão de um ourives lapidando joias eternas.
Dentre suas pérolas mais cintilantes, brilham os cinco volumes dedicados a Nélida Piñon, essa escritora gigante galega-brasileira que as suas narrativas pulsam como o coração de um samba ancestral. Nos Labirintos da Memória, por exemplo, é um hino à vida e à obra da romancista, um espelho d'água onde se reflete a beleza labiríntica de Piñon, contos, crônicas e romances que dançam entre o real e o mítico. Seguem-se Nélida Piñon entre Contos e Crônicas, Aventuras Narrativas de Nélida Piñon (selos da Editora Parthenon, sob o olhar visionário de Mauro Carreiro Nolasco), Conversas com Nélida e Onde Você Estiver, Recordações de Nélida Piñon (H.P. Comunicação Associados, com Paulo França no Rio). Esse último tomo, dedicado à inolvidável Eliana Bueno Ribeiro, companheira de mais de 50 anos na devoção piñoniana, formam uma constelação pentagonal, guiando leitores pelo cosmos feminino da escrita brasileira. Dalma não apenas estuda Piñon; ela a ressuscita, como Orfeu evocando Eurídice das sombras do esquecimento.
Mestra e Doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada, Dalma Nascimento plantou suas raízes no CNPq por décadas, regando projetos que florescem no Centro de Estudos Afrânio Coutinho. Sua sala de aula, esse jardim secreto de mentes ávidas, inspira gerações com sementes de conhecimento que brotam em teses e ensaios. Como professora, ela não leciona; ela encanta, transformando alunos em peregrinos da palavra escrita, guiados por sua expertise em mito, sagrado e feminino, territórios onde deusas antigas sussurram segredos às musas contemporâneas.
Suas áreas de interesse são constelações vivas: o feminino como força telúrica, pulsando nas veias de Piñon; a Idade Média, com seus ecos goliardos de rebeldia e êxtase; e a Literatura Comparada, ponte arco-íris entre épocas e oceanos culturais. Prêmios e honrarias coroam sua fronte como louros medievais: membro do PEN Clube do Brasil e da Academia Niteroiense de Letras, Rede Sem Fronteiras e de muitas outras instituições culturais, ela desfila por congressos nacionais e internacionais, deixando rastros de perfume intelectual em jornais e revistas, do Brasil à Europa.
Ah, o xodó literário de Dalma, esse tesouro medieval que pulsa como a trombeta dos templos medievais em sua biografia! Carmina Burana: Magia e Questionamento Cultural – A Poesia dos Goliardos, Cantata Cênica de Carl Orff, são 474 páginas de puro êxtase erudito, com prefácio de Ricardo Cravo Albin e apresentação de Eduardo F. Coutinho é um banquete para os sentidos. Os Carmina Burana, coleção de poemas latinos, gregos e alemães do século XII, nascidos da pena errante dos goliardos, clérigos e estudantes de Paris, rebeldes com causa, irrompem como vinho tinto derramado em toalhas monásticas.
Esses versos, repletos de ironia afiada como adaga, erotismo flamejante como fogueira de São João e críticas sociais que fustigam a hipocrisia eclesial, desmascaram a Idade Média não como era austera de vitrais frios, mas como mosaico vibrante de contradições humanas. Temas dançam em roda: o amor carnal, que celebra a carne como templo pagão; a sátira à nobreza corrupta e à Igreja onipotente; a Roda da Fortuna, girando impiedosa entre glória e pó; e a natureza, com estações do ano pintadas em tons de safira e ouro, evocando os verões de seca e fartura.
No século XX, Carl Orff, o mago alemão, transmuta esses pergaminhos em cantata cênica (1935-1936), com coros trovejantes e ritmos primitivos que ecoam o batuque carioca. Dalma Nascimento, em sua análise profunda, revela essa alquimia: poesia goliarda fundida à música orffiana, um hino à vitalidade humana que ressoa em teatros do mundo. Os Carmina não são relíquias poeirentas; são elixir vivo, inspirando artistas de hoje, provando que o medieval pulsa no contemporâneo, como o samba enredo desfila o passado nas avenidas do Rio.
Dalma Nascimento não é mera intelectual; é um baluarte multifacetado, cujos raios iluminam a produção literária nacional e global. Sua obra, entrelaçando gênero, sociedade e sagrado, é bússola para estudiosos, com análises que cortam como bisturi cirúrgico o tecido da realidade brasileira. Respeitada no Olimpo acadêmico, suas páginas servem de alicerce a pesquisas que florescem como ipês em setembro.
Neste aniversário natalício, 09 de janeiro de 2026, erguemos taças de vinho poético à amiga Dalma, essa tecelã de mitos, guardiã do feminino, exploradora medieval, cuja trajetória é hino à excelência. Que novos labirintos se abram, que novas rosas desabrochem em sua pena incansável. Parabéns, Dalma Nascimento! Seu legado é o Brasil eterno, florescendo em cada leitor cativado.
© Alberto Araújo
Focus Portal Cultural






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