quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

CARTA ABERTA DO FOCUS PORTAL CULTURAL À HUMANIDADE PARA REFLEXÃO NO DIA MUNDIAL DA PAZ EM 1º DE JANEIRO

Hoje, ao nascer de um novo ano, erguemos nossas vozes não como indivíduos isolados, mas como parte de um mesmo corpo, de uma mesma alma coletiva que pulsa em cada canto da Terra. É o primeiro dia de janeiro, e diante da aurora que se abre, sentimos a urgência de falar sobre aquilo que é mais essencial: a Paz. 

A Paz não é apenas ausência de guerra. Ela é presença de justiça, de respeito, de compaixão. É o silêncio que acalma, mas também o diálogo que constrói. É o abraço que reconcilia, o gesto que acolhe, a palavra que cura. A Paz é o coração dos homens batendo em uníssono, reconhecendo que não há fronteiras quando o amor se torna linguagem universal. 

Vivemos tempos de ruídos, de divisões, de medos que se multiplicam. Mas é justamente por isso que precisamos recordar: a Paz começa dentro de cada um de nós. Não é um decreto, não é uma assinatura em tratados, não é apenas uma bandeira hasteada. É uma escolha íntima, diária, que se manifesta em como olhamos para o outro, em como tratamos os mais frágeis, em como cuidamos da Terra que nos sustenta. 

Humanidade, olhe para dentro de si. Quantas vezes deixamos que o orgulho nos cegasse? Quantas vezes permitimos que a indiferença fosse mais forte que a solidariedade? Quantas vezes esquecemos que cada vida é sagrada? Hoje, neste primeiro dia do ano, convidamos todos a um pacto silencioso: que cada coração seja um templo de Paz.

Que os líderes do mundo compreendam que governar é servir, e que servir é proteger a dignidade humana. Que as famílias descubram que o lar é o primeiro território da Paz. Que as escolas ensinem não apenas fórmulas e datas, mas também o valor da empatia. Que as ruas sejam espaços de encontro e não de medo. Que as redes digitais sejam pontes de diálogo e não trincheiras de ódio. 

A Paz é possível. Ela não é utopia distante, mas realidade que se constrói passo a passo. É como uma semente: precisa ser plantada, regada, cuidada. E cada gesto humano é água ou sol para essa semente. Quando escolhemos a bondade, fortalecemos a Paz. Quando escolhemos o perdão, fortalecemos a Paz. Quando escolhemos a escuta, fortalecemos a Paz.

Humanidade, não podemos mais esperar. O tempo da Paz é agora. O tempo da reconciliação é hoje. O tempo de transformar lágrimas em esperança é este instante. 

Que este 1º de janeiro seja lembrado não apenas como o início de mais um calendário, mas como o despertar de uma consciência coletiva. Que cada homem, cada mulher, cada criança, em qualquer parte do mundo, sinta que a Paz é possível e necessária.

E que, ao final deste ano que começa, possamos olhar para trás e dizer: fomos mais humanos, fomos mais compassivos, fomos mais irmãos. 

Humanidade, escute: a Paz não é um sonho. Ela é a verdade mais profunda que habita em nós. 

O Dia Mundial da Paz, celebrado em 1º de janeiro, nasceu de uma iniciativa do Papa Paulo VI em 1967. Naquele ano, o pontífice lançou ao mundo uma proposta ousada e profundamente humana: que o primeiro dia de cada novo ano fosse dedicado à reflexão e ao compromisso com a paz. A ideia não se restringia ao âmbito religioso ou católico; ao contrário, Paulo VI desejava que fosse um chamado universal, capaz de reunir homens e mulheres de todas as culturas, credos e nações em torno de um mesmo ideal.

Em sua mensagem de 8 de dezembro de 1967, o Papa destacou que a paz não deveria ser vista como propriedade de uma instituição ou de um povo específico, mas como patrimônio da humanidade inteira. Ele afirmava que o desejo era ver essa celebração ganhar força em todos os cantos do planeta, como expressão sincera de uma humanidade consciente, que busca libertar-se dos conflitos bélicos e construir um futuro mais justo e ordenado. Para Paulo VI, a paz deveria ser entendida como o equilíbrio necessário para guiar a história rumo a um destino mais feliz e civilizado.

No texto inaugural, dirigido “a todos os homens de boa vontade”, o Papa convidava o mundo a celebrar o Dia da Paz em 1º de janeiro de 1968, e a repetir essa prática a cada ano, como promessa e esperança de que o calendário humano fosse marcado não apenas por datas, mas por valores. Ele insistia que a proposta não tinha caráter exclusivo da Igreja, mas que deveria ser acolhida por todos os verdadeiros amigos da paz, manifestando-se de diferentes formas, conforme a cultura e a sensibilidade de cada povo.

A mensagem ressaltava ainda a beleza da diversidade humana quando unida em harmonia, exaltando esse bem primário que é a paz. A Igreja, segundo Paulo VI, não pretendia impor, mas servir e dar exemplo, lançando uma ideia que pudesse ser abraçada pelo mundo civil e encontrar promotores corajosos e conscientes. Assim, o Dia Mundial da Paz foi concebido como um marco anual, celebrado nas calendas de cada novo ano, com o objetivo de inspirar uma humanidade livre dos horrores da guerra e comprometida com um futuro mais digno e fraterno. 

Com esperança e compromisso,

@ Alberto Araújo 

Focus Portal Cultural


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